Track listing: 1. Cinders 2. Doused Spirits 3. Bleeding in the Street 4. Rigid Limbs 5. Distant Cries 6. Spent Corpse 7. Broken Hands 8. Born in Fucking Chains 9. Left Behind 10. With Seeds 11. Stepping Away 12. Born in Fucking Chains 13. Rigid Limbs 14. Into the Woods 15. Broken Hands
Um clássico pouco reconhecido do black metal mexicano. Guitarras estranhamente abafadas, teclados sinistros e vocais guturais criam uma sonoridade singularmente maligna e atmosférica.
Track listing: 1. Into the War 2. Shadows of the Forest 3. Black Prayer 4. Immortal Spirit 5. Dark Emperors 6. Empire 7. Into the Silence of the Shadows 8. Father of Sinners
O TRITONUS era liderado pelo tecladista Peter K. Seiler, e óviamente ouvindo-se a banda perceber-se as influências de banda como ELP e o conterrâneo TRIUMVIRAT, mas Seiler muitas vezes aparece com alguns truques na manga que nem Emerson nem Fritz parecem ter usado.
A música aqui muitas vezes tem ótimas partes. O Progressivo Sinfônico domina em todos os espaços, que se assemelha a um "encontro" de ELP com NEKTAR ou algo como ELOY encontrando NOVALIS. A faixa-título é incrível, trazendo refrões agradáveis e interlúdios fortes dos teclados. "Mars Detection", pode soar como uma grande "diversão" de sintetizador, mas o estranho padrão que Seiler criou, usando típicos sintetizadores de cordas Moog e Solina, causam uma sensação hipnótica bem viajante, aliás ele também usa um Módulo PPG (que pode lembrar os ouvintes de sonoridades típicas do TANGERINE DREAM). Outra grande peça é "Suburban Day Suite" a peça mais longa do álbum com cerca de 17 minutos, influência clássica sobre as partes sinfônicas, magia eletrônica, tudo está aqui.
Extremamente lamentável que não tiveram nenhum reconhecimento sério na época, porém hoje "Between the Universes" pode ser apreciado por qualquer fã de Rock progressivo, o que de fato, é extremamente prazeroso para os admiradores do Rock Sinfônico.
Faixas: 01. Between the Universes (9:58) 02. Mars Detection (8:08) - Suburban Day Suite: 03. The Day Awakes (7:55) 04. The Day Works (5:53) 05. The Day Rests (3:58)
Soando muito parecido com seu antecessor "Spartacus", talvez o ponto fraco de "Old Loves Die Hard" seja os vocais principais do novo integrante - do agora quarteto - Barry Palmer. A faixa de abertura, "I Believe", soa um pouco Pop, tem bom piano rítmico, Fender Rodes, partes de coro e alguns teclados flutuantes. A primeira parte da maravilhosa "Day in a life" tem Fender Rhodes e teclados flutuantes de fundo; a segunda parte tem um piano muito progressivo e melódico à la Rick Wakeman: absolutamente grandioso; finalmente, a terceira parte soa como no álbum "Spartacus": piano rítmico, moog espacial, bateria rápida e baixo. A épica "The History Of Mystery part 1" começa com outra excelente parte de piano, seguida por teclados heróicos e cativantes: órgão Hammond e moog; então, essas faixas soam como o melhor ELP do início dos anos 70! A excelente "History of Mystery Part 2", contendo um solo moog matador no início, é uma variação do tema presente na faixa "History of Mystery Part 1". A simples e não muito progressiva "A Cold Old Preocuped Lady" é uma música boa, mas não cativante, voltada para o piano, com alguns arranjos orquestrais de fundo: sem sintetizadores, sem bateria e sem baixo. A próxima faixa "Panic on 5th Avenue", soando novamente como no álbum "Spartacus", é uma pomposa exploração de teclado à la ELP: Tons de órgão Hammond, moogs ultra flutuantes, sirenes de polícia emulação, bateria martelada, baixo elástico, a trilha talvez seja um pouco repetitiva, mas é muito bem feita; o solo de moog longo e melódico matador no final é absolutamente EXCELENTE! A última faixa mais comum, "Old Loves Die Hard", tem um pouco do mesmo estilo de "A Cold Old Preocupada Lady", exceto que há bateria e baixo mais algumas notas discretas de órgão.
TROYA foi uma banda alemã bastante obscura de Krautrock Sinfônico formada em 1972, ainda usando o nome de DRASTIC, em Werne an der Lippe, por Elmar Wegmann, Klaus Pannewig e Wilhelm Weischer. Após mudar o nome para TROYA, adotaram uma linha psicodélica sinfônica baseada principalmente na guitarra elétrica, mellotron e vocais. Lançaram seu único álbum, por meios próprios, com cópias limitadas. A música é encantadora e melancólica com passagens instrumentais longas, principalmente guitarra e órgão.
Este álbum curioso começa com uma bela visão hippie de "She", com maravilhosos teclados abundantes e bateria em um arranjo sinfônico. Mais tarde os vocais criam um som associado ao STREETMARK mais primitivo, enriquecido com alguns tons de guitarra psych bem familiares de outras bandas do continente europeu na época. A seunda faixa é "Battle Rock" que tem um clima bastante nervoso e agitado no início culminando em um hino Folk pacifista, algumas passagens e riffs mais pesados ou outro suaves lembram um temperamental PINK FLOYD procurando seu novo som após a partida de Syd ou também uma encarnação menos experimental do início do MYTHOS. Em seguida vem "Chromatik" possui um "mar de euforia" de teclados onde a guitarra sintetizada navega de maneira sublime, é prova de que uma canção pode ser construída a partir de uma pequena quantidade de idéias. "Festival" começa com danças de sabre, e evolui como uma alegria deliciosa de pessoas se divertindo em caminhos antigos. "Sinclair", é uma melodia triste e melosa dominada pelo tema dos sintetizadores logo após aparece a guitarra. O baixo sinaliza o ritmo e o tema muda para as direções mais Jazzy, mais a frente o tema inicial se repete. A última faixa, "Choke" tem passagens rítmicas curiosamente desajeitadas e soa bastante engraçada, o progresso com guitarras e teclados é muito bom, a última seqüência remonta ao tema do teclado dramático, de onde resto da banda acompanha para realizar a coda
TROYA tinha muito potencial e talento, mas não registrou o disco na melhor das condições. É uma pena que a banda lançou apenas esse álbum. Muito recomendado para ouvintes de Krautrock, Space Rock, Symphonic Prog e em especial amantes de PINK FLOYD e ELOY. A banda se desfez durante o final da década de 1970.
Não é nenhuma obra prima, porém a boa vontade dos músicos e seu profissionalismo superam a má qualidade técnica do disco. Portanto, você deve ter esse disco se é fã de gravações de Rock Progressivo europeu obscuro.
David Byrne foi o guitarrista e vocalista do Talking Heads, banda fundada em 1974 que ganhou notoriedade por fundir rock com diversos gêneros musicais. Apaixonado por sonoridades afro-latinas, lançou Rei Momo em outubro de 1989. Rei Momo é o nome do rei do Carnaval no Brasil. Ele é uma figura mitológica que personifica o espírito hedonista da festa que celebra o fim do verão, a celebração máxima. Neste álbum, Byrne apresenta canções com ritmos afro-cubanos, afro-latinos e brasileiros (cumbia, merengue, salsa, rumba, cha-cha-cha, mapeyé, samba…) que, embora cantadas em inglês, soam inconfundivelmente brasileiras. Na verdade, o álbum conta com um verdadeiro elenco de estrelas da música: Willie Colon , Johnny Pacheco , Marc Quiñones , Milton Cardona , Paquito Pastor , Tiborio Nascimento , Celia Cruz … Uma lista impressionante, que o torna uma introdução ideal e um deleite para os ritmos ibero-americanos que podem ser apreciados em seu selo Luaka Bop . Esta edição em CD inclui três faixas bônus ("Loco de amor", "Good and Evil" e "Office Cowboy") que não estavam presentes na versão original em LP.
Lista de faixas : 01. Independence Day (cumbia) 02. Make Believe Mambo (orissa) 03. The Call Of The Wild (merengue) 04. Dirty Old Town (mapeyé) 05. The Rose Tattoo (bomba/moçambique) 06. Loco De Amor (salsa/reggae) (Versão em CD) 07. The Dream Police (cha cha cha) 08. Don't Want To Be Part Of Your World (samba) 09. Marching Through The Wilderness (charanga) 10. Good And Evil (rumba/llesa) (Versão em CD) 11. Lie To Me (merengue) 12. Office Cowboy (pagode) (Versão em CD) 13. Woman vs Men (bolero) 14. Carnival Eyes (mapeyé) 15. I Know Sometimes A Man Is Wrong
O Brasil possui uma riqueza musical extraordinária e profundamente pessoal. O caldeirão cultural que seus habitantes representam, uma mistura heterogênea de brancos, indígenas e negros, resultou em inúmeros estilos musicais originais ou, no mínimo, adaptações únicas de ritmos estrangeiros. No Brasil, a música está em toda parte. E o forró é a música da festa, fortemente associada às festividades de junho (São João, Santo Antônio, São Pedro), uma mistura de influências europeias, africanas e indígenas, mas, acima de tudo, brasileiras. Vários dos estilos musicais brasileiros que se enquadram no termo genérico forró , originários do Nordeste do Brasil, derivam de danças folclóricas do século XIX: arrasta-pé , em que os casais dançam arrastando os pés pelo chão; xote (semelhante, por assim dizer, aos "chotis" madrilenos, uma dança de pares); e xaxado , uma dança em linha . O som básico do forró gira em torno de três instrumentos fundamentais: o acordeão, o triângulo e a zabumba (tambor de fricção). Music of the Brazilian Northeast é uma coletânea de David Byrne para a Luaka Bop , com o objetivo de apresentar artistas e conjuntos clássicos desses estilos musicais. O LP original é de 1991, e esta edição é uma remasterização de 2006 com quatro faixas bônus. As notas de encarte das faixas e artistas selecionados, incluídos no LP, podem ser encontradas no site da Luaka Bop .
tracklist : 01. O Fole Roncou - Luiz Gonzaga (forró/xaxado) 02. Festa Do Interior - Gal Costa (frevo/arrasta-pé) 03. Tum-Tum-Tum - Jackson do Pandeiro (forró/samba) 04. Danado de Bom - Luiz Gonzaga (forró) 05. Querubim - Dominguinhos (xote) 06. O Sucesso da Zefinha - Anastácia (arrasta-pé) 07. É de Dar Água na Boca - Nando Cordel & Amelinha (arrasta-pé) 08. Vou Com Você - Dominguinhos (arrasta-pé) 09. Asa Branca - Gonzaguinha (arrasta-pé) 10. Recordação de Vaqueiro - Clemilda (aboio-toada/forró) 11. Bom Demais - Jorge de Altinho & Dominguinhos (arrasta-pé) 12. Tarde Nordestina - Marinalva (forró) 13. A Feita de Caruaru - Luiz Gonzaga (forró/xaxado) 14. Aniversário do seu Vavá - Genival Lacerda (forró/samba) 15. Chiclete com Banana - Jackson Do Pandeiro (forró/samba) 16. Rejeição - Trio Nordestino (alinhado)
Uma das grandes obras deste ano: "Tarot". Lançado oficialmente há pouco tempo, já é aclamado por seu som rico e sinfônico, com os vocais poderosos de Christina Booth e uma espetacular performance instrumental — todas marcas registradas do estilo inconfundível do Magenta. Depois de anos de espera (sua primeira incursão no conceito de "Tarot" foi em 2004), Robert Reed e Christina Booth decidiram retornar às cartas, nos presenteando com uma obra que, aviso, é um banquete para qualquer fã de prog sinfônico clássico, cuja premissa é um retorno ao misticismo. É um álbum longo e épico, do tipo que te faz querer sentar e acompanhar a história que ele conta enquanto a música te envolve... ou simplesmente ignorar a letra, porque a música por si só já basta. E com razão, é o álbum escolhido para encerrar mais uma semana de música pura, surpresas e um desejo de agitar as coisas. Nos vemos novamente na segunda-feira; tenho certeza de que você voltará, porque nós te amamos muito aqui no blog,
"Tarot" é o décimo álbum de estúdio da banda galesa de rock progressivo Magenta . Embora, como já mencionamos, a banda já tivesse explorado os Arcanos Maiores em seus primeiros trabalhos, esta versão de 2026 não é uma "releitura", mas sim uma evolução completa. Robert Reed, um gênio da produção e perfeccionista, criou uma estrutura onde cada música é uma carta, com uma produção fenomenal. Esta jornada através das cartas é puro rock sinfônico, então se você gosta de Genesis da era Steve Hackett, Renaissance , Yes ou Mike Oldfield , este álbum lhe parecerá familiar, seu refúgio. Há camadas e mais camadas de sintetizadores analógicos, guitarras de doze cordas e solos de guitarra elétrica que transbordam arte incrível — outro dos elementos característicos da banda.
Obviamente, a bela voz de Christina Booth rouba a cena, e ela parece estar no auge de sua carreira, com aquela voz aveludada que, quando a música fica pesada ou dramática, se torna densa e penetra até os ossos. Em faixas como "The High Priestess", ela arrepia com melodias vocais que são puro sentimento.
Mas, por outro lado, temos os arranjos de câmara; diferentemente de seus álbuns anteriores, aqui Reed incorporou muito mais instrumentos ao vivo. Há seções de sopro e cordas que conferem uma profundidade quase fantástica de trilha sonora de filme, criando um LP com vários momentos "mágicos": em "The Fool", uma faixa que começa de forma lúdica, com muitas mudanças de andamento, capturando a energia de alguém saltando para o vazio. É a faixa mais "progressiva clássica" do álbum, com seções instrumentais que são um deleite técnico. Então, em "The Tower", as coisas tomam um rumo sombrio; Com suas guitarras estridentes, bateria pulsante e tensão constante, este é o momento mais voltado para o rock do álbum, provando (mais uma vez) que o Magenta também pode ser ousado quando quer. Em seguida, vem "The Star", uma balada espacial e etérea que te faz sentir como se estivesse flutuando. Embora eu pessoalmente não seja fã de baladas, ela proporciona um alívio bem-vindo após tanta complexidade técnica, onde a banda assume um rumo mais melódico e celestial.
Em um mundo de músicas de dois minutos do TikTok, o Magenta ousa lançar um álbum conceitual de verdade, com faixas longas e uma narrativa musical que te guia. É um álbum que celebra a história do rock progressivo, mas soa moderno, poderoso e, acima de tudo, profundamente humano.
É melhor eu parar de falar agora; você deveria começar a ouvir. Você pode começar com o vídeo a seguir...
"Tarot" confirma que o Magenta continua sendo o principal nome do prog britânico contemporâneo. É um álbum ambicioso, por vezes barroco, mas sempre emocionante. Se você quer se perder em um labirinto de cartas, mitologia e teclados infinitos, aperte o play — é imperdível, uma ótima maneira de começar o fim de semana!
Mais um excelente álbum do Magenta . Se você gostou dos álbuns anteriores e também de Renaissance , com certeza vai gostar deste tanto quanto. Então, senhoras e senhores, parem de enrolar e de perder tempo. Eu os encorajo a consultarem o tarô durante todo o fim de semana e não se preocupem com o que ele diz sobre sua sorte e seu futuro. Com essa música, nenhum oráculo pode estar errado, mesmo que minta para você, você será feliz de qualquer maneira...
Lista de faixas: 1. The Lovers (9:03) 2. Etude 1 (0:25) 3. The Magician (8:21) 4. Etude 2 (0:21) 5. The World (9:26) 6. Etude 3 (0:25) 7. Strength (10:03) 8. Etude 4 (0:22) 9. The Empress (10:02) 10. Tarot (4:40)
Formação: - Christina Booth / vocal principal - Robert Reed / teclados, baixo, piano, guitarras rítmicas, flautas doces - Chris Fry / guitarra solo e de nylon Com: Nick D'Virgilio / bateria Peter Jones / vocais de apoio Steve Balsamo / vocais de apoio Katie Axelsen / flauta Sam Baxter / oboé