domingo, 16 de julho de 2023

Resenha Death Magnetic Álbum de Metallica 2008

 

Resenha

Death Magnetic

Álbum de Metallica

2008

CD/LP

Quando não há mais o frio na barriga e aquela expectativa boa, nos resta ficar avaliando tecnicamente e, por vezes, fazendo comparações absurdas. Deixamos a magia escapar.

Death Magnetic é um caso típico dessa injustiça. Para muitos fãs do Metallica, não passou de mais um lançamento da banda que "acabou" no ...And Justice for All. Quanto desperdício! Para mim, significou algo absolutamente diferente. Foi o começo de tudo, a chegada de algo que mudou a minha vida: O Rock! 
Antes de falar do álbum, especificamente, preciso contar a experiência que tive com ele.

O ano era 2009. Eu tinha 15 anos. Nessa idade, ainda na fase de contrução de identidade, é muito comum querer pertencer e ser aceito. Eu fui na contramão! Queria curtir e ouvir músicas que as pessoas da minha idade e círculo social não ouviam e que me representasse de alguma forma. Já amava música e conhecia diversos estilos, mas o máximo de Rock que eu conhecia era o brasileiro dos anos 80. Sem redes sociais e referências para dar o pontapé inicial, fui tateando no escuro e me deparei com uma tal de "The Day That Never Comes". Essa música me tirou do eixo e me colocou no eixo. Tirou porque fiquei absolutamente maluco com aquilo e me colocou porque daí em diante o rock se tornou parte de mim. Hoje sou um completo adicto. 

Bom, passando o tempo e o choque inicial, passei a devorar a discografia do Metallica. E sim, eu entendo quem estava desacreditado da banda. Load, Reload e St. Anger não são nem sombra do ápice da carreira deles. Tudo bem, o tempo passa para todo mundo e isso acaba respingando em todos os aspectos, mas é incrível que dessa leva de discos lançados após o Black Album (1991) o mais empolgante talvez tenha sido um disco de covers, o Garage Inc (1998).

Em 2008, cinco anos após o até então último disco (St. Anger), a banda lançou esse que é um marco, a "ressurreição" do Metallica, quase que a volta dos que não foram: Death Magnetic.

Ao que parece, Rick Rubin, famoso produtor que estava trabalhando com a banda, os fez ouvir trabalhos antigos e exigiu que o Death Magnetic tivesse, pelo menos, a mesma pegada. Ouvindo bem, com calma e sem pré julgamentos, dá pra traçar vários paralelos com And Justice for All. As semelhanças são enormes. Da cor da capa à organização das músicas, vemos que houve uma tentativa de retomar aquela velha sonoridade. Temos uma faixa instrumental cumprida, representada por "Suicide & Redemption". "One" é vista em "The Day That Never Comes". A construção é idêntica! E a faixa final é uma pedrada, no caso, "My Apocalypse". O disco conta ainda com "All Nightmare Long", "The End of the Line", "The Unforgiven 3" e duas das minhas preferidas, que são "Cyanide" e "Broken, Beat & Scarred".

Com certeza se você mostrar esse disco e não falar que é o Metallica, muita gente que torce o nariz vai dizer que é um trabalho bem legal.

Dê outra chance ao Death Magnetic. Pegue as similaridades com And Justice for All, veja como o disco foi bem produzido, tem peso e mostra um Metallica muito próximo daquilo que fez você amar a banda.

Ouça Death Magnetic no Spotify: open.spotify.com


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