terça-feira, 25 de julho de 2023

Resenha Destroyer Álbum de Kiss 1976

 

Resenha

Destroyer

Álbum de Kiss

1976

CD/LP

Hoje é muito fácil apontar para o Kiss (1974), Hotter Than Hell (1974) e o Dressed to Kill (1975) e dizer: CLÁSSICOS!
De fato, são discos maravilhosos, todos parecem coletâneas. No entanto, na época a coisa não era bem assim, pelo contrário. Os três venderam pouco, a gravadora estava a beira da falência e o futuro do Kiss, incerto. E vamos ser sinceros: são discos mal produzidos e mal gravados.
Para não parecer que é apenas a minha opinião, vejam o que o próprio Paul Stanley disse em sua biografia: "Os álbuns não soavam como soávamos ao vivo". Ele ainda comenta que foram, de certa forma, "podados" pelos engenheiros de som e produtores, de modo que não foi possível deixar os discos da forma como gostariam. O "Alive I" (1975) colocou o Kiss no hall dos gigantes. Essa é a prova material que as músicas dos três primeiros discos eram excelentes. Só que este é um disco ao vivo.
Na vida nem tudo são flores. O agora "consagrado" Kiss não tinha um disco de estúdio de respeito para chamar de seu. E não para por aí. O sarrafo ficou muito mais alto. Eles teriam que lançar um álbum sucessor do "Alive I". Que missão ingrata!

Bill Aucoin, então empresário da banda e peça fundamental na história do Kiss (falarei disso em outra oportunidade), sugeriu o nome de Bob Ezrin para produzir o próximo disco de estúdio deles, o "Destroyer". Para termos a dimensão da qualidade do trabalho desse "sargentão", que já tinha realizado excelentes trabalhos com o Alice Cooper, basta que recorramos ao próprio Paul. Segundo ele, Bob contribuiu ativamente na composição, criou a linha de baixo e solo de "Detroit Rock City", foi responsável pela criação de boa parte das linhas de batera do disco e ainda gastou horas ensinando trechos ao Peter Criss. Os sinos orquestrais em "Do You Love Me?", o coral de vozes em "Great Expectations", tudo ideia do cara! Isso só para citar as principais contribuições, se é que podemos tratá-las como simples "contribuições".

Sabem "Beth"? Então, Paul atribuiu ao Bob os méritos da composição da música. Ficaremos sem saber se há elementos de rancor nessa afirmação, mas, ao que parece, essa música maravilhosa foi composta, em grande parte, pelo produtor. Ele era o responsável por montar o quebra-cabeça com as peças que o Peter trazia ao estúdio de gravações, além de fazer ajustes na escrita. Se foi exatamente assim, são outros quinhentos. O fato é que o nome de Bob aparece nos créditos da composição.

Bom, após esse preâmbulo um tanto extenso, vamos ao disco:

"Detroit Rock City": eu vou falar o que a respeito dessa música? Simplesmente fodelástica! Ela é toda animada, cheia de energia e tal, mas culmina numa tragédia. Se você nunca reparou, ouça atentamente.


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