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| Dinamiti em 1969: Dado Topić, Josip Boček, Alberto Krasnići, Ratko Divjak |
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| Vladimir Furduj, Josip Boček, Bojan Hreljac, Dado Topić e Kornelije Kovač |
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| Tihomir "Pop" Asanović, Vedran Božić, Dado Topić, Ratomir "Ratko" Divjak and Mario Mavrin |
Em meados de 72, o "Time" lançou seu álbum de estreia autointitulado pela gravadora Jugoton, de Zagreb. A maioria das canções do álbum foram escritas por Topić durante o tempo que passou no "Korni Grupa". Eram cinco faixas: no lado 1, "Istina mašina" (tradução: "Truth Machine"), que se tornaria um grande sucesso, a balada "Pjesma No. 3" (tradução: "Song nº. 3") e "Hegedupa upa" (que trazia Topić fazendo scat singing); no lado 2, apenas duas faixas: "Kralj alkohol" (tradução: "King Alcohol"), bem orientada ao Jazz em seus 7 minutos e a épica faixa "Za koji život treba da se rodim" (tradução: "Para qual vida devo nascer") de mais de 10 minutos. Inicialmente, os executivos da Jugoton, duvidando do potencial comercial do álbum, decidiram lançar apenas 500 cópias do disco. No entanto, após o surpreendente sucesso que o álbum teve com o público, ele foi relançado em um número maior de cópias e continuaria a ser relançado em várias ocasiões durante as duas décadas seguintes. É preciso ter em mente que este foi o primeiro LP de Rock Progressivo na então Iugoslávia (hoje Croácia), lançado antes mesmo que o álbum de estreia do "Korni Grupa". A produção era muito básica (com os instrumentos gravados sem toda a gama de timbres), mas há muito é considerado uma obra-prima do Prog-Rock, numa praia mais crossover. As canções chaves estavam no lado 2: "Kralj alkohol", maravilhosa balada jazzy ao piano tratando sobre a triste vida dos alcoólatras (com ótimos teclados Fender Rhodes e órgão Hammond criando atmosferas) e a épica "Za koji život treba da se rodim" (com várias partes, letras filosóficas sobre o papel do homem na vida, uma desbundante interação entre o órgão Hammond e o piano, linhas de baixo cativantes, ótimas guitarras e solos de flauta de tirar o fôlego). No lado 1, havia a forte abertura Hard-Rock com "Istina mašina" (com uma linha de baixo incomum, Moog e letras sobre sexo), a balada acústica "Pjesma No. 3" (pastoral, cheia de acordes jazzísticos, incríveis solos de flauta criando uma sensação chuvosa e melancólica, mais letras de amor) e a alegre instrumental "Hegedupa upa" (que começava com melodia no violão/vocais em uníssono e depois evoluía para uma cacofonia de órgão Hammond, flauta, baixo e vocais, de maneira gradual e de bom gosto). Um discaço mostrando diversidade de estilos em cada faixa, porém de alguma maneira mantendo o som homogêneo. Não era Prog sofisticado tal qual os gigantes do gênero, era algo intermediário entre o Hard Rock e o Prog (um Hard Prog, lembrando por vezes o Uriah Heep em sua fase Prog), talvez mais Proto-Prog. Um álbum curto (de 33 minutos), com os apaixonados e poderosos vocais de "Dado" Topić (cantados na língua iugoslava, hoje chamada servo-croata), toda a importância histórica para o Rock daquela região e a inusitada mistura Blues + Hard Rock + Prog + Jazz selvagem que funciona bem demais. Enfim, essencial.
Após o lançamento do álbum, o "Time" fez uma série de shows bem recebidos em toda a Iugoslávia. A banda se apresentou na edição de 1972 do BOOM Festival, realizada no Tivoli Hall em Ljubljana (capital e a maior cidade da Eslovénia) - uma versão ao vivo de "Za koji život treba da se rodim" (com 13 minutos) apareceu no álbum duplo ao vivo "Pop Festival Ljubljana 72 - Boom" gravado no festival. No entanto, apesar do sucesso do álbum e das apresentações ao vivo, no início de 1973, Mavrin e Živković deixaram a banda. A saída deles marcaria o início de mudanças frequentes e uma formação instável. No período seguinte, Nenad Zubak (ex-"Grupa 220"), Karel "Čarli" Novak (ex-"Generals", "Srce" e "September") e o próprio Topić se revezaram no baixo. Logo após a saída de Mavrin e Živković, Divjak também deixou a banda. Seu lugar foi preenchido por Petar "Peco" Petej, formado pela Graz University of Music and Performing Arts, ex-"Delfini" e "Indexi". Durante os anos seguintes, Petej permaneceria como um dos raros membros permanentes do "Time", mas foi ocasionalmente substituído por Ivan "Piko" Stančić em apresentações ao vivo. A formação instável resultou em apresentações ao vivo incomuns: em uma ocasião, a banda se apresentou em Osijek (cidade da hoje Croácia) apresentando apenas Topić nos vocais e baixo e Petej na bateria, e em outra ocasião eles se apresentaram em Split sem Topić, contando com Asanović, Petej e Mladen Baraković (baixo).
Aliás, em 74, Topić passou um tempo na prisão por fugir do serviço militar e lá escreveu a maior parte do material para o segundo álbum, "Time II" (lançado em 1975 e gravado por Topic - vocal, baixo, violão e teclados; Asanovic na bateria; Divjak nas congas; Dragi Jelic na guitarra elétrica e Dabi Lukac no Moog e mellotron). Topić então se mudou para Londres, onde tocou baixo no "Foundations" durante cerca de 40 shows pela Inglaterra. No início de 1976, durante uma turnê do "Foundations" pela Iugoslávia, Topić com seus companheiros de banda (Petar Petej - bateria e Chris Nicholls - teclados) decidiram reformar o "Time". Dois membros originais, Božić e Divjak, voltaram à banda para a gravação do terceiro álbum. "Zivot u cizmama sa visokom petom", um trabalho conceitual sobre a vida de uma estrela do Rock'n'Roll, gravado em Munique, Alemanha. Depois de várias turnês durante 76/77, o "Time" finalmente se separou no final de 77 e Topić começou uma carreira solo. Em 1998, Topić, Božić e Divjak com vários jovens músicos ressuscitaram o "Time" para um número limitado de shows ao vivo e novamente em 2001, desta vez na formação original com Mavrin e Asanović, eles fizeram vários shows em Zagreb.









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