
(Super) Projeto envolvendo integrantes do Soulfly, Mastodon, The Dillinger Escape Plan e The Mars Volta (respectivamente Max Cavalera, Troy Sanders, Greg Puciato e Dave Elitch), o Killer Be Killed lançou o seu disco de estreia em 9 de maio pela Nuclear Blast. Musicalmente, trata-se da união das principais características das bandas principais de Max, Troy e Greg, ou seja, um amálgama entre Soulfly (e algumas pitadas do som clássico do Sepultura dos anos 1990), Mastodon e The Dillinger Escape Plan.
A princípio, e apenas aparentemente, indigesta, essa junção de elementos distintos faz surgir um som poderoso e cativante. Pródigo em riffs e melodias - além de agressividade e peso -, o debut do Killer Be Killed caminha entre o groove e o thrash metal, com algumas pitadas de hardcore e punk espalhadas aqui e ali. O resultado é uma música não apenas poderosa, mas também em total alinhamento com o principal mercado ao qual o trabalho se destina: os Estados Unidos.
Os vocais são divididos entre Max Cavalera, Troy Sanders e Greg Puciato, em um ataque constante e ininterrupto que se renova a cada segundo. Nesse aspecto, a bela voz de Sanders se destaca das demais, principalmente por ser a protagonista das passagens mais melódicas. Max olha muito mais para seu passado no Sepultura do que para o Soulfly - seguindo o que tem feito nos últimos discos do segundo, como foi possível perceber no excelente Enslaved (2012). Por essa razão, o poderoso thrash groove que a banda deu ao mundo em álbuns hoje clássicos como Chaos AD . (1993) ressurge alinhado com a realidade atual, devidamente turbinado pelas forças criativas de Sanders e Puciato.
É fácil perceber, por essa razão, o quanto o Sepultura foi influente e mudou o rumo do metal nos anos 1990, ao lado de outro grupo também inovador e bastante popular no período: o Pantera. Assim, há espalhados pelo disco alguns exemplos de como poderia soar, por exemplo, uma hipotética e utópica junção de forças entre Mastodon e Machine Head, duas das bandas mais importantes do metal atual. Isso se dá com o groove aditivado pelo experimentalismo, pela inquietude embalada pelo peso. E, quando nos damos conta, percebemos de novo e mais uma vez o quanto o papel de Max e do Sepultura/Soulfly foi fundamental na história da música pesada.
No auge de seus poderes, Sanders e Puciato trazem para o projeto a inventividade e a cara do metal dos anos 2000, formando um conjunto de forças que não faz feio quando comparado aos grupos principais do quarteto.
Produzido por Josh Wilbur e apresentando onze faixas, Killer Be Killed, o disco, é uma das boas surpresas de 2014. Com faixas empolgantes como “Wings of Feather and Wax”, “Face Down”, “Curb Crusher”, “IED”, “Dust Into Darkness” e “Twelve Labors”, garante uma audição muito prazerosa. Consistente e inspirador, o disco de estreia do Killer Be Killed é a convergência perfeita das influências de seus integrantes.
Um dos melhores do ano, até agora.
Faixas:
1 Wings of Feather and Wax
2 Face Down
3 Melting of My Marrow
4 Snakes of Jehovah
5 Curb Crusher
6 Save the Robots
7 Fire to Your Flag
8 IED
9 Dust Into Darkness
10 Twelve Labors
11 Forbidden Fire
A princípio, e apenas aparentemente, indigesta, essa junção de elementos distintos faz surgir um som poderoso e cativante. Pródigo em riffs e melodias - além de agressividade e peso -, o debut do Killer Be Killed caminha entre o groove e o thrash metal, com algumas pitadas de hardcore e punk espalhadas aqui e ali. O resultado é uma música não apenas poderosa, mas também em total alinhamento com o principal mercado ao qual o trabalho se destina: os Estados Unidos.
Os vocais são divididos entre Max Cavalera, Troy Sanders e Greg Puciato, em um ataque constante e ininterrupto que se renova a cada segundo. Nesse aspecto, a bela voz de Sanders se destaca das demais, principalmente por ser a protagonista das passagens mais melódicas. Max olha muito mais para seu passado no Sepultura do que para o Soulfly - seguindo o que tem feito nos últimos discos do segundo, como foi possível perceber no excelente Enslaved (2012). Por essa razão, o poderoso thrash groove que a banda deu ao mundo em álbuns hoje clássicos como Chaos AD . (1993) ressurge alinhado com a realidade atual, devidamente turbinado pelas forças criativas de Sanders e Puciato.
É fácil perceber, por essa razão, o quanto o Sepultura foi influente e mudou o rumo do metal nos anos 1990, ao lado de outro grupo também inovador e bastante popular no período: o Pantera. Assim, há espalhados pelo disco alguns exemplos de como poderia soar, por exemplo, uma hipotética e utópica junção de forças entre Mastodon e Machine Head, duas das bandas mais importantes do metal atual. Isso se dá com o groove aditivado pelo experimentalismo, pela inquietude embalada pelo peso. E, quando nos damos conta, percebemos de novo e mais uma vez o quanto o papel de Max e do Sepultura/Soulfly foi fundamental na história da música pesada.
No auge de seus poderes, Sanders e Puciato trazem para o projeto a inventividade e a cara do metal dos anos 2000, formando um conjunto de forças que não faz feio quando comparado aos grupos principais do quarteto.
Produzido por Josh Wilbur e apresentando onze faixas, Killer Be Killed, o disco, é uma das boas surpresas de 2014. Com faixas empolgantes como “Wings of Feather and Wax”, “Face Down”, “Curb Crusher”, “IED”, “Dust Into Darkness” e “Twelve Labors”, garante uma audição muito prazerosa. Consistente e inspirador, o disco de estreia do Killer Be Killed é a convergência perfeita das influências de seus integrantes.
Um dos melhores do ano, até agora.
Faixas:
1 Wings of Feather and Wax
2 Face Down
3 Melting of My Marrow
4 Snakes of Jehovah
5 Curb Crusher
6 Save the Robots
7 Fire to Your Flag
8 IED
9 Dust Into Darkness
10 Twelve Labors
11 Forbidden Fire
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