quarta-feira, 10 de junho de 2026

Guns N' Roses - Chinese Democracy [2008]

 



Uma capa feia, simplória e até mesmo sem significado aparente dá início, de forma oficial, à nova fase do Guns N' Roses. Fase esta que teve início em meados de 1997, quando o grupo se reconstruiu - também aparentemente - por Axl Rose no vocal, Dizzy Reed nos teclados, Robin Finck e Paul Tobias respectivamente nas guitarras solo e base, Tommy Stinson no baixo e Chris Pitman nos teclados e programadores.

A partir daí, a vida de Axl se tornou uma verdadeira confusão. Aliás, antes disso, pois o vocalista se manteve recluso desde a crise que a banda sofreu em 1994. Durante mais de cinco anos, suas aparições públicas se limitaram a meia dúzia de entrevistas e sua prisão no aeroporto Sky Harbor Airport, de Phoenix, Arizona. O outro lado da personalidade do homem se revelava à medida que antigos integrantes da banda davam declarações sobre seu modo "controlador" e "obssessivo" de agir.

Foto "mug shot" de Axl Rose preso, em 1998. Decadência é pouco.

O Guns N' Roses começava a dar sinais de vida em 1999, com o lançamento da música Oh My God, para a trilha sonora do filme "Fim Dos Dias", e pouco tempo depois a gravadora Geffen colocou o álbum "Live Era" na praça. Dois anos depois, um Axl Rose fora de forma voltava a fazer shows com a formação acima listada, com a adição do guitarrista Buckethead e substituição de Josh Freese para a entrada do batera Brain Mantia. Algumas apresentações em Las Vegas, um show antológico e criticado no Rock In Rio III e uma turnê norte-americana vieram em seguida.

Os fãs alimentavam a esperança de que "Chinese Democracy" finalmente seria lançado, mas a turnê foi cancelada no meio de suas datas e o álbum, adiado. Mais substituições ocorreram: Paul Tobias deu lugar a Richard Fortus, Buckethead deu lugar a Ron "Bumblefoot" Thal e Brain Mantia deu lugar a Frank Ferrer. Dois anos depois, o Guns N' Roses estava em turnê de novo... até que Stinson machucou seu pulso e as datas finais da turnê não foram cumpridas.

Formação do Guns N' Roses em 2006.

Finalmente, em 23 de dezembro de 2008, exatamente quinze anos após o lançamento de "The Spaghetti Incident?!", a patifaria estava terminada, pois o álbum finalmente estava nas prateleiras do mundo todo. A sensação de estranhamento foi inevitável até mesmo para aqueles que já conheciam grande parte das músicas, cujas demos rodaram muito na Internet.

Todos os músicos acima listados que integraram a banda nessa "nova fase" participaram das gravações. Logo, teria de ser idiota demais para esperar um novo "Appetite For Destruction" por dois motivos simples: "Chinese Democracy" foi inicialmente planejado para ser um álbum solo de Axl e os músicos envolvidos nas gravações tinham experiência com bandas de vertentes alternativas do Rock e Metal. Logicamente seus estilos foram adequados às exigências de mr. Rose, mas a essência é sempre imutável, logo, a influência (desejada pelo vocalista, inclusive) dessas pitadas alternativas é notável.

Axl Rose e os clássicos pulinhos em 2009.

O registro é aberto com a pesada faixa-título, que já apresentava vocais diferentes de Axl, apoiados em grande parte por notas graves. Não tem nada a ver com o Guns antigo, desde a letra até o instrumental, mas nem por isso é ruim. Pelo contrário, é um baita tapa na cara de quem duvidou do talento de Rose durante esse hiato. Shackler's Revenge dá sequência com uma pegada pra lá de alternativa. O andamento lembra bandas de Rock Industrial e a composição do instrumental é assinada pelo excêntrico Buckethead. Faixa mediana.

Better dá um ar de velhos tempos pelo andamento mais Hard do que Heavy e traz várias camadas sonoras de instrumental. Canção muito boa e bem feita, não é à toa que virou single. Street Of Dreams, balada regida por um piano no maior estilo Queen/Elton John, vem a seguir, e a performance de Axl Rose é aplausível. If The World, composição de Axl com Chris Pitman, é a faixa mais fraca do disco de longe, com seu andamento médio-oriental dispensável.



Mas essa baixa é compensada por There Was A Time, a melhor faixa do play. Letra inteligente, grande performance de Axl, instrumental criativo e incríveis solos assinados por Buckethead e Robin Finck. O final da música leva qualquer boa alma à insanidade. A mediana Catcher In The Rye dá sequência, com um andamento sem pegada ou explosão como deve ter uma boa música do Guns N' Roses. Scraped segue a linha industrial e é uma boa canção, com boa letra, mas só. Destaque para o momento em que se canta "all things are possible / I am unstoppable" ("todas as coisas são possíveis / eu sou impossível de ser parado").

Riad N' The Bedouins tem sua letra baseada em um co-cunhado que foi cunhado de Erin Everly, ex-esposa de Rose, o mesmo que inspirou Civil War anos antes. E uma música com inspiração real sempre soa mais convincente. Além de um andamento grudento e vocais de sirene rachada que os fãs de Guns amam, a composição inteligente chama a atenção. Em seguida, tem-se a bela e sentimental balada Sorry, que muitos dizem ter sido escrita inspirada nos antigos colegas de banda de Axl (o mesmo nega). A letra, também muito bem feita, caso seja aos ex-companheiros, é uma baita de uma crítica. Os arranjos inseridos são perfeitos, a emoção e a angústia são prato cheio nessa faixa e há um cativante solo de guitarra ao meio da canção.



Temos, em seguida, duas velhas conhecidas dos fãs, graças às demos bem circuladas na rede: a pesada I.R.S. e a balada Madagascar. A primeira traz uma muralha de guitarras, sonzeira absurda, momentos calmos e frenéticos que oscilam ao seu desenrolar e mais uma grande performance de Rose. A segunda, apesar de uma das favoritas dos fãs, para mim fica aquém do esperado. Destaque para seu momento épico, com direito a uma orquestra no miolo da canção.

Perto do fim, tem-se aquela que, sem dúvidas, é a melhor balada do full-length: This I Love carrega tanta melancolia que faz até o mais durão cair em lágrimas. Axl Rose é um compositor diferenciado até pra falar do assunto mais clichê da história, que é o amor. Vale lembrar que é a composição mais antiga do disco. O fechamento fica por conta de Prostitute, que, de fato, tem um clima de encerramento. Refrão grudento, arranjos bem inseridos e composição lírica que soa tanto como uma despedida quanto um desabafo sobre todos esses anos que "Chinese Democracy" foi procrastinado. Profunda e cheia de significados e interpretações.

A repercussão de "Chinese Democracy" foi gigantesca, afinal, são quinze anos de espera. As músicas foram todas disponibilizadas no site MySpace e mais de três milhões de pessoas ouviram o play apenas no primeiro dia, estimando-se 25 visitas por segundo na página. Mas as vendas foram aquém do esperado, apesar de ficar no top 10 das paradas de 27 países, incluindo o norte-americano (3° lugar), britânico (2° lugar) e canadense (1° lugar). Esperava-se milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, cujo mercado consumiu cerca de 600 mil cópias. A turnê de divulgação, no entanto, foi aclamadíssima e girou o globo para mostrar que Axl Rose estava de volta, com marcas da idade mas, ainda assim, de volta.

De fato, "Chinese Democracy" não é um álbum de fácil assimilação. Confesso que precisei escutá-lo várias vezes para entendê-lo. Não sou muito ligado em som alternativo, mas Rose não impôs nenhum limite por aqui, seja de estilo, assunto ou musicalidade. É difícil de ser digerido, mas após tal digestão, é possível entender a mensagem que o controverso vocalista deixou: "estou de volta".


01. Chinese Democracy
02. Shackler's Revenge
03. Better
04. Street Of Dreams
05. If The World
06. There Was A Time
07. Catcher In The Rye
08. Scraped
09. Riad N' The Bedouins
10. Sorry
11. I.R.S.
12. Madagascar
13. This I Love
14. Prostitute

Axl Rose - vocal, teclados, piano (em 7, 13 e 14)
Dizzy Reed - piano, teclados, sintetizadores, backing vocals
Buckethead - guitarra, violão (em 5)
Robin Finck - guitarra, violão (em 10), teclados (em 3)
Ron "Bumblefoot" Thal - guitarra
Paul Tobias - guitarra, piano (em 6)
Richard Fortus - guitarra
Tommy Stinson - baixo, backing vocals
Chris Pitman - teclados, programadores, violão de 12 cordas (em 5), backing vocals
Frank Ferrer - bateria, percussão
Bryan "Brain" Mantia - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Josh Freese - arranjos de bateria (em 4, 6, 9 e 14)
Pete Scaturro - teclados (em 10)
Sebastian Bach - backing vocals (em 10)
Patti Hood - harpa (em 13)
Paul Buckmaster - condutor de orquestra, arranjos orquestrados (em 4, 6, 12 e 14)
Marco Beltrami - arranjos orquestrados (em 4, 6, 12, 13 e 14)





terça-feira, 9 de junho de 2026

ROCK AOR - B.E. Taylor Group - Life Goes On [EP] (1984)

 




País: Estados Unidos
Estilo: AOR
Ano: 1984

Integrantes:

Billy Eddie Taylor - vocals
Nat Kerr - keyboards
Rick Witkowski - guitars, producer
Joe Macre - bass, producer
Joey D'Amico - drums

Músicos Adicionados:

Rick Bell - saxophone
Jim Spears - bass

Tracklist:

01. Machine Talk
02. Life Goes On
03. Karen
04. Reggae Rock 'N' Roll
05. Machine Talk [long version]
06. Dangerous Rhythm







ROCK AOR - B.E. Taylor Group - Love Won The Fight (1983)

 




País: Estados Unidos
Estilo: AOR
Ano: 1983

Integrantes:

Billy Eddie Taylor - vocals
Nat Kerr - keyboards
Rick Witkowski - guitars
Joe Macre - bass
Joey D'Amico - drums

Tracklist:

01. Love Won the Fight
02. Just a Beat Away
03. Break Down the Night
04. Lonely at the Bottom
05. Vitamin L
06. That Kind of Love Don't Last
07. Should Have Called It Love
08. Hold on the Love
09. Break the Ice









Din_Fiv - Infinity (1995)

 



Style: EBM/Industrial
Origin: USA

Tracklist:
01. Time Of Death
02. Piss Christ
03. Control Group
04. Ball & Chain
05. Not Our Love
06. Let It Go
07. Terminal Condition
08. Insanity Is Contagious
09. Wasted On You
10. Atonement





Din_Fiv - Escape to Reality (2000)

 



Style: EBM/Industrial
Origin: USA

Tracklist:
01. Through The Looking Glass
02. We Are
03. Conspiracy
04. I Say
05. Escape
06. Live For Today
07. Cataclysm
08. Infinite Paths
09. We Are (Deathguild Remix By Battery)
10. Terminal Condition (Guilt Central Station Remix By AEC) 





UT - La strada era bella (1976) + singoli (vinyl) - AGGIORNATO IL 22-12-2024

 


 

TRACKLIST:

Lato A
01. La strada era bella
02. Camelot
03. Afrodite
04. Pace
05. Mars

Lato B
06. Homo
07. La Mia Vita
08. Morfeo
09. Trasmigrazione


FORMAÇÃO

Adriano Tomassini (chitarra, voce, tastiere)
Franco Tallarita (basso, chitarra acustica, flauto)
Maurizio Tomassini (batteria, chitarra acustica)
Enzo Vinci (tastiere)
Toti Vitale (chitarra)


Dedicamos um espaço considerável a eles há alguns anos (em 2012), quando apresentamos seu primeiro álbum, "Homo", de 1974 (você pode encontrá-lo clicando aqui ). Então, vamos retomar de onde paramos, apresentando seu segundo álbum, "La strada era bella", lançado em 1976 pela Erre Records em vinil (nunca relançado) e cassete. "Curiosamente", como escreveu Augusto Croce no Italian Prog, "ele incluía quase todo o primeiro álbum, com apenas duas músicas novas, ' La strada era bella ' e 'Camelot ', esta última cantada em inglês. Aqui, a formação se tornou um quinteto, com a adição do guitarrista Toti Vitale." Como você pode ver, as diferenças parecem mínimas: duas músicas extras e um segundo guitarrista para acompanhar Adriano Tomassini. Aliás, muitos de vocês certamente se lembrarão de Tallarita e Tomassini, autores de um álbum conjunto de 1975 ("Ispirazioni e circonstanti"). Franco Tallarita é creditado sozinho com "Alta tensione", de 1976.

Adriano e Maurício Tomassini


Recordando o que foi escrito sobre o prog italiano: "Os álbuns contêm os vocais em falsete típicos de muitas bandas pop e arranjos orquestrais em músicas como Afrodite e Homo , também lançada como single, e os únicos momentos interessantes para os fãs de prog são provavelmente as instrumentais Mars e Trasmigrazione ." Para completar a discografia da UT, proponho agora a discografia em 45 rpm, incluindo a do The Ghosts of Nottingham , um grupo pré-UT ativo de 1973 a 1974.

UT / The Ghosts of Nottingham - Singles (1973-1979)


UT - SINGOLI
01. Homo - lato A, 1974
02. Nel 3000 d.C. - lato B, 1974 (completo) (inedito su LP)
03. La mia vita - lato A, 1975
04. Afrodite - lato B, 1975
05. La strada era bella - lato A, 1976
06. Camelot - lato B, 1976
07. Farai l'amore - lato A, 1977 (inedito su LP)
08. Trasmigrazione - lato B, 1977
09. Lucia (For You Alone) - lato A, 1978 (completo) (inedito su LP)
10. Moonchild - lato B, 1978 (inedito su LP)
11. Elisabetta sa - lato A, 1979 (inedito su LP)
12. Treno va - lato B, 1979 (inedito su LP)

Bonus Track
13. Sheila - L'amour qui brule en moi (cover di Homo) - lato A, 1976

Adriano Tomassini

THE GHOSTS OF NOTTINGHAM - SINGOLI
01. The Chess Dance (La danza degli scacchi) - lato A, 1973
02. Canterbury - lato B, 1973
03. Varsawa Concert - lato A, 1974

NB - Moonchild - lato B (venne anche pubblicato come lato B di "Lucia" degli UT). Non a caso composto da Tomassini e Tallarita










AGGIORNAMENTO DEL 22 DICEMBRE 2024

Algumas linhas de comentário sobre os singles. Indiquei as faixas do LP que não foram lançadas anteriormente na lista de faixas. 

De 1977 até a separação (1979), nenhum outro álbum foi lançado. Em 1976, as duas novas canções do segundo álbum, "La strada era bella" e "Camelot", foram lançadas em singles de 45 rpm. Por curiosidade, incluí como faixa bônus a versão francesa da canção "Homo", gravada em 1976 pela cantora Sheila com o título "L'amour qui brûle en moi". A canção deu nome ao LP de mesmo nome, que alcançou o primeiro lugar nas paradas de vendas francesas. O single da UT também permaneceu entre os "hot records" por 10 semanas nas paradas de vendas. Quanto ao grupo anterior à UT, "The Ghosts of Nottingham", lembro que eles gravaram apenas dois singles para a Erre Records (a mesma gravadora da UT) em 1973 e 1974. "Moonchild" (que você não encontra aqui) foi posteriormente incluída como lado B do single da UT, "Lucia". Deixo-vos com mais algumas fotos antigas e desejo-vos, como sempre, uma ótima audição.



MUSICA&SOM  ☝A Estrada Era Bela (1976)
MUSICA&SOM ☝(22/12/2024) Singles (1973-1979)





John Klemmer - Blowin' Gold / All the Children Cried (1969) & Eruptions (1970)




A música e a criação em sua totalidade sempre foram minha motivação. Foram minha salvação e meu guia. A elas devo minha alegria e minha dor. O movimento do som e das cores em minha mente alcançou meus dedos. Eles se movem com um amor e um desejo equivalentes à paixão de uma criança recém-nascida pela Natureza e pelo Crescimento. Acredito que a Arte e a Paixão tudo triunfarão.

João Klemmer

A pressão perpétua e incessante de segundos, minutos e horas define nossa experiência cotidiana. Os momentos extraordinários são aqueles que parecem acontecer fora do tempo, os momentos em que o fluxo se suspende e a atividade congela em uma natureza-morta. Há muitos desses momentos nas gravações de John Klemmer. Vivenciá-los é como estar em um lugar onde o ar é puro e a vista se estende por quilômetros.

Os lados um e dois desta coletânea, lançada originalmente em 1969 como Blowin' Gold , definiram de forma surpreendentemente completa o rumo que a música de fusão elétrica ou jazz/rock tomaria, de 1970 até os dias atuais. A música é anterior a Bitches Brew , o lançamento seminal de Miles Davis em 1970. De fato, foi nessa data que o guitarrista Pete Cosey começou a experimentar algumas das ideias que utilizaria mais tarde com a banda de Davis nos anos setenta. Essas notas históricas são uma das chaves para a magia da música. É inegavelmente música do seu tempo: a frescura e, na falta de uma palavra melhor, o otimismo que transmite eram tão característicos do final dos anos sessenta quanto quase desconhecidos em meados dos anos setenta. No entanto, os seus sons e estruturas, e especialmente a sua fusão visionária de diversos elementos musicais, conferem-lhe um som profundamente contemporâneo.

"Quando um bom amigo meu ouviu esta música", comenta Klemmer, "disse: 'É você, mas você está meio que a desempenhar o papel de alquimista'. Acho que é verdade. Esta música representa a minha primeira utilização de diferentes linguagens musicais em conjunto, de jazz, rock, eletrónica, blues, música pop. Foi a minha primeira utilização do Echoplex e, no geral, senti que estava a explodir, a encontrar o meu próprio caminho."

Klemmer cresceu na cidade de Londres e as suas experiências musicais lá foram vastas. Ele se lembra de ter feito um de seus primeiros shows com Muhal Richard Abrams, o fundador austero e iconoclasta da cooperativa Association for the Advancement of Creative Musicians, em uma pista de boliche. "Eu tocava em bandas de dixieland e em grupos totalmente livres", recorda. "Em bandas de R&B e em um grupo de rock com Jimmy Guercio (que se tornou produtor da banda de rock Chicago). Foi aí que essa coisa de combinar estilos começou, porque eu sempre tive interesse em tocar muitos tipos diferentes de música."

Quando gravou Blowin' Gold, Klemmer era um dos solistas da ousada big band de Don Ellis, que abria shows para diversos grupos de rock, entre eles Janis Joplin com Big Brother and the Holding Company, e Klemmer foi exposto a muito rock contemporâneo, tudo de uma vez. "Isso foi oito ou nove meses antes de eu gravar o álbum, e foi um período de osmose." Para a apresentação, Klemmer e seu amigo, o pianista Richard Thompson, voaram para Chicago, onde trabalharam com a seção rítmica da Chess Records, a mesma que acompanhava Muddy Waters e outros gigantes do blues e do R&B.

Os dois álbuns seguintes de Klemmer pela Cadet, condensados ​​nos lados três e quatro deste conjunto, contaram com músicos com quem Klemmer trabalhou regularmente na Califórnia. Muitos se tornaram alguns dos músicos de jazz, rock e estúdio mais requisitados da Costa Oeste.

O talento musical e o respeito mútuo entre os músicos são evidentes ao longo das gravações. Assim como a intensidade gerada pela improvisação e pelas ideias de Klemmer. "Concebi minha música e sua execução de forma visceral", diz ele. "É música emocional." De fato, Klemmer parece ter transferido o proverbial calor do jazz de Chicago para a supostamente fria Califórnia sem perder nada de sua essência. Seu som no saxofone tenor é cru e impetuoso, quase abrasivo às vezes, e sua técnica é enciclopédica, combinando uma orientação essencialmente inspirada em Coltrane com o lirismo e a calidez da escola de Lester Young e os gritos e urros vocalizados da vanguarda pós-Ayler.

O que é verdadeiramente notável é a capacidade de Klemmer de fazer com que esse vocabulário excepcionalmente amplo se encaixe em um contexto rítmico de hard rock. A mistura atinge seu ápice incendiário em "My Heart Sings", que combina a energia acústica do saxofone com experimentações eletrônicas sem limites, conseguindo fazer com que grande parte do jazz/rock subsequente soe pálido e excessivamente intelectual em comparação. Ela se mostra mais profética em "Here Comes The Child", que utiliza o estúdio como instrumentos musicais, assim como Herbie Hancock e o Weather Report fariam alguns anos depois. "Escrevi a música em uma tarde de sábado", diz Klemmer. "Eu estava olhando pela janela e, do outro lado da rua, em um parque, estava acontecendo uma festa infantil. Era uma questão de tentar colocar tudo — a música e as crianças — no disco."

O tempo para; as crianças riem em uma tarde perpétua. Esse é um dos momentos mágicos da coletânea; o resto você terá o prazer de descobrir por si mesmo.
Por Robert Palmer

Styles:
Jazz-Rock
Fusão

Blowin' Gold 1969


Faixas:
01 - Excursão nº 2 (03:44)
02 - Meu Amor Tem Asas de Borboleta (03:49)
03 - Meu Coração Canta (04:05)
04 - Hey Jude (05:50)
05 - Terceira Pedra do Sol (04:08)
06 - Alma Livre (05:17)
07 - Filhos das Chamas da Terra (06:34)

Alinhar:
John Klemmer - saxofone tenor
Phil Upchurch - baixo
Morris Jennings - bateria
Pete Cosey - guitarra
Richard Thompson - piano, órgão Todas as Crianças Choraram 1969






Faixas:
01 - Todas as Crianças Choraram (03:12)
02 - Para Deus, Quem Quer Que Seja e o Que Seja (04:50) x
03 - Fim da Jornada (03:51)
04 - Criança da Lua (05:35) x
05 - Eis que Vem a Criança (03:08)
06 - Sussurro uma Oração pela Paz (02:45)
07 - Explosão Mental (07:04) x
08 - Pulsações de uma Dama de Olhos Verdes (03:18)
09 - Sololóquio para Tenor e Voz (01:17) x

Alinhar:
John Klemmer - saxofone, flauta de madeira e Echoplex;
Richard Thompson - teclados;
Art Johnson - guitarra e Echoplex;
Wolfgang Melz - baixo elétrico;
Bob Morin - bateria.

Eruptions 1970


Faixas:
01 - Jardim de Urano (08:24)
02 - Canção de Verão (04:08)
03 - Regiões de Fogo (07:32)  x
04 - Pétalas de Rosa (05:32)
05 - Lady Toad (05:52)  x
06 - Mon Frere Africain (04:30)
07 - La De-Dah (04:00)
08 - Emancipação da Terra (07:35) x

Alinhar:
John Klemmer - saxofone, flauta de madeira e Echoplex;
Mike Lang - órgão e piano Fender
; Art Johnson - guitarra e Echoplex;
Wolfgang Melz - baixo elétrico;
John Deniz - bateria;
Gary Coleman - percussão;
Mark Stevens - percussão.




Tri Yann - An Naoned (1972) [France, Folk]

 


Artist: Tri Yann
Location: France
Album: An Naoned
Year: 1972
Genre: Folk
Duration: 31:15

Tracks:
1 Les Filles Des Forges (Pilé-Menu)
2 La Vierge A La Fontaine
3 Pastourelle De Saint-Julien - Maraichine
4 Tri Martelod
5 Before Ireland Can Go Free / Ye Jacobites
6 Les Filles d'Escoublac
7 Johnny Monfarleau
8 La Calibourdaine De Breca
9 Les Prisons De Nantes
10 An Alarc'n
11 Le Dauphin
12 Au Pied d'Un Rosier (Laridé)


Triumvirat - Mediterranian Tales (Across The Waters) (1972) [Germany, Progressive Rock]

 


Artist: Triumvirat
Location: Germany
Album: Mediterranian Tales (Across The Waters)
Year: 1972
Genre: Progressive Rock
Duration: 37:55

Tracks:
1 Across The Waters
2 Eleven Kids
3 E Minor 5/9 Minor /5
4 Broken Mirror


The Association - Waterbeds In Trinidad! (1972) [USA, Pop Rock]

 


Artist: The Association
Location: USA
Album: Waterbeds In Trinidad!
Year: 1972
Genre: Pop Rock
Duration: 33:34

Tracks:

1 Silent Song Thru The Land 2 Darling Be Home Soon 3 Midnight Wind 4 Come The Fall 5 Kicking The Gong Around 6 Rainbows Bent 7 Snow Queen 8 Indian Wells Woman 9 Please Don't Go (Round The Bend) 10 Little Road And A Stone To Roll

MUSICA&SOM




Destaque

Raimundo Soldado – Conquistando o mundo 1981

  Colaboração do Jhonatas Pasternack, de São Paulo – SP Mais um disco do Raimundo Soldado. Raimundo Soldado – Conquistando o mundo 1981 – Co...