quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Supergrass – I Should Coco (1995)

 


Em 1993, o baixista Mick Quinn junta-se ao colega de trabalho Gaz Coombes e ao baterista Danny Goffey, com quem Coombes já tocava na banda shoegaze, The Jennifers. O trio de Oxford ganha o nome de Theodore Supergrass, perdendo rapidamente o nome próprio e ganhando um quarto membro ocasional no irmão de Gaz, Rob Coombes. Em 1995, e após três singles com algum impacto mediático e de vendas, editam o primeiro álbum, I Should Coco.

Com influências de bandas como os Buzzcocks, The Jam ou Madness e composto maioritariamente nos quartos dos membros da banda a tocar muito alto, I Should Coco é um álbum de canções velozes, urgentes, descomplicadas mas apelativas. As letras são de uma efervescência adolescente, entre a observação jocosa das personagens das ruas de Oxford (como em «I’d Like To Know» ou «Strange Ones», sendo que a primeira foi composta depois de terem ouvido a segunda em reverse), de si próprios («Alright», um hino intemporal à juventude e provavelmente o tema mais emblemático da carreira dos Supergrass, de reconhecimento imediato pelo piano martelado na introdução) ou narrativas da detenção de Gaz aos 15 anos por posse de cannabis («Caught By The Fuzz»), de engates nocturnos («She’s So Loose») ou apenas de viagens de autocarro («Sitting Up Straight»).

O final do álbum esconde os temas mais «diferentes» mas de nenhum modo inferiores, como o mid-tempo quase glam de «Time» (com uma harmónica a ajudar no solo), a jam psicadélica de «Sofa (Of My Lethargy)» gravada num take e a ultrapassar os 6 minutos, ou a atmosfera acústica de influências country em «Time To Go», à qual a banda regressaria dez anos mais tarde no fantástico quinto álbum Road to Rouen.

I Should Coco tornou-se o álbum de estreia mais vendido da editora Parlophone desde Please Please Me dos Beatles, atingindo o Disco de Platina no Reino Unido com mais de meio milhão de cópias vendidas, ultrapassando um milhão em todo o mundo. E mesmo que a banda tenha sentido a necessidade de crescer e abandonar a maioria destes temas («Alright» raramente era tocado ao vivo nos últimos anos de existência dos Supergrass), o seu impacto na carreira da banda, no movimento Britpop e na vida de adolescentes de todas as idades foi gigantesco.



Blur – The Great Escape (1995)

 


Em Setembro de 1995, em pleno estado de graça proporcionado por Parklife e pouco mais de um ano após o seu lançamento, os Blur apresentam o quarto álbum no meio do furor mediático que se tornou conhecido como a Batalha da Britpop, travada contra os Oasis, com armas como insultos em entrevistas e alterações de datas de lançamento a provocar colisões.

The Great Escape aparece como outra face de Parklife: onde este é mais celebratório da englishness contemporânea, The Great Escape apresenta um ponto de vista mais cínico, sarcástico, por vezes gozão ou melancólico, sobre o quotidiano suburbano e personagens não propriamente adoráveis. Do casal fetichista de «Stereotypes» até ao betinho insuportável de «Charmless Man», passando pelo financeiro de sucesso mas desiludido de «Country House», o maçon de virtudes públicas e vícios privados de «Mr. Robinson’s Quango» ou o companheiro apalhaçado de saídas à noite «Dan Abnormal» (alter ego / anagrama de Damon Albarn).

A temática da solidão e distanciamento aparece frequentemente, mas torna-se mais notória em temas mais lentos como o acústico «Best Days» (que não é crime nenhum comparar tematicamente ao projecto The Good, The Bad and The Queen, que surgiria mais de 10anos depois) ou o épico orquestral «The Universal» (que começou como um tema ska, tentem imaginar se conseguirem), uma das obras-primas dos Blur e habitual brinde de encore nos concertos.

Sonicamente, e além do já citado trabalho orquestral em «The Universal» (e também em «Ernold Same»; um primo afastado de «Arnold Layne»?), há espaço para mais experimentações fora do espectro guitarra-baixo-bateria, como os sintetizadores que dão o mote a «Stereotypes», «Fade Away», «Entertain Me» ou a balada electrónica «Yuko and Hiro», que encerra o álbum.

Em 2007, Damon Albarn incluiu The Great Escape na lista de maus álbuns que gravou, juntamente com Leisure. Não acreditem nele. Nenhum álbum onde estivesse «The Universal» seria mau, e este ainda tem muitos outros pontos altos.


Oddland – Unilluminate To Illuminate (2026)

 


Country: Finland
Genre: Progressive Metal, Rock
Year : 2026

Tracklist:
1. Amokinus (02:25)
2. Eternal Erode (03:43)
3. Soar (05:17)
4. Ascent (01:37)
5. Freefall (04:38)
6. Unilluminate (04:57)
7. Illuminate (04:28)
8. Act Of Solace (02:14)
9. Red Canvas (04:42)
10. Unbound In Time (01:00)
11. Waterdrops (05:55)

MUSICA&SOM ☝


Triskelyon – Metalmorphosis (2026)

 


Country: Canada
Genre: Thrash Metal
Year : 2026

Tracklist:
1. Everybody Wants to Rule the World (03:59)
2. Summer of 69 (04:05)
3. The Safety Dance (03:18)
4. Overkill (03:44)
5. Heartbreaker (03:28)
6. Nobody’s Business (03:54)
7. It Doesn’t Really Matter (04:02)
8. Hungry Like the Wolf (03:26)
9. Major Tom (2026 Remaster) (05:16)

MUSICA&SOM ☝


Noveria – Becoming After (2026)

 


Countryn: Italy
Genre: Progressive Power Metal
Year: 2026

Tracklist:
1. The Only Way (05:23)
2. Convicted To Rise (05:25)
3. Echoes From The Abyss (05:41)
4. Cold Flames (05:45)
5. The Viper’s Nest (06:53)
6. Infinite Horizons (04:53)
7. Through Your Light (06:19)
8. Heavenfall (05:47)
9. Radiance (05:09)
10. Becoming After (02:24)

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Tokyo Blade – Hoist The Colours High (2026)

 


Country: UK
Genre: NWOBHM, Heavy Metal
Year : 2026

Tracklist:
1. Screaming Evil (04:46)
2. Too Wired To Sleep (04:39)
3. Get Me Outa This (04:48)
4. Hoist the Colours High (06:18)
5. I’m Gonna Rise (04:26)
6. Sweet Desolation (05:52)
7. When the Hammer Falls (04:26)
8. Last Man Standing (05:00)
9. This Time (05:20)
10. Mr. Nobody (04:55)
11. I Don’t Need No Enemies (05:31)
12. Devil in the Red Mist (03:21)
13. She Was A Soldier (05:07)
14. Wasting My Time (04:52)

MUSICA&SOM ☝



Mob Rules – Stories From The Verdant Vale 2026

Os veteranos alemães do heavy metal, MOB RULES, lançarão seu novo álbum, “Stories From The Verdant Vale”, em 21 de agosto pela ROAR, uma divisão da Reigning Phoenix Music.

Side A:
01. Savage Land Reprise
02. Master Of The Black Crow
03. Masquerade Ball
04. Above The Maelstrom
05. Balance Of Power

Side B (Bonus Tracks)
06. Celebration Day (2014 Version, feat. Bernhard Weiß)
07. Insurgeria (2014 Version, feat. Udo Dirkschneider)
08. Coast To Coast (2014 Version, feat. Chity Somapala)
09. End Of All Days (2014 Version, feat. Amanda Somerville)
10. Broken

Klaus Dirks – Vocals
Sven Lüdke – Guitar
Florian Dyszbalis – Guitar
Markus Brinkmann – Bass
Jan Christian Halfbrodt – Keys
Sebastian Schmidt – Drums

MUSICA&SOM ☝



ARILYN Psychedelic/Space Rock • Germany

 

ARILYN

Psychedelic/Space Rock • Germany

Biografia do Arilyn:
Após o fim da antiga banda, Desperation, Christian, Jürgen e Christof decidiram seguir em frente e formar uma nova banda. Em 1999, um homem chamado Jürgen Moßgraber entrou em contato com eles, pois havia lido em um jornal local que a banda estava procurando um tecladista. Com o som de teclado de Jürgen, a música do Arilyn mudou do rock tradicional para o space rock.

Depois de algum tempo compondo novas músicas, a banda decidiu que Christian também deveria assumir o baixo, já que não encontraram ninguém para completar a formação. Assim nasceu o Arilyn. Após um bom ano, em 2001, eles conseguiram gravar um álbum completo no estúdio recém-fundado por Christian em Ludwigshafen. Assim, começou o trabalho em "Tomorrow Never Comes", seu primeiro álbum completo. Em janeiro de 2002, uma gravadora de Heidelberg se interessou bastante pela música deles e, após ouvir a masterização em CD, a Quixote-Music ofereceu-lhes seu primeiro contrato.

Alter Ego
Arilyn Psychedelic/Space Rock

 Este terceiro lançamento da banda alemã Arilyn certamente possui alguns elementos únicos, embora o aspecto comercial desta música possa não ser dos melhores.

Misturando influências do neo-prog e de pioneiros da música eletrônica como o Tangerine Dream no uso de sintetizadores, refrões de rock comercial como os da banda alemã Sylvan, com influências distintas do metal progressivo, e adicionando alguns elementos de space rock à mistura, as músicas aqui — com exceção das baladas — são extremamente intrigantes e fascinantes. Difícil de classificar como tal, mas interessante.

Os vocais um pouco fracos e algumas baladas bastante simples são os únicos pontos negativos aqui; ainda assim, é um álbum que vale a pena conferir para fãs de rock melódico com muitos sintetizadores e leves influências de metal progressivo. Destaques pessoais: When Worlds Collide, Alter Ego - ambas músicas excelentes





ARIES Psychedelic/Space Rock • Greece

 

ARIES

Psychedelic/Space Rock • Greece
Biografia do Aries:
Fundado no início de 2020 em Atenas, Grécia,

o ARIES é um trio psicodélico progressivo de Atenas, formado por Dimitris Sakkas, Kimonas Alex e Vaso Milona. Composto por cinco canções bem elaboradas com estilo retrô dos anos 70, seu álbum de estreia, "Because Of My Fears", foi lançado em 2020.




Because of My Fears
Aries Psychedelic/Space Rock

 Ram-bam-ba-lamb! Está escrito nas estrelas que o Aries é o evento mais emocionante na Grécia desde a antiga Batalha das Termópilas, quando os persas derrotaram os espartanos por 2 a 1 na prorrogação. Você não precisa escalar o Monte Olimpo para encontrar os deuses do prog, porque o trio de titãs está aqui, neste álbum incrível. Isto é Space Rock, Jim, mas não como o conhecemos, ousadamente indo aonde nenhum álbum de Space Rock jamais foi (com a permissão dos infinitivos divididos!). "Because of My Fears" está anos-luz à frente de qualquer álbum de Space Rock que eu conheça, e você teria que viajar até a distante galáxia de Andrômeda para ouvir algo que se aproxime remotamente dessa magnitude de brilho. Aries brilha tão intensamente quanto um quasar distante – o objeto mais brilhante do universo conhecido. O álbum é uma longa suíte contínua de cinco partes, então sintonize os controles para o coração do Sol, ligue a potência máxima interestelar e prepare-se para uma viagem fantástica e inesquecível nos melhores 43 minutos que você já passou fora do quarto. É simplesmente estelar! Mas o que REALMENTE diferencia este álbum fabuloso é o belo canto de sereia da encantadora vocalista. Afinal, quando foi a última vez que você ouviu uma vocalista feminina em um álbum de Space Rock? Provavelmente nunca. A potência percussiva do baterista da Duracel também merece destaque, soando como um aríete com uma saraivada de sons como não se ouvia desde a fúria dos tiros de canhão no clímax da triunfal Abertura 1812 de Tchaikovsky. E não podemos esquecer o incrível guitarrista, cujos delírios psicodélicos e alucinantes deixariam Jimi Hendrix com inveja. Esta deslumbrante extravagância de Space Rock é uma explosão sonora do início ao fim e um dos álbuns mais eletrizantes que você já ouviu deste lado da Via Láctea. Ad Astra!




"S. F. Sorrow", a obra-prima psicodélica clássica dos Pretty Things

 


The Pretty Things
começou como uma banda de Rhythm'n'Blues puro, no início dos anos 1960 (mais precisamente, em set/64, em Sidcup, condado de Kent, nos arredores de Londres) e eles são frequentemente descritos como tendo sido "mais mesquinhos, barulhentos, feios e com cabelos mais longos" do que os Rolling Stones. (o guitarrista do Pretty Things, Dick Taylor, originalmente tocava baixo bem no início dos Stones). Seu som R&B primitivo e corajoso foi fortemente influenciado pela batida de Bo Diddley e pelo som de Jimmy Reed. Aliás, o nome da banda foi tirado de uma canção de 1955, "Pretty Thing", de Willie Dixon. Ela colocou diversos singles nas paradas do Reino Unido ("Rosalyn", "Don't Bring Me Down" etc.), antes de abraçar outros gêneros como o Rock Psicodélico no final dos anos 60, o Hard Rock no início dos anos 70 e até a New Wave no início dos anos 80. Não sei se você sabe desta, mas lá bem no início, antes do Pretty Things, existiu uma outra banda chamada "Little Boy Blue and the Blue Boys", que consistia em Dick Taylor, seu colega de escola Keith Richards e Mick Jagger. É mole? Quando Brian Jones passou a recrutar gente para sua própria banda, os três migraram para ela junto com Ian Stewart, projeto este que foi denominado "The Rolling Stones" por Brian Jones, em jun/62. Porque havia muitos guitarristas na banda, Dick Taylor virou baixista. Ele só ficou 5 meses.
Brian Pendleton, John Stax, Dick Taylor, Phil May e Viv Prince
Phil May, outro estudante de Sidcup, o convenceu a formar uma outra banda. Dick Taylor voltou a ser guitarrista, enquanto May cantava e tocava gaita. A dupla recrutou John Stax para o baixo, Brian Pendleton na guitarra rítmica e Pete Kitley na bateria (que logo foi substituído por Viv Andrews). Bryan Morrison, um colega de faculdade onde May e Taylor estudaram, foi recrutado para ser o empresário (ele os representaria pelo resto daquela década, assim como também o Pink Floyd e diversas outras bandas). Ele fez parceria com Jimmy Duncan e conseguiu um contrato de gravações para os Pretty Things com a Fontana Records, no início de 1964. Neste ponto, Viv Andrews foi substituído por Viv Prince, um baterista mais experiente.
A aparência e o comportamento da banda eram provocativos (com May afirmando ter o cabelo mais comprido do Reino Unido e Prince frequentemente causando caos onde quer que fosse). Durante uma turnê pela Nova Zelândia em jul-ago/65, a banda causou tanta indignação na mídia local, que o Parlamento chegou a debater a questão das concessões de vistos para músicos estrangeiros como os do Pretty Things. A primeira de muitas mudanças de formação começou com o próprio Prince, cujas travessuras selvagens se tornaram demais para os outros membros da banda e ele foi substituído em nov/65 por Skip Alan. Em 1966, a cena Rhythm'n'Blues entrou em declínio e o Pretty Things começou a migrar para outros gêneros. Em meados de 66, eles alcançaram as paradas inglesas pela última vez (com um cover de "A House In The Country", dos Kinks). Pendleton saiu em dez/66. Stax saiu em jan/67. Jon Povey e Wally Waller entraram tornando a banda um quinteto novamente.
O último álbum para a Fontana Records foi uma obrigação contratual. "Emotions" veio cheio de arranjos de metais e cordas. Então, a banda assinou com o selo Columbia. Em nov/67, lançou "Defecting Grey", uma canção psicodélica que não fez sucesso. Depois veio o single "Talking About The Good Times"/"Walking Through My Dreams". Este single marcou o início das sessões para o álbum seguinte, "S. F. Sorrow". Lançado em dez/68, foi a primeira Opera-Rock, precedendo o lançamento de "Tommy", do The Who, que saiu em mai/69. O disco foi gravado entre dez/67 e set/68 no Abbey Road Studios, enquanto o Pink Floyd trabalhava no álbum "A Saucerful Of Secrets" e os Beatles trabalhavam no "White Album". "S. F. Sorrow" é sim uma Opera-Rock psicodélica, uma mini obra-prima "perdida", ou ao menos injustamente subestimada. Improvável que "S. F. Sorrow" não tenha influenciado em nada as ideias de Pete Townshend, afinal todos eles eram da mesma cena londrina e acompanham o que cada um estava fazendo. "S. F. Sorrow" incorporou ao som dos Pretty Things cítara, mellotron, flauta e diversos efeitos sonoros.
A história da Opera-Rock falava sobre um certo Sebastian F. Sorrow, um sujeito comum, que trabalhava na "Misery Factory" e era convocado para a primeira guerra mundial. Sua vida perde o sentido depois que ele testemunha um balão de ar quente carregando sua noiva cair e se incendiar. Na sequência, ele se depara com um misterioso personagem chamado "Baron Saturday", que é baseado na divindade vudu Baron Samedi. Saturday toma os olhos de Sorrow e o leva para uma viagem pelo submundo fantástico. A história termina de maneira triste, quando o desolado Sorrow percebe que não pode confiar em ninguém e que morrerá sozinho. 
"Private Sorrow" na TV francesa, 1968
"Death" na TV francesa, 1969


Destaque

BIOGRAFIA DOS Cervello

Cervello Cervello (cérebro, em italiano) foi um grupo de rock progressivo italiano baseado em Nápoles . História O grupo nasce em 1970 na...