O álbum homônimo do Osibisa abriu as portas para um público mais amplo com sua mistura singular de música africana e ocidental, alcançando sucesso nas paradas musicais dos EUA e da Europa. Produzido por Tony Visconti, a extraordinária fusão de batidas de tambores africanos, ritmos vibrantes e partes de teclado e metais com inspiração no rock confere ao Osibisa um som expansivo que incorpora inúmeras influências musicais. Até mesmo as melodias incorporam elementos de rhythm & blues e rock moderno, unindo-os às batidas de percussão para criar uma sonoridade contemporânea com uma atmosfera vanguardista. Faixas como "Dawn", "Phallus C" e "Oranges" incorporam fragmentos de jazz tradicional e jazz fusion, principalmente devido à flauta e ao saxofone em sua essência, mas moldam o resultado para refletir a verdadeira herança da banda. Cada canção evoca um certo misticismo africano com seus ritmos intensos e tempos quase primordiais. A faixa mais impressionante, "Music for Gong Gong", tornou-se um pequeno sucesso no Reino Unido graças à carga vocal bem equilibrada e à beleza sentida nas camadas sobrepostas de guitarra, órgão e bateria. Tanto em "Ayiko Bia" quanto em "Akwaaba", as raízes ganesas e nigerianas do Osibisa ganham vida através do uso da flauta, do flugelhorn e do trompete – não exatamente os instrumentos tradicionais da África Ocidental, mas transformados e moldados para incorporar o som fundamental da banda. O que talvez seja o aspecto mais predominante em Osibisa é que a vasta mistura de instrumentos e as letras divertidas injetam a dose certa de modernidade no álbum, impedindo que ele seja rotulado como world music ou new age.
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