
Resenha
Presto
Álbum de Rush
1989
CD/LP
Depois de um mês, com vários problemas físicos, mentais, bloqueios criativos, problemas com a internet, volto aqui para trazer mais uma resenha, e advinham? Mais um do Rush, dessa vez, "Presto" (já está no titulo). Será que esse álbum presta? Venha ler essa resenha e depois ouvir esse disco! Depois do fracasso comercial de "Hold Your Fire" (1987), o ao vivo (A Show Of Hands) (1989), o encerramento de contrato com a Mecury e a assinatura com a Warner Music, Rush se preparava novamente a se destinar uma nova era, a era moderna/madura que vai de Presto (1989) até o último álbum do power trio canadense "Clockwork Angels" (2012).Mas com "Presto", diferentemente, abordoaram algo mais rock, menos eletrônico e com um toque a mais de violão, sendo que nos trabalhos posteriores tirando "Snakes & Arrows", de 2007. Lembrando que essa última fase do trio, relembra muito a primeira era do Rush, a era hard rock (que vai do primeiro álbum, auto intitulado, "Rush" de 1974 e vai até "2112", de 1976, na minha concepção) O disco abre com a impactante "Show Don't Tell". Uma guitarra bem rasgada, uma bateria arrebatadora, um baixo bem groovado. A voz de Geddy Lee está um pouco mais grave comparando com o álbum anterior. Tem partes que misturam a guitarra e o violão que me agradaram. Ainda temos a presença de teclados e sintetizadores, mas uma forma mais camuflada, mas na parte do refrão, ganham um "protagonismo". Tem excelentes viradas de bateria, um solo rápido de baixo e um solo de guitarra bem no estilo de Alex Lifeson, bem distorcido, enquanto Geddy Lee, canta o refrão chiclete. Uma das melhores aberturas do Rush. A segunda faixa é "Chair Lightning" que começa com uma grande virada de bateria, parecendo um solo logo de inicio. Logo em seguida temos as entradas do baixo e guitarra, tendo a guitarra como um protagonismo, mas o baixo dando aquele apoio no fundo. O refrão é novamente chiclete "Respond, vibrate, feedback, resonate / Sun dogs fire on the horizon". O verdadeiro destaque é a cozinha feita por Geddy Lee e Alex Lifeson. O solo de guitarra é bem distorcido. Uma excelente faixa. Depois temos o hit do álbum, "The Pass" que começa com um baixo quase solando em incríveis 3 acordes. Os teclados e sintetizadores cumprem o seu papel bem executado, a bateria é um pouco mais apagado, a guitarra aparece no refrão e no solo, que é um pouco menos distorcido, quem aparece mais é o violão. Uma boa faixa. "War Paint" é bem sem graça, os destaques vão para a bateria descente, baixo levemente distorcido e o vocal. "Scars" começa com um solo de baixo federalíssimo, na verdade, na musica inteira parece um baita solo de baixo. A bateria aparentemente é eletrônica, a guitarra é apagada. A voz de Geddy Lee também é um bom destaque. Em seguida temos "Presto". Violão é o destaque, simples e marcante, uma bateria impactante e mal temos baixo e quando tem, ele rouba a cena, marcante e um pouco mais destacado que a guitarra. Temos sintetizadores que não roubam tanto a atenção. "Superconductor" é uma faixa mais puxada para o rock, pode até soar mesmo como um punk rock, se você tirar o sintetizador. Uma boa faixa. "Anagram" é uma faixa que lembra o inicio da fase dos sintetizadores. Faria parte facilmente do "Signals" (1982). Uma bateria potente e novamente arrebatadora. Baixo simples e que rouba a cena facilmente. Uma guitarra levemente apagada, mas na hora do solo, não decepciona. O problema dele é que ela tem menos de 4 minutos. Uma excelente faixa. "Red Tipe" é infelizmente a pior faixa do álbum. Tudo nela é graça, na minha perspectiva. "Hand Over Fist" começa com algum instrumento de corda que não identifiquei. Mas depois bem um instrumento que no álbum inteiro estava um pouco apagada, a guitarra. Um baixo que é algo mais do mesmo do Rush. Uma bateria simples e que junto com a guitarra, dão o peso para a musica. Uma boa faixa. Por fim, temos "Avaliable Light". Posso dizer que essa faixa é um estupendo encerramento de álbum. Lembra muito o que "Show Don't Tell" fez na sua parte mais rock. Baixo levemente destacado, guitarra novamente e levemente apagada. Uma bateria "simples" e teclados e sintetizadores com aquela texturinha no fundo da musica. "Presto" foi uma excelente tentativa de revitalizar o Rush depois do fracasso de seu antecessor "Hold Your Fire", (1987). Nós sabemos que a ressureição do Rush nas paradas com com sucessor "Roll The Bones" (1991). Mas é um ótimo disco.

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