sexta-feira, 23 de maio de 2025

Kvartetten Som Sprangde - Kattvals

 




Acredito que não há baixista nesta banda e que "Fred Hellman" do Hammond está tocando baixo em alguns lugares. o que é bastante surpreendente.
Mesmo assim, esta é uma ótima fusão que soa como Santana! Eu quero mais e gravações ao vivo!!! traga-os para fora! fico triste quando vejo grandes bandas com apenas um álbum

Álbum raríssimo do obscuro selo Gump. Rock instrumental com muita guitarra e um órgão Hammond vibrante, soa como o Santana antigo com um pouco de folk sueco. Ótimo álbum com uma bela capa!

Em algum lugar no mapa, longe da agitação ácida de Londres e dos sonhos molhados de São Francisco, algo começava a sussurrar sob as neves eternas do Norte.

Além do Culto: Kattvals e uma Valsa da Meia-Noite para Almas Inquietas

Suécia, 1973. Uma época em que o rock progressivo já havia espalhado suas raízes por grande parte da Europa, misturando-se à música nativa, inspirando-se no jazz, no folk e no espírito rebelde da terra. Enquanto o resto do mundo dançava ao som das explosões do hard rock ou se perdia nos labirintos intermináveis ​​da música sinfônica britânica, em Estocolmo, um grupo de músicos visionários decidiu se aventurar com sua própria linguagem: Kvartetten Som Sprängde. Seu nome, que pode ser traduzido como algo como "O Quarteto que Explodiu" , já era uma declaração de intenções: quebrar esquemas, explodir formas, libertar a música de estruturas convencionais.

Kattvals —a valsa do gato—nasceu dessa necessidade febril de experimentar, de misturar o refinado com o selvagem. Um álbum que não se contenta em seguir apenas os caminhos da música progressiva clássica: aqui você pode sentir o cheiro da umidade das florestas nórdicas, do folclore popular distorcido, do free jazz e da eletricidade indomável. É uma valsa, sim, mas dançada por um gato selvagem no telhado de um mundo em chamas lentamente. Isolados, mas atentos, os Kvartetten Som Sprängde representam esse outro lado da música progressiva: aquele que não busca deslumbrar com grandiloquência, mas sim encantar com sutileza, com estranheza, do canto menos iluminado da festa. Aqui não há frescuras, nem grandes coros, nem épicos mitológicos: o que há é alma, risco e um amor absoluto pelo som.

Em 1973, enquanto o Pink Floyd viajava pelo lado oculto da lua e o King Crimson moldava reinos de pesadelo, o Kvartetten Som Sprängde silenciosamente desenhou seu próprio mapa secreto. Kattvals é um desses álbuns que são sussurrados entre os apreciadores, como alguém passando a chave de um jardim escondido de mão em mão. 

Kattvals: Jazz nórdico para espíritos inquietos

Em um ano em que os rádios berram com o uivo das guitarras e os teclados se elevam como catedrais de som, há aqueles que preferem trilhar os caminhos menos percorridos. Das terras frias da Suécia vem Kvartetten Som Sprängde, um nome que soa como um feitiço viking pronto para destruir qualquer noção preconcebida. Sua única obra, Kattvals (A Valsa do Gato), é uma joia finíssima do underground europeu, uma gema polida sob as brumas escandinavas que hoje colocamos sob a lupa... e sob a agulha.

Esta obra é, em poucas palavras, uma carícia elétrica: elegante, fina, melódica e com muito swing. Mas cuidado, caro leitor, nem tudo é veludo: há uma vibração eclética por dentro que serpenteia pelos estilos como um gato curioso, deixando para trás traços de psicodelia ácida, progressivo contido e um aroma distinto de jazz nórdico — sim, soa legal e é ainda mais legal para o ouvido. Alguns insiders, do tipo que usa óculos grossos e tem opinião sobre tudo em bares, classificaram o movimento como "Crossover Prog". Será? "Há um longo caminho entre dizer e fazer", e honestamente, o que se encontra aqui vai além dos rótulos: Kattvals parece uma mistura de jazz-rock, acid instrumental rock, hard prog suave e folclore do norte da Europa, que se insinua como um sussurro de runas antigas entre as melodias.

Músicas como "Andesamba" ou "Kattvals" são verdadeiras viagens, passagens onde a fusão não parece forçada, mas sim como um rio que flui naturalmente, levando você em sua correnteza sem pedir permissão ou dar explicações A performance do quarteto é de primeira: séria, dedicada e com uma vibração brutalmente revigorante. Eles se sentem revigorados, livres e, ao mesmo tempo, profundamente conscientes da alquimia que estão criando. Kvartetten Som Sprängde não apenas toca: ele constrói atmosferas, sugere paisagens, convida ao transe. Kattvals é um álbum sem pontos baixos, uma jornada onde cada faixa representa um estágio diferente, uma paisagem sonora distinta nessa curiosa jornada nórdica. Não há truques ou artifícios aqui: apenas música sincera, música que respira.  Para aqueles que gostam de buscar refúgios sonoros longe da multidão enlouquecida, esta joia não representa apenas um exemplo sublime da música progressiva escandinava: é um hino para as almas que ainda acreditam no poder purificador do som.

Minhas impressões, ao longo dos anos, só se tornaram mais fortes: Kattvals não apenas refresca a alma, como também a ilumina, a expande, a levanta dos escombros da rotina diária. Um álbum que transcende o culto e atinge as mais altas montanhas da imortalidade progressiva. Pode parecer exagero, eu sei... mas é isso que é a magia quando é real.

01. Andesamba
02. På en sten
03. Gånglåt från Valhallavägen
04. Kattvals
05. The Sudden Grace
06. Vågspel

CÓDIGO:  D-4

MUSICA&SOM ☝







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