Heavy psych underground dos anos 70 com ótima guitarra fuzz. Às vezes intenso e escuro; filosófico e até mesmo trazendo alguns elementos divertidos de rock pop. Um bom álbum para abrir umas cervejas e curtir no estilo Sabbath. O lado dois é definitivamente o lado cru e pesado
Muito bom rock pesado/psych de garagem da Flórida. Boas guitarras fuzz e alguns momentos boogie. Uma mistura de Grand Funk Railroad, Wildfire, Sir Lord Baltimore e Stone Garden.
Uma raridade ultra proto-metal que arrasa!
1971: Quando o rock virou maldição com Damnation
O rock do início dos anos 1970 não era mais a criatura despreocupada e colorida que havia sido no final dos anos 1960. A psicodelia estava escurecendo, o som se tornando mais denso, mais pesado, mais introspectivo. A distorção deixou de ser apenas um recurso para se tornar uma arma, e nesse turbilhão de mudanças surgiram bandas dispostas a ultrapassar os limites do que era estabelecido. Em algum lugar na Flórida, longe dos holofotes das grandes cenas da época, o Bolder Damn surgiu como uma daquelas bandas cult destinadas a brilhar nas sombras. Sem grandes gravadoras ou promoções estridentes, esses caras destilaram fúria, energia e crueza devastadora em um único álbum: Damnation (1971). Eles não tinham o apoio de uma grande indústria, mas compensavam isso com atitude, força e um som proto-doom que estava à frente de seu tempo. Com influências óbvias de Black Sabbath e Grand Funk Railroad, mas com uma vibração própria, este álbum é um artefato incendiário do underground. É um álbum construído com suor e eletricidade, um grito de guerra em tempos de mudança. Bolder Damn não tentou agradar, mas sim chocar, e cara, eles conseguiram. Agora, mais de 50 anos depois, continua sendo uma joia sombria que merece ser ouvida com o volume no máximo.
Um Grito do Subterrâneo
Vou ser direto com você: NÃO VOU FALAR SOBRE A BANDA . Esse não é meu objetivo e não quero encher vocês com dados e todas essas bobagens. Para isso, existem blogs e páginas especializadas nesses assuntos. Porém… gulp, vou me contradizer um pouco, porque é sempre bom deixar 1 ou 2 pontos para você ter uma ideia da performance deles e do que vai ouvir (nada de biografias, fique tranquilo). Então aqui estão quatro coisas simples e concretas:
O álbum é interessante, divertido e carregado de influências do Black Sabbath e do Grand Funk Railroad. No entanto, devo admitir que há algumas faixas em que a energia cai um pouco. MAS CUIDADO: a experiência ainda é muito gratificante. É uma obra que consegue... bem, melhor deixar minhas impressões nesta resenha. Obrigado e até breve.
Impressões pessoais: Denso, Sombrio e Apocalíptico
Mourning é um álbum que dá tudo de si. Apesar de ter sido produzido sob condições e pressão limitadas, o álbum está repleto de personalidade, energia e poder — três pilares essenciais de qualquer grande disco. A performance da banda (como mencionei na "pseudo-introdução") consegue capturar um rock denso, com flashes ácidos e uma atmosfera sombria, com ecos de proto-doom que se alinham com o som futuro do stoner rock (preste atenção nas cordas). O som deles é profundo e, embora tenha traços de Grand Funk Railroad e Black Sabbath, não é uma cópia grosseira. É uma fusão com identidade própria. Por um lado, a base rítmica lembra Grand Funk em faixas como "BRTCD" , enquanto "Dead Meat" emana aquela vibração pesada e sombria do Sabbath. Esses riffs densos, pesados e afiados causam um impacto tremendo, com mudanças de ritmo bem executadas, arranjos sólidos e uma versatilidade que mantém o álbum vibrante. Outro ponto que reforça sua essência proto-doom é a estética geral do álbum: a capa, o clima dark e a teatralidade de seus shows (digna do shock rock). No final das contas, Damnation é um álbum denso e sombrio e uma verdadeira joia underground. Até mais.
01.B.R.T.C.D.02.Got That Feeling03.Monday Mourning04.Rock On05.Find a Way06.Breakthrough07.Dead Meat
Muito bom rock pesado/psych de garagem da Flórida. Boas guitarras fuzz e alguns momentos boogie. Uma mistura de Grand Funk Railroad, Wildfire, Sir Lord Baltimore e Stone Garden.
Uma raridade ultra proto-metal que arrasa!
1971: Quando o rock virou maldição com Damnation
O rock do início dos anos 1970 não era mais a criatura despreocupada e colorida que havia sido no final dos anos 1960. A psicodelia estava escurecendo, o som se tornando mais denso, mais pesado, mais introspectivo. A distorção deixou de ser apenas um recurso para se tornar uma arma, e nesse turbilhão de mudanças surgiram bandas dispostas a ultrapassar os limites do que era estabelecido. Em algum lugar na Flórida, longe dos holofotes das grandes cenas da época, o Bolder Damn surgiu como uma daquelas bandas cult destinadas a brilhar nas sombras. Sem grandes gravadoras ou promoções estridentes, esses caras destilaram fúria, energia e crueza devastadora em um único álbum: Damnation (1971). Eles não tinham o apoio de uma grande indústria, mas compensavam isso com atitude, força e um som proto-doom que estava à frente de seu tempo. Com influências óbvias de Black Sabbath e Grand Funk Railroad, mas com uma vibração própria, este álbum é um artefato incendiário do underground. É um álbum construído com suor e eletricidade, um grito de guerra em tempos de mudança. Bolder Damn não tentou agradar, mas sim chocar, e cara, eles conseguiram. Agora, mais de 50 anos depois, continua sendo uma joia sombria que merece ser ouvida com o volume no máximo.
Um Grito do Subterrâneo
Vou ser direto com você: NÃO VOU FALAR SOBRE A BANDA . Esse não é meu objetivo e não quero encher vocês com dados e todas essas bobagens. Para isso, existem blogs e páginas especializadas nesses assuntos. Porém… gulp, vou me contradizer um pouco, porque é sempre bom deixar 1 ou 2 pontos para você ter uma ideia da performance deles e do que vai ouvir (nada de biografias, fique tranquilo). Então aqui estão quatro coisas simples e concretas:
O álbum é interessante, divertido e carregado de influências do Black Sabbath e do Grand Funk Railroad. No entanto, devo admitir que há algumas faixas em que a energia cai um pouco. MAS CUIDADO: a experiência ainda é muito gratificante. É uma obra que consegue... bem, melhor deixar minhas impressões nesta resenha. Obrigado e até breve.
Impressões pessoais: Denso, Sombrio e Apocalíptico
Mourning é um álbum que dá tudo de si. Apesar de ter sido produzido sob condições e pressão limitadas, o álbum está repleto de personalidade, energia e poder — três pilares essenciais de qualquer grande disco. A performance da banda (como mencionei na "pseudo-introdução") consegue capturar um rock denso, com flashes ácidos e uma atmosfera sombria, com ecos de proto-doom que se alinham com o som futuro do stoner rock (preste atenção nas cordas). O som deles é profundo e, embora tenha traços de Grand Funk Railroad e Black Sabbath, não é uma cópia grosseira. É uma fusão com identidade própria. Por um lado, a base rítmica lembra Grand Funk em faixas como "BRTCD" , enquanto "Dead Meat" emana aquela vibração pesada e sombria do Sabbath. Esses riffs densos, pesados e afiados causam um impacto tremendo, com mudanças de ritmo bem executadas, arranjos sólidos e uma versatilidade que mantém o álbum vibrante. Outro ponto que reforça sua essência proto-doom é a estética geral do álbum: a capa, o clima dark e a teatralidade de seus shows (digna do shock rock). No final das contas, Damnation é um álbum denso e sombrio e uma verdadeira joia underground. Até mais.
CODIGO: F-49

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