sábado, 27 de junho de 2026

“Burn” – Deep Purple

 

Poderíamos dizer que um dos mais revigorantes momentos que uma banda de rock viveu foi o álbum “Burn”, de 1974, o primeiro da terceira formação do Deep Purple.

Em 1973, o relacionamento entre o vocalista Ian Gillan e o guitarrista Ritchie Blackmore estava péssimo e culminou com a saída de Gillan e do baixista Roger Glover do grupo. O primeiro reforço a entrar foi o baixista Glenn Hughes (ex-Trapeze). Apesar de Hughes também cantar, a busca por um novo vocalista continuou, até que o desconhecido, e jovem, David Coverdale agradou aos membros da banda em seu teste.

Ian Paice, Glenn Hughes, David Coverdale, Jon Lord e Ritchie Blackmore

E foi justamente o contraponto de duas vozes distintas: a voz grave de Coverdale e a aguda de Hughes, somado a elementos de soul e funk trazidos por este último, que trouxeram um frescor de novidade ao som do Deep Purple.

“Burn” é o excelente registro em estúdio deste momento singular da banda. Blackmore também não quis deixar barato e se esmerou na técnica de sua execução na guitarra.

Show em 1975

O álbum é aberto com Burn, um rock da pesada e com uma certa pegada progressiva. A energia vocal de Coverdale, a guitarra matadora de Blackmore e os comentários dos teclados de Jon Lord fazem deste épico uma das melhores canções do Deep Purple de todos os tempos e formações.

Segue a suingada Might Just Take Your Life, cujo ponto alto é o solo de órgão Hammond de Lord. Depois vem o rock cheio de balanço Lay Down Stay Down. O lado A é encerrado por Sail Away, que é a cara de Coverdale, um rock com apelo pop.

You Fool no One abre o lado B e é outro destaque com o duelo vocal entre Coverdade e Hughes, um solo fantástico de Blackmore e uma mistura temperada de progressivo com balanço. Méritos também à bateria de Ian Paice.

Uma das músicas que mais gosto neste é álbum é o blues pesado Mistreated, em que Coverdale canta com toda sua alma e a guitarra de Blackmore parece chorar. Maravilhosa!

A instrumental ‘A’ 200 fecha o disco trazendo para primeiro plano os teclados de Jon Lord e a poderosa e versátil bateria de Ian Paice.

No Festival California Jam em 1974

Em “Burn” sentimos que os cinco músicos deram o melhor de suas capacidades para fazer um trabalho perfeito e integrado. Pena que esta harmonia não durou muito tempo e no ano seguinte ao lançamento de “Stormbringer”, também de 1974, foi a vez de Ritchie Blackmore deixar a banda, descontente com o direcionamento para o lado do soul e do funk.

MÚSICAS


Burn

You Fool no One

Mistreated

Burn ao vivo em 1974

Rat Boy – Crash! (2026)

Rat Boy – Crash! (2026)

Tracklist:
01 – Broken
02 – High Life
03 – Away Days
04 – Baseball Bat
05 – Gun To My Head
06 – Sick Of It
07 – City Boys
08 – Public Warning
09 – The River
10 – Skeletons
11 – Night Bus
12 – Blind
13 – Make Me Stay
14 – S.o.s
15 – Dead End
16 – Arrested Development
17 – Reason
18 – No Stars


Home Free – Challenge the Sea (Deluxe) (2026)

Home Free – Challenge the Sea (Deluxe) (2026)

Tracklist:
01 – Bon Voyage
02 – Bonnie Ship the Diamond
03 – Leave Her Johnny
04 – Block Island Sound
05 – The Downeaster “Alexa”
06 – Northwest Passage (feat. Sean Dagher)
07 – Skull and Bones (2025 Version)
08 – Hoist the Colours
09 – Challenge the Sea (feat. The Longest Johns)
10 – The Wreck of the Edmund Fitzgerald
11 – Bon Secour
12 – Santiana
13 – Nantucket
14 – Mingulay Boat Song
15 – The Parting Glass
16 – Fair Winds
17 – Sea Shanty Medley (Anniversary Mix)
18 – Bonnie Ship the Diamond (LIVE)
19 – Challenge the Sea (feat. The Longest Johns) (LIVE)
20 – Skull and Bones / Hoist the Colours (LIVE)
21 – The Parting Glass (feat. The Longest Johns) (LIVE)

Taxi Girls – Static (2026)


Taxi Girls – Static (2026)

Tracklist:
01 – Say It!
02 – Try Harder
03 – Red Flag Crush
04 – Auto Hysterics
05 – So Quaint
06 – Midnight Mixtape
07 – Kill Your Darlings
08 – Secret Handshake
09 – It Makes Me Think
10 – Highs // Lows
11 – Dark Time
12 – Don’t Leave Me Hanging
13 – Other Heart



T.I. – Kill the King (2026)

T.I. – Kill the King (2026)

Tracklist:
01 – A King’s Thought (feat. Heiress Harris)
02 – See Wh’am Sayin
03 – Let ‘Em Know
04 – Where I’m From (feat. Anderson .Paak)
05 – Rant
06 – Mr Him
07 – How It Went (feat. The-Dream)
08 – Dope Boys Academy (feat. 2 Chainz & T-Pain)
09 – Pistol on the Dance Floor
10 – And Won’t (feat. Summer Walker)
11 – Gorgeous (feat. Usher)
12 – We On
13 – Llogclay (feat. YoungBoy Never Broke Again)
14 – Ego (feat. The OMG Girlz)
15 – Trauma Bond (feat. Marching Crimson Pipers)
16 – Represent a Time (feat. Young Dro)
17 – Big Dog (feat. Billie Lennox, Buddy Red & EJ Jones)
18 – Continental


sexta-feira, 26 de junho de 2026

Harmony Tividad – Lifetime (2026)


Harmony Tividad – Lifetime (2026)

Tracklist:
01 – Lifetime
02 – Best Dressed
03 – Mulholland Drive
04 – I’m Still Learning How To Leave You
05 – Apple Pie
06 – Anything
07 – Where Strangers Go

Ronnie Wood – I’ve Got My Own Album To Do (1974)

 


Lado A
Mystifies Me – 3:19
Take a Look at the Guy – 2:33
Act Together – 4:25 (Mick Jagger / Keith Richards)
Am I Grooving You – 3:41 (Bert Russell / Jeff Barry)

Lado B
7. Shirley – 5:21
8. Cancel Everything – 4:40
9. Sure the One You Need – 4:12 (Mick Jagger / Keith Richards)
10. If You Gotta Make a Fool of Somebody – 3:34 (Rudy Clark)
11. Crotch Music – 6:04 (Willie Weeks)
.



Ron Wood Solta a Franga: “I’ve Got My Own Album To Do” (1974) 

 
Lançado em setembro de 1974, o debut solo de Ronnie Wood chegou no exato momento em que The Faces estavam desmoronando. O resultado? Um álbum cru, quente e lotado de amigos famosos – praticamente uma festa privada dos Rolling Stones com convidados de luxo.
 
Estilo: Rock’n’roll sujo e soulful, com pegada setentista, grooves pesados e aquele balanço típico do Faces/Rods-Stones.

Faixas que marcam:

  • “I Can Feel the Fire” (single explosivo escrito por Ron)
  • “Far East Man” (beleza co-escrita e tocada por George Harrison)
  • “Mystifies Me” (balada acústica delicada)
  • “Act Together” e “Sure the One You Need” (sobras geniais dos Stones dadas por Jagger/Richards)
Participações: Keith Richards (guitarra e vocal em várias), Mick Jagger (backing e guitarra), George Harrison, Mick Taylor, Ian McLagan (Faces), Willie Weeks, Andy Newmark e até Rod Stewart nos coros.

Curiosidade de gravação: Grande parte foi gravada na mansão The Wick, de Wood, em Richmond – festas, jam sessions e gravações até de madrugada, clima total de “tudo pode”.

Detalhe histórico: O disco antecipou a entrada definitiva de Ronnie nos Rolling Stones em 1975. Keith aparece tanto que parece disco dele também – e foi exatamente essa química que convenceu Mick e cia. de que Wood era o cara certo.
Um clássico subestimado do rock britânico dos 70. Se você curte Faces, Stones e aquele rock de garagem chique, corre ouvir!

Destaque

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