O BALLETTO DI BRONZO, INICIALMENTE CONHECIDO COMO BATTITORI SELVAGGI, FORMOU-SE EM NÁPOLES EM 1967!! INSPIRADOS NA PINTURA DE EDWARD WADSWORTH, "BRONZE BALLET", RENOMEARAM-SE E LANÇARAM SEU PRIMEIRO SINGLE, "LA NEVE CALDA", EM 1969, SEGUIDO PELO ÁLBUM DE ESTREIA, "SIRIO 2222", EM 1970!! ESTE ÁLBUM PRIMORDIAL DE HARD ROCK ITALIANO DESTACOU-SE PELA INFLUÊNCIA DE BANDAS COMO CREAM E LED ZEPPELIN, COM GUITARRA PODEROSA DE AJELLO E LETRAS EM ITALIANO, APRESENTANDO FAIXAS COMO "UN POSTO" E "MA TI ASPETTERO". "MEDITAZIONE", UMA PEÇA SINFÔNICA, E "MISSIONE SIRIO 2222", UMA EPOPEIA PSICODÉLICA, EVIDENCIARAM A VERSATILIDADE DO GRUPO!!
APESAR DO POTENCIAL EVIDENTE, A FALTA DE PROMOÇÃO LEVOU AO RECONHECIMENTO TARDIO DE "SIRIO 2222", QUE POSTERIORMENTE RECEBEU ELOGIOS DA ROLLING STONE ITALIANA!! O ROMPIMENTO COM A RCA FOI SEGUIDO PELA ENTRADA DE UM JOVEM PRODÍGIO DO ÓRGÃO, INDICANDO UMA MUDANÇA SIGNIFICATIVA PARA O FUTURO DO GRUPO!! ESSES PIONEIROS DO ROCK ITALIANO DEIXARAM UMA MARCA INDELÉVEL NA CENA MUSICAL, COM SEU ÁLBUM DE ESTREIA AGORA RECONHECIDO COMO UM CLÁSSICO, ENQUANTO CONTINUAVAM A MOLDAR OS RUMOS DO GÊNERO COM SUA ABORDAGEM INOVADORA E ENERGÉTICA!!
UM POUCO DA HISTÓRIA DA BANDA:
O Ballet Bronze teve sua origem em Nápoles quando Raffaele Cascone, futuro DJ do "Per Voi Giovani", se uniu a Giancarlo Stinga, Michele Cupaiuolo e Marco Cecioni para formar o grupo "Wild Beaters". Após a saída de Cascone, o quarteto se transformou no Bronze Ballet, inspirado na pintura de Edward Wadsworth, assinando com a RCA e lançando seu álbum de estreia, "Sirio 2222". O álbum, lançado em 1969, destacou-se pela fusão única de ritmos, apresentando uma mistura inventiva de elementos do rock e da música beat italiana, marcando o início de uma jornada musical inovadora para a banda.
Apesar de uma produção inicialmente esparsa e apática, "Sirio 2222" revelou a maestria musical do Bronze Ballet, com composições como "Un posto" e "Eh eh ah ah", demonstrando habilidades excepcionais e uma abordagem criativa à música. Embora tenha passado inicialmente despercebido comercialmente e tenha sido creditado erroneamente a outros compositores, o álbum deixou uma marca duradoura na cena musical de Nápoles, atraindo a atenção de Gianni Leone, que se juntou à banda, impulsionando-os para o sucesso como uma influente banda de rock progressivo.
Com a entrada de Leone, o Bronze Ballet evoluiu para se tornar uma força significativa na música italiana, lançando trinta e três turnês subsequentes intituladas "Ys". Seu legado perdura até hoje, com a pintura inspiradora, "The Bronze Ballet" de Edward Wadsworth, ainda em exibição na Tate Gallery de Londres, enquanto sua música continua a ser apreciada pelos fãs de rock progressivo em todo o mundo.
RESENHA
01. UN POSTO – 3′23: Prontos, guitarras, set, Rock! E cantado em italiano, o que é ainda mais legal. Uma vibe rock dos anos 60 com toda a psicodelia enraizada na música. A bateria também merece destaque, trazendo uma energia incrível.
02. Ah Ah Eh Eh – 3′59: Sabe aquele blues do Jethro Tull? Pois é, temos uma reminiscência disso aqui, com vocais cheios de presença. Além disso, as palmas dão um toque especial, às vezes no tempo, às vezes não. E é claro, a gaita não poderia faltar, como em qualquer blues autêntico. Me lembrou muito do Jethro Tull quando toda a banda entra, mas ao invés de flautas, seria gaitas.
03. NEVE CALDA – 2′56: Quase um Beach Boys com uma pegada mais sombria, imagino uma surf music mais intensa nessa introdução. Logo depois, nos versos, me lembrou The Animals, com excelentes guitarras entre as linhas. Os vocais de Marco Cecioni são muito marcantes, alternando entre raivosos e melódicos.
04. MA TI ASPETTERÒ – 3′20: Cheia de psicodelia, bem ao estilo Hendrix, com solos de guitarra incríveis e cativantes. O tema principal me lembra algo que não consigo definir.
05. MEDITAZIONE – 3′53: Extremamente bela! Com quarteto de cordas e uma melodia celestial. Até mesmo um cravo é incorporado, simplesmente divino! Com uma melodia triste e nostálgica, a música evolui para um rock mais intenso no final, com as guitarras e a bateria assumindo o comando. A sequência final com o quarteto de cordas é esplêndida!
06. GIROTONDO – 3′15: Mais uma vez, uma vibe à la Hendrix! Total influência do Acid Rock do final dos anos 60, mas com vocais que lembram os de The Monkees. Vários vocais malucos, como todo bom momento psicodélico deve ter, e muita guitarra e percussão variada. Uma pausa estratégica, e então tudo recomeça! ROCK!
07. INCANTESIMO – 6′46 [https://youtu.be/MA6MTPnqDQM]: Conhece o Blue Cheer? Não? Bem, é mais ou menos assim o som deles, uma banda anterior ao Black Sabbath e tão pesada quanto. Era mais ou menos assim o som dos caras, só que com um vocal mais grave e uma instrumental um pouco mais pesada, mas ainda com aquela pegada blues/Rock. Uma mistura de Ten Years After em italiano, liderada pelo baixo. E como todo som nesse estilo, a guitarra solando mais do que padre em sermão de missa!
08. TI RISVEGLIERAI CON ME – 2′41: Cheia de guitarras distorcidas e cheias de charme, alguns riffs ousados, e teclados discretos ao fundo. Vocais altamente competentes, especialmente no refrão, cheio de melodia e carisma. A bateria dita o ritmo, e os vocais de apoio só acrescentam mais energia à música.
09. MISSIONE SIRIO 2222 – 9′37: A 'clássica' do álbum começa com um belo violão e vocais bem trabalhados. É apenas uma introdução do que está por vir. As guitarras assumem o papel dos teclados, baixo marcante, bateria tribal e vocais evocativos. A terceira parte é pura energia rock, com os vocais anunciando para o mundo ouvir. Olha lá, pessoal, é o baterista se divertindo! (risos) Em seguida, a banda improvisa no estúdio, soltando toda sua criatividade. A quarta parte volta a ser bela e melódica, com destaque para o violão e os vocais.
Marco Cecioni – voz e guitarraMiky Cupaiolo – baixoGianchi Stinga – bateriaLino Ajello – guitarra
INCANTESIMO – 6′46
Marco Cecioni – voz e guitarra
Miky Cupaiolo – baixo
Gianchi Stinga – bateria
Lino Ajello – guitarra
INCANTESIMO – 6′46



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