
Resenha
Superskull
Álbum de Black Rainbows
2023
CD/LP
Bem antes de terminar a audição de “Superskull” (2023), oitavo disco de estúdio do power trio italiano BLACK RAINBOWS, dava para entender por que ele está sendo considerado por fãs e crítica como o melhor disco do grupo até então e considerado um dos melhores lançamentos de stoner rock do ano. Com um pé afundado no stoner/fuzz e outro nos 70s, o BLACK RAINBOWS faz uma envolvente fusão de BLACK SABBATH, MC5, HAWKWIND com FU MANCHU, KYUSS, SLEEP - ou seja, peso e groove caminhando de mãos dadas, além do psicodelismo setentista presente, ora de forma direta, ora mais discreto, mas sempre marcando presença. Suas doze faixas estão distribuídas em quase uma hora de viva sonoridade, graças a sua primorosa gravação e mixagem, obra de Fabio Sforza (batera no SLOWTORCH, responsável pela gravação dos últimos dois lançamentos do grupo), o responsável por deixar bem latente as boas linhas de guitarra, baixo e bateria do grupo. Feito para ser ouvido alto (desculpem, vizinhos), sem pular faixa nenhuma, “Superskull” (2023) é uma lisérgica viagem sonora que se destaca por faixas que vão da euforia stoner/fuzz de “Apocalypse March”, “Superhero Dopeproof” e “Megalomania”; passando por momentos que esbarram no psicodelismo, como em “Cosmic Ride Of The Crystal Skull”, a acústica “King Snake” e a bela “All The Chaos In Mine” e em momentos viajantes, como em “The Pilgrim Son”, “Fire In The Sky” e “Desert Sun”. Infiltrado entre os ragazzos, encontramos a presença do brasileiro Pedro Correa, criador da bonita capa, mantendo o costumeiro bom gosto do trio por belas e psicodélicas artes. Assim como a Squadra Azzurra de 2006, seleção que tinha Buffon, Cannavaro, Pirlo, Gattuso e Toti, o BLACK RAINBOWS marcou um golaço em “Superskull” (2023), colocando o nome da Itália no mapa com um dos melhores discos lançados desse ano.
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