segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Tony Campello nascido em 24 de fevereiro de 1936

 



Tony Campello* (nascido em 24 de fevereiro de 1936) foi um dos primeiros rock'n'rollers brasileiros. Ele começou a cantar e tocar violão assim que ouviu seu primeiro disco de Elvis Presley em sua cidade natal, Taubaté, São Paulo. Ele formou sua própria banda chamada Ritmos OK e começou a se apresentar em bailes e bailes. 

Tony cujo nome verdadeiro era Sergio Benelli Campello tinha uma irmã mais nova chamada Célia que tinha uma voz de ouro e acabou sendo mais famosa que ele. Na verdade, ela se tornou Celly Campello, a rainha do rock brasileiro, vendendo muitos discos e ocupando o primeiro lugar nas paradas mais do que qualquer outra pessoa no show business brasileiro da época. Celly, entretanto, tinha outros planos além de ser um artista musical. Ela se casou em maio de 1962 e, assim como Greta Garbo em 1942, aposentou-se aos 22 anos.  

Mesmo que Celly tenha se tornado maior do que ele e todos os outros, Tony nunca teve problemas. Pelo contrário, gostava do sucesso da irmã e costumava percorrer o país com ela fazendo parte da banda que a acompanhava. Tony gravou tanto quanto sua irmã, mas nunca alcançou o topo das paradas. 1961 foi um ano muito bom para Tony; ele bateu com 'Você me venceu', um cover de 'You're knocking me out' de Sedaka, 'Querida Susie', um cover de 'Susie darling' de Robin Luke e 'Baby face' que havia sido regravada recentemente por Brenda Lee. 


                                 

Em 1961 e 1962, recebeu o troféu Chico Viola, sendo o segundo junto com sua irmã Celly. Ele viajou nos dois anos seguintes para o Paraguai e o Peru. Parece que o destino reservou algo especial para ele, pois em 1963 - menos de um ano depois de sua irmã se casar e deixar a cena rock - Tony Campello alcançou o topo das paradas com 'Boogie do bebê', um cover de Buzz Clifford's 'Babysitting'. 

Mas em 1964 Tony tentou entrar no boom da música pop italiana, mas sem grande sucesso; diferentemente de alguns anos atrás, as gravações originais da Itália eram mais populares que os covers brasileiros. Os tempos mudaram rapidamente e o público comprador de discos estava interessado em outra coisa. 

A carreira de Tony tornou-se errática depois de 1964. Com a invasão da música italiana, a Odeon pensou que Tony poderia capturar parte desse mercado, mas as traduções não tiveram tanto sucesso como tinham sido até 1963. 

Tony tentou todas as fórmulas e manias de dança sem sucesso. 'Pertinho do mar' foi na verdade um sucesso médio, mas já era um pouco tarde demais. Começou a produzir discos para o selo RCA Victor de artistas como Celly Campello, Os Incríveis, Carlos Gonzaga Chris McClayton (Cristiano) e lançou em disco, entre outros, Deny e Dino, Silvinha e Luis Fabiano. Como produtor e pesquisador de música sertaneja, produziu quase todos os discos de Sérgio Reis desde 1967. 

Em 1974, ganhou o prêmio Rock 74, pela produção do álbum "Rock das Quebradas". Apresentou-se em 1975 na Boate Igrejinha, em São Paulo, onde foram organizados os shows Cuba Libre em Hi-Fi, promovendo o retorno de cantores de sucesso do final dos anos 1950 e início dos anos 1960 (Pré Jovem Guarda), como: Celly Campello, Ronnie Cord, Carlos Gonzaga, George Freedman, Baby Santiago e Dan Rockabilly. 

Também produziu uma série de coletâneas "Luar do Sertão", do selo BMG Ariola (antiga RCA Victor, de 1985). Na década de 90 Campello produziu vários álbuns dos Jet Blacks. Tony ainda se apresenta no interior de São Paulo. 



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