Então, buscando uma nova inspiração musical, os dois migraram para Roma e montaram uma nova banda junto com Alessio Alba (guitarra, também da região de Apúlia), Renato Baldassarri (vocais) e Maurizio Cobianchi (bateria). Trabalhando para a RCA italiana, o grupo teve a chance de tocar para muitos artistas importantes da música Pop local (entre várias dessas experiências, vale mencionar a participação no musical "Jacopone", que virou álbum em 73, com o cantor Gianni Morandi e a atriz Paola Pitagora, cuja banda de apoio foi a Festa Mobile). Assim, pela própria RCA, também em 73, o grupo conseguiu lançar seu único álbum, "Diario di Viaggio della Festa Mobile", conceitual, com amplos espaços para os teclados.
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| Renato, Vanni Boccuzzi, Alessio (atrás) e Francesco Boccuzzi e Maurizio (à frente) |
Vanni Boccuzzi era um claro destaque no álbum com seus teclados, mas tratava-se de um trabalho único, seja pelas melodias ao piano bem peculiares, seja pelos ritmos frenéticos súbitos, seja pelos momentos de rara beleza aqui e ali. Riffs saborosos (influenciados por Robert Fripp, do King Crimson), ótimos grooves, letras cantadas em italiano, vários detalhes capazes de encantar o ouvinte fã do Rock Progressivo Italiano (RPI). Algumas influências Jazz-Rock e eruditas, grande musicalidade, em um álbum frequentemente incluído entre os de gigantes do Prog italiano (como Banco, PFM, Le Orme e outras clássicas bandas). De fato, há razão para tal. Elementos de Prog inglês, de Folk italiano, o conceito (história relatando a experiência de uma companhia de comediantes retornando para casa após as celebrações em homenagem ao novo rei de um imaginário país distante chamado "Hon"), ótimos vocais, (excelente) bateria protagonista liderando canções e não apenas na função de acompanhante, canções aparentemente incompletas e unidimensionais, mas que revelam uma sonoridade diferente, híbrida, muitos e saborosos licks de guitarra, baixo cheio de personalidade, pianos furiosos, uso do estéreo, complexos ritmos acelerados/frenéticos e melodias que desaparecem abruptamente, momentos caóticos/livres/aventureiros/desconcertantes seguidos de retomada da estrutura dos arranjos, partes sinfônicas grandiosas e outras lentas/românticas/reflexivas/sonhadoras, aquele emocionante sabor típico italiano criando sensação/clima renascentistas, um refinamento e uma energia criativa, performances instrumentais impecáveis, gerando um todo que pode até lembrar Banco ou PFM em certos momentos, mas claramente no geral tem vibração própria. E ainda trazia "Aristea", uma faixa belíssima e encantadora, favorita de muita gente em todo o Prog italiano. Música muito bonita e uma jóia perdida na história do RPI. Infelizmente, como tantas outras, a banda se separou logo após este lançamento. Os irmãos Boccuzzi formaram outra banda chamada "Il Baricentro", mais orientada ao Jazz-Rock (lançaram dois álbuns entre 76-78, "Sconcerto" e "Trusciant", totalmente instrumentais). Francesco acabou se mudando para os EUA, enquanto Giovanni impreendeu intensa atividade como instrumentista, arranjador e compositor para diversas gravadoras. Alessio se especializou na música indiana e se tornou um expert no uso de instrumentos típicos de lá (como o Sarod).




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