Barcas Novas
Adriano Correia de Oliveira
Lisboa tem suas barcas
Agora lavradas de armas.
Lisboa tem suas barcas
Agora lavradas de armas.
São de guerra as barcas novas
Sobre o mar com sua guerra.
São de guerra as barcas novas
Sobre o mar com sua guerra.
Barcas novas levam guerra
E as armas não lavram terra.
E as armas não lavram terra.
INSTRUMENTAL
De Lisboa sobre o mar
Barcas novas são mandadas.
De Lisboa sobre o mar
Barcas novas são mandadas.
Barcas novas levam guerra
Sobre o mar com suas armas.
Barcas novas levam guerra
Sobre o mar com suas armas.
Barcas novas levam guerra
E as armas não lavam terra.
E as armas não lavam terra.
Cana Verde
Adriano Correia de Oliveira
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Olhei-te nos olhos fundos
Teu olhar me incomodou.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Cana verde deu-lhe o vento
Tua mão me procurou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Cana verde deu-lhe o vento
Tua mão me procurou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
INSTRUMENTAL
Cana verde deu-lhe o vento
Tudo em redor se agitou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Procurai a cana verde
Que o vento agitou.
No cimo da cana verde
Voava a esperança e pousou.
Procurai a cana verde
Que o vento agitou.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.
Verde cana, cana verde
Entre o restolho se perde.

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