Inspirado pela música dos Emerson, Lake & Palmer que quando se formaram pensaram precisamente no nome de Triumvirat e só depois optaram pelos seus nomes foi um trio progressivo da cidade alemã de Colónia que conseguiu combinar qualidade e sucesso comercial durante os anos setenta. Com uma formação semelhante à dos ELP, os Triumvirat contavam no seu auge com o teclista Jürgen Fritz, o baterista Hans Bathelt e o baixista/vocalista Helmut Koellen. Estes três excelentes músicos gravaram os dois melhores álbuns dos Triumvirat: "Illusions on a Double Dimple", de 1974, e "Spartacus", de 1975. "Spartacus" é um álbum conceptual que conta a história do gladiador que desafiou Roma, desde o seu treino na escola de gladiadores em Cápua até à sua batalha final contra o poderoso exército romano, na qual morreu. A história ganha um brilho especial graças ao virtuosismo instrumental do trio, às belas melodias e à voz de Koellen. Tudo isto faz deste álbum um dos clássicos do rock progressivo e um dos meus discos mais queridos. Sempre achei injusto rotular o Triumvirat como uma simples cópia do ELP e este álbum prova que estamos errados. Há influências, mas quem é que não as tem? Há também muita personalidade e beleza neste álbum perfeito.
Infelizmente, esta foi a última vez que Helmut Koellen esteve envolvido num álbum dos Triumvirat. Morreu em 1977, com 27 anos, por inalação de monóxido de carbono na sua garagem, enquanto ouvia a cassete do seu primeiro álbum a solo, "You Won't See Me", no leitor de cassetes do seu carro. Sem Koellen passaram a quarteto e gravaram ainda um excelente album Old Loves Die Hard.

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