quarta-feira, 20 de setembro de 2023

MUSICA AFRICANA

 Ruy Mingas - Africa Negra (LP 1969)



Ruy Alberto Vieira Dias Rodrigues Mingas (Angola, 12 de maio de 1939) é um cantor, compositor, diplomata, empresário e político angolano. Foi deputado no parlamento angolano, secretário com status de Ministro dos Desportos e embaixador de Angola em Portugal. Compôs a música do Hino Nacional de Angola.

Biografia

Nascido na zona de Ingombota,[1] em Luanda, é filho de André Rodrigues Mingas e de Antónia Diniz de Aniceto Vieira Dias.[2]

Ruy Mingas pertence a uma família de ínfluentes músicos angolanos. De seu tio Liceu Vieira Dias[2] recebeu o ritmo e uma nova maneira de interpretar a música angolana. Ruy Mingas desenvolveu a sua sonoridade própria e influenciou outro músico angolano, por sinal, seu irmão André Rodrigues Mingas Júnior. É irmão também de Amélia Mingas, de Júlia Rodrigues Mingas, de José "Zé" Rodrigues Mingas e de Saíde Mingas.

Ruy Mingas foi praticante de atletismo nas décadas de 1950 e 1960, tendo competido no salto em altura e 110 m barreiras, no Sport Lisboa e Benfica, sendo recordista no salto em altura em julho de 1960.[3]

Participou no programa Zip-Zip. Aparece no primeiro disco do programa com a canção "Ixi Ami (Minha Terra)". Gravou vários discos para a editora Zip-Zip.

Quando Angola proclama sua independência, torna-se embaixador em Portugal.[4]

É um dos autores da canção "Meninos do Huambo", de 1976, celebrizada em Portugal por Paulo de Carvalho.[5] É especialmente notório por ser o compositor da música do Hino Nacional de Angola.[6]

Quando foi criada, em 4 de julho de 1979, a Secretaria de Estado para Educação Física e Desporto (SEEFD), pela primeira vez uma pasta com status de ministério autónomo para os desportos,[7] Ruy Mingas assumiu a sua condução e foi ministro por 10 anos, período de pujante desenvolvimento no desporto de Angola.[8]

A 26 de julho de 1995, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.[9]

Em 2002, forma uma associação empresarial com Paulo Múrias e a "Fundação Minerva - Cultura - Ensino e Investigação Científica" para constituir uma franquia-filial da Universidade Lusíada em Angola.[10] Desde então, é o principal acionista do polo universitário de Cabinda da referida universidade.[11]

Foi deputado pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) na Assembleia Nacional até 2021, quando se licenciou em função de seu delicado estado de saúde.[12]

Discografia

  • 10.058/E - Monangambé/Quem Tá Gemendo/Adeus À Hora da Partida/Muimbu Ua Sabalu (EP, Zip-Zip, 1974)
  • 30.002/S - Muadiakimi / Birin Birin (Single, Zip-Zip, 1975)
  • 30.004/S - Cantiga Por Luciana/Minha Infância (Single, Zip-Zip, 1975)
  • 30.036/S - Poema da Farra/Makesu (Single, Zip-Zip)
  • Angola Canções Por Rui Mingas (LP, Zip-Zip, 1970)
  • Monangambé e outras canções angolanas (LP, Zip-Zip)
  • Temas Angolanos (LP, Orlador, 1976)
  • Monangambé (CD, Strauss, 1995)
  • Monangambé (CD, CNM, 2000)

Prémios

Vida pessoal

Casou com Julieta Cristina da Silva Branco Lima. É pai da cantora Katila Mingas, de Ângela Cristina Branco Lima Rodrigues Mingas, e dos gémeos Nayma e Carlos Filipe Branco Lima Rodrigues Mingas.


Ayton Sacur - Update do Romeu (2019)




Sacur Latibo Junior, mais conhecido pelo nome artístico Ayton Sacur, é um cantor compositor e produtor Moçambicano (Nampula) de Kizomba, R&B, e fusão entre os gêneros. É conhecido por ser profundo na transmissão de sentimentos e ideias que exprime em suas melodias e letras. Dentre os seus talentos Ayton também é guitarrista

Infância e Adolescência

Desde os 5 anos de idade cresceu num ambiente Gospel Familiar Religioso, desenvolveu habilidades musicais, e passou a frequentar em bandas de igrejas. Ayton afirma ter tido uma infancia conturbada por causa das frequentes mudanças sociais. Entre os 5 aos 19 anos de idade estudou em 6 escolas e 2 faculdades e mudava frequentemente de casas, nas cidades onde morou Pemba, Beira e Nampula onde carregava consigo o seu próprio Diário em forma de canções.

Aos 16 anos, envolveu-se num projecto intitulado “Sem Ozono” com o produtor Gerson na cidade da Beira, onde Sacur era artisticamente era chamado “N-Slaj”(nome composto pelas iniciais do seu nome), gravou 4 músicas do género soul/Rnb, mas o projecto foi cancelado e as musicas não foram devidamente divulgadas para o mercado devido a não aceitação da Igreja e da sua Família.

Desde então passou a ser frequentemente solicitado para actuar em galas, restaurantes, bares e conferencias mesmo sem muita aceitação por parte da família.

Carreira

Segundo Sacur, quando este acabava de nascer Ayton Sidney era o nome desejado pela sua mãe, mas acabou tendo o nome desejado pelo pai, Sacur Júnior.
Após concluir os estudos aos 21 anos Sacur relançou a sua carreira onde aparece como Ayton Sacur num projecto denominado ‘’Sobrenatural’’ que conta com sucessos como “Sinónimo”, “Ana” e “Não vou Esquecer”.

Em 2018 Ayton anunciou que está a preparar o seu álbum denominado o “Update Do Romeu“, em seu próprio Studio e contará com várias participações de peso, dentre eles cantores, músicos e produtores que juntaram-se ao projecto.

Ayton anunciou que pretende contribuir para o crescimento da música Moçambicana, e fazer com que o seu trabalho possa ser bem apreciado além-fronteiras.


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