ARCPELAGO
Crossover Prog • Brazil
Biografia do Arcpelago:A banda foi fundada pelo tecladista Ronaldo Rodrigues (Massahara). Ele é acompanhado por Jorge Carvalho no baixo, Eduardo Marcolino na guitarra (Anxtron) e o baterista Rafael Melo. O nome da banda em 2011 era Aurah. Rafael foi substituído por Renato Navega em 2014 e, recentemente, Eduardo foi substituído por Diogo Albano. A banda fez seu primeiro show ao vivo no Rio de Janeiro em 2015. Eles começaram a gravar seu primeiro álbum, "Simbiose", com um novo nome. Sua música é inspirada pelo som dos anos 70 e mistura rock com jazz e blues. A banda gosta de estender suas músicas com longos trechos instrumentais.
Hipnotizado e entregue à obediência absoluta ao seguir a onipresente linha de baixo desde o início, "Sopro Vital" embarca numa viagem de 11 minutos rumo a um groove pulsante e intransigente, com exclamações vibrantes de Rodrigues e Marcolino, salpicadas de reviravoltas suficientes para fomentar uma revolução (risos). Estruturas de órgão expansivas, riffs de guitarra elétrica cortantes e nítidos, e as obrigatórias mudanças de ritmo e atmosfera mantêm o medidor de adrenalina no máximo. Os vocais oníricos e repletos de eco conferem uma expansão bem-intencionada à faixa, servindo como trampolim para uma conclusão ainda mais elaborada, onde o baixo irrompe com a solidez característica de Wetton, guiando a guitarra solo delirante a reinos sublimes, selando a música com um toque final jazzístico.
"Distancia Entre Um Dia e Outro" é uma fera completamente diferente, oferecendo deslumbrantes toques de piano elétrico, uma batida de bateria frenética e um baixo impactante de tirar o fôlego, que lembra o estilo fuzz elástico de Hugh Hopper, famoso em muitos álbuns do Soft Machine! Um rolo compressor de jazz pesado, petulante e um tanto abrasivo, com um som vintage e retrô dos anos 70 que exala eternidade. Na metade da música, Renato Navega e Jorge Carvalho tomam o controle do arranjo, reiniciando lentamente o groove crescente em um solo de guitarra elétrica insano, percorrendo o braço da guitarra como mineiros maníacos em busca desesperada de ouro. Os sintetizadores vibrantes mantêm a chama acesa, procurando a mina de ouro.
Segue-se um trio de faixas mais curtas, com "Ebulicão dos Tempos" envolta num modo mais acessível, com uma base rítmica de rock compacta, carregada de vocais melancólicos como se a distância evocada na faixa anterior permanecesse ilusória e atemporal. Os solos são refinados e aristocráticos, sem firulas, um rock direto e impactante. O baixo agressivo, à la Lemmy, assume a liderança na acelerada "Cidade Solar", uma virada vertiginosa para horizontes mais galácticos, um sintetizador cintilante apontando os controles para o coração do cosmos, sem qualquer indício de olhar para trás, para a estrada percorrida. Rodrigues brilha como uma bola de fogo quando impulsionado com combustível extra, mas sem medo de se acomodar numa calma astral, com alguns delicados trechos de piano. O guitarrista tem a oportunidade de curvar os dedos no joystick, ecoando tensamente no silêncio do espaço, uma aventura extraveicular emocionante.
Destacada pela presença de um vibrato mellotron confortavelmente suave, "Universos Paralelos" serve como um breve momento de aceleração, um interlúdio flutuante e reflexivo com o sintetizador de flauta como principal ponto de interesse.
Um final épico pode ser encontrado na espectral «Dentro de Si», tão próximo quanto possível de qualquer expansão Pink Floyd, com seu padrão elementar de baixo e bateria, o tapete de órgão ostensivamente imponente, vocais vagamente nebulosos e o uso diligente de contraste e variação para manter o clima expansivo. Invariavelmente psicodélico e vigoroso, com força suficiente para seduzir até mesmo os momentos mais suaves, o palco está pronto para um solo de guitarra elétrica incrível que usa poucos efeitos, preferindo uma técnica incrivelmente ágil, e então passando o espírito da época para o delirante destaque do órgão de Rodrigues. Quando o baixo retorna ao centro das atenções, a apoteose é alcançada, como uma supernova explosiva que encerra a questão.
Muitos anos se passaram, mas se alguma vez houve necessidade de um segundo álbum surgir do Brasil, este certamente estaria no topo do pódio. 4,5 Sinergias da Ilha

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