Ao se falar em Bad Company, para a grande maioria vem à mente Paul Rodgers, com sua incrível voz e grande carisma, que o torna um dos maiores vocalistas da história do rock, sem falar nos ótimos discos que ele lançou com o grupo, como o espetacular "Straight Shooter". E devido a esse grande trabalho muitos torcem o nariz para Brian Howe, cuja a fase à frente do grupo foi muito mais direcionada para o AOR dos anos 80. Mas ao fazerem isso, não sabem o que estão perdendo, pois além de deixarem de apreciar um dos grandes vocalistas que o AOR apresentou, ainda perdem a chance de conhecerem discos cativantes, em que a banda desfilava uma roupagem diferente, mas ainda assim de extrema qualidade.
E um belo exemplo é o ótimo "Holy Water", lançado em 1990 e que colocou o grupo novamente em evidência perante público e crítica da época, algo que eles não tinham usufruído desde a volta do grupo com o o lançamento de "Fame and Fortune". Apesar de o relacionamento entre Howe e a dupla Ralphs/Kirke não ser dos melhores naquele momento, tanto eles viajarem separados durante a turnê do disco "Dangerous Age", a pressão da gravadora para um lançamento de um novo registro foi mais forte, e esta acabou funcionando. E tome disco de platina, com mais de um milhão de cópias vendidas e uma boa execução de vários singles nas rádios de AOR da época.
Toda a boa recepção na época não foi à toa na época, pois temos realmente em mãos um disco perfeito para quem é chegado em AOR. Howe canta demais e é o grande destaque, ficando claro que é dele o crédito para que a banda conseguisse disputar o concorrido mercado da época com bandas muito mais jovens, com todo seu talento para criar melodias vocais que casassem perfeitamente com o clima da época. Mick Ralphs mostra uma capacidade de adaptação incrível e se mostra ser um dos daqueles músicos que ao invés de querer promoção pessoal tocando milhões de notas por segundo em solos mirabolantes, trabalha para que a música funcione e para mim está na lista de músicos mais injustiçados do rock, pois pouco se fala sobre ele. A cozinha, aqui composta por Simon Kirke e Felix Krish segura muito bem as pontas e trabalha redondinha.
"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.
O riff inicial de "Fearless" lembra muito o de "Coming Of Age" do supergrupo Damn Yankees, e temos um hard animado e festeiro, com um solo certeiro de Ralphs e que deixa a canção ainda mais festiva. A semibalada "Boys Cry Tough" é onde mais um vez Howe tem para desfilar seu vozeirão, e onde Ralphs cria ótimas bases, seja no violão ou na guitarra. Mais uma vez a flerte com a fase sententista vem das guitarras de Ralphs em "Never Too Late" em mais uma grande canção, assim como em "I Can't Live Without" que poderia estar muito bem em qualquer registro da fase Rodgers do grupo. "100 Miles" encerra o trabalho com Simon Kirke assumindo os vocais em uma canção acústica, em que a performance vocal dele é legal e divertida, assim como o seu trabalho durante todo o registro, que foi corretíssimo.
Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.
1.Holy Water
2.Walk Through Fire
3.Stranger Stranger
4.If You Needed Somebody
5.Fearless
6.Lay Your Love on Me
7.Boys Cry Tough
8.With You in a Heartbeat
9.I Don't Care
10.Never Too Late
11.Dead of the Night
12.I Can't Live Without You
13.100 Miles
Brian Howe - Vocal
Mick Ralphs - Guitarra
Felix Krish - Baixo
Simon Kirke - Bateria, vocal, guitarra acústica
Ao se falar em Bad Company, para a grande maioria vem à mente Paul Rodgers, com sua incrível voz e grande carisma, que o torna um dos maiores vocalistas da história do rock, sem falar nos ótimos discos que ele lançou com o grupo, como o espetacular "Straight Shooter". E devido a esse grande trabalho muitos torcem o nariz para Brian Howe, cuja a fase à frente do grupo foi muito mais direcionada para o AOR dos anos 80. Mas ao fazerem isso, não sabem o que estão perdendo, pois além de deixarem de apreciar um dos grandes vocalistas que o AOR apresentou, ainda perdem a chance de conhecerem discos cativantes, em que a banda desfilava uma roupagem diferente, mas ainda assim de extrema qualidade.
E um belo exemplo é o ótimo "Holy Water", lançado em 1990 e que colocou o grupo novamente em evidência perante público e crítica da época, algo que eles não tinham usufruído desde a volta do grupo com o o lançamento de "Fame and Fortune". Apesar de o relacionamento entre Howe e a dupla Ralphs/Kirke não ser dos melhores naquele momento, tanto eles viajarem separados durante a turnê do disco "Dangerous Age", a pressão da gravadora para um lançamento de um novo registro foi mais forte, e esta acabou funcionando. E tome disco de platina, com mais de um milhão de cópias vendidas e uma boa execução de vários singles nas rádios de AOR da época.
Toda a boa recepção na época não foi à toa na época, pois temos realmente em mãos um disco perfeito para quem é chegado em AOR. Howe canta demais e é o grande destaque, ficando claro que é dele o crédito para que a banda conseguisse disputar o concorrido mercado da época com bandas muito mais jovens, com todo seu talento para criar melodias vocais que casassem perfeitamente com o clima da época. Mick Ralphs mostra uma capacidade de adaptação incrível e se mostra ser um dos daqueles músicos que ao invés de querer promoção pessoal tocando milhões de notas por segundo em solos mirabolantes, trabalha para que a música funcione e para mim está na lista de músicos mais injustiçados do rock, pois pouco se fala sobre ele. A cozinha, aqui composta por Simon Kirke e Felix Krish segura muito bem as pontas e trabalha redondinha.
"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.
"Holy Water" inicia os trabalhos com uma levada que remete a fase setentista do grupo, principalmente na guitarra de Ralphs e possui um refrão feito para ser cantada em uníssono em uma arena lotada e acaba sendo o ponto forte da canção. "Walk Through Fire" e seu climão oitentista e animado é deveras linda e é uma das canções que mais gosto de escutar, pois a sensação ao escutar a mesma é indescritível, som perfeito no melhor estilo sessão da tarde. A baladaça "If You Needed Somebody" foi o maior sucesso dessa fase do grupo e a música pela qual tive acesso ao trabalho deles. Sério, o desempenho de Howe nessa faixa é impressionante e sua melodia a transforma em uma das maiores power ballads desse período, sendo impossível não querer acender um isqueiro durante sua execução.
O riff inicial de "Fearless" lembra muito o de "Coming Of Age" do supergrupo Damn Yankees, e temos um hard animado e festeiro, com um solo certeiro de Ralphs e que deixa a canção ainda mais festiva. A semibalada "Boys Cry Tough" é onde mais um vez Howe tem para desfilar seu vozeirão, e onde Ralphs cria ótimas bases, seja no violão ou na guitarra. Mais uma vez a flerte com a fase sententista vem das guitarras de Ralphs em "Never Too Late" em mais uma grande canção, assim como em "I Can't Live Without" que poderia estar muito bem em qualquer registro da fase Rodgers do grupo. "100 Miles" encerra o trabalho com Simon Kirke assumindo os vocais em uma canção acústica, em que a performance vocal dele é legal e divertida, assim como o seu trabalho durante todo o registro, que foi corretíssimo.
Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.
Um disco mais que recomendado para quem curte AOR bem feito, ainda mais por grandes músicos que fizeram história nos anos 70 e um vocalista que nasceu para o estilo. Se você gosta do cheiro de naftalina e se amarrava nas "altas aventuras dessa turminha do barulho", pode se arriscar sem medo de errar. Grande trabalho que eles repetiriam posteriormente em "Here Comes Trouble", que posteriormente aparecerá por aqui.
1.Holy Water
2.Walk Through Fire
3.Stranger Stranger
4.If You Needed Somebody
5.Fearless
6.Lay Your Love on Me
7.Boys Cry Tough
8.With You in a Heartbeat
9.I Don't Care
10.Never Too Late
11.Dead of the Night
12.I Can't Live Without You
13.100 Miles
Brian Howe - Vocal
Mick Ralphs - Guitarra
Felix Krish - Baixo
Simon Kirke - Bateria, vocal, guitarra acústica

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