Quando "Be Here Now" foi lançado, o Oasis estava inserido no tecido cultural da Grã-Bretanha como nenhuma outra banda desde os Beatles e, de acordo com seu assessor de imprensa Johnny Hopkins: "Havia mais parasitas, constantemente dizendo que eles eram a melhor coisa. Isso tendia a bloquear as vozes críticas". Dorian Lynskey, jornalista do The Guardian, escreveu: "Se não é o zênite do Britpop, então deve ser o oposto. Não pode ser apenas uma coleção de canções - algumas boas, algumas ruins, a maioria muito longas, todas insanamente superproduzidas - mas um emblema da arrogância antes da queda, como a estátua de um ditador derrubada no chão por uma multidão vingativa". Após a conclusão da turnê "Be Here Now" no início de 1998, em meio a muitas críticas da mídia, o grupo se manteve discreto.
No final do ano, em nov/98, o Oasis lançou um álbum reunindo quatorze inspirados B-sides, "The Masterplan". Foi durante esse período que Noel Gallagher viveu em Supernova Heights no distrito de Belsize Park, em Londre, com sua então esposa Meg Matthews. Noel Gallagher morou nesta propriedade entre 1997-99, época conhecida por festas barulhentas com celebridades convidadas como Kate Moss, Rhys Ifans, Lisa Moorish e a banda The Charlatans. A casa acabou sendo vendida em 1999. No início de 99, a banda começou a trabalhar em seu quarto álbum de estúdio. Os primeiros detalhes foram anunciados em fevereiro, com Mark Stent sendo anunciado para o papel de co-produtor. As coisas não estavam indo bem e a saída do membro fundador Paul "Bonehead" Arthurs foi anunciada em ago/99. Essa saída foi relatada na época como amigável, com Noel afirmando que Arthurs queria passar mais tempo com sua família. Uma declaração de Arthurs esclareceu sua partida como "para se concentrar em outras coisas". No entanto, Noel desde então ofereceu uma versão contraditória: que uma série de violações da política de "sem bebida ou drogas" de Noel (imposta por Noel para que Liam pudesse cantar adequadamente) para as sessões do álbum resultou em um confronto entre os dois. Duas semanas depois, foi anunciada a saída do baixista Paul McGuigan (outro membro fundador). Os irmãos Gallagher deram uma entrevista coletiva logo em seguida, na qual garantiram aos repórteres que "o futuro do Oasis estava seguro. A história e a glória continuarão". Após o término das sessões de gravação, a banda começou a procurar membros substitutos. O primeiro novo membro a ser anunciado foi o novo guitarrista ritmista Colin "Gem" Archer, ex-Heavy Stereo, que mais tarde alegou ter sido abordado por Noel Gallagher apenas alguns dias após a saída de Arthurs ser anunciada publicamente. Encontrar um baixista substituto levou mais tempo e esforço: a banda ensaiou com David Potts, mas ele rapidamente se demitiu, e eles trouxeram Andy Bell, ex-guitarrista/compositor do Ride como seu novo baixista. Bell nunca havia tocado baixo antes e teve que aprender a tocá-lo (com Noel desde então dizendo: "Fiquei surpreso que Andy realmente tocasse baixo, sabe, porque ele é um guitarrista tão bom"), junto com um punhado de canções do repertório anterior do Oasis, em preparação para uma turnê agendada nos RUA em dez/99.
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| Noel, Andy Bell, Liam, Gem Archer e Alan White |
Com o fechamento da Creation Records, o Oasis formou seu próprio selo, Big Brother Recordings Ltd., que lançaria todos os discos subsequentes da banda no Reino Unido e na Irlanda. O quarto álbum do Oasis, "Standing on the Shoulder of Giants", foi lançado em fev/2000 com boas vendas na primeira semana. Alcançou o nº. 1 nas paradas britânicas e chegou ao nº. 24 nas paradas da Billboard. Quatro singles foram tirados do álbum: "Go Let It Out", "Who Feels Love?", "Sunday Morning Call" e "Where Did It All Go Wrong?", sendo que os três primeiros desta lista atingiram o Top 5 inglês. O videoclipe de "Go Let It Out" foi filmado antes de Bell se juntar ao grupo e, portanto, apresentou uma formação incomum com Liam na guitarra base, Archer na guitarra solo e Noel no baixo.
Com a saída dos membros fundadores, a banda fez várias pequenas alterações na sua imagem e som. A capa apresentava um novo logotipo "Oasis", desenhado por 'Gem' Archer, e o álbum também foi o primeiro lançamento a incluir uma canção escrita por Liam Gallagher, intitulada "Little James". A música agora tinha influências mais experimentais e psicodélicas. "Standing on the Shoulder of Giants" recebeu resenhas mornas e as vendas caíram em sua segunda semana de lançamento nos EUA. De fato, "Standing... " era um trabalho que tinha seus grandes momentos, mas era inconsistente. Noel interpretava boas partes, arranjos focados (embora a produção fosse gigantesca - Noel e Mark 'Spike' Stent passaram horas adicionando mellotrons, guitarras giratórias, efeitos e elementos de eletrônica, gerando o álbum mais psicodélico deles), ritmos midtempo e viajandões, resutando num disco diferente, sem toda aquela adrenalina vertiginosa ou o brilho sedutor do Oasis clássico. Talvez, fosse a época (o BritPop que a banda encabeçara havia acabado), talvez fosse a perda de dois membros fundadores, talvez fosse Mark 'Spike' Stent, que substituiu o colaborador de longa data Owen Morris, talvez fosse apenas os irmãos Gallagher envelhecendo, enfim... , mas o álbum não foi tão bem recebido. Muitos sentiram que as influências psicodélicas desviavam muito o som da marca original da banda. Um álbum de natureza drogada, não tão inspirado no todo, mas com algumas ótimas canções. Para apoiá-lo, a banda realizou uma turnê mundial movimentada. Em Barcelona, eles tiveram que cancelar o show por conta da tendinite no braço de Alan White. Depois de uma briga entre os dois irmãos, Noel declarou que estava desistindo completamente da turnê e que a banda deveria terminá-la sem ele. Entretanto, ele voltou para as datas irlandesa e britânica, o que incluiu dois grandes shows no Estádio de Wembley. Um álbum ao vivo do primeiro show, chamado "Familiar to Millions", foi lançado em nov/2000 com resenhas mistas.



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