A nossa gente, o nosso fado
Rodrigo Serrão / Mário Pacheco
Repertório de Kátia GuerreiroQuando o silêncio cai por fim sobre o meu corpo
E um gesto simples ilumina o universo
Toda a loucura que acompanha o meu desgosto
Se faz em nada e desse nada se faz verso
Palavras soltas vão ganhando firmamento
Ideias loucas se desprendem como vagas
Toda a revolta que de nós era alimento
Se faz ausente e eu estou só com as palavras
E os versos crescem pelas longas melodias
E a dor que farta fica assim de mim despida
E nas palavras em que eu canto o novo dia
Encontro o sal que mata a fome à própria vida
E no momento em que as palavras resgatadas
P'la minha voz saem do corpo já cansado
Levanto os olhos e descubro em meu caminho
Toda esta gente, e em cada um o nosso fado
E um gesto simples ilumina o universo
Toda a loucura que acompanha o meu desgosto
Se faz em nada e desse nada se faz verso
Palavras soltas vão ganhando firmamento
Ideias loucas se desprendem como vagas
Toda a revolta que de nós era alimento
Se faz ausente e eu estou só com as palavras
E os versos crescem pelas longas melodias
E a dor que farta fica assim de mim despida
E nas palavras em que eu canto o novo dia
Encontro o sal que mata a fome à própria vida
E no momento em que as palavras resgatadas
P'la minha voz saem do corpo já cansado
Levanto os olhos e descubro em meu caminho
Toda esta gente, e em cada um o nosso fado
A nossa guerra
Letra e musica de Jorge Fernando
Repertório do autor
Roça-me a saudade aquém de mim
Como nuvens rasas sobre a terra
E a minha alma triste olha por fim
Fizemos deste amor a nossa guerra
Não há paz nos nossos corações
Nem sinais de tréguas sobre a cama
Nenhum cede ao outro e as razões
São velas gastas quase já sem chama
Sei que este meu pranto há-de secar
Que as lágrimas por mim serão esquecidas
E que a minha alma um dia há-de se dar
A quem fizer da sua as nossas vidas
Dou-me ao meu cansaço, roda-me no peito
Um soluço intenso que não sai
Falta-me o teu braço, onde eu fiz meu leito
E a saudade imensa se vai
Repertório do autor
Roça-me a saudade aquém de mim
Como nuvens rasas sobre a terra
E a minha alma triste olha por fim
Fizemos deste amor a nossa guerra
Não há paz nos nossos corações
Nem sinais de tréguas sobre a cama
Nenhum cede ao outro e as razões
São velas gastas quase já sem chama
Sei que este meu pranto há-de secar
Que as lágrimas por mim serão esquecidas
E que a minha alma um dia há-de se dar
A quem fizer da sua as nossas vidas
Dou-me ao meu cansaço, roda-me no peito
Um soluço intenso que não sai
Falta-me o teu braço, onde eu fiz meu leito
E a saudade imensa se vai
A nossa lua
Mário Raínho / Rão Kiao
Repertório de Cláudia Leal
Deita-se a lua no céu
Só pra nos puder ‘spreitar
Como é o amor meu e teu
Quer a lua adivinhar
Se nos sabemos amar
E vai descendo até nós
E da janela faz seu leito
E como não nos deixa sós
No teu escondo o meu peito
Minguante…
Quarto tão crescente
Passa a noite e a madrugada
O nosso amor se agiganta
Fica a lua tão corada
Mas d'ali não se levanta
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