
Resenha
Equilibrium
Álbum de Balance
2009
CD/LP
O Balance passou pelo universo AOR de forma pouco percebida, tendo dois álbuns na carreira que não trazem grandes genialidades. Mas podemos dizer que essa banda foi uma crescente, pois o debut é simples, com muito toque de progressivo e bons momentos. In For the Count já traz emoção, com peças interessantes e mais moderno para a época (1982). E chegamos ao disco da vez, que aí sim, temos uma epopeia AOR de fazer pleno jus ao mágico estilo. Simplesmente 27 anos depois, Peppy Castro e Bob Kulick resolveram retornar a esse território mágico, reunir a banda dissolvida em 1982 e, somando a outros grandes músicos, gravar algo muito, muito superior ao que já foi feito. Equilibrium tem o selo da Frontiers, nome hoje sinônimo de produtividade e também de polêmicas, pois verte mais lançamentos que água das cataratas do Iguaçú. Mas muita coisa se salva e aqui é uma delas, pois se trata da ressurreição, mesmo que breve, desse grande grupo. Com uma produção pesada e cristalina, Twist Of Fate já chega com tudo. Pesada e empolgante, ela faz você já imaginar que vem coisa boa. Castro entra com aquela voz madura, de senhor mesmo, coisa que eu gosto muito pois inspira experiência, e aqui tem de sobra. Breathe é fabulosa, com uma melodia em riffs geniais, o teclado acompanhando ferozmente, um vocal beirando um psicodelismo, até que essa peça emocionante desague em um refrão matador, coisa feita só por quem tem o cacife para tal. Old Friends é aquela que você não vai parar de cantar. Com o tema de que não se pode desmerecer seus velhos amigos, ela se torna viciante a cada audição, trazendo a pura emoção AOR, e apesar de um refrão repetitivo, você não vai se cansar de cantar "oooolld frieendsss!!!" hehehe Look What You've Done é muito louca, com riffs quase experimentais e bem intensa, e mais um refrão de rasgar o aço de tão bom! Winner Takes All traz aquele momento de magnitude, densidade e reflexão. As teclas nesse disco se encaixa perfeitamente a cada detalhe, e Bob traz nas cordas toda a emoção de ter revivido tal alegria ao mágico estilo. Enfim, seguem petardos como Crazy Little Suzie, meio Hard Glam e sedutora; Liar, Walk Away, Who You Gonna Love, Forever e Rainbow Ends, uma joia AOR com riffs símbolos do estilo finalizando essa quase melancólica obra, pois Bob Kulick não está mais entre nós, praticamente inviabilizando o retorno desse incrível grupo, mas deixando o legado muito bem finalizado. Sinceramente busquei resenhas desse disco e fiquei revoltado com as que encontrei, meio que desmerecendo o disco, julgando como "meia boca", vamos dizer assim... Olha, não sei aonde esses cidadãos acharam seus ouvidos, mas o meu não está no lixo, pois tenho navegado pelo universo AOR desde criança, se for contar desde os comerciais do cigarro Hollywood aqui no Brasil, e posso dizer que sem dúvida essa obra está entre as grandes, e merecidamente veio à luz para seguir à eternidade.
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