segunda-feira, 13 de abril de 2026

Grandes canções: Bachman-Turner Overdrive - "You Ain't Seen Nothing Yet" (1974)

 

"You Ain't Seen Nothing Yet" foi composta por Randy Bachman para o terceiro álbum ("Not Fragile", de 1974) de sua banda, a Bachman–Turner Overdrive (ou simplesmente, BTO). Inicialmente, ela foi lançada como single (em set/74) com uma faixa instrumental, "Free Wheelin'" no lado B. Alcançou o nº. 1 nas paradas (no Canadá e nos EUA - foi nº. 2 no Reino Unido). A letra falava de um cara que conhecia uma “mulher diabólica” que lhe dava amor. O refrão incluiu a famosa fala gaga dela olhando para ele com grandes olhos castanhos e dizendo: "Você ainda não viu nada, baby, você simplesmente não viu nada ainda. Aqui está algo que você nunca vai esquecer". Segundo Bachman, a canção foi feita como uma piada para seu irmão Gary, que era gago. A intenção foi gravá-la e presentear a Gary. Tudo aconteceu durante o processo de gravação do álbum "Not Fragile", como uma brincadeira, toda instrumental, até para ajustar os amplificadores e microfones. Mas ao encerrar a produção do álbum, Charlie Fach, da Mercury Records, disse que faltava às oito faixas a "mágica" que faria um single de sucesso. Alguns membros da banda perguntaram a Bachman: "o que você acha daquela faixa da brincadeira?". Bachman considerou-a relutantemente porque não pretendia usá-la num disco. Ele disse: "Temos uma canção, mas é uma piada. É uma brincadeira. Cantei num take único. É algo estúpido. Imitei um gago para sacanear com meu irmão". Fach pediu para ouvir e eles tocaram a gravação para ele. Fach sorriu e disse: "Essa é a faixa. Ela tem brilho. Ela meio que flutua trinta centímetros mais alto do que as outras quando você a ouve".  Bachman concordou então em reorganizar a sequência do álbum para que esta canção pudesse ser adicionada, mas apenas se ele pudesse regravar os vocais, sem gaguejar. Fach concordou, mas Bachman disse: "Tentei cantar normalmente, mas parecia Frank Sinatra. Não encaixou". Fach disse para deixar como estava, com a gagueira. O resto virou história.
You Ain't Seen Nothing Yet / Você Não Viu Nada Ainda
I met a devil woman / Eu conheci uma mulher diabo
She took my heart away / Ela tomou meu coração
She said I had it coming to me / Ela disse que veio para mim
But I wanted it that way / Mas eu queria desse jeito

I think that any love is good lovin' / Eu acho que qualquer amor é bom
So I took what I could get (oooh) / Então eu pego o que eu posso (oooh)
She looked at me with her big brown eyes, and said / Ela me olhou com seus grandes olhos castanhos, e disse:

You ain't seen nothing yet... / Você não viu nada ainda...
B-b-b-baby you just ain't seen n-n-nothing yet / B-b-b-baby você não viu n-n-nada ainda
Here's something that you never gonna forget / Aqui está algo que você nunca vai esquecer
B-b-b-baby you just ain't seen n-n-nothing yet / B-b-b-baby você não viu n-n-nada ainda

And now I'm feeling better / E agora estou me sentindo melhor
'Cause I found out for sure / Porque eu fui ter certeza
She took me to her doctor / Ela me levou para o seu médico
And he told me I was cured / E ele me disse que eu estava curado

He said that any love is good love / Ele disse que qualquer amor é bom amor
So I took what I could get (yes I took what I could get) / Então eu peguei o que eu podia (sim, eu peguei o que eu podia)
And then she looked at me with her big brown eyes and said / E então ela me olhou com seus grandes olhos castanhos e disse:

You ain't seen nothing yet.... / Você não viu nada ainda....
B-b-b-baby you just ain't seen n-n-nothing yet / B-b-b-baby você não viu n-n-nada ainda
Here's something, here's something you never gonna forget baby / Aqui está uma coisa, aqui está algo que você nunca vai esquecer bebê
You know, you know, you know / Você sabe, você sabe, você sabe
You know you just ain't seen nothing / Você sabe que você simplesmente não viu nada

Any love is good lovin' / Qualquer amor é bom
So I took what I could get (yes I took what I could get) / Então eu peguei o que eu podia (sim, eu peguei o que eu podia)
And then, and then, and then she looked at my with her big brown eyes and said / E então, e então, e então ela olhou para mim com seus grandes olhos castanhos e disse:

You ain't seen nothing yet.... / Você não viu nada ainda....
Baby you just ain't seen n-n-nothing yet / baby você não viu n-n-nada ainda
Here's something, here's something, here's something you never gonna forget baby / Aqui está uma coisa, aqui está algo, aqui está algo que você nunca vai esquecer bebê
Baby baby baby you just ain't seen n-n-nothing yet (you ain't seen around) / Baby baby baby, você não viu n-n-nada ainda (não viu por aí)

You ain't seen nothing yet / Você não viu nada ainda


I know I ain't seen nothing yet / Eu sei que não vi nada ainda



Jefferson Starship: evolução dos líderes da contracultura para som, atitude e temática diferentes (parte 1)

 

Em 1970, enquanto o Jefferson Airplane estava dando uma parada das turnês, o vocalista/guitarrista Paul Kantner gravou "Blows Against the Empire" (lançado em nov/70). Era um álbum conceitual tocado por grupo ad hoc de músicos (centrado em Kantner, Grace Slick, Joey Covington e Jack Casady do Jefferson Airplane; mais David Crosby e Graham Nash; e os membros do Grateful Dead Jerry Garcia, Mickey Hart e Bill Kreutzmann) e creditado a "Paul Kantner e Jefferson Starship", marcando o primeiro uso deste novo nome. Esta aglomeração era informalmente conhecida como "Planet Earth Rock & Roll Orchestra" (PERRO), um apelido usado mais tarde num álbum de Kantner, no início dos anos 1980. Em "Blows Against the Empire", Kantner e Slick cantaram sobre um grupo de pessoas escapando do Planeta Terra em uma nave sequestrada. Em 1971, o álbum foi indicado ao prestigioso prêmio de ficção científica, o "Hugo Award", uma rara homenagem para uma gravação musical. Kantner e Slick formavam um casal nesta fase. Slick esteve grávida durante a gravação do álbum. A filha deles, China, nasceu pouco depois. Na cabeça de Kantner, o Jefferson Starship era uma extrapolação de sua então banda, o Jefferson Airplane, e num contexto totalmente de ficção científica. A história tratava de um bando de hippies esquerdistas (muito parecidos com toda a turma de amigs de Kantner na área da baía de SF) que sequestravam uma nave estelar construída pelo governo e partiam para reconstruir/reiniciar a raça humana noutro planeta (é mole?). Kantner já havia pressagiado essa ideia de colonização pós-apocalíptica na canção "Wooden Ships" (do álbum "Volunteers", do Airplane) e aqui ele expandiu a ideia para todo um disco. Na realidade, "Blows Against The Empire" era um pouco solto no que diz respeito aos álbuns conceituais, parecendo tão preocupado com a chegado do bebê de Kantner/Slick quanto com a partida da nave estelar. Instrumentação densa, arranjos complexos, mas com ganchos e harmonias suficientes para manter as coisas interessantes. O álbum virou "disco de ouro" e encorajou Kantner. Aliás, o casal com a PERRO lançou outros dois álbuns na sequência: "Sunfighter" (de nov/71) e "Baron von Tollbooth & The Chrome Nun" (de mai/73).
"Sunfighter" tinha toques ambientalistas e celebrou o nascimento de China. Espécie de álbum de família, co-creditado a Paul Kantner e Grace Slick, trouxe já na capa a pequena filha. Era também familiar no grupo de músicos da área da baía de SF (David Crosby, Graham Nash, Jerry Garcia, outros membros - atuais e futuros - do então Jefferson Airplane). Musicalmente, era um Acid Rock livremente arranjado e com letras políticas de esquerda radical (semelhantes a álbuns recentes como "Blows Against the Empire" e "Bark", que foram feitos pela maioria dos mesmos músicos). Mas a estridência habitual de Kantner/Slick não era contrabalançada pela substância tanto quanto em esforços anteriores, talvez porque eles estavam fazendo álbuns rápido demais para manter a qualidade de suas composições. "Baron von Tollbooth & the Chrome Nun" foi assim intitulado em homenagem aos apelidos que David Crosby tinha dado ao casal. O baixista/tecladista/vocalista David Freiberg ganhou destaque ao lado de Kantner/Slick. Membro fundador do Quicksilver Messenger Service, Freiberg conheceu e tocou com Kantner no circuito Folk no início dos anos 1960 e fez backing vocals em "Blows Against the Empire". Após uma prisão por maconha que resultou em sua saída do Quicksilver em 1971, ele se juntou a Jefferson Airplane como vocalista na turnê de 72, documentada no álbum ao vivo "Thirty Seconds Over Winterland". Por isto, "Baron von Tollbooth & The Chrome Nun" foi creditado a Kantner, Slick e Freiberg. Manteve o elenco de apoio de músicos da área da baía de SF (incluindo membros atuais e antigos de uma variedade de grupos como o Grateful DeadCSN&YFlying Burrito Brothers, bem como outros ex-membros do Airplane e futuros membros da Jefferson Starship). Mas apesar de tantos convidados, a força orientadora do álbum estava em Grace Slick, que cantava em todas as faixas e escreveu ou co-escreveu seis das dez canções). Talvez devessem ter sido empregadas mais composições dos amigos, já que as composições aqui não era lá essas coisas, eram meio de segunda categoria. O público também entendeu: "Blows Against the Empire" alcançou o Top 20, mas "Baron von Tollbooth" não chegou perto do Top 100. Toda essa turma ainda tentaria mais um projeto dissidente, o álbum "solo" de Grace Slick, "Manhole" (de jan/74), antes de se reorganizar como Jefferson Starship em 1974 com o notável retorno do cantor/compositor Marty Balin.
Paul Kantner foi apresentado ao guitarrista adolescente Craig Chaquico por meio de seu amigo/colega músico, Jack Traylor, nessa época. Chaquico, um estudante de inglês do ensino médio e membro da banda Steelwind, foi convidado a colocar sua guitarra na canção "Earth Mother", no álbum "Sunfighter". Chaquico iria participar com Kantner/Slick em seus álbuns subsequentes, primeiro como Jefferson Starship e, depois, como Starship até 1990. "Manhole" foi o primeiro álbum solo de Grace Slick. Junto com ela estavam Kantner, Freiberg, Chaquico, Jack Casady, David Crosby e a Orquestra Sinfônica de Londres. Foi nesse álbum que Kantner, Slick e Freiberg trabalharam com o baixista/tecladista Pete Sears (que já havia tocado no primeiro álbum solo de Papa John Creach). Sears estava co-produzindo um álbum de Kathi McDonald no mesmo estúdio. Sears escreveu a melodia para a letra de Slick da canção "Better Lying Down" e também tocou baixo na canção "Epic #38". Foi durante esta sessão nos estúdios Wally Heider em SF que Kantner e Slick abordaram Sears pela primeira vez sobre tocar no que viria a ser o Jefferson Starship. Ele acabaria se juntando ao Jefferson Starship em jun/74, substituindo Peter Kaukonen. No início de 1974, com o guitarrista Jorma Kaukonen e o baixista Jack Casady migrando para sua banda "Hot Tuna" em tempo integral, Kantner decidiu montar uma banda para turnê sem eles. Os músicos do "Baron von Tollbooth & The Chrome Nun" formariam o núcleo de uma nova formação que seria o Jefferson Starship. Eles se apropriaram do nome usado em "Blows Against the Empire", de Kantner, com o empresário Bill Thompson convencendo o grupo de que manter a conexão com Jefferson Airplane fazia muito sentido do ponto de vista comercial. No grupo, outros cinco membros do Jefferson Airplane (Kantner na guitarra base e voz; Liso na voz e percussão, David Freiberg na voz e teclado, John Barbata, que tocou com os Turtles e CSN, na bateria e Papa John Creach no violino elétrico). O irmão de Jorma Kaukonen, Peter (que aparecera nos álbuns "Blows Against the Empire" e "Sunfighter"), estava no baixo. Na guitarra solo estava Craig Chaquico, que tocara em três álbuns solo de Kantner/Slick. A banda começou os ensaios em jan/74 e abriu sua primeira turnê em Chicago no dia 19 de março. Em abril, foi decidido que a banda entraria em estúdio para gravar um álbum. O veterano britânico Pete Sears, que trabalhou no álbum solo de Slick, "Manhole", e tocou com Rod Stewart, foi selecionado para substituir Peter Kaukonen como baixista da banda.



Grandes álbuns do Prog-Rock: Reale Accademia Di Musica - "Reale Accademia Di Musica" (1972)

A "Reale Accademia di Musica" nasceu de um grupo muito conhecido em Roma, "I Fholks", que em sua carreira tocou ao lado do Pink Floyd e Jimi Hendrix (ambos em Roma, em 1968), mas que só conseguiu lançar um single. Era o que se chamava "Beat Music". O próprio "I Fholks" evoluíra de outro grupo, "I Condors", formado em 1965 (que incluía o guitarrista Claudio Baldassari e o baixista Pierfranco Pavone). Inicialmente denominado "Folks", o grupo acompanhou o cantor/compositor Roby Crispiano (isto rolou por um ano, eles se apresentaram por toda a Itália) até decidirem seguir carreira própria. Agregaram o vocalista Henryk "Nene" Topel e o baterista Ruggero Stefani (ex-Le Pupille), ambos então vindo do Naufraghi, e alteraram o nome para "I Fholks". Nesta formação, tocaram regularmente no Piper Club (onde abriram concertos do Pink Floyd, em 18-19/abr/68) e no Titan Club (de Massimo Bernardi). Foi no Titan, que foram notados por Jimi Hendrix, que chegou a fazer uma jam com eles e os convidou para abrirem o segundo de seus shows no Teatro Brancaccio, em Roma (em 25-26/mai/68). Antes de partir de Roma, Hendrix teria dito à banda que os queria com ele em sua turnê norte-americana do próximo verão, um convite que não pode ser aceito porque nenhum deles tinha passaporte (é mole?). No início de 69, o Fholks participou do "1º Cantapaiper" (um festival itinerante com vários artistas). Neste período, o tecladista Enzo Volpini juntou-se ao grupo, mas no final de 69, o guitarrista Claudio Baldassarri saiu e foi substituído por Pericle Sponzilli.
I Fholks - "Mi Scorri Nelle Vene" (single de 45 rpm)
Foi este quinteto que gravou um single lançado em 71 pela Dischi Ricordi, com produção de Maurizio Vandelli ("Mi Scorri Nelle Vene", na realidade, era um remake da canção "Soldier In You Town", do Iron Butterfly", aliás, muito bonito - Vandelli havia se empolgado ao ver a banda ao vivo e a trouxe para a Ricordi). Após isto, Volpini foi substituído por Federico Troiani, enquanto Baldassarri formou outro grupo, o Crisalide (de curta duração - apenas um ano). Com esta segunda formação, o Fholks participou de diversos festivais importantes da época (Caracalla '70 e '71, Gualdo '70, o Viareggio '71, entre outros), mas se desfez durante as gravações de um álbum cantado em inglês. Neste momento, enquanto o baterista Ruggero Stefani se juntou ao L'Uovo di Colombo (no qual Enzo Volpini já tocara), os demais formaram a "Reale Accademia di Musica" contando com Roberto Senzasono na bateria. Esta formação (Henryk Topel - vocais; Federico Troiani - teclados; Pericle Sponzilli - guitarras/violões; Pierfranco Pavone - baixo; Roberto Senzasono - bateria), mantida a produção de Maurizio Vandelli, gravou o álbum de mesmo nome, no verão de 72.
Como muitas bandas italianas dos mágicos anos 70, a Reale Accademia Di Musica era outro grupo excelente, único e capaz de produzir verdadeiro Prog-Rock de alto nível. Musicalidade habilidosa, arranjos preciosos, vocais requintados e comoventes, violões bucólicos/pastorais, passagens bonitas e cativantes, teclados majestosos (inclusive mellotron), momentos oníricos, crescendos instrumentais, imponência e grandiosidade musical, romantismo italiano, performances ardentes e explosivas. Assim como em outras grandes bandas italianas (a Premiata Forneria Marconi, por exemplo), a musicalidade era muito alta, repleta de sensibilidade, equilíbrio e solidez. Um álbum amplamente bonito, de puro Rock Progressivo (numa época em que Le OrmeBanco del Mutuo Soccorso e PFM estavam ainda decolando com seus primeiros trabalhos). Paisagens sinfônicas exuberantes, doces melodias românticas e melancólicas, algo do Blues-Rock, vocais excelentes, aqueles climas mediterrâneos, num todo emocionante e sedutor. As faixas se sucedendo, joia após joia.
Imediatamente após as mixagens do álbum, o guitarrista Pericle Sponzilli saiu da banda (partiu para a Índia onde ficaria por quase dez anos!), sendo substituído por Nicola Agrimi (ex-Le Esperienze). No entanto, logo Agrimi foi substituído por Nicola di Staso (ex-Le Rivelazioni) e depois Gianfranco Coletta. O baterista Roberto Senzasono também deixou a banda e foi substituído por Walter Martino (ex-Il Ritratto di Dorian Gray). A Reale Accademia di Musica tocou em fev/73 numa das noites do famoso segundo Controcanzonissima (junto com palco Balletto di BronzoQuesta Vecchia LocandaIl Rovescio della MedagliaOsannaPFMGarybaldiBanco del Mutuo SoccorsoThe Trip e Circus 2000), no Piper Club, em Roma, mas a banda se desfez pouco depois.
Federico Troiani, Robert Senzasono, o baixista Dino Cappa e Gianfranco Coletta ainda trabalharam juntos novamente junto com o cantor/compositor Adriano Monteduro e participando do álbum duplo "Adriano Monteduro & Reale Accademia di Musica", lançado em 74. Entenda bem: isto não foi um segundo álbum da banda, mas apenas um trabalho de Soft Rock de Monteduro usando como banda de apoio (colaboradores contratados) a Reale Accademia di Musica (ou o que restara dela então - só dois membros originais). Por isto, esqueça aqui qualquer vestígio de Prog-Rock. Em 74, a RCA chegou a produzir um álbum chamado "La Cometa" (que permaneceu inédito até 2010, quando Henryk Topel usando uma fita guardada o lançou em CD) com uma formação que incluiu Topel (vocais), Coletta (guitarras), Sponzilli (guitarras), Troiani (teclados), Carlo Bruno (baixo) e Roberto Senzasono (bateria). Na verdade, tratou-se de um trabalho que deveria ser o primeiro álbum solo de Henryk Topel. Após o fim da banda (após o lançamento do álbum de estreia), todos os seus músicos tentaram sobreviver no mundo da música como músicos de estúdio. Este solo de Topel, porém contendo praticamente a banda toda original, ficaria engavetado esquecido. Uma cópia guardada por Stefano Fournier, amigo de Topel e que também participou das gravações, é que foi utilizada para digitalização, remasterização e lançamento. Desde então, os músicos continuaram suas atividades próprias.




Em 13/04/2004: The Carpenters lança o álbum As Time Goes By

Em 13/04/2004: The Carpenters lança o álbum As Time Goes By
As Time Goes By é o décimo quarto e último álbum de estúdio póstumo da dupla americana de soft rock Carpenters. Foi lançado no Japão em 1 de agosto de 2001.
Um lançamento internacional estava para acontecer logo depois, mas o lançamento do álbum gerou discrepâncias de direitos autorais entre várias editoras. Essas discrepâncias não foram resolvidas até o final de 2003, atrasando
a data de lançamento internacional do álbum até 13 de abril de 2004.
Lista de faixas:
1. "Without a Song" : 1:58
2. "Superstar"/"Rainy Days and Mondays" : 3:10
3. "Nowhere Man" : 2:56
4. "I Got Rhythm"/"'S Wonderful"/
"Rhapsody in Blue"/"Fascinating Rhythm"
(I Got Rhythm medley) : 4:43
5. "Dancing in the Street" : 2:01
6. "Dizzy Fingers" : 3:34
7. "You're Just in Love" : 3:46
8. "This Masquerade"/"My Funny Valentine"/
"I'll Be Seeing You"/"Someone to Watch Over Me"/"As Time Goes By"/"Don't Get Around Much Anymore"/"I Let a Song Go Out of My Heart" : 6:00
9. "Close Encounters/Star Wars Medley" : 6:01
10. "Leave Yesterday Behind" : 3:34
11. "Yesterday Once More"/"Magic Moments"/ "Sing"/"Catch a Falling Star"/"Close to You"/
"It's Impossible"/"We've Only Just Begun"/
"And I Love You So"/"Don't Let the Stars Get in Your Eyes"/"'Till the End of Time"/"No Other Love" (Carpenters/Como medley) : 6:56
12. "California Dreamin'" : 2:33
13. "The Rainbow Connection" : 4:36
14. "Sing"/"Close to You"/"For All We Know"/
"Ticket to Ride"/"Only Yesterday"/"I Won't Last a Day Without You"/"Goodbye to Love""
(hits medley '76) : 8:13
15. "And When He Smiles" : 3:06.



Em 13/04/1987: The Smiths lança a canção " Sheila Take a Bow "

Em 13/04/1987: The Smiths lança a canção
Sheila Take a Bow é uma canção da banda de rock inglesa The Smiths. Foi lançado em 13 de abril de 1987, alcançou a décima posição no UK Singles Chart, a melhor colocação conjunta de qualquer single dos Smiths durante a vida da banda. Foi um dos muitos singles "entre álbuns" da banda e não foi incluído em nenhum dos álbuns de estúdio. No entanto, foi apresentado no Louder Than Bombs. Os dois lados B do single, versões Peel Session de
"Is It Really So Strange?" e " Sweet and Tender Hooligan ", também aparecem em Louder Than Bombs.



Em 13/04/1978: Aretha Franklin lança o álbum Almighty Fire

Em 13/04/1978: Aretha Franklin lança o álbum Almighty Fire
Almighty Fire é o vigésimo quarto álbum de estúdio da cantora americana Aretha Franklin, lançado em 13 de abril de 1978 pela Atlantic Records. Na época do lançamento do álbum, Aretha Franklin estava passando por uma crise comercial, em parte devido à popularidade do álbum. Aretha Franklin se reuniu com Curtis Pory Mayfield após seu sucesso anterior junto com a trilha sonora de Sparkle.
Almighty Fire alcançou a 12ª posição na Billboard R&B Singles Chart e o single seguinte, "More Than Just a Joy", alcançou a posição 51.
O álbum ganhou uma indicação ao Grammy de Melhor Performance Vocal de R&B, Feminina no Prêmio Grammy de 1979.
Lista de faixas:
Todas as faixas compostas por
Curtis Mayfield.
Lado um:
1. "Almighty Fire (Woman of the Future)" – 4:36
2. "Lady, Lady" – 2:45 ,
3. "More Than Just a Joy" – 3:03
4. "Keep On Loving You" – 3:12
5. "I Needed You Baby" – 4:38
Lado dois:
6. "Close to You" – 4:22
7. "No Matter Who You Love" – 4:01
8. "This You Can Believe" – 4:46,
9. "I'm Your Speed"– 3:40.
Pessoal:
Aretha Franklin - vocais,
Curtis Mayfield - guitarra
Gary Thompson - guitarra,
Joseph "Lucky" Scott - baixo
Donnell Hagan - bateria,
Henry Gibson - congas
Rich Tufo - teclados, arranjos
Lenard Druss - empreiteiro de chifres
Sol Bobrov - empreiteiro de cordas
Alfonzo Surrett - vocais de fundo
Mattie Butler - vocais de fundo
Ricki Linton - vocais de fundo
Denese Heard e as meninas de Jones - vocais de fundo.



Em 13/04/1979: Thin Lizzy lança o álbum Black Rose A Rock Legend

Em 13/04/1979: Thin Lizzy lança o álbum Black Rose A Rock Legend
Black Rose A Rock Legend é o nono álbum de estúdio da banda irlandesa de rock Thin Lizzy. Lançado em abril de 1979, foi descrito como um dos "maiores e mais bem-sucedidos álbuns da banda". Foi a primeira vez que o guitarrista de blues rock Gary Moore permaneceu no Thin Lizzy por tempo suficiente para gravar o álbum após breves passagens anteriores em 1974 e 1977 com a banda. Black Rose A Rock Legend alcançou o segundo lugar na parada do Reino Unido, tornando-se o álbum de maior sucesso da banda no Reino Unido. Foi o quarto álbum consecutivo a ser certificado Ouro pelo BPI.
Listas de faixas:
Lado um:
1. "Do Anything You Want To" : 3:53
2. "Toughest Street in Town" : 4:01
3. "S & M" : 4:05 ,
4. "Waiting for an Alibi" : 3:30 ,
5. "Sarah" : 3:33
Lado dois:
6. "Got to Give It Up" : 4:24
7. "Get Out of Here" : 3:37
8. "With Love" Lynott 4:38
9. "Róisín Dubh (Black Rose): A Rock Legend"
I. "Shenandoah", II. "Will You Go Lassie Go"
III. "Danny Boy", IV. "The Mason's Apron" : 7:06.
Pessoal Thin Lizzy:
Phil Lynott - guitarra baixo, vocais, violão de doze cordas, produtor em "With Love"
Scott Gorham - guitarra principal, guitarra base, vocais de apoio,
Gary Moore - guitarra principal e base, vocais de apoio, Brian Downey - bateria, percussão
Músicos adicionais:
Jimmy Bain - baixo em "With Love"
Huey Lewis - gaita em "Sarah" e "With Love"
Mark Nauseef - bateria em
"Sarah" (sem créditos)
Judie Tzuke - arranjo de backing vocals em "Sarah".



Em 13/04/1987: Fleetwood Mac lança o álbum Tango in the Night

Em 13/04/1987: Fleetwood Mac lança o
álbum Tango in the Night
Tango in the Night é o décimo quarto álbum
de estúdio da banda de rock anglo-americana Fleetwood Mac. Foi lançado em 13 de abril de 1987, é o quinto e até agora o último álbum da formação de maior sucesso com a Lindsey Buckingham, Mick Fleetwood, Christine McVie, John McVie e Stevie Nicks, e quando Lindsey Buckingham deixou a banda no final de 1987. Foi produzido por Buckingham com Richard Dashut, Tango in the Night começou como um dos projetos solo de Lindsay Buckingham, mas em 1985 a produção havia se transformado no próximo álbum do Fleetwood Mac.
Contém vários singles de sucesso, incluindo os quatro dos 20 maiores sucessos dos EUA: " Big Love " (5), " Seven Wonders " (19), " Little Lies " (4) e " Everywhere " (14) Duas outras canções,
" Family Man " (90) e " Isn't It Midnight " e que também foram lançadas como singles para menos sucesso nas paradas. A arte da capa do álbum é uma pintura do artista australiano Brett-Livingstone Strongque estava pendurado na casa de Buckingham. A pintura da capa é uma homenagem ao pintor francês do século 19, Henri Rousseau, emulando seus coloridos trabalhos da selva, O Encantador de Serpentes e O Repasto do Leão.
Também foi usada como capa de "Big Love", o primeiro single do álbum. Tango in the Night vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. Uma edição de luxo de Tango in the Night foi lançada em 2017. Estavam Incluídos no conjunto três discos, um LP de vinil e um DVD, este último contendo um mix estéreo de alta resolução do álbum.
O segundo disco incluía as duas metades de "You and I", que foram lançadas e combinadas pela primeira vez. Vários remixes de "Big Love", "Seven Wonders", "Little Lies", "Everywhere" e "Family Man" foram apresentados no terceiro disco.
Lista de faixas:
Tango in the Night - edição padrão (1987)
Lado um:
1. "Big Love" : 3:37 ,
2. "Seven Wonders" : 3:38
3. "Everywhere" : 3:48 ,
4. "Caroline" : 3:50
5. "Tango in the Night" : 3:56 ,
6. "Mystified" : 3:08
Lado dois:
1. "Little Lies" : 3:40 ,
2. "Family Man" : 4:08
3. "Welcome to the Room... Sara" : 3:37
4. "Isn't It Midnight" : 4:06
5. "When I See You Again" : 3:49
6. "You and I, Part II" : 2:40.
Pessoal Fleetwood Mac:
Lindsey Buckingham - guitarras, teclados,
Fairlight CMI , baixo, lap harp, percussão,
sintetizador e programação de bateria, vocais
Stevie Nicks - vocais,
Christine McVie - teclados, sintetizadores, vocais,
John McVie - baixo
Mick Fleetwood - bateria, percussão.



ARCADELT Neo-Prog • Italy

 

ARCADELT

Neo-Prog • Italy

Biografia do Arcadelt:
A banda italiana de rock Arcadelt foi fundada em 1992 nos arredores de Roma por cinco músicos: Pierfrancesco Drago (vocal), Fabrizio Verzaschi (guitarra), Giacomo Vitullo (teclados), Sandro Piras (bateria e percussão) e Fabio Cifani (baixo). Aparentemente influenciados pelo Genesis em seus primeiros trabalhos e pela "Commedia dell'arte" (teatro profissional com apresentações improvisadas e mascaradas, iniciada no século XVI na Itália), eles fizeram shows intensamente de 1993 a 1996 e lançaram seu álbum de estreia, "Enjoy", em 1994.

O Arcadelt chegou a se separar em 1997, mas o quinteto nunca acabou... em 2005, eles decidiram se reunir novamente.




Arc8
Arcadelt Neo-Prog


 Mais um projeto "único" retorna após uma longa ausência, desta vez um grupo de neo-prog mais tradicional com a vantagem genética de uma inclinação romântica. É um milagre que a banda permaneça intacta, mas infelizmente parece que ressuscitaram o mesmo produtor de seu álbum de estreia, "Enjoy". Não importa, "Arc8" é muito superior, embora, como antes, seja totalmente derivativo.

A faixa de abertura e a de encerramento são dispersas e totalmente no estilo do FISHILLION, mas o conteúdo do meio compensa isso de sobra. Embora "The Heartbeat" aponte para alguns dos aspectos mais cativantes de "Misplaced Childhood", também incorpora alusões a bandas mais obscuras como ERIS PLUVIA, AISLES e CLEPSYDRA, particularmente em "Caledonia", a mola mestra de todo o álbum. Os sotaques marcantes nas partes faladas, e pensando bem, em muitas das partes cantadas por Pierfrancesco Drago, influenciado por Jon Anderson, são mais cativantes do que incômodos, especialmente quando os interlúdios instrumentais subsequentes demonstram a nova familiaridade com solos de guitarra e explosões de sintetizador. Embora a substituição de cordas esteja presente ao longo dessa obra épica, ela forma a base da elegante balada "Assenze", cantada em italiano, como era de se esperar. Algumas incursões no hard rock geram resultados mistos, mas representam uma diversificação da abordagem do grupo que enriquece o conjunto. A mais forte delas é "Blood On", com frases habilmente irregulares e frenéticas no órgão à moda antiga, que acompanham as guitarras metálicas.

Não sei se "Arc8" fecha o ciclo pouco populoso do ARCADELT, mas certamente torna seu legado menor um pouco mais difícil de ignorar. Recomendado para fãs de neo-prog europeu.




Enjoy
Arcadelt Neo-Prog

 Costumo ser tolerante com limitações orçamentárias, especialmente no caso de prog italiano autoproduzido do início dos anos 90. Parte disso não é tanto por conciliação, mas sim por gosto pessoal. Mas quando o controle de volume precisa acompanhar o som pela sala, bem, aí temos um problema, tanto que no álbum de estreia do ARCADELT, e por um quarto de século, único, eu ***alerta de spoiler*** vou reduzir minha avaliação em mais de meia estrela. Trechos inteiros mal podem ser ouvidos, mas aí um grito ou dois, como na terrível "A Deceiving Melody's Dream", me lembram que o vocalista não é o FISH, por mais que tente, pelo menos depois que eu me recuperar e parar de me preocupar em ser investigado por assassinato neste mesmo espaço. Pense em YES, STEP AHEAD e CLEPSYDRA para melhores referências e modelos vocais, e em MARILLION e novamente em CLEPSYDRA musicalmente. Felizmente, a primeira e a última faixa oferecem recompensas abundantes na forma de desvios melódicos, enquanto "Coriandres Dans Les Ciels" é um solo de piano adoravelmente tímido. Suficiente para se apreciar de vez em quando com um limitador/equalizador ou seja lá como se chama hoje em dia.





ARCADE MESSIAH Experimental/Post Metal • United Kingdom

 

ARCADE MESSIAH

Experimental/Post Metal • United Kingdom

Biografia do Arcade Messiah
Fundado em Hastings, Reino Unido (atualmente em Sligo, Irlanda), o projeto solo

de John Bassett, ARCADE MESSIAH, aventura-se por sonoridades mais pesadas em comparação com seus trabalhos anteriores, resultando em um interessante álbum instrumental experimental/post-metal. Em novembro de 2014, foi lançado o álbum de estreia autointitulado, que remete aos padrões post-rock do KINGBATHMAT, injetando passagens intrincadas e atmosféricas de post-metal para criar um álbum que pode agradar aos fãs de metal experimental.









Diagnosis
Arcade Messiah Experimental/Post Metal

 Arcade Messiah é o projeto solo de metal experimental/pós-metal de John Bassett, fundado em Hastings, Reino Unido. O projeto começou a lançar álbuns em 2014 e, desde então, lançou 4 álbuns completos, sendo o quarto álbum "Diagnosis", lançado em agosto de 2019. Bassett toca todos os instrumentos neste lançamento de 5 faixas, que tem uma duração total de mais de 42 minutos. O álbum pode ser adquirido no Bandcamp pelo preço que você quiser pagar.

Começando um pouco suave e contida, a faixa-título "Diagnosis" (8:10) logo encontra seu ritmo com uma rápida construção para um som mais pesado, e em breve Bassett inicia os vocais com uma voz ligeiramente rouca e riffs pesados ​​para sustentá-la entre os versos. Há uma leve influência de post-metal no som, mas no final do segundo verso, a música fica mais sombria e um pouco mais pesada. A guitarra frequentemente retorna ao riff melódico e grande parte da instrumentação se baseia nesse riff. A batida alterna constantemente entre um andamento rápido nos versos e moderadamente lento no refrão. Após 6 minutos, a música fica um pouco mais leve e alguns efeitos interessantes são adicionados à guitarra e aos vocais enquanto a música flui suavemente até o final.

"Sleep Phoenix" (13:38) começa suave e contemplativamente com sintetizadores e teclados, quase o oposto da faixa anterior. Guitarras com timbre agradável entram, assumindo os padrões de arpejos repetitivos, e uma melodia descendente no estilo pós-rock começa enquanto o sintetizador cria um zumbido suave ao fundo. Conforme a música continua, ela flutua entre camadas de padrões de guitarra e mantém um ritmo moderadamente lento. É agradável durante os primeiros 5 minutos, mas não há muitas mudanças nesse período, pois começa a se arrastar. É possível detectar alguma dissonância microtonal entre o 6º e o 7º minuto, mas isso se resolve rapidamente e logo retorna aos padrões aparentemente intermináveis ​​que se recusam a se desenvolver em algo concreto. Dez minutos se passam e ainda não há mudanças significativas, e a parte "sono" do título se torna evidente, e você continua esperando que a parte da fênix surja das cinzas dos padrões de guitarra sem direção. Mas isso não acontece.

Em "No Dishonour" (3:54), Bassett tenta emplacar uma faixa no estilo de Steven Wilson, mas não funciona muito bem. A falta de dinâmica e emoção se destaca bastante. A partir daí, o álbum fica sem material inédito rapidamente, e a próxima faixa é apenas uma versão instrumental da faixa-título (8:08). Imagino que, se há alguma faixa para repetir, deveria ser esta, já que é a única coisa realmente interessante no álbum. Mas será que precisávamos dela duas vezes, a menos que este seja, na verdade, um EP disfarçado, que é a impressão que fica? A última faixa é um remix de "Hell By Default" (6:48), cuja versão original está no EP de mesmo nome, lançado no início de 2019. Até o momento, não ouvi a versão original, então não posso compará-las. O tom mais pesado é agradável e lembra um pouco a faixa-título deste álbum, mas não tenho certeza se a original realmente precisava de um remix, e adicioná-lo a este álbum um tanto fraco não ajuda muito.

No fim das contas, estou um pouco confuso sobre o que este álbum pretendia alcançar, e teria feito mais sentido se fosse considerado um EP, podendo facilmente ter deixado de fora a versão instrumental da faixa-título. Além disso, "Sleep Phoenix" ocupa muito tempo no álbum e não contribui em nada para a história. O lado bom é que você pode pagar o quanto quiser por este álbum, mas me pergunto se vale a pena.


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