quarta-feira, 3 de junho de 2026

MIDNIGHT OIL

 



Midnight Oil foi uma banda australiana de rock ativista. Suas canções tem cunho ecológico clamando pela proteção ao meio ambiente e defendendo os direitos do povo aborígene. A banda fez muito sucesso entre os surfistas.


História
O Midnight Oil é conhecido em todo o mundo como uma banda de ideais políticos e ambientais fortes. Sua maneira de abordar tais temas a transformou suas canções em hinos e suas apresentações em comícios, mantendo vivo o espírito contestador e inconformista do rock. Os Oils, como são chamados pelos fãs, também ficaram conhecidos por terem obtido legalmente junto à gravadora o pleno controle sobre sua obra artística, não se submetendo as regras do mercado fonográfico.


No início a banda girava em torno de três amigos Jim Moginie, Rob Hirst e Andrew James, que em 1972 formaram o The Farm. A banda fez apresentações antológicas e conquistou uma legião de fãs especialmente surfistas da cidade de Sydney.

O Farm continuou como um trio até 1975, a entrada de um estudante de direito chamado Peter Garrett agitou mais ainda os shows da banda que nessa época fazia uma mistura de AC/DC e Focus.

Com o relativo sucesso da banda, no final de 1976 a banda muda seu nome para Midnight Oil. No início de 1977 um novo membro se junta a banda, o guitarrista Martin Rotsey. Com novo nome e formação o Midnight Oil passa a compor novas músicas com letras mais políticas.


Em 1978, o Midnight Oil criou o seu próprio selo chamado “Powderworks”, e por ele lançaram seu primeiro álbum intitulado Midnight Oil. O álbum trouxe grandes canções como “Used and Abused”, “Run by Night” e claro, a faixa “Powderworks”. Estas músicas demonstravam um enorme poder de fogo da banda que parecia não acabar.

O álbum os levou as paradas australianas e o relativo sucesso a um segundo disco lançado em 1979, chamado Head Injuries, e não demorou para que fizesse ainda mais sucesso que o primeiro.



No ano seguinte o baixista e um dos fundadores da banda Andrew James é forçado a sair por problemas de saúde, para seu lugar é recrutado Peter Gifford. No mesmo ano a banda lança o Ep Bird Noises, com quatro músicas inéditas.

Em 1981 os Oils se mudam para a Inglaterra onde gravam o impecável Place Without a Postcard, um álbum recheado de clássicos e ainda mais político que os anteriores. Na metade do ano seguinte a banda grava 10,9,8,7,6,5,4,3,2,1,0 um dos pontos altos na discografia da banda. Surgiram hinos como “Power and Passion”, “Read About It” e “U.S. Forces”. Este álbum é um dos marcos da música australiana.



Este disco os levou ao 3º lugar nas paradas onde permaneceram por meses e vendeu a incrível marca de 250.000 cópias.

Os The Oils celebraram também o lançamento de seu álbum pela primeira vez no exterior, assinaram contato com a CBS na Inglaterra e com a Columbia nos EUA.



No início de 1983 eles participaram do Festival “Myer Music Bowl”, realizado em Melbourne com o objetivo de ajudar na campanha do “Desarmamento das Bombas Nucleares”.

No ano seguinte eles foram para Tóquio - Japão, onde gravaram seu próximo álbum com o mesmo produtor de “10,9,8...”. Red Sails in the Sunset foi lançado em outubro e marcou a fase mais experimental na parte instrumental da banda.O disco incluía muitos efeitos eletrônicos misturados ao característico som de guitarra da banda.



Em 1985 a banda lança outro Ep Species Deseases, lançado em meio a uma fase de transição da banda, e conta com 4 músicas inéditas, entre elas Progress e Hercules, duas excelentes músicas.

No inverno de 1986 o Midnight Oil partiu para uma espetacular turnê “Blackfella/Whitefella” no deserto Australiano, para se apresentar para as comunidades aborígenes. Estas apresentações contaram com a extraordinária banda local Warumpi, formada inteiramente por Aborígines. O escritor Andrew McMillan documentou toda esta turnê no livro “Strict Rules”, que mostra como a música pode mudar toda uma cultura.



Em 1987 o Midnight Oil atinge o auge de seu sucesso com o lançamento do álbum Diesel and Dust. O álbum inspirado na turnê “Blackfella/Whitefella” é considerado até os dias de hoje um dos maiores álbuns já lançados em toda a Austrália. Poderoso, dinâmico e revelador, músicas como “Beds are Burning”, “Put Down that Weapon”, “Dreamworld”, “The Dead Heart” e “Sell My Soul”, foram instantaneamente convincentes para que eles fossem considerados a melhor banda de rock surgida na Austrália nos anos 80.

Com o álbum Diesel and Dust, eles alcançaram o topo das paradas na Austrália, ficaram em 19º na Inglaterra, 1º na França e 21º nos Estados Unidos.



Após uma exaustiva turnê a banda retorna aos estúdios após dois anos e lança Blue Sky Mining, outro marco na carreira da banda e da música mundial. O álbum vendeu 2 milhões de cópias e se transformou em um clássico do rock australiano. Os Oils passaram o resto de 1990 excursionando pelos EUA e pela Europa.

Esta turnê culminou em uma das melhores apresentações da banda. Em Nova Iorque, na ilha de Manhattan, um show protesto contra o vazamento de óleo acontecido no Alaska. O show foi realizado em frente do prédio da companhia responsável pelo incidente. Este protesto atraiu a atenção mundial para a causa e subsequentemente foi lançado um documentário chamado “Black Rain Falls”, gerando fundos para o Greenpeace.


Retornando à Austrália, em novembro do mesmo ano eles fizeram uma grande turnê por todo o país depois de 3 anos afastados e ainda faturaram o prêmio “Crystal Globe Award”, por terem vendido mais de 5 milhões de cópias de “Blue Sky Mine” fora da Austrália.

Em 1991 a banda tirou férias e seus membros fizeram participações em diversas outras bandas. Em junho de 1992 a banda lançou o álbum ao vivo “Scream in Blue Live”, um álbum em que a banda fez questão de registrar a sua fúria em palco. Vale lembrar que o álbum contém músicas registradas entre um período de 8 anos (1982 – 1990).


Em 1993 a banda lança Earth and Sun and Moon, o nono álbum de estúdio, outro sucesso mundial. Os singles "My Country" e "Truganini" ganharam status de clássicos. Em 1995 eles gravam o álbum “Breathe” que só seria lançado em 1996.

Depois disto veio a coletânea “20,000 Watt R.S.L.”, lançada em novembro de 1997 e que vendeu 150 mil cópias somente na Austrália. Com esta vendagem a banda recebeu um álbum de platina. O CD conta com 18 faixas consagradas e o encarte do CD é um show a parte.


Em 1998 os Oils lançam Redneck Wonderland. Um álbum experimental que inclui arranjos eletrônicos e guitarras furiosas. No ano seguinte a banda lançou uma espécie de acústico, um CD que conta também com algumas músicas até então inéditas, na verdade 3 novas composições e uma cover.

O CD The Real Thing traz todos os grandes clássicos em versões ao vivo tiradas do acústico MTV gravado em Nova York. Já no final de 2001 foi lançado um novo CD da banda, Capricornia. O álbum tem 11 faixas e conta ainda com um CD-Rom que mostra uma espécie de “Making of...” do processo de composição do álbum.


Após o lançamento de Capricornia e uma turnê pelo mundo o Midnight Oil encerrou suas atividades. O principal motivo foi a saída do insubstituível vocalista e “front-man” Peter Garrett em 2002.

Midnight Oil - 20,000 Watt R.S.L. (Greatest Hits) (1997)





0:00 - What Goes On
2:56 - Power And The Passion
8:37 - Dreamworld
12:13 - White Skin Black Heart
15:58 - Kosciuszko
20:40 - The Dead Heart
25:51 - Blue Sky Mine
30:11 - US Forces
34:19 - Beds Are Burning
38:37 - One Country
44:31 - Best Of Both Worlds
48:39 - Truganini
53:50 - King Of The Mountain
57:38 - Hercules
1:02:09 - Surf's Up Tonight
1:05:15 - Back On The Borderline
1:08:27 - Don't Wanna Be The One
1:11:29 - Forgotten Years


Em 2004 Garret foi eleito para uma cadeira no congresso australiano o que dificultará a volta da banda. Pelo menos por enquanto.


Midnight Oil - Live @ RMIT, Melbourne, Australia - March 7, 1987 


Blossom And Blood 03:04
Bullroarer 08:12
Who Can Stand In The Way 13:20
Dreamworld 19:30
Best Of Both Worlds 23:30
The Dead Heart 28:28
Short Memory 33:38
Kosciusko 40:30
Hercules 45:09
Pictures 50:05
Read About It 53:12
(What's So Funny 'Bout) Peace, Love, and Understanding 57:15
Power And The Passion 1:01:07
Only The Strong 1:08:23


PEDRA RARA & NANDO OLIVER - Safira (2021)

 




Banda: Pedra Rara; Nando Oliver
Disco: Safira
Año de publicación: 2021
MUISCA&SOM ☝

Tracklist:
01 Obrigado por Existir
02 Quando Vejo o Mar
03 Universal Love
04 Primavera
05 Meu Alento
06 Politicamente Correto
07 As Estações
08 Maranhão Belezas
09 Somos Refugiados (feat. Vibrações)
10 Casamento na Ilha
11 Portal da Existência
12 Varios Camiños (feat. Guillermo Bonetto [Los Cafres])
13 Notas Introdutórias Álbum Safira
14 Áudio Descrição Álbum Safira
15 Notas Introductorias Álbum Safira
16 Descripcion de Audio Álbum Safira
17 Introductory Notes Safira Album
18 Audio Description Safira Album


LOVE JOYS - Gimme Back (2002)

 

LOVE JOYS - Gimme Back (2002)
Banda: Love Joys
Disco: Gimme Back
Año de publicación: 2002





Buhr - Feixe de Fogo (2026)



Sete anos após “Desmanche”, Buhr retorna com um trabalho que chega como rastro, faísca e movimento: “Feixe de Fogo”, seu quinto álbum solo, chegou às plataformas na última sexta (10). O disco sai pelo selo paulista Sound Department.

Gravado de forma independente, ao longo de quase dois anos entre as cidades do Recife (PE), Fortaleza (CE), Sobral (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), o disco carrega o trânsito como linguagem.

Buhr assina a direção artística e produção musical do álbum junto a Rami Freitas. Entre elementos de rock, reggae e de outras paisagens musicais, o disco é costurado por camadas eletrônicas e orgânicas, guitarras em brasa, tambores – de pele e de pulso elétrico – e sintetizadores que se entrelaçam.

Nas letras, uma combustão interior inquieta Buhr sob vários aspectos, desembocando em versos que articulam dores e conflitos citadinos e as angústias da existência e das relações.

“Feixe de Fogo” também é um ponto de virada: é o primeiro álbum assinado como Buhr, nome que acompanha a afirmação de sua não-binariedade. 

Entre cidades e transições
“Feixe de Fogo” é um disco que arde enquanto se move. Buhr alude ao rastro, à faísca que marca o caminho do fogo enquanto ele avança, ilumina e consome.

“É a faísca do disco, dessas andanças todas, porque o disco foi feito por todos esses lugares. É o que acompanha, é esse caminho da turbina, da fogueira”, conta Buhr em entrevista à Folha de Pernambuco.

Essa itinerância por diferentes cidades também influenciou o processo de feitura (de quase dois anos) do disco, já que Buhr atualmente se divide entre três cidades – Recife, Fortaleza e Salvador.

“[Foi essa coisa] de mudar de lugar, de cidade, de reconfigurar a banda, essa produção nossa durante esse tempo todo, andando pelos lugares e convidando as pessoas para cantar junto uma música ou outra”, conta.

"Feixe de Fogo" é o primeiro álbum em que o nome assinado é Buhr, não mais Karina Buhr, como assinava artisticamente há mais de 30 anos. A mudança veio em virtude do entendimento como pessoa não-binária.

“Na minha experiência, eu não sentia essa necessidade de falar sobre isso publicamente", começa Buhr. "Só que isso começou a ficar muito forte, e eu acho que é uma questão coletiva também. É muito individual, mas é, também, coletiva. Inclusive, as percepções, né? A percepção minha, a percepção das pessoas e de todo mundo, elas também vão junto com esse diálogo."

Em “Feixe de Fogo”, a não-binariedade de Buhr surge menos como tema explícito e mais como força criativa. Ao assumir esse entendimento, a artista inscreve sua vivência no próprio gesto de criação.

“Isso tá comigo, tá ali”, resume, ao explicar que não traduz sua experiência de maneira direta nas letras, ela se manifesta na forma e no processo: um trabalho que se constrói em trânsito, sem fixar formas, assim como sua identidade.

Do tambor à poesia
Mesmo atravessado por sintetizadores, guitarras e camadas eletrônicas, o disco nasce de um gesto primário: voz e tambor. É assim que Buhr compõe. “Minhas músicas são isso. Pode entrar harmonia, guitarras, synths, mas elas são voz e tambor”, resume.

Assim como o som orgânico – que reflete a sua escola primal: maracatu, cavalo-marinho e outras expressões populares –, Buhr tem na palavra, na poesia, uma base fundamental na construção de sua música.

Apesar de encontrarmos músicas “raivosas” em seus discos anteriores, em “Feixe de Fogo”, não há, à primeira escuta, explosões de fúria. Mas, a raiva pulsa, deslocada.

“Tem muita raiva nesse disco, só que de outro jeito. Ela tá nas letras”, adverte, ao citar canções como “Ânsia”, com imagens de sangue, agonia e tensão, e “Oxê”, que se estabelece em um contraste entre suavidade e ruptura. O álbum ganha força justamente nessa espécie de “delicadeza incendiária”.

Encontros que moldam o som
Uma prática curiosa em álbuns solo brasileiros: eles são exuberantemente coletivos. “Feixe de Fogo” mostra bem isso, sendo um disco cuja sonoridade é costurada também com a colaboração dos artistas convidados por Buhr e Rami Freitas.

“É engraçado isso, é louco esse negócio de feat. Você tem que chamar de feat só quem canta, né? E, na verdade, todo mundo desse disco é feat! Todos esses instrumentos”, Buhr chama a atenção.

Como instrumentistas, Buhr trouxe ao álbum antigos parceiros de banda – os guitarristas Edgard Scandurra e Fernando Catatau –, além de Arto Lindsay e o maestro Ubiratan Marques (Orquestra Afrossinfônica), e do baixista "Novo Baiano" da música brasileira, Dadi Carvalho.

Parceiro de primeira hora desde o álbum de estreia de Buhr, "Eu Menti Pra Você" (2010), Edgard Scandurra deixa a marca de sua guitarra canhota – assim como outro lendário "guitar hero", Jimmi Hendrix – em “Anzol”, “70 Cigarros” e “Chão Frio”.

Já Fernando Catatau, outro parceiro desde o início da trajetória solo de Buhr, faz guitarras em duas músicas: a faixa-título, "Feixe de Fogo", e "Ânsia", single lançado no final de março.

O músico e produtor nova-iorquino Arto Lindsay traz seus noises de guitarra também na faixa-título e em "Seilasse", que também ganha piano elétrico e arranjo de cordas do maestro baiano Ubiratan Marques, nome à frente da Orquestra Afrosinfônica. O maestro também toca synths e criou os arranjos de metais de "Voaria" e "Desmotivacional".

O baixista Dadi Carvalho, outro importante nome da música brasileira há décadas – desde Novos Baianos, A Cor do Som, ou acompanhando nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte, Tribalistas –, também atendeu ao chamado de Buhr e fez o baixo em "Motor de Agonia".

Três faixas de "Feixe de Fogo"contam com feats vocais. A artista trans sobralense Moon Kenzo (da banda Procurando Kalu) traz interpretação rasgada na curta “70 Cigarros”. "Eu acho ela incrível! Dramática, extremamente dramática! E essa música para mim é muito novela, eu vejo nela uma cena de novela", diz Buhr, sobre a canção que traz uma aura de samba-canção.

Em "Oxê" – música que Buhr já chegou a cantar em seus shows "Voz e Tambor", empunhando um triângulo, assim como na faixa –, Negadeza e Josyara cantam e tocam. “Negadeza eu conheço há mil anos, desde Selma do Coco, de Aurinha do Coco, conhecia ela pirralha. Ela chegou a fazer alguns shows com a Comadre Flozinha", lembra Buhr.

Musicalmente doce, leve, "Oxê", assim como "70 Cigarros", são faixas "fora da curva" de um disco "cheio de curvas", como declara Buhr e como podemos perceber durante a audição. 

Outro convidado supercelebrado no disco é Russo Passapusso, parceiro de composição e também vocal em “Desmotivacional”, que encerra o álbum. Na contramão do tanto de mensagens motivacionais e "papos de coach" que se embrenham na nossa "sociabilidade" digital, a faixa traz versos como "Não tenho nada pra tentar, eu só ando/ com o tempo meu erros eu jogo na minha cara".

“A ideia era ser uma música raivosa, uma das barulhentas, 'dos rock'. Aí, Russo mandou um videozinho, daqueles videozinho redondos do WhatsApp, tocando o violão e cantando uma coisa (...) um negócio totalmente diferente do que eu tinha pensado. Foi muito louco porque eu fiz outra letra e encaixei a melodia na levada do violão de Russo, e Russo fez outra letra para caber com a minha letra", conta Buhr sobre o processo de composição que acabou gerando duas canções, com "Desmotivacional" entrando no álbum.

Completando o time que construiu "Feixe de Fogo", também estão Janice Brandão, Susannah Quetzal, Rosa Denise, Izma Xavier, Nilton Azevedo, João Teoria, Regis Damasceno, Briar Aguarrás, MAU e Plínio Câmara.

Fagulha inicial
"Feixe de Fogo", por sinal, abre o disco como o riscar do fósforo que produz a brasa, a chama inicial, cuja combustão vai se adensando à medida que a faixa avança. Ela foi a primeira composição do disco.

A intenção incial da música era se tornar parte da trilha sonora de uma série, na qual Buhr gravou a convite de Beto Villares. A imagem ponto de partida foi o parto de uma mulher cangaceira, que rendeu o verso "Coroo a cabeça de sangue".

O primeiro significado na música é esse, é o “coroo” do nascimento do neném, no meio do cangaço, daquela coisa toda, só que, ao mesmo tempo, ressignificou para uma coisa de não ser só a correria dentro do cangaço, mas, a correria fora, na rua, na estrada, a andança. O correr não só de alguma coisa que ameaça, mas correr na direção que se quer", explica Buhr.

“Veio essa música, só que acabou que isso trouxe muitas outras imagens e muitas outras coisas que puxaram o resto do disco, sabe?", explica Buhr, ao contar que "Feixe de Fogo" acabou, então, tomando um caminho próprio, se desgarrando da trilha da série e sendo a fagulha inicial do que seria seu álbum.

"Eu corro em cima da brasa acesa/ no medo onde ninguém mergulha". É com esses versos que "Feixe de Fogo" abre o disco, com Buhr avançando em sua andança. A música também ganhou videoclipe, já disponível no Youtube.

A capa de "Feixe de Fogo" tem foto de Priscilla Buhr, direção de criação e design de Guile Farias e direção de arte de biarritzzz.

“Desde o começo, eu disse: 'A capa tem que fazer em Recife. A capa em Recife e o show do lançamento tem que ser em Recife. Isso foi uma coisa da qual eu fiz questão que fosse assim”, diz Buhr.

No palco
"Feixe de Fogo" ganha os palcos do Brasil em turnê que estreia no Recife, no próximo dia 24 de abril, no Teatro do Parque. A banda que acompanha Buhr é formada por Rami Freitas (bateria), Susanah Quetzal (guitarra e synths) e Izma Xavier (baixo).

No show de estreia, Buhr terá duas convidadas: Lourdinha Nóbrega (saxofone) e Néris Rodrigues (trombone).

Lauiz - comece por aqui (2026)





Comece por Aqui é o título do novo álbum de Lauiz que serve como conselho: ao começar pelo início de tudo, o músico olha para dúvidas, medos, relações interrompidas e pequenos acontecimentos cotidianos que ajudam a construir quem somos. Não espere respostas definitivas, pelo contrário, no disco, Lauiz transforma incertezas em matéria-prima para criar um trabalho íntimo, caótico e humano - a capa do álbum, inclusive, já antecipa a proposta. 


As 11 faixas funcionam como declarações sinceras e íntimas que nascem da ansiedade cotidiana, das relações atravessadas por ruídos e da tentativa constante de encontrar algum sentido em meio ao excesso de estímulos do presente, sempre acompanhadas por um toque de ironia. Em "decisões irresponsáveis" e "dando errado", surge um personagem que tenta sobreviver às próprias contradições sem escondê-las, encontrando humor em comportamentos autodestrutivos e falhas pessoais. Já "linus Torvalds" e "de frente" exploram conflitos afetivos e questões sobre relacionamentos, equilibrando vulnerabilidade e leveza. Aliás, um dos grandes méritos de Comece por Aqui está justamente em não romantizar o caos: Lauiz o apresenta como parte inevitável da experiência de existir, amadurecer e seguir em frente. 

Comece por Aqui encontra equilíbrio entre o pop alternativo e o experimentalismo que acompanha a trajetória do músico. Sintetizadores ocupam espaço importante, mas nunca soterram a emoção central das músicas. Colagens sonoras, texturas eletrônicas e vocais que abraçam imperfeições reforçam uma estética que dialoga com a cultura digital sem soar artificial.


Outro ponto forte está nas imagens construídas ao longo do disco. Há cenas urbanas, referências culturais inesperadas e observações aparentemente banais transformadas em identidade narrativa. Lauiz entende que a vida contemporânea é feita de fragmentos: vergonha, ansiedade, medo de ficar para trás, relações mal resolvidas e humor ácido como mecanismo de defesa. Em vez de organizar esses sentimentos em uma narrativa linear, o artista permite que convivam entre si - e funciona. 


Peter Frampton - Frampton Comes Alive! (1976)

 




Peter Frampton - Frampton Ganha Vida! (1976) (Remasterizado)

Na época de seu lançamento, Frampton Comes Alive! foi uma anomalia, um álbum duplo (a preço médio) com vendas multimilionárias de um artista que nunca havia emplacado um grande sucesso nas paradas com seus outros discos. O álbum ao vivo mais vendido de todos os tempos, tornou Peter Frampton um nome conhecido em todo o mundo e gerou um enorme sucesso com o single "Show Me the Way". E o motivo é fácil de entender: o ex-integrante das bandas The Herd e Humble Pie tinha uma energia incrível no palco — onde obviamente se sentia mais à vontade — e, de fato, as versões ao vivo de "Show Me the Way", "Do You Feel Like I Do", "Something's Happening", "Shine On" e outros clássicos do rock são muito mais inspiradas, confiantes e impactantes do que as versões de estúdio. A reedição de 1999 na série "Remastered Classics" da A&M (31454-0930-2) representa uma melhoria considerável em relação ao CD duplo ou LP duplo original em termos de som — os agudos são significativamente mais brilhantes, as guitarras têm um timbre encorpado e potente, e os graves são realmente impactantes, proporcionando uma sensação genuína do poder do show ao vivo de Frampton , pelo menos nas partes mais pesadas, em vez do perfil sonoro comprimido e plano da antiga versão em disco duplo. Frampton e a banda também soam significativamente mais próximos, mesmo nas músicas mais suaves como "Wind of Change", e o disco impressiona mesmo um quarto de século depois. Claro, é preciso considerar tudo isso com cautela, já que se trata de um registro de show — como foi revelado posteriormente, houve considerável manipulação em estúdio das gravações ao vivo originais, um fenômeno que abriu caminho para obras híbridas não oficiais como "Live/1975-85" de Bruce Springsteen e inúmeras outras.





Sopwith Camel -Sopwith Camel 1967


Formada em 1966, a Sopwith Camel foi a segunda banda de São Francisco a assinar com uma grande gravadora — logo depois do Jefferson Airplane e antes do Grateful Dead. Eles também podem ter sido o primeiro grupo de São Francisco a se separar, encerrando suas atividades após apenas um álbum e o single "Hello, Hello", considerado "extremamente comercial".
A história do Sopwith Camel começou em uma livraria de São Francisco, quando Terry MacNeil conheceu Peter Kraemer. Peter já escrevia poesia há algum tempo e, como lembra Terry, "Eu o conheci na livraria Big Little Bookstore, na Rua Polk. Ele estava improvisando com algumas letras que havia escrito. 'Bem', eu disse a ele, 'eu toco violão'. Nos encontramos em uma festa naquela mesma noite e novamente no dia seguinte." Um mês depois, eles decidiram fazer audições para músicos para formar um grupo. PETER KRAEMER E TERRY MACNEIL Terry havia estudado design gráfico no Instituto de Arte de São Francisco. Ele aprendeu a tocar piano e violão clássico em algum momento desse período e tocava em grupos desde os dezesseis anos. Peter era originalmente
Vindo da cidade fantasma de Virginia City, Nevada (bem, não exatamente uma cidade fantasma – o pai de Peter era engenheiro de mineração e havia cerca de 350 pessoas morando na região), Peter lembra que seus pais tinham um grande interesse pelas artes. "Minha mãe era dona de uma galeria de arte e também era artista. Virginia City, no início dos anos 40, era uma comunidade artística como Taos, no Novo México, é hoje, só que menor. Salvador Dalí certa vez perseguiu um pássaro pela nossa casa. Morávamos em uma cervejaria com 15 cômodos; cresci em meio a bares, mesas de pôquer e fogões a lenha." Peter visitou São Francisco muitas vezes durante a juventude. "De certa forma, Virginia City é um subúrbio de São Francisco. Grande parte da riqueza da cidade veio originalmente da mineração de Virginia City." Ele finalmente emigrou para São Francisco "para estudar em uma boa escola". Depois de várias tentativas frustradas, Terry e Peter encontraram o guitarrista William Sievers e o baterista Norman Mayell. "Willy tinha uma boa guitarra e um amplificador potente", lembra Terry, "e Norman tinha o Big Beat...".

O primeiro álbum, lançado pela Kama
Sutra Records em 1967, incluía "Hello-Hello". O single alcançou o primeiro lugar em muitos mercados e o Top 10 da Billboard. O Sopwith Camel teve o primeiro sucesso nacional da cena psicodélica de São Francisco. A capa do álbum foi feita por Victor Moscoso. Este álbum foi relançado pela Edsel Records com a faixa "Frantic Desolation"
no final dos anos 80.

Tracklist:
1. Hello Hello
2. Frantic Desolation
3. Saga Of The Low Down Let Down
4. Little Orphan Annie
5. You Always Tell Me Baby
6. Maybe In A Dream
7. Cellophane Woman
8. Things That I Could Do With You
9. Walk In The Park
10. Great Morpheum
11. Postcard From Jamaica

MUSICA&SOM ☝




Sopwith Camel - Sopwith Camel 1967 ( 2006 Remastered)

 


"Postcard From Jamaica" foi o
segundo single, lançado em 1967. Gravado
em Nova York, assim como a maior parte do primeiro
álbum. A foto da capa foi tirada no
auge do inverno em Washington
Square, Nova York.

Durante a estadia no Village, eles tocaram no Night Owl Cafe, se hospedaram
no Albert Hotel e fizeram uma turnê pela Costa Leste com o Lovin' Spoonful.

O terceiro single (1967) e a última tentativa de emplacar outro sucesso antes da
banda deixar a Kama Sutra foi

"Saga of the Low Down Let Down", composta por William Sievers.


Lista de faixas:
1. Hello hello (Stereo)
2. Frantic desolation (Stereo)
3. Saga of the low down let down (Stereo)
4. Little orphan Annie (Stereo)
5. You always tell me baby (Stereo)
6. Maybe in a dream (Stereo)
7. Cellophane woman (Stereo)
8. The things that I could do with you (Stereo)
9. Walk in the dark (Stereo)
10. The great morpheum (Stereo)
11. Postcard from Jamaica (Stereo)
12. Treadin' (Mono)
13. Hello hello (Mono)
14. Saga of the low down let down (Mono)
15. Little orphan Annie (Mono)
16. Saga of the low down let down (Mono)
17. You always tell me baby (Mono)
18. Maybe in a dream (Mono)
19. Cellophane woman (Mono)
20. The things that I could do with you (Mono)
21. Walk in the dark (Mono)
22. The great morpheum (Mono)
23. Postcard from Jamaica (Mono)

MUSICA&SOM ☝




Destaque

SYLFORD WALKER - Lamb's bread (1988)

  Banda/Artista: Sylford Walker Disco: Lamb's bread Año de publicación: 1988 MUSICA&SOM  ☝