quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PROG/ JAZZ ROCK - TAIVAANVUOHI - Pop Liisa 4 - 2016 (1973)



Artista / Banda: Taivaanvuohi
Álbum: Pop Liisa 4
Ano: 2016 (1973)
Gênero: Progressive Rock / Jazz Fusion
País: Finlândia

Comentário: Como presente de Natal a todos os seguidores e leitores do blog, trago uma banda perdida no tempo, formada em Helsinque, capital da Finlândia, em 1972 e ativa por apenas dois anos, não lançando nenhum álbum no período. Apenas em 2016 o selo local Svart nos brinda com a série de lançamentos 'Pop Liisa', que resgatam gravações ao vivo de diversos grupos para a rádio nacional.
Aqui ouvimos 5 faixas, revezando-se entre curtas e longas, de uma mistura efervescente no cenário escandinavo na época: o jazz e o rock progressivo, além de pitadas de acid rock. Majoritariamente instrumental, ouvimos longas jams onde saxofone e flauta de Pepa Päivinen rivalizam com a guitarra elétrica, acompanhadas por sólida seção rítmica. As letras são em língua local e inglês. Entre as influências 'domésticas' podemos citar a conhecida Tasavallan Presidentti e Haikara, além de Frank Zappa, que ganha uma homenagem no cover de 'Orange County Lumber Truck'.
Um prato cheio para fãs de jazz rock progressivo, altamente recomendado!

Taivaanvuohi - Pop Liisa 4 (MP3 256 kbps):
MUSICA&SOM ☝

Músicos:
Pertti 'Pepa' Päivinen (saxofone, flauta)
Ismo Räisänen (bateria)
Urpo Siitonen (baixo)
Sami Hurmerinta (guitarra, backing vocal)
Tarmo Rosenlund (vocal)

Faixas:
01 Drop Drag 4:48
02 Shedding 8:27
03 Gloom / Muukalaiset Yössä 5:17
04 Forward Bound 10:02
05 Orange County Lumber Truck 6:50




PEROLAS DO ROCK N´ROLL - HEAVY PSYCH - CEREBRUM - Time's Door / It's so Hard - 1970


Grande pérola do rock espanhol, formada em Madrid no ano de 1969 Cerebrum lançou apenas dois singles em 1970, sendo esse que posto aqui o segundo deles. Um disco foi lançado pela Shadoks em 2011 trazendo além das 4 músicas dos singles outras bônus e material de bandas que deram origem ao Cerebrum.
O grupo fazia um rock ácido e de garagem, as faixas de ambos lados tem guitarra e bateria pesada e distorcide. Os vocais são em inglês. Pérola recomendada!



Pedro Moreno (drums)
Luis Navarro (vocals, harmonica)
José María "Chema" Pellicó (bass)
Javier Esteve (guitar)

Time's Door 2:54
It's So Hard 3:43











JAMBÊNDOLA

 


Forró, baião, muita guitarra e uma percussão cheia de referências a estilos nordestinos. A música é regional, mas a origem está há muitos quilômetros dali, no Estado de São Paulo.

O Jambêndola, um grupo de estudantes paulistanos do departamento de música popular da Unicamp entrou de cabeça na cultura nordestina, fundindo-a com o rock e usando samplers.


A banda está lançando seu primeiro disco pelo selo Original, da gravadora Roadrunner, a mesma do Sepultura.

O disco vai do repertório tradicional, com Luiz Gonzaga ("Vozes da Seca"), a compositores mais modernos da região, como Lenine ("Leão do Norte").

"A idéia foi mesclar a música nordestina com efeitos e condições de gravação mais modernos", disse o guitarrista João Erbetta. O resultado é um som dançante e rico em referenciais.
Para a banda, desde o fim da ditadura, a música regional virou tema para o pop. "Existe uma revalorização da nacionalidade, uma busca de identidade mesmo", disse o tecladista e compositor Rogério Rochlitz.

Por meio das historinhas do nordeste, a banda satiriza o mundo urbano. "E a chaminé me engole/E um carro passa/eu tô imerso na fumaça/Sei que você também tá/A vida é dura meu amor/A vida é bela/Você é uma janela/Que dá vista para o mar".

A música de trabalho "Quarta-Feira" está virando clipe, e a banda faz shows no circuito universitário, em casas noturnas que tocam forró, gafieiras. "Os estudantes em geral se interessam com trabalho, ele une o dançante com o elaborado", diz Erbetta.

Mephisto Walz - Immersion (1998)

 

Rock gótico americano com uma atmosfera etérea e (sim) envolvente. Coloque este álbum para tocar na próxima vez que estiver tomando Xanax em uma festa dançante em um cemitério.

Track listing:
1. Immersion
2. The Garden of Proserpine
3. Great Expectations
4. Age of Nothing
5. The Tyger
6. Elegy
7. Icarus
8. The Falcon to the Falconer
9. Heaven
10. Kings
11. Ode to the West Wind




Judecca - Beyond, What the Eyes Can't See... (1996)

 


Track listing:
1. The Undead
2. The Stench of an Undouched Cunt
3. Beyond, What the Eyes Can't See...
4. As We Fuck
5. May You Find Peace
6. Trauma Induced Coma
7. Consume the Soul
8. Forensic Pathology
9. The Black Blood of Christ




Burial Hex - Wall of Zombies (2007)

 Ruído industrial misantrópico/ambiente sombrio. Ruído áspero com manipulação de botões, drones de loops de fita, samples perturbadores, bateria eletrônica, feedback de alta frequência ensurdecedor, coisas desse tipo.


Track listing:
1. Anthropophagus Awaken
2. For Love of Brother
3. Malkuth Rant
4. Rekne LL
5. Erase Risen
6. Torture Child
7. Wall of Zombies




GRAND FUNK RAILROAD ● Born to Die ● 1976

 

Artista: GRAND FUNK RAILROAD
País: Estados Unidos
Gêneros: Hard Rock, Pop Rock
Álbum: Born to Die
Ano: 1976
Lançamento: Janeiro
Gravadora: 
Duração: 48:17

Músicos:
● Mark Farner: vocais, guitarra, piano
● Don Brewer: vocais, bateria, percussão
● Mel Schacher: baixo
● Craig Frost: teclados, backing vocals

Lançado em janeiro de 1976, "Born to Die" é o décimo álbum de estúdio do GRAND FUNK RAILROAD e carrega uma aura de despedida. Na época, as tensões internas eram evidentes, e o título sombrio refletia o sentimento de que a banda estava chegando ao fim de sua jornada original. Produzido por Jimmy Ienner, "Born To Die" apresenta uma sonoridade mais polida, flertando intensamente com o Soul e o Rhythm and Blues, sem abandonar o peso característico do trio original agora expandido pelos teclados de Craig Frost.

A faixa-título, "Born to Die", é uma das composições mais profundas de Mark Farner, escrita em memória de um primo que faleceu em um acidente de motocicleta. Outro destaque é o single Pop animado, "Sally", lançado em 3 de abril, escrito por Mark Farner para sua então namorada, a atriz/cantora Sally Kellerman.O álbum também se aventura em territórios instrumentais com "Genevieve", que exibe o entrosamento técnico do quarteto em uma fusão de Jazz e Rock. 

Embora tenha tido um desempenho comercial mais modesto que seus antecessores, alcançando a 69ª posição na Billboard 200, "Born to Die" é um registro de transição sofisticado que marca o encerramento da primeira fase clássica do grupo antes da breve reunião produzida por Frank Zappa.

Nº  TítuloDuração 
01Born to Die05:35
02Dues05:36
03Sally03:16
04I Fell for Your Love  04:12
05Talk to the People05:33
06Take Me05:10
07Genevieve06:12
08Love Is Dyin'04:14
09Politician03:54
10Good Things04:35
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JEFF BECK ● Wired ● 1976

 

Artista: Jeff Beck
País: Reino Unido
Gêneros: Blues Rock, Jazz-Rock
Álbum: Wired
Lançamento: maio
Gravadora: Epic Records
Ano: 1976
Duração: 37:21

Músicos:
● Jeff Beck: guitarras 
● Jan Hammer: sintetizadores, bateria (faixa 5)
● Max Middleton: clavinete e Fender Rhodes 
● Wilbur Bascomb: baixo 
● Narada Michael Walden: bateria, piano (faixa 8)
● Richard Bailey: bateria 
● Ed Greene: bateria

Lançado em maio de 1976 pela Epic Records, "Wired" é o segundo álbum solo instrumental do guitarrista britânico Jeff Beck. Aqui Beck deu continuidade à exploração sonora iniciada no aclamado "Blow by Blow" (1975), mas introduziu uma abordagem significativamente mais elétrica e agressiva. "Wired" inseriu o guitarrista britânico definitivamente no movimento Jazz Fusion, consolidando sua transição de um herói do Blues-Rock para um inovador técnico capaz de dialogar com as complexidades harmônicas e rítmicas de músicos vindos do conservatório e da cena Progressiva.

A produção de George Martin trouxe um refinamento técnico que permitiu a Beck explorar novas texturas, especialmente através da colaboração com o tecladista Jan Hammer (ex-MAHAVISHNU ORCHESTRA). A interação entre a guitarra de Beck e os sintetizadores de Hammer tornou-se a marca registrada do álbum, com os dois músicos frequentemente duelando em linhas melódicas rápidas e distorcidas que desafiavam as fronteiras entre os instrumentos. Além de Hammer, o baterista Narada Michael Walden contribuiu não apenas com o ritmo, mas também com quatro das composições do álbum, injetando uma vitalidade percussiva que definiu o dinamismo da obra.

O repertório é marcado por uma diversidade que transita entre o Funk pesado e o Jazz sofisticado. A faixa de abertura "Led Boots" é uma homenagem rítmica ao estilo do LED ZEPPELIN, enquanto a releitura de "Goodbye Pork Pie Hat", clássico de Charles Mingus, destaca-se pela expressividade emocional e pelo uso magistral do controle de volume e harmônicos de Beck. Outro ponto alto é "Blue Wind", onde a simbiose entre guitarra e sintetizador atinge seu ápice, criando uma atmosfera futurista que influenciaria gerações de guitarristas de Rock instrumental nas décadas seguintes.

Historicamente, "Wired" alcançou a 16ª posição na Billboard 200 e recebeu certificação de platina, um feito notável para um álbum inteiramente instrumental de Jazz-Rock. A crítica da época e os estudiosos atuais frequentemente apontam este trabalho como um dos pilares da evolução da guitarra moderna, onde Jeff Beck refinou sua técnica de tocar sem palheta, focando na manipulação direta das cordas para obter uma gama vocal de tonalidades. O disco permanece como um testamento da inquietude criativa de um músico que se recusou a ficar estagnado em fórmulas comerciais, preferindo a experimentação constante.

Faixas:
Nº  TítuloDuração 
01Led Boots04:03
02Come Dancing05:55
03Goodbye Pork Pie Hat05:31
04Head for Backstage Pass02:43
05Blue Wind05:54
06Sophie06:31
07Play with Me04:10
08Love Is Green02:34



Johnny Winter ● Captured Live ● 1976

 

Artista: Johnny Winter
País: Estados Unidos
Gênero: Blues Rock, Blues
Álbum: Captured Live
Ano: 1976
Duração: 46:00

Músicos:
● Johnny Winter: guitarras e vocais
● Floyd Radford: guitarra
● Randy Jo Hobbs: baixo e vocais de apoio
● Richard Hughes: bateria

Com apresentações gravadas em 1975 em três locais na Califórnia: Swing Auditorium, San Diego Sports Arena e Oakland Coliseum, "Captured Live" é o segundo álbum ao vivo de Johnny Winter, lançado em 01 de março de 1976.  

A qualidade do som supera quase todos os outros álbuns ao vivo do guitarrista. Não falta baixo neste álbum. As músicas são literalmente de pular da cadeira e curtir! Não importa se você está no trabalho, no carro ou fazendo qualquer outra coisa, é impossível controlar os pés quando a música começa e termina.

São apenas seis músicas, mas a maioria bem longa. As versões do Johnny para "Highway 61 Revisited", de Bob Dylan, costumam ser muito especiais, e esta versão ao vivo não é exceção. "Sweet Papa John" é uma composição própria e também é executada de forma incrível. Os solos são matadores. 

Em uma crítica para o AllMusic, William Ruhlmann deu ao álbum três estrelas e meia de cinco. Ele observa que Winter escreveu apenas uma das músicas e acrescenta: Todas as músicas são basicamente veículos para seu talento na guitarra, às vezes executado em uníssono com o segundo guitarrista, Floyd Radford. Winter toca rápido, preenchendo os compassos com torrentes de notas que certamente impressionarão qualquer fã de guitarra, e ele merece os grandes aplausos ouvidos entre as músicas. Não é surpresa que seu álbum mais vendido seja um álbum ao vivo "Live Johnny Winter And" (1971), "Captured Live" mais um trabalho primoroso.

Faixas:
Lado 1
01. Bony Moronie" (Larry Williams) – 6:50
02. Roll With Me" (Rick Derringer) – 4:46
03. Rock and Roll People" (John Lennon) – 5:39
04. It's All Over Now" (Bobby Womack, Shirley Jean Womack) – 6:15

Lado 2
05. Highway 61 Revisited" (Bob Dylan) – 10:38
06. Sweet Papa John" (Johnny Winter) – 12:37



Voltaire - Antaños (2016)

 

Apresentamos uma banda chilena de rock neo-psicodélico com um álbum de cinco músicas que explora atmosferas e sons imersivos da cena independente chilena. É um álbum belíssimo, meticulosamente construído em seu desenvolvimento melódico, com toques de pop, pós-rock e rock alternativo, tudo misturado com música latino-americana e elementos progressivos, resultando em um som muito interessante que recomendo que você descubra. Este é o único lançamento da banda, então acredito que estejam inativos no momento, mas, independentemente disso, é um álbum muito interessante que sugiro que você explore. Sons limpos e excelente produção (especialmente considerando que é um lançamento independente) demonstram a qualidade de grande parte do que está acontecendo na cena underground mundial, neste caso, no Chile.

Artista: Voltaire
Álbum:  Antaños
Ano:  2016
Gênero: Rock Psicodélico Progressivo
Duração:  32:46
Referência:  Bandcamp
Nacionalidade:  Chile


Voltaire é uma banda de rock neo-psicodélico da região costeira do Vale de Mataquito, localizada na Região de Maule, no Chile. Formada no início de 2013 por Jonathan Valdivia (vocal), Pedro Ormazábal (guitarra), Israel Aguirre (baixo) e Diego Díaz (bateria), seu objetivo é compor música própria com base na improvisação.

Após um período como quarteto, Ignacio Pavéz juntou-se à banda nos teclados e sintetizadores, completando sua formação definitiva. Depois de dezenas de apresentações ao vivo e ensaios rigorosos, o Voltaire entrou nos estúdios do renomado músico e produtor Feliciano Saldias, de Concepción, para gravar seu primeiro álbum, "Antaños", lançado no primeiro semestre de 2016 pelo selo Latidos Records.

O álbum se destaca pela interação harmoniosa entre os instrumentos e os vocais, felizmente em espanhol, onde as letras exploram elementos existenciais e experienciais de forma poética. Seu som me parece uma mistura de Radiohead , Porcupine Tree e os álbuns solo de Gustavo Cerati — isso é um esboço, porque os caras estão tentando encontrar seu próprio som...

E acho que não vale a pena me alongar mais nisso; é um álbum belíssimo, vocês podem conferir por si mesmos.


E, como sempre, continuaremos explorando a cena underground em todo o mundo em busca da melhor música; este é mais um exemplo disso, que neste caso vem do Chile.

Você pode ouvir a música na página deles no Bandcamp:
https://voltairemusica.bandcamp.com/album/anta-os




Lista de faixas:
1. I Renounce Pain 
2. Dawn 
3. Collision 
4. Path 
5. 22:22 

Formação:
- Johnnie Valdivia / Vocal
- Manuel Pavez / Guitarras, Teclados
- Pedro Ormazabal / Guitarras
- Israel Aguirre / Baixo
- Diego Diaz / Bateria