Artist: Beardfish
Disco: The Void
Data de lançamento: 27 de Agosto de 2012
Selo: InsideOut
Tempo total: 69:44
Disponível em: CD, LP & Digital
Resenha:
QUE BRISA É ESSA?
Não entendeu nada da passagem acima? Essa é a introdução de ‘The Void’. O narrador é Andy Tillison, uma cortesia da banda The Tangent. Esse começo é peça chave, pois ela situa o ouvinte dentro do conceito do álbum.
O que? Eu disse conceito?
Exato! Assim como o último trabalho do Beardfish, ‘The Void’ também é um álbum conceitual. Mas as semelhanças acabam por aí.
O Beardfish se afasta daquele prog jazzístico e produz um som muito mais pesado. A atmosfera puxa bastante para as vertentes do metal.
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| O futuro e o passado se confundem. O Eterno Retorno de Nietzsche? |
O ETERNO RETORNO DE NIETZSCHE
E se um demônio aparecer na sua frente e te disser que sua vida, exatamente como foi, tem que ser vivida novamente? Por inúmeras vezes mais.
Não haverá nada novo nela. Cada dor, cada alegria, cada coisa se repetirá. Tudo rigorosamente igual e na mesma sequência.
Isso mesmo. Sua vida entrará em um loop. O que significa que cada ato que você escolher hoje, escolherá para sempre.
Gosta dessa ideia? Ou detesta?
Esse é o conceito do Eterno Retorno de Nietzsche (resumido em poucas palavras). Esse lero-lero pode parecer sem sentido, mas é bom exercício de autorreflexão.
E é justamente usando o Eterno Retorno que o Beardfish baseou a história de ‘The Void’.
UMA ESPIADA NO FUTURO
A história se desenvolve centrada em mago que tem a (não tão sábia) ideia de olhar para o futuro.
Inicialmente ele acha que há algo errado com seus olhos, e que ele está vendo o passado. Só então ele se dá conta de que o futuro e o passado são, na verdade, a mesma coisa.
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| Cazuza, sobre The Void: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. |
Perplexo com sua visão, o mago tenta voltar seus olhos ao presente. Só que ele não consegue ver nada além de um vazio. E nesse vazio ele fica aprisionado.
Agora levanto uma questão: Seria esse vazio algo literal, ou uma metáfora para um sentimento de incompletude e desespero?
As faixas avançam abordando esse tema, em uma ordem não muito cronológica e clara. As letras falam do seu espanto inicial e posteriormente abordam sua situação no vazio, e os pensamentos decorrentes.
Nessa etapa se passa um dilema interessante: Ao mesmo tempo em que ele quer voltar ao mundo real, o vazio faz bem a ele.
CONSISTENTE
Não há como não elogiar a consistência do conjunto durante o álbum e carreira. Simplesmente não há faixa ruim, ou músicas que só servem para encher linguiça.
Todas têm o seu papel ao longo da trama. Seja com o metal de abertura, em “Voluntary Slavery”, com o progressivo tradicional de “They Whisper”, ou até com uma levada blues, em “Where The Lights Are Low”.
Se Nietzsche ainda estivesse por aqui, certamente teria esse disco na sua cabeceira!
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FICHA TÉCNICA:
Artista: Beardfish
Ano: 2012
Álbum: The Void
Gênero: Metal Progressivo / Rock Progressivo
País: Suécia
Integrantes: Rikard Sjöblom (vocal e teclado), David Zackrisson (guitarra), Magnus Östgren (bateria), Robert Hansen (baixo).
MÚSICAS:
1 – Introduction
2 – Voluntary Slavery
3 – Turn to Gravel
4 – They Whisper
5 – This Matter of Mine
6 – Seventeen Again
7 – Ludvig & Sverker
8 – He Already Lives in You
9 – Note
10 – Where the Lights Are Low



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