quarta-feira, 23 de setembro de 2026

POEMAS CANTADOS DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA

 


Canção Com Lágrimas
Adriano Correia de Oliveira

Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento, ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada

Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e Sol, o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema

Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio, depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro

Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o Sol, Lisboa com lágrimas
Lisboa à tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera


Canção da Beira Baixa
Adriano Correia de Oliveira

Era ainda pequenino
Era ainda pequenino
Acabado de nascer
Acabado de nascer.

Inda mal abria os olhos
Inda mal abria os olhos
Já era para te ver...
Acabado de nascer.

INSTRUMENTAL

Inda mal abria os olhos
Inda mal abria os olhos
Já era para te ver...
Acabado de nascer.

INSTRUMENTAL

Quando eu já for velhinho
Quando eu já for velhinho
Acabado de morrer
Acabado de morrer.

Olha bem para os meus olhos
Olha bem para os meus olhos
Sem vida são p'ra te ver...
Acabados de morrer.

INSTRUMENTAL

Olha bem para os meus olhos
Olha bem para os meus olhos
Sem vida são p'ra te ver...
Acabados de morrer.

INSTRUMENTAL

Era ainda pequenino
Era ainda pequenino
Acabado de nascer
Acabado de nascer.

Inda mal abria os olhos
Inda mal abria os olhos
Já era para te ver...
Acabado de nascer.

INSTRUMENTAL

Inda mal abria os olhos
Inda mal abria os olhos
Já era para te ver...
Acabado de nascer.



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