
Sagrado Coração da Terra, uma banda brasileira de rock progressivo sinfônico. "A Leste do Sol, Oeste da Lua" é o título do álbum de 2000, um dos trabalhos mais marcantes do projeto liderado pelo renomado violinista Marcus Viana. Para quem não os conhece, o grupo apresenta uma fusão de rock progressivo e música clássica, com elaborados arranjos sinfônicos e uma instrumentação variada, incluindo teclados, guitarras, violinos, flautas e percussão. As composições do álbum são ricas em texturas e emoções, com momentos intensos e passagens mais tranquilas. Uma das bandas progressivas mais importantes do Brasil, este quinto álbum inclui uma canção baseada em uma faixa de Caetano Veloso chamada "Terra". Conta também com a participação de ex-integrantes e convidados como André Matos, recém-saído do Angra na época, e membros de bandas de rock progressivo como Dogma e Saecula Saeculorum. Resumindo, um álbum altamente recomendado .
Álbum: A Leste Do Sol Oeste Da Lua
Ano: 2000
Gênero: Rock Sinfônico
Duração: 60:10
Nacionalidade: Brasil

Este álbum é cantado principalmente em português, felizmente. Como sempre, o som do Sagrado Coração ostenta uma bela instrumentação: violinos, teclados, guitarras e vocais criam uma atmosfera muito íntima e doce. Este álbum não é exceção, embora tenha algumas características que o diferenciam ligeiramente de seus outros trabalhos: um projeto diferente, elaborado com instrumentos eletroacústicos e herdeiro de uma forte tradição erudita, a música desta banda evoca atmosferas barrocas e é uma viagem através do tempo e do espaço até as origens e o futuro de toda a experiência musical humana.
Boas adaptações como "Madame Butterfly" ou "Clair de Lune" acrescentam ainda mais atmosfera onírica a um álbum que segue a linha de faixas clássicas escolhidas por seu líder, Marcus Viana .
O Sagrado produziu, em meados dos anos 80 e 90, algumas das músicas mais belas da cena progressiva, graças à contribuição do talentoso violinista e vocalista Marcus Viana. Este último tem formação clássica, o que explica a forte conexão com a música clássica em suas composições para o Sagrado: "Toccata", do segundo álbum "Flecha", é tocada inteiramente em órgão de igreja e é uma homenagem a Bach. Aqui, Marcus presta tributo a três compositores: Puccini com "Madame Butterfly", Bach com "Allegro" (uma composição para piano) e Debussy com "Clair de Lune" (uma peça clássica à qual ele adicionou letra). Além dessas homenagens clássicas, há também peças com uma pegada progressiva que proporcionam puro prazer ao ouvinte. Na segunda faixa, "Ovniana", a influência do YES é evidente, especialmente nas partes de teclado (uma boa comparação seria com "Wounderous Story" ou "Turn of the Century"). "Bem-aventurados" é uma mini-suíte, com um violão abrindo a faixa (no estilo de Paco Lucia ou outros violonistas espanhóis), seguido por um rock sinfônico leve com uma ótima performance de André Matos (vocalista original do Angra) nos vocais. "Firecircle" é outra música progressiva com vocais fantásticos, com Marcus acompanhado por Vanessa Falabella, cuja voz é sublime. Vanessa também contribui com sua voz em "Maya", faixa na qual Marcus toca todos os instrumentos, incluindo samples de percussão. No geral, "A leste..." é um dos melhores álbuns do Sagrado, se não o melhor, e vale muito a pena conferir para todos que gostam de prog sinfônico melódico com ótimos vocais. Continuem arrasando no prog, Marcus e Sagrado!Lucas
Tenho acompanhado o trabalho do SAGRADO desde meados dos anos 80 e sempre gostei do que ouvi, embora só tenha tido a oportunidade de ouvir um álbum completo quando "A Leste do Sol, Oeste da Lua" chegou à minha mesa, ou melhor, ao meu leitor de CD. É o tipo de álbum capaz de preencher o coração e a alma, e me deixa um pouco orgulhoso pela alta qualidade da música progressiva que conseguimos produzir aqui no Brasil. Também tenho pouco a acrescentar sobre a proficiência musical de Marcus Viana, os vocais impecáveis de Bauxita e a performance da banda e a produção do álbum em geral; tudo é facilmente percebido ao ouvir essa preciosidade – vá em frente e compre, siga meu conselho. Para quem não domina a língua portuguesa, é preciso dizer que esta obra é claramente conceitual, feita na virada do século, com expectativas muito positivas para o novo milênio, embora um tanto amargas.Atkingani
A faixa de abertura, que dá nome ao álbum, é uma canção agradável, repleta de toques neo-progressivos e com uma ótima letra (em português), um hino de amor ao país que compartilhamos, o Brasil – o sonho supremo do Homem: "Conheço um lugar ao norte do Cruzeiro do Sul, à direita daquela estrela azul, a leste do Sol, a oeste da Lua, onde guitarras e violinos cantam/Saia de casa e venha aqui brincar, nas ruas desta magnífica nação/O nome deste país brilha, o nome pode ser Amor/Quem vai adivinhar o verdadeiro nome desta grande nação?" Maravilhoso! Atinge diretamente o inconsciente coletivo de todos os brasileiros.
'Ovniana' conta uma história de OVNIs e encontros imediatos, finamente emoldurada por violino elétrico, efeitos de sintetizador e guitarras flamencas. 'Madame Butterfly' exibe os vocais luxuosos de André Matos (ANGRA, SHAAMAN), dando um registro pungente à ária 'Un bel di vedremo' da famosa ópera de Puccini. 'Canção dos Viajantes' tem um toque folk agradável e influências notáveis de bandas como O Terço e 14-Bis. 'Allegro' é curta e animada, com um toque de Bach inserido puramente para alegrar.
'Clair de Lune' é a grande surpresa deste trabalho: estonteante! A letra inesperada, cantada na doce língua de Camões, é arrepiante, emocionante e inebriante. Certamente um dos pontos altos do álbum. 'Lágrimas da Mãe do Mundo' é uma melodia sinfônica cativante – o canto e o acompanhamento de piano são ótimos. A letra também é boa. 'Serras Azuis' é uma bela canção no estilo de Milton Nascimento (outra banda que influenciou), seguida por 'Amigos', que também compartilham o mesmo tema.
'Firecircle' é cantada em inglês com aquele sotaque peculiar típico de quando os brasileiros falam a língua de Albion, porém é interessante notar que o coro é em português. O resultado é mediano. 'Maya' é uma das faixas mais fortes do álbum, outra ótima peça progressiva, majestosamente construída. 'Planeta Minas' é uma homenagem simples e curta da banda ao seu estado natal, Minas Gerais. Boas melodias sinfônicas podem ser ouvidas aqui. 'Bem-Aventurados' também é mediana, mas não dispensável.
'Anima Mundi' carrega a clara marca registrada do SAGRADO, misturando melodias folclóricas, sinfônicas e orientais com elementos nativos em uma espécie de canção misteriosa, repleta de referências não facilmente captadas à primeira vista. Os acordes finais desta canção introduzem a magnífica faixa de encerramento, "Terra", um hino ao nosso planeta e também a outro grande artista que influenciou a banda, o compositor e cantor Caetano Veloso, que lançou esta obra épica pela primeira vez em 1978. A versão da banda para esta canção hipnotizante é absolutamente incrível, não devendo nada à gravação original: "Terra, Terra, a mais distante, a navegadora errante, jamais te esquecerei".
Este é verdadeiramente um grande álbum, um dos melhores já feitos no Brasil: revigorante, inspirador, cheio de paixão; uma OBRA-PRIMA, sem dúvida. Nota: 5 estrelas.
Mais um trabalho sólido de Marcus Viana e companhia. Desde Grande Espírito, eles simplificaram ainda mais, compondo menos épicos grandiosos e mais canções simples. O resultado é um álbum que pode ser apreciado desde o primeiro momento, mas que impressiona ainda mais a cada nova audição.Ken Levine
Dizer que as peças mais elaboradas desapareceram do repertório do Sagrado não é totalmente correto, já que "Lágrimas da Mãe Mundo" tem quase 8 minutos e apresenta melodias envolventes características da banda, e a instrumental "Maya" é uma tese de world music executada com perfeição. "Terra" também é uma balada mais complexa, com teclados delicados, vocais e violino.
Peças mais curtas e concisas estão bem representadas, como a faixa-título, e os vocais versáteis de Bauxita brilham na balada ultra melódica "Serras Azuis" e na animada "Canção dos Viajantes", que também apresenta um brilhante jogo de violão e violino. Os vocais em inglês são, como de costume, limitados, mas se integram naturalmente ao som brasileiro suave do Sagrado. Em "Firecircle", vocais femininos cintilantes e mais um solo elegante de Viana criam um clímax antes de se acalmar para os últimos pronunciamentos de Bauxita. Eu simplesmente não sei onde Viana encontra essas cantoras, mas gostaria que ele pudesse exportá-las para o resto do mundo do prog, embora também precisasse exportar um pouco de sua habilidade como compositor e arranjador. Sim, quando ouço Sacred, quero encomendar mais do mesmo. Uma música tão inspiradora, sem nenhum traço de ego. Vários trechos instrumentais curtos estão espalhados por todo o álbum e não são meros preenchimentos.
Embora este último trabalho de estúdio do Sagrado seja tão digno quanto esperamos deles, não posso dar 5 estrelas completas porque, embora pareça uma coleção de músicas bem tecida, falta aquela continuidade total que associo a obras-primas inquestionáveis. Ainda assim, um trabalho maravilhoso que parece vir do leste da lua e do oeste do sol, ou algo parecido.
Pode ser um bom ponto de partida para conhecer a música deles, mesmo que o primeiro álbum não esteja representado aqui; além disso, apenas uma faixa - "The Central Sun of the Universe" - do importante álbum "Farol Da Liberdade" é apresentada, mas o resultado é notável mesmo assim. A coletânea abrange muito bem a longa carreira deles.Lorenzo
Recomendado!
Sacred Heart of Earth, o sexto CD do Sagrado, é uma antologia que celebra os 20 anos da banda e seu retorno aos estúdios e palcos. Lançado com letras em inglês — atendendo à aprovação internacional da banda —, o CD realiza uma síntese musical, remixando e fundindo faixas antigas com novos arranjos e estruturas harmônicas. Com remasterização em 24 bits, Sacred Heart of Earth traz aos ouvintes algo novo na forma de faixas instrumentais transformadas em canções, com letras de Marcus Viana e adaptações de poemas de Emily Dickinson, um dos maiores nomes da literatura americana do século XIX. O CD também inclui faixas inéditas, compostas e produzidas em 2001 com uma nova formação, incluindo a nova vocalista Malu Aires. À medida que as antigas faixas de áudio foram retrabalhadas, a arte original também foi modificada com novas tecnologias, transformando o projeto em uma "celebração do design" para o Sagrado. O livreto inclui fotos de todos os membros desde a primeira formação da banda.César Lanzarin
Outro ótimo álbum se você curte o estilo da banda. Mas, como eu disse antes, se você gosta de sons saturados ou experimentação extrema, eu diria para nem se dar ao trabalho. Se música sinfônica é a sua praia, mergulhe de cabeça...
Lista de faixas:
2. Ovniana
3. Madame Butterfly
4. Canção dos Viajantes
5. Allegro (Instrumental)
6. Clair de Lune
7. Lágrimas da Mãe do Mundo
8. Serras Azuis
9. Amigos (Instrumental)
10. Firecircle
11. Maya (Instrumental)
12. Planeta Minas (Instrumental)
13. Bem-Aventurados 14.
Anima Mundi (Instrumental)
Formação:
- Bauxita / vocal
- Lincoln Cheib / bateria
- Ivan Correia / baixo
- Augusto Rennó / guitarra
- Marcus Viana / vocal, violino, teclado, bandolim

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