A Noite Dos Poetas
Adriano Correia de Oliveira
Ó habitantes da terra e água
Com os semblantes cheios de mágoa
Saltem depressa para a cidade
Com a promessa da liberdade.
Invadam tudo comam pessoas
A cantar loas de meter medo
O mundo é mudo pertence às cobras
Que trepam escadas no arvoredo.
Haverá sinais no nevoeiro
Vinho veneno e ansiedade
Só um barqueiro cantando breve
Muito sereno na tempestade.
INSTRUMENTAL
Ó habitantes da terra e água
Com os semblantes cheios de mágoa
Saltem depressa para a cidade
Com a promessa da liberdade.
E os poetas a delirar
Devoram lírios no meio do mar
Constroem barcas que o vento vira
Pesadas barcas e uma lira.
A Vila De Alvito
Adriano Correia de Oliveira
A Vila de Alvito
Tem ruas e praças.
Homens e mulheres
E muitas desgraças.
E muitas desgraças.
E muitas desgraças.
A Vila de Alvito
Tem dois Lavradores
Tem muita riqueza
E raros amores.
A Vila de Alvito
Tem uma cruz ao lado
Quem manda na vila
Não lhe dá cuidado.
Não lhe dá cuidado.
Não lhe dá cuidado.
Maltezes ganhões
Sangue misturado
Na Vila de Alvito
É que eu fui criado.
INSTRUMENTAL
A Vila de Alvito
Tem ruas e praças.
Homens e mulheres
E muitas desgraças.
E muitas desgraças.
E muitas desgraças.
A Vila de Alvito
Tem dois Lavradores
Tem muita riqueza
E raros amores.
A Vila de Alvito
Tem uma cruz ao lado
Quem manda na vila
Não lhe dá cuidado.
Não lhe dá cuidado.
Não lhe dá cuidado.
Maltezes ganhões
Sangue misturado
Na Vila de Alvito
É que eu fui criado.

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