Há 47 anos, em 10 de novembro de 1978, The Clash lançava Give 'Em Enough Rope, segundo álbum de estúdio da banda britânica.
No fim da década de 1970, a Inglaterra viu um aumento nos ataques racistas e um crescimento no apoio à Frente Nacional de extrema-direita. A resposta ocorreu através do Rock Against Racism, uma campanha formada por diversos artistas punk, da new wave e reggae como uma forma de desencorajar os jovens a adotar tal ideologia, com o Clash lançando o single "(White Man) In Hammersmith Palais", que rapidamente se tornou um hino no movimento.
A banda, então, pretendia incluir "White Man" no seu segundo álbum de estúdio, mas, antes das sessões iniciarem, a gravadora CBS solicitou que adotassem um som mais limpo do que seu antecessor para atingir o público americano, com Sandy Pearlman, conhecido por seu trabalho com o Blue Öyster Cult, foi contratado para produzir o disco. De acordo com a banda, o modo como a gravação foi conduzida arruinou qualquer espontaneidade por parte do Clash, mas não impediu que o grupo incorporasse novos sons ao punk que os tornaram conhecidos. O baterista Topper Headon estreou em seu primiro álbum junto à banda.
Musicalmente, Give 'Em Enough Rope, como foi intitulado o segundo álbum, apresenta elementos de reggae, aproximando o grupo da new wave, e a maioria das faixas, como no álbum anterior, foram escritas pelos guitarristas Joe Strummer e Mick Jones, com exceção de "English Civil War" (uma reformulação da tradicional canção folk americana "When Johnny Comes Marching Home") e "Guns On The Roof", que é creditado a todos os quatro membros da banda, sendo Headon, Jones, Strummer e o baixista Paul Simonon. Jones assume os vocais sozinho em "Stay Free", enquanto "Tommy Gun" e "English Civil War" foram lançadas como singles; "(White Man) In Hammersmith Palais" acabou não sendo incluída no disco.
Give 'Em Enough Rope foi lançado pela CBS no Reino Unido e pela Epic nos Estados Unidos, sendo o primeiro álbum da banda lançado no país americano. A obra também foi bem-recebida pelos fãs e pela crítica, chegando ao #2 nas paradas do Reino Unido e ao #128 nos Estados Unidos.

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