
Resenha
Out For Blood
Álbum de Shadows
2023
Vocês também perceberam que estamos vivendo uma onda de novos grupos buscando reviver o clássico metal dos 80s, sem renunciar à sua personalidade, certo? BLOOD STAR (EUA) e CENTURY (Suécia) são dois bons nomes que lançaram ótimos debuts esse ano. E, diretamente do Chile, temos também o SHADOWS, chegando com tudo com seu debut, “Out For Blood” (2023). Devotos fervorosos de MERCYFUL FATE e KING DIAMOND e inspirados por grupos como DEATH SS, SATAN e pela vibrante NWOBHM, o grupo segue à risca os ensinamentos cunhados décadas atrás: palhetadas rápidas, solos vibrantes e uma cozinha coesa dando suporte para a entrada de vocais ora intensos, ora melódicos. O SHADOWS é sustentado por dois fortes pilares: as ótimas estruturas de guitarras, seja nas bases, seja nos solos, e os vocais de Jhon Shades (ou Cristián Silva, da banda de black/thrash metal chilena APOSTASY) que encarnou com maestria o papel de contador de histórias de terror, ocultismo, horror e misticismo. Falando em Jhon Shades, líder da banda, todas as músicas são suas e, tirando a bateria, os demais instrumentos foram gravados por ele. Apesar de se apresentar como um quinteto, não se sabe quem seriam as outras entidades que compõe o grupo. A misteriosa capa é obra de Arkadiusz Zając (só eu vi algo de “Abigail” ali?). Contando com a boa produção e mixagem de Sebastian Palominos (músico/produtor com passagem e trabalhos por diversos grupos locais), “Out For Blood” (2023) é um bom disco, desses que você termina de ouvir e já dá play de novo (ok, ter sete músicas e três interlúdios em pouco mais de trinta minutos ajuda, mas a qualidade do disco em si, fala mais alto). Equilibrado como os bons tintos locais, as rosnadas “The Ripper” e “Forgotten Rites” por exemplo, convivem em harmonia com a terror pop “Sacrifice” e a heavy “Alissa”. Lançado no Chile pela Three Metal Forces Prods & Distro e nos EUA pela Sentient Ruins Laboratories, “Out For Blood” (2023) é um disco para nós sul-americanos nos orgulharmos do metal latino e nos motivar a procurar mais bandas locais, ainda tão pouco explorada.
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