
Jonesy é um combo inglês conhecido na esfera prog dos anos 70, mas vivendo na sombra dos gigantes do gênero (King Crimson, Yes, Genesis, ELP…). Tem o guitarrista/cantor John Evans Jones de Canterbury em suas fileiras. Com sua família emigrou para a Austrália no início dos anos 60. Na terra dos cangurus, ele e seu irmão mais novo Trevor tocaram em um grupo chamado Chaos & Co e gravaram um single pela gravadora EMI que alcançou as paradas da Tanzânia. No final dos anos sessenta, para evitar ser convocado para a guerra do Vietnã em que a Austrália estava envolvida, John Evans Jones voltou para a Inglaterra, mais precisamente para Londres. Ele decidiu formar uma nova formação em 1971, onde ingressou nos serviços do baixista David Paull, do baterista Jim Payne e do tecladista Jimmy Kaleth. Trevor Jones é abordado para integrar Jonesy mas por divergência musical entre os dois irmãos, este é rejeitado. Os músicos entram em estúdio para lançar no ano seguinte um álbum intitulado "No Alternative" em nome da Dawn, subsidiária da gravadora Pye especializada em rock progressivo.
O disco começa com uma banda marcial na rua na peça homônima com duração de 8 minutos (orquestra que se encontra no final do disco). Depois sem aviso surge um bluesy jazz louco e uma guitarra saturada que se mostra torturada onde os solos se assemelham aos de Robert Fripp. Acompanhado por um órgão cavernoso, este título está em um registro prog pesado. Permanecemos em delírio à la King Crimson com esta guitarra subtil e este desencantado mellotron na suave e caleidoscópica “Heaven” também com duração de 8 mins. "Mind Of The Century" é a faixa mais curta, mal ultrapassando os 4 minutos, uma espécie de hard rock híbrido e dark onde o mellotron é pesado e a guitarra pesada.
O lado B abre com os 8 minutos de “1958”, peças épicas com pitadas de medieval onde a guitarra dissonante volta a executar algumas acrobacias. Provavelmente vem a atracção deste disco, os 9mn de "Pollution" com mudanças de andamentos e atmosferas, revelando-se sonhadores no início para depois mais sustentados. A bateria é formidável. Quanto ao baixo discreto até agora, inflado com hélio, é mais expressivo e continua martelando no final. O LP termina com os funky 5m de "Ricochet" com um mellotron surpreendente nesse estilo musical. Deve-se notar que este título originalmente deveria ser lançado como single e não aparecer nas 33 voltas.
Em suma, este é um álbum longe de ser mau e que com certeza vai chamar a atenção para outros.
Títulos:
1. No Alternative
2. Heaven
3. Mind Of The Century
4. 1958
5. Pollution
6. Ricochet
Músicos:
David Paull: Baixo, Vocal
Jim Payne: Bateria
John Jones: Guitarra, Teclado, Vocal
Jamie Kaleth: Teclados, Vocal
Produtor: John Jones
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