sexta-feira, 26 de junho de 2026

Five Bluesmen - Blues Factory 2025

 


1. Never Let Me Go (3:40)
2. Go Away (3:15)
3. My Babe, My Love (3:44)
4. Turkish Blues (3:16)
5. A Place For Love (4:07)
6. Shake Baby Shake (3:05)
7. Long Is The Road (3:48)
8. Nini's Song (4:15)
9. Day Dream (3:09)
10. Sorry For You (2:03)
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Blues Factory (2025): Os Five Bluesmen Reinventam o Blues
Lançado em 2025, o terceiro álbum dos Five Bluesmen, Blues Factory, é uma fábrica de emoções onde cinco caminhos convergem no blues vivo e autêntico.
  • Estilo musical: Blues roots vibrante e original, misturando influências de rockabilly, gospel e toques europeus – cru como B.B. King, mas com um twist moderno e instintivo.
  • Faixas marcantes: Destaques incluem a emotiva "Never Let Me Go" (balada de partir o coração), o swing de "Shake Baby Shake", o exótico "Turkish Blues" com toques orientais, a introspectiva "Nini's Song" e o road trip blues de "Long Is The Road".
  • Integrantes e participações: Ray Perelli (vocais e guitarra rítmica, o motor da banda inspirado por B.B. King aos 13 anos), Elvis Chambrey (guitarra solo, parceiro desde o início), Jérôme Frulin (baixo e lap steel, ex-Sales Majestés), Eric Flayecasse (bateria, energia belga). Convidados: Élie Coquard (harmônica, mestre franco-belga) e Stéphane Verdura (piano e Hammond, adicionando camadas soul).
  • Curiosidade no processo: O guitarrista Elvis se juntou à banda em um show improvisado sem ensaio – pura paixão e instinto guiaram a jam que selou a formação original em 2010.
  • Detalhe histórico: Formados na França em 2010 por Ray após anos nos Dixie Cats, os Five Bluesmen representam o blues transfronteiriço da Europa moderna, com músicos de origens díspares (França, Bélgica, Paris cult) que dialogam com lendas americanas em estúdios que ecoam o Delta do Mississippi.

Masterplan - Metalmorphosis (2026) Alemanha

 

Treze anos de espera — contados a partir do último trabalho totalmente inédito — é uma eternidade na indústria da música, mas para os Masterplan, o tempo parece ter servido apenas para destilar a sua essência. Com Metalmorphosis (2026), o sétimo álbum de estúdio, a banda alemã não só regressa, como se posiciona num patamar de maturidade técnica que poucos grupos no género conseguem alcançar.

Se o Masterplan sempre viveu na sombra da génese pós-Helloween de Roland Grapow e Uli Kusch, este álbum é a prova definitiva de que o projeto é muito mais do que um grupo dissidente; é uma das forças mais elegantes e refinadas do Power Metal moderno.

Avaliação: Masterplan – Metalmorphosis (2026)

A Telepatia de uma Formação Consolidada

O que sobressai logo nas primeiras audições é a coesão. A formação composta por Grapow (g), Altzi (v), Mackenrott (k), Kainulainen (b) e Kott (d) toca com uma intuição quase telepática. Não há desperdício de notas; há uma economia de esforço que, ironicamente, resulta num som muito mais pesado e impactante. A banda evoluiu para algo que transcende as fórmulas cansadas do Power Metal, preferindo camadas de peso e sofisticação.

Mapeamento da "Metalmorfose"

Faixa

Atmosfera/Estilo

Destaque

"Chase The Light"

Hino de Estádio

Abertura elegante com peso acrescido e letra de crítica social.

"Shadow Man"

Crescente/Épico

Melodias sólidas que definem a versatilidade do grupo.

"Bound To Fall"

Emocional

O momento de resignação e contraste vocal.

"Pain Of Yesterday"

Exótica/Desafiadora

Influências orientais que fogem ao óbvio do género.

"Electric Nights"

Power Metal Explosivo

Adrenalina pura; um hino à performance ao vivo.

Além das Restrições do Género

A grande vitória de Metalmorphosis é a sua recusa em aceitar as fronteiras do Power Metal. Enquanto muitas bandas se perdem em labirintos progressivos ou em velocidades gratuitas, o Masterplan foca-se na robutez. "Pain Of Yesterday" é um exemplo brilhante: as escalas orientais trazem uma frescura necessária, enquanto o peso constante da secção rítmica impede que a música se torne "etéria" demais.

Já "Electric Nights" é o contraponto perfeito, uma celebração da velocidade que não soa a reciclagem, mas sim a uma urgência visceral que só uma banda que ama o palco consegue transmitir. É música composta com a consciência da multidão, do rugido e do voo alto que só o Heavy Metal de alta qualidade proporciona.

"Metalmorphosis não é um álbum de retornos; é um álbum de afirmação. O Masterplan mostra que, em treze anos, a sua música não envelheceu — ela apenas adquiriu camadas de peso e sabedoria que a maioria dos seus pares ainda está a tentar decifrar."

O Veredito Final

Metalmorphosis é uma obra-prima de solidez. Ao misturar a inteligência de composição de Grapow com a entrega vocal inconfundível de Rick Altzi, o Masterplan não só justifica o tempo de espera como eleva a fasquia para o que se pode esperar do género. É um álbum equilibrado, pesado na medida certa e, acima de tudo, transborda a convicção de quem não precisa de provar nada a ninguém, exceto a si próprio.

Nota: 9.3/10

Destaques: "Chase The Light", "Electric Nights", "Pain Of Yesterday".

Recomendado para: Fãs de Helloween, Avantasia, Gamma Ray e qualquer entusiasta de Power Metal que valorize mais a composição e o peso do que a simples velocidade.


Temas:

01. Chase the Light 05:51
02. Electric Nights 04:40
03. Shadow Man 03:52
04. Bound to Fall 04:21
05. Pain of Yesterday 04:52
06. Metalmorphosis 05:28
07. Through the Storm 04:15
08. Ghostlight 04:47
09. The Call 08:15
10. Rise Again 04:18

Banda:

Roland Grapow – guitars (2001–present)
Axel Mackenrott – keyboards (2003–present)
Rick Altzi – lead vocals (2012–present)
Jari Kainulainen – bass (2012–present)
Kevin Kott – drums (2016–present)





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