domingo, 21 de abril de 2024

CRONICA - JEFF ST. JOHN | Live (1974)

 

Depois de um excelente álbum em 1971, Joint Effort sob o nome de Jeff St. John Copperwine, o cantor australiano Jeff St. John alcançou uma certa fama que lhe permitiu abrir para Chuck Berry e Bo Diddley durante uma turnê pela Austrália.

No entanto, o sucesso não é tão crescente quanto se esperava. Somam-se a isso os crescentes problemas de saúde de Jeff St. John (ele tem um problema na coluna que exige que ele use uma cadeira de rodas), que às vezes o forçam a deixar seu grupo jogar sem ele. Este último joga a toalha e parte para Londres. Antes disso ele pretende fazer um concerto de despedida em 27 de dezembro de 1973 na Sydney Opera House. Capturado em nome do selo Infinity, servirá de material para um LP sobriamente intitulado Live com a participação de Ron Barry na guitarra, Peter Figures na bateria, Tony Ansell no piano elétrico e órgão além de um certo BJ no baixo sobre o qual não sabemos muito. Porém, quando Jeff St. John apresenta os músicos de uma das faixas ele indica que este BJ é percussionista e que o baixo é fornecido por Tony Ansell. Em suma, é difícil ver claramente.

Composto por 6 músicas, este live oferece um disco de soul rock progressivo onde podemos sentir em grande parte a influência de Stevie Wonder (sem igualá-lo claro) através da voz empenhada de Jeff St. John e do piano eléctrico. Também podemos mencionar o Tráfego.

Abre com “Carruagem de São João” onde o cantor evoca poderosamente a sua deficiência e o seu desejo de viver. Bela introdução que varia os tempos. Começa com uma melodia agradável, sedutora e legal. Depois o ritmo acelera para descer a um clima ligeiramente vaporoso para sair novamente rapidamente. No meio o guitarrista nos presenteia com um solo agradável e bem inspirado. Aí vem um cover do compatriota Richard Clapton que acabou de fazer carreira solo, “(I Wanna Be a) Survivor”. Aqui o quinteto dá uma versão funk mais suave, aguada e jazzística que a original. O órgão traz profundidade enquanto o piano elétrico dá sua cota de notas claras. Sem esperar, o grupo continua com “Teach Me How To Fly” mais galopante, mais exótico através da percussão. O lado A termina com “Levon” de Elton John num registo nostálgico e resignado. Acompanhado apenas pelo majestoso piano elétrico, Jeff St. John está no modo balada gospel, onde coloca seu coração nisso.

Pela segunda equipe Jeff St. John mostrará outra cara por estar mais nervoso. E por uma boa razão com esta abertura, “Jailhouse Rock” de Elvis, com 9 minutos de duração para um ritmo e blues bem entregue, uma oportunidade de improvisação por parte dos músicos, particularmente o piano eléctrico estilo groove, mas especialmente a percussão e tambores para uma viagem tribal. O caso termina com “Children Of The Storm” ultrapassando os 10 minutos para um delírio próximo a Santana.

Não é um disco extraordinário, mas é uma boa audição. Quanto a Jeff St. John, ele ressurgirá em 1978.

Títulos:
1. St. John’s Chariot
2. I Wanna Be A Survivor
3. Teach Me How To Fly
4. Levon
5. Jailhouse Rock
6. Children Of The Storm

Músicos:
Jeff St. John: Vocais
Ron Barry: Guitarra
Peter Figuras: Bateria
Tony Ansell: Teclados
BJ: Baixo

Produzido por: John Sayers, Martin Erdman



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