Em meados dos anos 60, Graham Bond foi um verdadeiro criador e uma das figuras-chaves na cena musical britânica. Como força motriz por trás da Graham Bond Organization (GBO), ele arrastou o Jazz tradicional para fora de seus limites e o fez balançar com pesadas doses de Blues e R&B lamentoso. Uma série de talentos passou pela banda rumo ao maior sucesso no Cream, Blind Faith, na Mahavishnu Orchestra, no Colosseum e em outros lugares. No órgão e no sax alto, Bond era uma força primordial. Ele redefiniu o papel do teclado durante seu tempo com a GBO, com toda sua energia e personalidade descomunal refletidas em sua forma feroz de tocar e na angústia de sua voz crua. Corpulento e, durante seus últimos anos, barbudo, ele foi uma presença formidável. "Você não o perderia no meio de uma multidão", contou Jack Bruce, que formou o Cream com o colega de GBO, Ginger Baker. "Ele era uma personagem cheia de vida e cheia de força". Se a reputação de Graham Bond está bastante diminuída atualmente, sua influência sobre seus colegas músicos foi inegável. Gente como Rick Wakeman, Elton John, Steve Winwood e Jon Lord (do Deep Purple), todos têm dívida para com a musicalidade e o carisma de Graham Bond. "Ele me ensinou, na prática, a maior parte do que sei sobre o órgão Hammond", disse Lord. O espírito pioneiro de Bond até o marcou como um arauto do Rock Progressivo (tome sua apropriação da música erudita cooptando Bach em "Wade In The Water", de 1965.
"Graham foi importante para muitas pessoas", contou Bruce. "Ele foi único. Ninguém tocava sax alto e Hammond ao mesmo tempo e conseguia aquele som incrível. A Organization era uma banda fenomenal. Era bastante primitiva, mas isso fazia parte da sua beleza". Mas é aqui que seu legado fica mutilado. O grande enigma da vida e da carreira de Bond foi que, apesar das casas lotadas e dos aplausos de outros músicos, ele nunca alcançou a fama ou a riqueza que seu talento merecia. Na época de sua morte, Bond estava reduzido ao papel de artista outsider. A indústria fonográfica há muito desistira do homem problemático, propenso a ataques de comportamento errático, preso num ciclo autodestrutivo de abuso de drogas e ocultismo. "Ele era seu pior inimigo", diz o baterista ‘Funky’ Paul Olsen, que tocou com Bond em seus últimos dias. "Ele era extremamente inteligente, mas havia muita coisa acontecendo em sua cabeça". O Bond da virada dos anos 70 estava a um mundo de distância daquele que invadiu a cena musical, uma década antes. Inicialmente saxofonista, Bond estudou música na Royal Liberty School em Londres, antes de conseguir um emprego no Goudie Charles Quintet. Em 1961, ele se inscreveu no Don Rendell New Quintet, onde seu estilo exuberante e fraseado único o trouxeram à atenção da imprensa de Jazz.
A estreia gravada de Bond veio no álbum "Roarin'", deste quinteto, lançado no final daquele ano. Na votação de fim de ano do Melody Maker, sua habilidade era tanta que ele foi eleito o segundo na categoria New Star. O ano seguinte foi crucial. Além de tocar com Don Rendell, ele também começou a tocar com o Johnny Burch Octet, uma 'big band econômica' cujos membros incluíam o contrabaixista Jack Bruce, o baterista Ginger Baker e o saxofonista tenor Dick Heckstall-Smith. "Eu o conheci em uma noite no Flamingo", lembra Bruce. "Graham costumava sentar-se conosco. Sua aparência me lembrou Cannonball Adderley e a intensidade era simplesmente surpreendente". Em out/62, Bond se graduou na Alexis Korner’s Blues Incorporated, uma incubadora para talentos emergentes. Ele deixou o sax para tocar riffs gordos de órgão Hammond através de um alto-falante Leslie, intermediando um novo estilo de R&B com influência americana. Bond, Baker e Bruce, também na formação, começaram a tocar em trio nos intervalos. Não está exatamente claro quando Bond decidiu começar sua própria banda, embora uma viagem a Manchester em fev/63 pareça ter sido o ponto de virada. Ele conseguiu um show para o trio e viajou em uma van Dormobile preta alugada com Baker e Bruce. O público uivou de apreciação por sua abordagem selvagem e livre. Não muito depois, Bond disse a Korner que estava saindo, com Ginger e Jack a reboque. Era típico de sua teimosia obstinada que ele nunca se preocupasse em consultar ninguém. "Um dia, acabei de aparecer para o ensaio e Alexis parecia muito taciturno e zangado", lembra Bruce. "Ele não falava comigo, de jeito nenhum. Então descobri que estava demitido da banda! Eu era muito ingênuo naquela época, apenas uma criança. Eu deveria ter dito alguma coisa, mas simplesmente aceitei. Anos se passaram antes que Alexis começasse a falar comigo novamente".
O trio se tornou quarteto quando o guitarrista John McLaughlin saiu da banda de Georgie Fame. A primeira gravação do Graham Bond Quartet os trouxe como banda de apoio de Duffy Power, um roqueiro emergente, num cover de "I Saw Her Standing There", dos Beatles."A influência de Graham sobre mim foi enorme", admitiu Power. "Ele era um músico natural e tinha uma filosofia em que você deve sempre seguir em frente. Foi isso que ele incutiu em mim. Ele estava muito acima dos outros tecladistas de órgão Hammond. E ele sempre foi muito encorajador com os outros: ‘É, Ginger! Sim, Jack! Ele sempre falava assim, dizendo que eles estavam fazendo música para o futuro. Quando você estava do lado de fora de um clube onde eles estavam tocando, a atmosfera era simplesmente magnética". McLaughlin foi substituído por Heckstall-Smith no final daquele ano. Com o recém-chegado tocando sax com gosto e habilidade, a Graham Bond Organization tornou-se uma aposta de respeito. "Tive a oportunidade de vê-los tocar muito ao vivo e os adorei", lembra Pete Brown, co-autor dos clássicos do Cream "I Feel Free", "White Room" e "Sunshine Of Your Love" e um devotos de Bond. "Não havia nada parecido. Tinha muito do espírito do Jazz, mas com uma energia feroz do Blues e do Rock". Jack Bruce: "Quase não havia cena R&B na época – nós mais ou menos a inventamos. Quando começamos, fazíamos shows no 'The Place', em Hanley, e no 'Twisted Wheel', em Manchester, esses pequenos clubes realmente descolados. O público enlouquecia. O tipo de coisa que tocávamos era muito novo para a música britânica, assim como a intensidade".
O álbum de estreia da Graham Bond Organization, "The Sound Of '65", foi uma tentativa emocionante de capturar a emoção transcendente de seus shows ao vivo. Eles estavam tão bem treinados nesse ponto que, segundo Bruce, tudo foi gravado em três horas. O álbum, uma mistura de covers e faixas originais estridentes como "Half A Man" e "Spanish Blues", foi duplamente notável pelo fato de ter sido o primeiro lançamento britânico a apresentar um Mellotron. "Som de Blues extravagante, às vezes estranho, mas sempre fascinante", elogiou o New Musical Express. "Muita gaita e vocais delirantes". Em jul/65, a GBO apareceu no principal programa Pop da ITV, "Ready Steady Go!" promovendo seu single "Lease On Love". Bond ficou encantado em trazer seu novo brinquedo (o Mellotron) com capacidade de reproduzir sons de cordas, metais e sopros, colocando-o no centro de sua própria mini-orquestra. Ele fez uso liberal dele novamente no igualmente estridente álbum seguinte, "There’s A Bond Between Us", lançado no final de 1965. Mas então estava claro que nem tudo estava bem. A GBO estava trabalhando duro, sempre na estrada ou no estúdio, com muito pouco retorno. "A banda de Graham açoitou-se até à morte por muito pouco dinheiro e também não creio que tenham vendido muitos discos", diz Power. "E odeio dizer isso, mas Graham não tinha personalidade ou aparência que pudesse atrair um público jovem. Isso deve tê-lo deixado infeliz, porque ele pensou que iria conquistar o mundo da música, quando o conheci". As drogas também estavam começando a atrapalhar a banda. A maconha sempre foi uma forma comunitária de recreação para a GBO ("Estávamos todos chapados", admitiu Bruce), mas agora as coisas tomaram um rumo mais sinistro. Tanto Bond, quanto Baker, tornaram-se viciados em heroína, criando o que Pete Brown chamou de "o arquétipo do relacionamento viciado". O crescente interesse de Bond pela magia branca e pelo ocultismo apenas o tornou mais imprevisível. Além disso, ele nem sempre foi honesto com as contas da banda. "Estávamos tocando em lugares maiores, mas não recebíamos dinheiro", lembra Bruce. "Em teoria, Graham estava nos pagando. Uma noite, num clube no leste de Londres, entre conseguir dinheiro do promotor e depois atravessar a pista de dança para nos pagar, ele desapareceu. Então, ele não estava sendo justo financeiramente. Então, Ginger assumiu a liderança da banda, mas só melhorou um pouco". Na verdade, o atrito crescente entre Baker e Bruce foi um fator que levou este último a ser despedido da GBO, no outono de 65. A saída de Baker, no verão seguinte, foi efectivamente o fim da GBO. Bond começou a passar por inúmeras mudanças. Ele abandonou a esposa, deixou o cabelo crescer, passou a usar capas multicoloridas, ficou fascinado pelas cartas de tarô e começou a tomar ácido. Como Baker observou em sua autobiografia, "Hellraiser", Bond "estava entrando no reino do muito estranho realmente... o músico feliz se foi e foi substituído por um místico estranho e taciturno". Jon Hiseman foi contratado como substituto de Baker, mas o impacto instantâneo do Cream teve um efeito profundo em Bond. "O que mais o incomodou foi a maneira como Jack e Ginger entraram no Cream e quase imediatamente tiveram singles nas paradas", diz Hiseman. "Cada vez que ouvia um, ele se encolhia fisicamente e começava a se sentir infinitamente traído". Ele estava ficando cada vez mais frustrado pelo fato de que muitos dos músicos com quem havia trabalhado em sua ascensão estavam se tornando muito mais bem-sucedidos do que ele, e ele simplesmente não conseguia entender isso. Em sua autoconfiança, ninguém era tão bom quanto ele. E toda a sua raiva reprimida estava acompanhada de um sério vício em heroína. Um homem inferior teria desmoronado, mas tal era a força de sua personalidade que ninguém poderia ajudar. Ele simplesmente não deixaria você entrar. Em 1967, a GBO havia se separado completamente. Hiseman e Heckstall-Smith tocaram brevemente com os Bluesbreakers de John Mayall, antes de formar os bem-sucedidos Prog-Jazzers "Colosseum".
Surgiu uma onda diferente para Bond. Mergulhando na tradição ocultista, ele ficou cada vez mais propenso a ataques de ilusão. Ele começou a dizer às pessoas que era o filho perdido da "Grande Besta", Aleister Crowley. Foi uma ideia que se consolidou depois que Bond leu que uma das parceiras de Crowley deu à luz em 1937, mesmo ano em que ele nasceu, e deixou o bebê em um orfanato. Para Bond, filho abandonado num orfanato e adotado aos seis meses de idade, a simetria fazia todo o sentido. "Ele sentia isso profundamente e às vezes refletia sobre qual era realmente sua origem", contou Bruce. "Ele pensava que era judeu, por algum motivo. Mas ele simplesmente não sabia. Deve ser uma coisa terrível não saber quem você é. Tenho certeza de que isso desempenhou um papel importante no modo como sua vida foi mais tarde". "No início, ele parecia relativamente bem ajustado", diz Pete Brown, "mas quando a heroína tomou conta, ele se tornou um tanto desonesto e difícil. Pessoas que tiveram vícios e conseguiram superá-los, depois descobrem que o aspecto ritualístico deles precisa ser substituído. Então, quando o golpe passou, ele sentiu que precisava de uma fonte de energia. Mas simplesmente ficou atrofiado e estragou. Aleister Crowley parecia um idiota para mim. Graham começou com a chamada 'magia branca', mas não sei para onde foi. As pessoas fazem algumas escolhas erradas". O restante da carreira de Bond foi uma procissão de retornos cada vez menores. No início de 1968, ele partiu para a América, embora seu fracasso em obter uma autorização de trabalho tenha prejudicado seus planos de gravação. Eventualmente, ele foi para um estúdio de Los Angeles e gravou "Love Is The Law", um conjunto pulsante de Blues conduzido por órgão, feito com o baterista do Wrecking Crew, Hal Blaine, que refletia suas obsessões espirituais – o título era um dos ditados ocultistas de Aleister Crowley.
Houve também sessões de trabalho para Screamin’ Jay Hawkins e Dr. John, a influência deste último palpável no gumbo funk de "Stiffnecked Chicken", do próximo álbum de Bond para o selo Pulsar. Ambos os discos ofereceram provas vívidas de que, por mais precário que fosse seu estado pessoal, as habilidades musicais e composicionais de Bond ainda estavam intactas. Infelizmente, foi um sinal da indiferença da gravadora que o título do segundo LP tenha sido escrito incorretamente como "Mighty Grahame Bond". Nenhum dos dois vendeu muitas cópias. Implacável, ele retornou à Inglaterra no final de 1969 e formou a Graham Bond Initiation com sua nova esposa, Diane Stewart. Não que isso lhe tenha feito muito bem. Bond foi prontamente preso na véspera de um show de retorno e levado para Pentonville Prison sob uma acusação de falência por dívidas (Jack Bruce o resgataria pagando sua fiança). Houve mais dois álbuns: "Holy Magick", de 1970, e "We Put Our Magick On You", do ano seguinte. O primeiro foi uma explosão encantatória gravada com Stewart, que compartilhava suas crenças mágicas, que consistia em meditações e ritos em egípcio e altaniano, apoiados por doideiras extravagantes de Jazz-Rock. A capa mostrava o par, com os braços levantados em súplica, no cenário druídico de Stonehenge. Na mesma época, Bond começou a tocar saxofone na Ginger Baker’s Air Force. A banda, que incluía Steve Winwood, Denny Laine, Ric Grech e Chris Wood, provou ser muito difícil de sustentar. Ele também teve uma breve passagem como organista na Jack Bruce Band, embora, como Bruce apontou, "curti" provavelmente não seja a palavra certa. "Foi assustador tentar ser o líder da banda de Graham Bond", ele estremece. "Uma vez estávamos tocando em algum lugar da Europa e ele subiu no telhado. Ele estava em prantos por causa do uso de drogas. Ele não conseguia superar aquilo. Lembro-me vividamente de demiti-lo em Milão. Ele me enfureceu tanto ao tocar uma coisa ou outra, que eu arranquei uma pia da parede e a quebrei no chão. Ele era esse tipo de cara".
O último esforço concentrado de Bond ocorreu em 1972, quando ele e Pete Brown se uniram para "Two Heads Are Better Than One". "Nós nos divertimos muito fazendo esse disco", diz Brown. "Graham estava tocando muito bem e fizemos muitas turnês. Naquela época, ele estava um pouco prejudicado e viciado no Dr. Collis Browne (uma mistura de remédio para tosse e analgésico), que continha opiáceos que você poderia tirar ou simplesmente engolir tudo. Ele morou comigo por quase seis meses, o que foi meio difícil. Mas eu amei o cara. Eu devo muito a ele. A melhor coisa sobre Graham é que ele encorajava as pessoas. Ele sempre faria você entregar algo além do que você achava que era capaz". Também houve outros planos, sendo o principal deles o "Magus", formado com a cantora Folk Carolanne Pegg. Mas a banda se separou no final de 1973 sem ter gravado nenhuma nota. Mesmo assim, Bond fez amizade com o baterista do Magus, Paul Olsen. "Minha namorada e eu tínhamos um pequeno apartamento em Barnes, e Graham ficou conosco por um tempo", contou Olsen. "Ele foi preso por posse de drogas e passou seis semanas no asilo psiquiátrico de Springfield, um grande e antigo lugar vitoriano no sul de Londres (acredita-se que Bond tivesse esquizofrenia). Eles tinham um velho piano vertical que estava muito desafinado. Mas lembro-me de Graham sentado ali, mapeando todas as teclas em sua cabeça e depois tocando. Ele tinha todo mundo ao seu redor, sorrindo". Bond convenceu a equipe a permitir que Olsen trouxesse toda a banda para que pudessem tocar para os pacientes. "Esse show foi incrível. Eles foram o melhor público que já tive. Havia lágrimas em seus olhos". Duffy Power se lembra de ter visto Bond em um programa de TV com Alexis Korner. "Graham não conseguia nem beber", contou ele. "Eu tinha algumas pílulas estimulantes comigo, mas ele não estava com vontade de ficar chapado como antes. Ele estava muito deprimido". Paul Olsen: "Ele ficou tão deprimido que respondemos a um anúncio do Chingford Organ Studios, que procurava um testador de instrumentos. Para um homem com sua história e capacidade, ser reduzido a isso significava que ele estava no fundo do poço. Ele simplesmente estragou sua biografia com muitas pessoas, muitas vezes". Pete Brown: "Bem no final, Graham me disse: ‘Estou desistindo de toda a magia e vou apenas tocar. Não vou mais fazer nada influenciado por isso’. Então, alguns dias depois, ele estava morto". Não houve evidência de crime na morte de Bond. Nem havia uma nota de suicídio. Alguns especularam que ele foi perseguido até a estação de Finsbury Park naquela tarde por pessoas desconhecidas, talvez traficantes de drogas a quem devia dinheiro. Mas sem que nenhuma testemunha se apresentasse no inquérito, o legista teve que registrar um veredicto aberto. É mais provável que sua morte tenha sido suicídio. "Sua morte me chocou", confessa Jack Bruce. "Fui ao funeral dele e toquei lá uma elegia tocante no órgão. Muitas pessoas ficaram muito emocionadas com aquilo. E eu realmente senti que estava recebendo mensagens dele. Senti seu espírito e entrelacei muitos de seus temas. Foi muito bonito". Graham Bond não foi nenhum santo. Mesmo depois de todos os anos, Bruce o resumiu como "uma personagem e tanto, e bastante difícil". O vício em drogas e a bebida apenas acentuaram seus traços menos saborosos. E, num nível ainda mais perturbador, foi afirmado na biografia definitiva de Harry Shapiro, "Graham Bond: The Mighty Shadow", que ele até abusou sexualmente da sua enteada. Bond nunca admitiu, nem negou. Mas como entidade musical, sua posição entre seus pares é imensa. "Nunca houve dúvidas sobre a música", afirma Bruce. "A GBO era uma potência. Era uma banda incrivelmente descolada para a época". Paul Olsen afirmou que o comportamento e a personalidade exagerados de Bond foram sua maior fraqueza e sua maior força. "Muitos ingleses o evitavam. E ele era um canhão solto. Mas pessoas assim enriquecem vidas. Quando ele entrava em uma sala, ninguém mais importava. Ele tinha uma daquelas personalidades naturalmente grandes. Quando o vi pela primeira vez no Roundhouse em 1970, ele era um monstro no palco. Ele usava suas vestes, suas coisas longas e esvoaçantes e todos os seus pentagramas". Para Pete Brown, a influência de Bond nunca diminuiu. "Muito de seu carisma e de suas ideias – a coisa dos vários teclados, as coisas que ele usava e tocava – foram roubadas por pessoas que ganharam muito mais dinheiro. O pessoal do Rock Progressivo definitivamente tirou muito dele. A GBO não era garotos bonitos se exibindo – eram músicos de verdade com alma de verdade. Embora houvesse quatro cérebros fantásticos envolvidos, não se tratava apenas de música cerebral. Era música corporal também, poderosa, sexy e descolada. E é isso que a música deve fazer com você. Ele foi um caso clássico de alguém nunca totalmente apreciado em sua época".


















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