Uma capa feia, simplória e até mesmo sem significado aparente dá início, de forma oficial, à nova fase do Guns N' Roses. Fase esta que teve início em meados de 1997, quando o grupo se reconstruiu - também aparentemente - por Axl Rose no vocal, Dizzy Reed nos teclados, Robin Finck e Paul Tobias respectivamente nas guitarras solo e base, Tommy Stinson no baixo e Chris Pitman nos teclados e programadores.
A partir daí, a vida de Axl se tornou uma verdadeira confusão. Aliás, antes disso, pois o vocalista se manteve recluso desde a crise que a banda sofreu em 1994. Durante mais de cinco anos, suas aparições públicas se limitaram a meia dúzia de entrevistas e sua prisão no aeroporto Sky Harbor Airport, de Phoenix, Arizona. O outro lado da personalidade do homem se revelava à medida que antigos integrantes da banda davam declarações sobre seu modo "controlador" e "obssessivo" de agir.
O Guns N' Roses começava a dar sinais de vida em 1999, com o lançamento da música Oh My God, para a trilha sonora do filme "Fim Dos Dias", e pouco tempo depois a gravadora Geffen colocou o álbum "Live Era" na praça. Dois anos depois, um Axl Rose fora de forma voltava a fazer shows com a formação acima listada, com a adição do guitarrista Buckethead e substituição de Josh Freese para a entrada do batera Brain Mantia. Algumas apresentações em Las Vegas, um show antológico e criticado no Rock In Rio III e uma turnê norte-americana vieram em seguida.
Os fãs alimentavam a esperança de que "Chinese Democracy" finalmente seria lançado, mas a turnê foi cancelada no meio de suas datas e o álbum, adiado. Mais substituições ocorreram: Paul Tobias deu lugar a Richard Fortus, Buckethead deu lugar a Ron "Bumblefoot" Thal e Brain Mantia deu lugar a Frank Ferrer. Dois anos depois, o Guns N' Roses estava em turnê de novo... até que Stinson machucou seu pulso e as datas finais da turnê não foram cumpridas.
Finalmente, em 23 de dezembro de 2008, exatamente quinze anos após o lançamento de "The Spaghetti Incident?!", a patifaria estava terminada, pois o álbum finalmente estava nas prateleiras do mundo todo. A sensação de estranhamento foi inevitável até mesmo para aqueles que já conheciam grande parte das músicas, cujas demos rodaram muito na Internet.
Todos os músicos acima listados que integraram a banda nessa "nova fase" participaram das gravações. Logo, teria de ser idiota demais para esperar um novo "Appetite For Destruction" por dois motivos simples: "Chinese Democracy" foi inicialmente planejado para ser um álbum solo de Axl e os músicos envolvidos nas gravações tinham experiência com bandas de vertentes alternativas do Rock e Metal. Logicamente seus estilos foram adequados às exigências de mr. Rose, mas a essência é sempre imutável, logo, a influência (desejada pelo vocalista, inclusive) dessas pitadas alternativas é notável.
O registro é aberto com a pesada faixa-título, que já apresentava vocais diferentes de Axl, apoiados em grande parte por notas graves. Não tem nada a ver com o Guns antigo, desde a letra até o instrumental, mas nem por isso é ruim. Pelo contrário, é um baita tapa na cara de quem duvidou do talento de Rose durante esse hiato. Shackler's Revenge dá sequência com uma pegada pra lá de alternativa. O andamento lembra bandas de Rock Industrial e a composição do instrumental é assinada pelo excêntrico Buckethead. Faixa mediana.
Better dá um ar de velhos tempos pelo andamento mais Hard do que Heavy e traz várias camadas sonoras de instrumental. Canção muito boa e bem feita, não é à toa que virou single. Street Of Dreams, balada regida por um piano no maior estilo Queen/Elton John, vem a seguir, e a performance de Axl Rose é aplausível. If The World, composição de Axl com Chris Pitman, é a faixa mais fraca do disco de longe, com seu andamento médio-oriental dispensável.
Mas essa baixa é compensada por There Was A Time, a melhor faixa do play. Letra inteligente, grande performance de Axl, instrumental criativo e incríveis solos assinados por Buckethead e Robin Finck. O final da música leva qualquer boa alma à insanidade. A mediana Catcher In The Rye dá sequência, com um andamento sem pegada ou explosão como deve ter uma boa música do Guns N' Roses. Scraped segue a linha industrial e é uma boa canção, com boa letra, mas só. Destaque para o momento em que se canta "all things are possible / I am unstoppable" ("todas as coisas são possíveis / eu sou impossível de ser parado").
Riad N' The Bedouins tem sua letra baseada em um co-cunhado que foi cunhado de Erin Everly, ex-esposa de Rose, o mesmo que inspirou Civil War anos antes. E uma música com inspiração real sempre soa mais convincente. Além de um andamento grudento e vocais de sirene rachada que os fãs de Guns amam, a composição inteligente chama a atenção. Em seguida, tem-se a bela e sentimental balada Sorry, que muitos dizem ter sido escrita inspirada nos antigos colegas de banda de Axl (o mesmo nega). A letra, também muito bem feita, caso seja aos ex-companheiros, é uma baita de uma crítica. Os arranjos inseridos são perfeitos, a emoção e a angústia são prato cheio nessa faixa e há um cativante solo de guitarra ao meio da canção.
Temos, em seguida, duas velhas conhecidas dos fãs, graças às demos bem circuladas na rede: a pesada I.R.S. e a balada Madagascar. A primeira traz uma muralha de guitarras, sonzeira absurda, momentos calmos e frenéticos que oscilam ao seu desenrolar e mais uma grande performance de Rose. A segunda, apesar de uma das favoritas dos fãs, para mim fica aquém do esperado. Destaque para seu momento épico, com direito a uma orquestra no miolo da canção.
Perto do fim, tem-se aquela que, sem dúvidas, é a melhor balada do full-length: This I Love carrega tanta melancolia que faz até o mais durão cair em lágrimas. Axl Rose é um compositor diferenciado até pra falar do assunto mais clichê da história, que é o amor. Vale lembrar que é a composição mais antiga do disco. O fechamento fica por conta de Prostitute, que, de fato, tem um clima de encerramento. Refrão grudento, arranjos bem inseridos e composição lírica que soa tanto como uma despedida quanto um desabafo sobre todos esses anos que "Chinese Democracy" foi procrastinado. Profunda e cheia de significados e interpretações.
A repercussão de "Chinese Democracy" foi gigantesca, afinal, são quinze anos de espera. As músicas foram todas disponibilizadas no site MySpace e mais de três milhões de pessoas ouviram o play apenas no primeiro dia, estimando-se 25 visitas por segundo na página. Mas as vendas foram aquém do esperado, apesar de ficar no top 10 das paradas de 27 países, incluindo o norte-americano (3° lugar), britânico (2° lugar) e canadense (1° lugar). Esperava-se milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, cujo mercado consumiu cerca de 600 mil cópias. A turnê de divulgação, no entanto, foi aclamadíssima e girou o globo para mostrar que Axl Rose estava de volta, com marcas da idade mas, ainda assim, de volta.
De fato, "Chinese Democracy" não é um álbum de fácil assimilação. Confesso que precisei escutá-lo várias vezes para entendê-lo. Não sou muito ligado em som alternativo, mas Rose não impôs nenhum limite por aqui, seja de estilo, assunto ou musicalidade. É difícil de ser digerido, mas após tal digestão, é possível entender a mensagem que o controverso vocalista deixou: "estou de volta".

01. Chinese Democracy
02. Shackler's Revenge
03. Better
04. Street Of Dreams
05. If The World
06. There Was A Time
07. Catcher In The Rye
08. Scraped
09. Riad N' The Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute
Axl Rose - vocal, teclados, piano (em 7, 13 e 14)
Dizzy Reed - piano, teclados, sintetizadores, backing vocals
Buckethead - guitarra, violão (em 5)
Robin Finck - guitarra, violão (em 10), teclados (em 3)
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra
Paul Tobias - guitarra, piano (em 6)
Richard Fortus - guitarra
Tommy Stinson - baixo, backing vocals
Chris Pitman - teclados, programadores, violão de 12 cordas (em 5), backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Bryan "Brain" Mantia - bateria, percussão
Músicos adicionais:
Josh Freese - arranjos de bateria (em 4, 6, 9 e 14)
Pete Scaturro - teclados (em 10)
Sebastian Bach - backing vocals (em 10)
Patti Hood - harpa (em 13)
Paul Buckmaster - condutor de orquestra, arranjos orquestrados (em 4, 6, 12 e 14)
Marco Beltrami - arranjos orquestrados (em 4, 6, 12, 13 e 14)

Uma capa feia, simplória e até mesmo sem significado aparente dá início, de forma oficial, à nova fase do Guns N' Roses. Fase esta que teve início em meados de 1997, quando o grupo se reconstruiu - também aparentemente - por Axl Rose no vocal, Dizzy Reed nos teclados, Robin Finck e Paul Tobias respectivamente nas guitarras solo e base, Tommy Stinson no baixo e Chris Pitman nos teclados e programadores.
A partir daí, a vida de Axl se tornou uma verdadeira confusão. Aliás, antes disso, pois o vocalista se manteve recluso desde a crise que a banda sofreu em 1994. Durante mais de cinco anos, suas aparições públicas se limitaram a meia dúzia de entrevistas e sua prisão no aeroporto Sky Harbor Airport, de Phoenix, Arizona. O outro lado da personalidade do homem se revelava à medida que antigos integrantes da banda davam declarações sobre seu modo "controlador" e "obssessivo" de agir.
A partir daí, a vida de Axl se tornou uma verdadeira confusão. Aliás, antes disso, pois o vocalista se manteve recluso desde a crise que a banda sofreu em 1994. Durante mais de cinco anos, suas aparições públicas se limitaram a meia dúzia de entrevistas e sua prisão no aeroporto Sky Harbor Airport, de Phoenix, Arizona. O outro lado da personalidade do homem se revelava à medida que antigos integrantes da banda davam declarações sobre seu modo "controlador" e "obssessivo" de agir.
O Guns N' Roses começava a dar sinais de vida em 1999, com o lançamento da música Oh My God, para a trilha sonora do filme "Fim Dos Dias", e pouco tempo depois a gravadora Geffen colocou o álbum "Live Era" na praça. Dois anos depois, um Axl Rose fora de forma voltava a fazer shows com a formação acima listada, com a adição do guitarrista Buckethead e substituição de Josh Freese para a entrada do batera Brain Mantia. Algumas apresentações em Las Vegas, um show antológico e criticado no Rock In Rio III e uma turnê norte-americana vieram em seguida.
Os fãs alimentavam a esperança de que "Chinese Democracy" finalmente seria lançado, mas a turnê foi cancelada no meio de suas datas e o álbum, adiado. Mais substituições ocorreram: Paul Tobias deu lugar a Richard Fortus, Buckethead deu lugar a Ron "Bumblefoot" Thal e Brain Mantia deu lugar a Frank Ferrer. Dois anos depois, o Guns N' Roses estava em turnê de novo... até que Stinson machucou seu pulso e as datas finais da turnê não foram cumpridas.
Os fãs alimentavam a esperança de que "Chinese Democracy" finalmente seria lançado, mas a turnê foi cancelada no meio de suas datas e o álbum, adiado. Mais substituições ocorreram: Paul Tobias deu lugar a Richard Fortus, Buckethead deu lugar a Ron "Bumblefoot" Thal e Brain Mantia deu lugar a Frank Ferrer. Dois anos depois, o Guns N' Roses estava em turnê de novo... até que Stinson machucou seu pulso e as datas finais da turnê não foram cumpridas.
Finalmente, em 23 de dezembro de 2008, exatamente quinze anos após o lançamento de "The Spaghetti Incident?!", a patifaria estava terminada, pois o álbum finalmente estava nas prateleiras do mundo todo. A sensação de estranhamento foi inevitável até mesmo para aqueles que já conheciam grande parte das músicas, cujas demos rodaram muito na Internet.
Todos os músicos acima listados que integraram a banda nessa "nova fase" participaram das gravações. Logo, teria de ser idiota demais para esperar um novo "Appetite For Destruction" por dois motivos simples: "Chinese Democracy" foi inicialmente planejado para ser um álbum solo de Axl e os músicos envolvidos nas gravações tinham experiência com bandas de vertentes alternativas do Rock e Metal. Logicamente seus estilos foram adequados às exigências de mr. Rose, mas a essência é sempre imutável, logo, a influência (desejada pelo vocalista, inclusive) dessas pitadas alternativas é notável.
Todos os músicos acima listados que integraram a banda nessa "nova fase" participaram das gravações. Logo, teria de ser idiota demais para esperar um novo "Appetite For Destruction" por dois motivos simples: "Chinese Democracy" foi inicialmente planejado para ser um álbum solo de Axl e os músicos envolvidos nas gravações tinham experiência com bandas de vertentes alternativas do Rock e Metal. Logicamente seus estilos foram adequados às exigências de mr. Rose, mas a essência é sempre imutável, logo, a influência (desejada pelo vocalista, inclusive) dessas pitadas alternativas é notável.
O registro é aberto com a pesada faixa-título, que já apresentava vocais diferentes de Axl, apoiados em grande parte por notas graves. Não tem nada a ver com o Guns antigo, desde a letra até o instrumental, mas nem por isso é ruim. Pelo contrário, é um baita tapa na cara de quem duvidou do talento de Rose durante esse hiato. Shackler's Revenge dá sequência com uma pegada pra lá de alternativa. O andamento lembra bandas de Rock Industrial e a composição do instrumental é assinada pelo excêntrico Buckethead. Faixa mediana.
Better dá um ar de velhos tempos pelo andamento mais Hard do que Heavy e traz várias camadas sonoras de instrumental. Canção muito boa e bem feita, não é à toa que virou single. Street Of Dreams, balada regida por um piano no maior estilo Queen/Elton John, vem a seguir, e a performance de Axl Rose é aplausível. If The World, composição de Axl com Chris Pitman, é a faixa mais fraca do disco de longe, com seu andamento médio-oriental dispensável.
Better dá um ar de velhos tempos pelo andamento mais Hard do que Heavy e traz várias camadas sonoras de instrumental. Canção muito boa e bem feita, não é à toa que virou single. Street Of Dreams, balada regida por um piano no maior estilo Queen/Elton John, vem a seguir, e a performance de Axl Rose é aplausível. If The World, composição de Axl com Chris Pitman, é a faixa mais fraca do disco de longe, com seu andamento médio-oriental dispensável.
Mas essa baixa é compensada por There Was A Time, a melhor faixa do play. Letra inteligente, grande performance de Axl, instrumental criativo e incríveis solos assinados por Buckethead e Robin Finck. O final da música leva qualquer boa alma à insanidade. A mediana Catcher In The Rye dá sequência, com um andamento sem pegada ou explosão como deve ter uma boa música do Guns N' Roses. Scraped segue a linha industrial e é uma boa canção, com boa letra, mas só. Destaque para o momento em que se canta "all things are possible / I am unstoppable" ("todas as coisas são possíveis / eu sou impossível de ser parado").
Riad N' The Bedouins tem sua letra baseada em um co-cunhado que foi cunhado de Erin Everly, ex-esposa de Rose, o mesmo que inspirou Civil War anos antes. E uma música com inspiração real sempre soa mais convincente. Além de um andamento grudento e vocais de sirene rachada que os fãs de Guns amam, a composição inteligente chama a atenção. Em seguida, tem-se a bela e sentimental balada Sorry, que muitos dizem ter sido escrita inspirada nos antigos colegas de banda de Axl (o mesmo nega). A letra, também muito bem feita, caso seja aos ex-companheiros, é uma baita de uma crítica. Os arranjos inseridos são perfeitos, a emoção e a angústia são prato cheio nessa faixa e há um cativante solo de guitarra ao meio da canção.
Riad N' The Bedouins tem sua letra baseada em um co-cunhado que foi cunhado de Erin Everly, ex-esposa de Rose, o mesmo que inspirou Civil War anos antes. E uma música com inspiração real sempre soa mais convincente. Além de um andamento grudento e vocais de sirene rachada que os fãs de Guns amam, a composição inteligente chama a atenção. Em seguida, tem-se a bela e sentimental balada Sorry, que muitos dizem ter sido escrita inspirada nos antigos colegas de banda de Axl (o mesmo nega). A letra, também muito bem feita, caso seja aos ex-companheiros, é uma baita de uma crítica. Os arranjos inseridos são perfeitos, a emoção e a angústia são prato cheio nessa faixa e há um cativante solo de guitarra ao meio da canção.
Temos, em seguida, duas velhas conhecidas dos fãs, graças às demos bem circuladas na rede: a pesada I.R.S. e a balada Madagascar. A primeira traz uma muralha de guitarras, sonzeira absurda, momentos calmos e frenéticos que oscilam ao seu desenrolar e mais uma grande performance de Rose. A segunda, apesar de uma das favoritas dos fãs, para mim fica aquém do esperado. Destaque para seu momento épico, com direito a uma orquestra no miolo da canção.
Perto do fim, tem-se aquela que, sem dúvidas, é a melhor balada do full-length: This I Love carrega tanta melancolia que faz até o mais durão cair em lágrimas. Axl Rose é um compositor diferenciado até pra falar do assunto mais clichê da história, que é o amor. Vale lembrar que é a composição mais antiga do disco. O fechamento fica por conta de Prostitute, que, de fato, tem um clima de encerramento. Refrão grudento, arranjos bem inseridos e composição lírica que soa tanto como uma despedida quanto um desabafo sobre todos esses anos que "Chinese Democracy" foi procrastinado. Profunda e cheia de significados e interpretações.
Perto do fim, tem-se aquela que, sem dúvidas, é a melhor balada do full-length: This I Love carrega tanta melancolia que faz até o mais durão cair em lágrimas. Axl Rose é um compositor diferenciado até pra falar do assunto mais clichê da história, que é o amor. Vale lembrar que é a composição mais antiga do disco. O fechamento fica por conta de Prostitute, que, de fato, tem um clima de encerramento. Refrão grudento, arranjos bem inseridos e composição lírica que soa tanto como uma despedida quanto um desabafo sobre todos esses anos que "Chinese Democracy" foi procrastinado. Profunda e cheia de significados e interpretações.
A repercussão de "Chinese Democracy" foi gigantesca, afinal, são quinze anos de espera. As músicas foram todas disponibilizadas no site MySpace e mais de três milhões de pessoas ouviram o play apenas no primeiro dia, estimando-se 25 visitas por segundo na página. Mas as vendas foram aquém do esperado, apesar de ficar no top 10 das paradas de 27 países, incluindo o norte-americano (3° lugar), britânico (2° lugar) e canadense (1° lugar). Esperava-se milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, cujo mercado consumiu cerca de 600 mil cópias. A turnê de divulgação, no entanto, foi aclamadíssima e girou o globo para mostrar que Axl Rose estava de volta, com marcas da idade mas, ainda assim, de volta.
De fato, "Chinese Democracy" não é um álbum de fácil assimilação. Confesso que precisei escutá-lo várias vezes para entendê-lo. Não sou muito ligado em som alternativo, mas Rose não impôs nenhum limite por aqui, seja de estilo, assunto ou musicalidade. É difícil de ser digerido, mas após tal digestão, é possível entender a mensagem que o controverso vocalista deixou: "estou de volta".
De fato, "Chinese Democracy" não é um álbum de fácil assimilação. Confesso que precisei escutá-lo várias vezes para entendê-lo. Não sou muito ligado em som alternativo, mas Rose não impôs nenhum limite por aqui, seja de estilo, assunto ou musicalidade. É difícil de ser digerido, mas após tal digestão, é possível entender a mensagem que o controverso vocalista deixou: "estou de volta".

01. Chinese Democracy
02. Shackler's Revenge
03. Better
04. Street Of Dreams
05. If The World
06. There Was A Time
07. Catcher In The Rye
08. Scraped
09. Riad N' The Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute
Axl Rose - vocal, teclados, piano (em 7, 13 e 14)
Dizzy Reed - piano, teclados, sintetizadores, backing vocals
Buckethead - guitarra, violão (em 5)
Robin Finck - guitarra, violão (em 10), teclados (em 3)
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra
Paul Tobias - guitarra, piano (em 6)
Richard Fortus - guitarra
Tommy Stinson - baixo, backing vocals
Chris Pitman - teclados, programadores, violão de 12 cordas (em 5), backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Bryan "Brain" Mantia - bateria, percussão
Músicos adicionais:
Josh Freese - arranjos de bateria (em 4, 6, 9 e 14)
Pete Scaturro - teclados (em 10)
Sebastian Bach - backing vocals (em 10)
Patti Hood - harpa (em 13)
Paul Buckmaster - condutor de orquestra, arranjos orquestrados (em 4, 6, 12 e 14)
Marco Beltrami - arranjos orquestrados (em 4, 6, 12, 13 e 14)
Dizzy Reed - piano, teclados, sintetizadores, backing vocals
Buckethead - guitarra, violão (em 5)
Robin Finck - guitarra, violão (em 10), teclados (em 3)
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra
Paul Tobias - guitarra, piano (em 6)
Richard Fortus - guitarra
Tommy Stinson - baixo, backing vocals
Chris Pitman - teclados, programadores, violão de 12 cordas (em 5), backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Bryan "Brain" Mantia - bateria, percussão
Músicos adicionais:
Josh Freese - arranjos de bateria (em 4, 6, 9 e 14)
Pete Scaturro - teclados (em 10)
Sebastian Bach - backing vocals (em 10)
Patti Hood - harpa (em 13)
Paul Buckmaster - condutor de orquestra, arranjos orquestrados (em 4, 6, 12 e 14)
Marco Beltrami - arranjos orquestrados (em 4, 6, 12, 13 e 14)


































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