domingo, 16 de agosto de 2026

Mare – Mare (2004)

 

Um dia, há muitos anos, fiz uma lista das bandas que teria obrigatoriamente de ver ao vivo. Ao longo de pouco mais de 15 anos a ver concertos e a guardar religiosamente cada bilhete, cada pulseira, cada flyer ou até meio maço de tabaco assinado pelo Scott Kelly numa tarde de calor intenso em França, fui riscando nomes. De tempos a tempos vou acrescentando nomes novos, mas há um que continua na lista, imaculado e não riscado – Mare. Deixem-me roubar-vos uns minutos e falar-vos dos Mare.

Os Mare entraram na minha vida como entram tantas bandas nas nossas vidas: um amigo disse «tens de ouvir isto». Passaram 10 anos desde a edição do EP homónimo destes tipos do Canadá, e ainda hoje encontro pouquíssimas pessoas que os conhecem, à parte do amigo que mos apresentou e dos amigos a quem os apresentei.

Histórias de lado, os Mare eram um quarteto do Canadá com histórico no mathcore (o vocalista, Tyler Semrick-Palmateer, vinha dos The End), com um EP self titled no bolso que a Hydra Head editou em 2004. Este homónimo tem tanto de curto como de poderoso. Têm dúvidas? «Anisette», a primeira faixa, ainda hoje é das músicas mais pesadas e com o efeito murro no estômago mais angustiante, mais arrepiante e mais sofrido que já ouvi. Mas se «Anisette» nos arrasta aos pontapés sem qualquer tipo de misericórdia, «They Sent You» é celestial, com os momentos iniciais a fazer lembrar os maudlin of the Well e os Kayo Dot, mas a levar a abordagem ao jazz ou até aos próprios detalhes da instrumentação clássica a outro nível, já para não falar da afinação destruidora das guitarras, num sludge doom de nos fazer cair o queixo. «They Sent You» soa grande e cresce ainda mais para se tornar gigante e devastadora, uma espécie de tempestade que inevitavelmente vai acalmar. E acalma, e temos tempo para respirar em «Tropics», onde os Mare parecem largar este sludge carnívoro com que nos abalroaram de início. É a segunda face de Tyler Semrick-Palmateer, num registo arrastado, menos intenso, não menos dramático. Mas «Tropics» leva-nos de volta para os arrepios da faixa de abertura para «Palaces», e estende-se num devaneio que culmina com o regresso de Semrick-Palmateer a plenos pulmões, a levar tudo à frente sem cerimónia, e, sem deixar de ser inexplicavelmente bela na sua fúria, conduz-nos até «Sun For Miles», a embalar-nos durante três minutos, a fazer-nos acreditar que acaba tudo bem, mas não se deixem enganar: ao fim de 20 e poucos minutos de pancada, os Mare não têm pena de ninguém.

Após este EP, falou-se num longa-duração. A expectativa era grande, se o EP era assim, um longa-duração seria sublime. Eu esperei, esperei até perceber que isso não iria acontecer e, como tal, os Mare iriam continuar por riscar na minha lista (ir ao Canadá vê-los não me ficava nada em caminho).

Passaram 10 anos desde que os ouvi pela primeira vez e não voltei a encontrar nenhum trabalho com tamanha intensidade, com tamanho peso e que me deixasse arrepiada e deslumbrada de todas as vezes que o oiço, e, sempre que o faço, esforço-me para encontrar pontos fracos; não consigo. É um 10 em 10.


MAGLORE | Fluxo Natural

 

A banda brasileira Maglore edita Fluxo Natural, seu sexto álbum de estúdio. Com uma estética mais moderna do que a dos lançamentos anteriores e influenciado principalmente pela sonoridade dos anos 80, com apontamentos da década de 70, o álbum mantém o compromisso central da banda com a canção. Ao mesmo tempo, alarga as influências do seu universo sonoro característico, que cruza indie, rock brasileiro, folk e MPB. 

Com lançamento pelo selo LOCO Records, os temas começaram a ganhar forma em 2024 em intervalos das digressões, com o trabalho sendo gravado entre maio e abril deste ano no Estúdio Kapa, na casa de Teago Oliveira, vocalista e guitarrista do grupo que é formado também por Lelo Brandão (guitarra e teclado), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria). 

"O título do álbum explica um pouco o caminho filosófico que ele percorre: Fluxo Natural significa que os obstáculos da vida são matéria-prima para algo maior. Não se trata apenas de aceitação, mas também de escolhas", argumenta Teago Oliveira. 

"A mensagem mais profunda do disco é a do amor como algo que permanece. Não apenas num sentido romântico e, mesmo perante imagens densas – impérios caindo, corpos modificados, chuva de concreto, pesadelos – o amor surge como âncora, como elo central.

 "É um disco de rock brasileiro", explica Teago. "Tem uma forte dimensão sensorial, tanto física como geográfica: fala-se muito de rios, mar, luar, outono, chuva e sol. Mas fala-se também de sonho, fé, infância, de um futuro possível, de malandragem e da capacidade de transformar a lama em banquete. Existe um microuniverso do pensamento brasileiro que talvez estejamos a perder, mas que escolhemos trazer para este disco", conclui.



SALMA JÔ LANÇA "HOTEL", PRIMEIRO SINGLE APÓS PAUSA DA CARNE DOCE

 

A artista brasileira Salma Jô estreia a sua carreira a solo com o single “Hotel”, que chega às plataformas digitais no dia 18 de agosto. A faixa é o primeiro lançamento oficial após o encerramento das atividades da Carne Doce, banda que ela fundou e liderou por mais de uma década ao lado de Macloys Aquino, seu companheiro, que assina a produção da nova música. 

“Hotel” é uma canção debochada que usa clichês do pop (o prazer, o luxo e a ostentação) para fazer de um hotel de centro um cenário de fantasia e desejo. Na letra, Salma retoma seu estilo confessional e irônico, agora de forma ainda mais direta e despojada, com influência da música eletrónica. 

O instrumental, com guitarra, drum machine e sintetizador, tem clima dançante e soturno, flertando com o pós-punk, à deriva pela noite goianiense. Na faixa (e nos concertos), Salma assume synth e beats. Mac cuida das guitarras e da produção. 

O single foi gravado na casa do casal por Gabriela Charleaux, mixado por Guigo Berger e masterizado por Mauricio Gargel. Na capa, a artista em close sob o neon do Goiânia Palace Hotel, prédio histórico com arquitetura art déco no Centro de Goiânia, na entrada da Rua 8, ponto mais pulsante da vida noturna e cultural do centro da cidade. 

“Hotel” é o ponto de partida de uma nova fase de Salma Jô, igualmente potente.



Red Viper – Red Viper 2021 + Brothers in Lives 2021

 


Country:Brazil
Released:2026
Style:Hard Rock

01 – Brazen Bull.mp3
02 – Charlotte.mp3
03 – Unchain the Wolves.mp3
04 – Waiting for Tomorrow.mp3
+ Brothers in Lives 2021



Vitico Y Los Leones – Rock N’ Roll 2025

 


Country:Argentina
Released: 2026
Style:Hard Rock, Rock & Roll

01 – Rayo Luminoso.mp3
02 – Macadam 3 2 1 0.mp3
03 – Necesitamos más acción.mp3
04 – En la ciudad del gran rio.mp3
05 – No detenga su motor.mp3
06 – Sordidez.mp3
07 – El forastero.mp3
08 – La espada sagrada.mp3
09 – Ex-Terminador.mp3
10 – Que sea rock.mp3
11 – Sube a mi Voiture.mp3
12 – Fuera de mi.mp3
13 – No obstante lo cual.mp3
14 – Ruedas de Metal.mp3
15 – Mucho por hacer.mp3
16 – Sucio y desprolijo.mp3
17 – Susy Cadillac.mp3
18 – La espada sagrada (Bonus Track).mp3

MUSICA&SOM ☝


Padoria – Into the Grimdark (2026)

 


Country: Switzerland
Genre: Thrash, Heavy Metal
Year : 2026

Tracklist:
1. In The Grim Darkness Of The Far Future… (00:59)
2. …There Is Only War (04:39)
3. Cadia Stands (03:51)
4. Faith, Fire, Bolter & Blade (04:33)
5. Wall Of Dakka (03:16)
6. Of The Warp We Are (04:09)
7. I Am The Hammer (05:45)
8. Biomass (03:43)
9. Killdozer (05:18)

MUSICA&SOM ☝



Barth Sky – Rockstars 2026

 


Country:France
Released: 2026
Style:Hard Rock

1 Showtimez 1:51
2 Shake Your Bones 4:46
3 Naked Like An Animal 3:19
4 Let Me Out 5:26
5 (Don’t) Do It 4:10
6 Dog’s Life 6:12
7 Purple Love 3:58
8 Monster’s Walk 5:25
9 Natural Selection 5:10

MUSICA&SOM ☝



Think Out Loud – Think Out Loud – 1988/2009

 


Genre: AOR
Country: USA
Publication Type: CD, Album, Reissue, Remastered
Year of Publication: 1988/2009
Publisher: Universal Music Group/A&M Records
Catalog Number: 5318650

Tracklist:
04:48 | 01. Think Out Loud – In a Perfect World
03:59 | 02. Think Out Loud – Stranger Things Have Happened
04:27 | 03. Think Out Loud – Original Sin (Jumpin’ In)
04:09 | 04. Think Out Loud – The Deep End
04:30 | 05. Think Out Loud – Raise You Up
04:20 | 06. Think Out Loud – After All This Time
03:52 | 07. Think Out Loud – Faithful Love
03:59 | 08. Think Out Loud – Body and Soul (Lost in the Rhythm)
04:50 | 09. Think Out Loud – In No Uncertain Terms
04:28 | 10. Think Out Loud – Talk to Yourself

MUSICA&SOM ☝


ARIES Rock Progressivo Italiano • Italy

 

ARIES

Rock Progressivo Italiano • Italy

Biografia do Aries
Fundado em 2005, o projeto mais recente do

baixista e compositor Fabio Zuffanti, ARIES, apresenta uma sonoridade mais suave, revelando Fabio em um clima sinfônico e romântico, no qual ele demonstra suas habilidades como multi-instrumentista com uma atmosfera mais acolhedora do que a maioria de seus trabalhos anteriores. O som do ARIES é um clima específico, com instrumentação e arranjos leves, e uma atitude atmosférica. Compare isso com seus trabalhos anteriores mais leves, se quiser. A formação do projeto é composta por Fabio Zuffanti no baixo/guitarra, Roberto Rigo nos teclados, Simona Angieloni nos vocais, Pierpaolo Londo na bateria, Carlo Barreca na flauta e Fabio Centarini na guitarra solo.

O projeto mais recente é uma obra calorosa e com arranjos intrincados, distinta da maioria do prog sinfônico italiano, e é altamente recomendável.

Se você gosta do trabalho de Fabio, art-rock atmosférico ou música sinfônica italiana em geral, confira o ARIES.

Double Reign
Áries Rock Progressivo Italiano


Fabio Zuffanti iniciou sua carreira musical em 1994. Desde então, participou, como solista ou líder, de inúmeros grupos e projetos, como Finisterre, La Maschera Di Cera, Hostsonaten, The Shadow Of The Evening, Rohmer, la Zona, Aries, Quadraphonic, Rughe e muitos outros. Ao longo dos anos, transitou por uma multiplicidade de gêneros que vão do rock ao folk, do pop à música eletrônica, ao psicodélico e muito mais. No entanto, o gênero pelo qual Zuffanti é internacionalmente mais conhecido é, sem dúvida, o rock progressivo. Zuffanti é considerado hoje um dos mais importantes representantes da "nova geração" do prog. Ele pode ser comparado a outros artistas do gênero, como Steven Wilson, Arjen Anthony Lucassen, Neal Morse, Roine Stolt, Clive Nolan e Mike Portnoy, que também pertencem a essa geração.

A música de Zuffanti e de seus projetos solo é revestida por uma camada de composição e música eletrônica, com referências sonoras a diversas bandas e artistas, como Robert Wyatt, Sigur Rós, Lucio Battisti, Franco Battiato, Thom Yorke e muitos outros. De fundamental importância para Zuffanti é a busca por uma atmosfera singular, suspensa entre o sonho e a realidade, influenciada por outros fatores não menos importantes que os musicais, como a neve, o asfalto, a chuva, a lama, os armários, as folhas pisoteadas, as pedras, os contos estranhos e os terremotos da alma.

Aries é essencialmente um projeto em duo formado por Fabio Zuffanti e Simona Angioloni. Com Aries, o italiano workaholic da era moderna cria mais uma faceta de sua arte musical. Juntamente com a voz angelical de soprano operístico de Simona, ele oferece uma música intimista, folclórica e sinfônica. A obra é elaborada em uma estrutura musical que estabelece uma espécie de compromisso entre o prog moderno e o pop-rock melódico. Não é a complexidade, mas a sutileza que mais interessa a Aries. Ainda assim, a música tem seus momentos de grande intensidade. Eles preferem lidar com o ímpeto de forma serena, em vez de serem dramáticos demais.

A banda Aries lançou dois álbuns, seu álbum de estreia homônimo e "Double Reign". Mas, ao contrário do primeiro, "Double Reign" é um álbum conceitual. Ele é baseado no romance italiano de mesmo nome, "Il Doppio Regno", de Paola Capriolo. A história gira em torno do diário de uma mulher que não se lembra do próprio nome e tem uma vaga lembrança dos eventos que a levaram a essa situação. Ela se lembra apenas de estar em um balneário no final da temporada quando viu um tsunami se aproximando da costa. Ela fugiu da cidade, subiu uma colina e chegou a um grande prédio térreo, um hotel. Ela tem dificuldade para se comunicar devido ao estresse e não consegue relatar o tsunami. Oferecem-lhe um quarto e ela se deita na cama, só acordando na manhã seguinte. Então, ela descobre que é a única hóspede do hotel, que ninguém parece saber o que aconteceu na cidade, não há jornais e nenhum dos funcionários parece saber onde fica a saída. Ela permanece lá por um longo tempo, perdendo gradualmente a memória de sua vida anterior e o senso de identidade. É uma história perturbadora sobre identidade, realidade, quem somos e como podemos nos comunicar.

"Aries" possui uma atmosfera muito sombria, é melancólico e, ainda assim, belíssimo. Definitivamente, este é um álbum com uma sonoridade ambiente e uma interessante mistura de prog, pop, folk e gótico, perfeitamente exemplificada na faixa "Alone". Todos esses elementos estão presentes no álbum. A forma como Fabio os executa torna a audição prazerosa. Não é pop demais, gótico demais ou sombrio demais, principalmente devido à belíssima voz de Simona. Os instrumentos de corda, violinos, violas e violoncelos, são elementos permanentes no álbum. Eles realmente adicionam a atmosfera necessária. É belíssimo, com um toque clássico autêntico. O álbum é tão belo que é preciso apreciar as texturas e se conectar com a história, pois todas as canções, todos os capítulos, são construídos dentro de uma narrativa, o que é realmente fascinante. O álbum também apresenta fortes influências clássicas. Um bom exemplo dessas influências e da beleza da voz de Simona pode ser encontrado na faixa "The House Is Burning". Aqui podemos ter uma boa ideia da beleza deste álbum e do que Aries representa. Eu realmente gosto dessa atmosfera sombria que permeia todo o álbum. Os teclados também são impressionantes. Podemos perceber teclados marcantes, na mesma linha de Arjen do Ayreon, como acontece na faixa "Space".

Conclusão: Se "Aries" é basicamente um álbum de prog semi-sinfônico suave, "Double Reign" tem uma sonoridade mais moderna. Embora "Double Reign" tenha perdido parte da originalidade potencial, caracterizada pelos vocais angelicais, as linhas de teclado oníricas e o trabalho sentimental da guitarra, mantém um equilíbrio entre melodias atmosféricas relaxantes, quase lounge, e incursões contemporâneas de prog com forte senso melódico. O maior trunfo de todo o lançamento são as belíssimas seções de cordas que conferem profundidade clássica. A música, em geral, segue uma atmosfera etérea com paisagens sonoras atmosféricas, e os momentos de maior energia são poucos, sendo utilizados apenas em maior quantidade para um resultado melhor. Possui ótima qualidade de arranjo, melodias cativantes e uma bela interação entre todos os músicos. Este é mais um excelente e respeitável álbum de prog rock com vocal feminino. Representa mais uma prova da profunda diversidade estilística de Zuffanti.

Prog é a minha Ferrari. Jem Godfrey (Frost*)



ARIEL Prog Related • Australia

 

ARIEL

Prog Related • Australia
Biografia do Ariel:
Das cinzas de duas das bandas de rock mais importantes da Austrália – a TAMAM SHUD de Sydney e a lendária SPECTRUM de Melbourne – surgiu o ARIEL, um grupo eclético de art-pop formado pelo guitarrista/vocalista Mike RUDD [nascido na Nova Zelândia] e pelo baixista Bill PUTT. Após a dissolução do Spectrum, os parceiros de composição RUDD e PUTT formaram a nova banda em 1973, composta por Nigel MACARA (bateria), John MILLS (teclados) e Tim GAZE (vocal e guitarra). Eles conseguiram o apoio da gravadora progressiva Harvest, da EMI, lançando o álbum de estreia "A Strange Fantastic Dream" em novembro de 1973, provavelmente seu álbum de rock progressivo mais consistente, caracterizado por arranjos complexos e performances vibrantes. Apesar da capa controversa com conotações de drogas, o álbum alcançou o 12º lugar nas paradas de LPs australianas em 1974.

Seu segundo álbum, o até recentemente perdido "Jellabad Mutant", foi concebido como uma ópera progressiva ambiciosa, sem poupar despesas, descrita como "uma obra conceitual de ficção científica à la John Whyndham". Mas, após muito trabalho e ensaios, as gravações finais foram rejeitadas pela EMI, com seu acervo transbordante de prog rock pesado e rebuscado. Mike Rudd reflete:
"É interessante especular o que poderia ter acontecido se tivéssemos tido permissão para prosseguir com o 'Mutant' com o orçamento intacto (a EMI cortou o orçamento de 'Rock'n Roll Scars', aumentando a pressão) e com tempo para refletir e sermos criativos com o material bruto que vocês ouvem nas demos. Me arrependo de não ter lutado por ele na época. Tínhamos uma oportunidade fabulosa, com a melhor assistência técnica que qualquer banda poderia desejar. Mas eu não vendi o sonho, nem para mim mesmo".

Em outubro de 1974, a banda gravou seu segundo álbum, "Rock 'n Roll Scars", nos estúdios Abbey Road, com uma formação bastante alterada. Ao retornar da Inglaterra para a Austrália, Rudd e Putt recrutaram Glyn Mason (Chain, Copperwine) para os vocais e guitarra, o baterista John Lee e o guitarrista Harvey James. Em meados de 1975, Mike Rudd se envolveu com a banda neozelandesa Dragon e, após mais mudanças na formação, o Ariel mudou de gravadora, assinando com a CBS e lançando seu terceiro álbum, "Goodnight Fiona", em 1976.

Em 1977, os remanescentes da banda haviam explorado ao máximo o potencial do Ariel e lançaram o single irônico "Disco Dilemma" pouco antes do término do contrato com a CBS. Em agosto de 1977, um último show foi realizado e posteriormente lançado como "Aloha Ariel" e "Live: More From Before".

ARIEL era um grupo ousado, às vezes extravagante, de caras que sabiam o que queriam e se tornaram uma das instituições mais trabalhadoras da cena art rock australiana, produzindo uma coleção sempre surpreendente de rock progressivo pesado, inventivo, porém despretensioso, na linha de SUPERTRAMP, BABE RUTH e seus primos australianos do FRATERNITY.

Aloha
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 Composto por trechos do último show do Ariel – cujo tema era uma "Fantasia Insular" – este álbum se concentra quase inteiramente em material inédito, nunca antes lançado em versões de estúdio. As únicas músicas que seriam familiares aos compradores de discos seriam seus dois singles mais recentes, "Disco Dilemma" e "It's Only Love", e o sucesso do Spectrum, "I'll Be Gone" (que encerrou o show apropriadamente). A essa altura, a banda havia se tornado muito democrática; todos, exceto Bill Putt, contribuíam com a composição e os vocais principais, embora Mike Rudd ainda fosse a força dominante. Tony Slavich tocava um pouco mais de sintetizador do que antes, mas, fora isso, este é um álbum que dá continuidade ao som e à abordagem de composição do álbum anterior, "Goodnight Fiona" – ou seja, pop/rock comercial polido. Não há nenhum indício das origens progressivas da banda. Uma recomendação apenas para os fãs mais fervorosos de Mike Rudd.


The Jellabad Mutant
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 Esta é uma coleção de demos para uma "ópera rock" inacabada que Mike Rudd pretendia como sucessora de A Strange Fantastic Dream. Presumo que seja "inacabada", já que nenhuma narrativa clara emerge das músicas reunidas, então imagino que algo mais estava por vir. Por serem demos, as faixas foram gravadas de forma muito básica, sem overdubs além dos vocais, muitas vezes pouco mais do que bases rítmicas simples. No entanto, as faixas mostram potencial suficiente para que um álbum progressivo verdadeiramente excelente pudesse ter sido criado a partir delas, com mais tempo em estúdio e mais tempo para trabalhar nos arranjos. (É uma pena que John Mills não tenha permanecido nesta formação do Ariel, porque acho que seus teclados teriam enriquecido muito esta música.) Infelizmente, a EMI rejeitou o projeto, então estas demos são tudo o que restou.

Este é praticamente o fim do Ariel como uma banda progressiva - o álbum seguinte, Rock & Roll Scars, foi um álbum de hard rock puro com pouco material novo, e os álbuns subsequentes do Ariel seguiram uma direção cada vez mais comercial.

O lançamento em CD é complementado por uma rara gravação ao vivo de algumas músicas do Jellabad Mutant do início de 1976, com a formação de três guitarristas de curta duração que contava com Glyn Mason, Rudd e Harvey James. Essa formação lançou apenas um single, o pequeno sucesso "I'll Take You High", e o lado B anti-censura "I Can't Say What I Mean". Ambos também estão incluídos aqui como faixas bônus – elas apontam para a direção pop/rock mais direta que Ariel seguiria no álbum seguinte, Goodnight Fiona.





Destaque

Pell Mell - A Coleção Completa com 4 CDs em uma caixa

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