Após o lançamento do álbum, a banda embarcou em uma bem-sucedida turnê mundial que foi mais uma vez repleta de incidentes. No final do verão de 2002, enquanto a banda estava em turnê nos EUA, Noel, Bell e o tecladista Jay Darlington se envolveram em um acidente de carro em Indianápolis/IN. Embora nenhum dos membros da banda tenha sofrido ferimentos graves, alguns shows foram cancelados. Em dez/02, a última metade da turnê alemã da banda teve que ser adiada depois que Liam, Alan White e três outros membros da comitiva da banda foram presos após uma violenta briga em uma boate de Munique. A banda estava bebendo muito e os testes mostraram que Liam havia usado cocaína. Liam perdeu dois dentes da frente e chutou um policial nas costelas, enquanto Alan sofreu ferimentos leves na cabeça após ser atingido por um cinzeiro. Dois anos depois, Liam foi multado em cerca de 40 mil libras. A banda encerrou a turnê em mar/03, após retornar às datas adiadas. No final de 2003, o Oasis começou a gravar seu sexto álbum no Sawmills Studios, em Cornwall. Entretanto, o baterista Alan White foi convidado a deixar a banda (na época, seu irmão afirmou que o "espírito de estar numa banda havia sido expulso de Alan"). Ele foi substituído por Zak Starkey (baterista do The Who e filho de Ringo Starr). Starkey participou de gravações e tocou em shows, mas sem ser considerado membro oficial.
O Oasis com Starkey foi a atração principal do Glastonbury Festival em 2004 e apresentou um set de grandes sucessos, que incluiu duas novas canções ("A Bell Will Ring" de Gem Archer e "The Meaning of Soul" de Liam). A apresentação recebeu resenhas negativas com o NME chamando-a de 'desastre'. Tom Bishop da BBC chamou o set do Oasis de "sem brilho e monótono... provocando uma recepção mista dos fãs", principalmente por causa do canto pouco inspirado de Liam e da falta de experiência de Starkey com o material da banda. Depois de muita turbulência, o novo álbum foi finalmente gravado no Capitol Studios, em Los Angeles/CA, entre out-dez/2004. O produtor Dave Sardy assumiu o papel de produtor principal (Noel decidiu se afastar desta função após uma década de liderança na produção da banda). Em mai/05, após três anos e tantas sessões de gravação descartadas, a banda lançou "Don't Believe the Truth", cumprindo seu contrato com a Sony BMG.
Ele seguiu o caminho de "Heathen Chemistry" como sendo um projeto colaborativo (ao invés de um álbum escrito por Noel). O álbum foi o primeiro em uma década a não apresentar a bateria de Alan White, marcando a estreia na gravação de Starkey. O álbum foi apontado como o melhor esforço da banda desde "Morning Glory" por fãs e jornalistas, gerando dois singles nº. 1 no Reino Unido: "Lyla" e "The Importance of Being Idle", enquanto "Let There Be Love" entrou no nº. 2. O Oasis ganhou dois prêmios no Q Awards (um na escolha popular e outro como melhor álbum). Seguindo os passos dos cinco álbuns anteriores do Oasis, também entrou nas paradas de álbuns do Reino Unido em primeiro lugar (o álbum vendeu mais de 6 milhões de cópias em todo o mundo). Produções exageradas, arrogância diminuída, preguiça auto satisfeita nas composições, tentativas de atualizar seu som clássico com elementos eletrônicos... tudo isto havia atormentado os álbuns do Oasis desde "(What's The Story) Morning Glory?", de 1995. Parecia que os momentos genéricos haviam encurralado o grupo que não sabia para onde ir. As notícias sobre as gravações do sexto álbum (de longa gestação) chegavam a dar desespero aos fãs (a contratação da dupla eletrônica Death In Vegas como produtora cujas gravações depois foram descartadas; Alan White pulando fora e sendo substituído por Zak Starkey etc.). Por tudo isso, "Don't Believe The Truth" foi um verdadeiro choque: era confiante, musculoso, organizado, firme e melodioso de uma forma que o Oasis não era desde "Morning Glory". Não parecia forçado, nem soava como se a banda estivesse deliberadamente tentando recriar as glórias do passado. Ao invés disso, soava agora revigorada (algo até apropriado já que este Oasis era uma banda bem diferente daquela de uma década atrás). Noel ainda era o principal compositor e quem dava a direção musical, mas seu irmão Liam, o baixista Andy Bell e o guitarrista Gem Archer agora eram parceiros plenos e iguais. Onde Noel havia lutado para preencher os álbuns pós-Morning Glory com faixas esquecíveis, agora ele se encontrava feliz por Bell e Archer comporem sons parecidos com os seus (e melhores do que aquelas faixas filler que ele havia criado anteriormente). Essas novas canções ganhavam a alma e o fogo de Liam, que não apenas recuperava sua coroa como o melhor cantor do Rock de sua geração, mas também se destacava como compositor (ele já havia escrito boas canções antes, mas aqui ele trouxe algumas memoráveis como "Love Like a Bomb", "The Meaning Of Soul" e "Guess God Thinks I'm Abel", tão boas quanto qualquer outra de Noel no álbum). O que não era demérito para Noel, que apresentava cinco canções, as mais fortes e animadas em anos, canções tão boas que fazia sentido que ele tivesse preferido cantar nelas (incluindo o dueto em "Let There Be Love", o melhor dos irmãos desde "Acquiesce"). Mas a chave para o sucesso deste álbum estava na enfatização do Oasis como uma banda genuína, uma reunião de personalidades. Não havia tanta diferença musical em "Don't Believe The Truth" para os outros álbuns do Oasis (permanecendo aquela mistura de British Invasion, The Jam, The Smiths e o gosto pelo Pop clássico da guitarra britânica), mas neste álbum todos os detalhes, desde as composições consistentes até arranjos soltos e confortáveis, o retorno das bravatas e tudo mais, aproximavam-no de sua marca registrada dos tempos do BritPop, quando eles foram a maior e melhor banda do mundo.



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