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| Micky Lee Soule, Dio, Craig Gruber, Blackmore e Gary Driscoll |
Na época do seu lançamento, Blackmore já havia evoluído a ideia de um álbum solo para um projeto com uma banda nova. Talvez, esta estreia do grupo seja o primeiro exemplo de Rock com fantasias medievais (algo que seria muito explorado depois por bandas como Iron Maiden e o próprio Dio em carreira solo). Ronnie James Dio fornecia grande presença vocal na frente de um Blackmore cada vez mais barroco (parcialmente porque ele havia começado a estudar violoncelo para ajudá-lo a construir progressões mais interessantes de acordes). Os destaques estavam nas faixas "Sixteenth Century Greensleeves" e "Man On The Silver Mountain", duas pedradas Hard Rock, mas a sombria e arrastada "Self Portrait" também deixava claro do que eles eram capazes. Havia ainda a linda "Catch The Rainbow" e o cover "Still I'm Sad" (dos Yardbirds). Entretanto, o potencial do grupo somente ficava aqui na sugestão. Pouco depois do lançamento do disco, o tecladista Soule saiu, enquanto o baixista Gruber e o baterista Driscoll foram despedidos (claramente, nenhum deles estava nos planos de Blackmore numa formação para os palcos). Esta primeira formação nunca tocou ao vivo. O álbum teve recepção positiva e vendeu bem tanto no Reino Unido, quanto nos EUA. Dio possuía um alcance vocal muito poderoso e era um cantor versátil (capaz de atuar bem tanto em canções pauleiras, quanto em baladas suaves). Blackmore relatou, na época: "Ele me dava arrepios na espinha com seus incríveis vocais". Embora Dio nunca tenha tocado qualquer instrumento no Rainbow, Blackmore o creditou como compositor e arranjador junto com o próprio guitarrista, além de lhe dar crédito por todas as letras. Outro aspecto que fortaleceu a boa relação foi que ambos encontraram um terreno comum num relacionamento de amizade e senso de humor. Ronnie Dio declarou, tempos depois: "Foi minha oportunidade de mostrar meus talentos. Agradeço a Ritchie por isso o tempo todo. Ele foi quem me deu a oportunidade para mostrar o que eu tinha". Foi neste contexto de uma experiência de gravações altamente positiva que Blackmore decidiu deixar o Deep Purple (seu último show com eles foi em Paris em abr/75 e o anúncio ocorreu em 21/jun/75). Sem o resto do Elf, mantendo apenas Dio, Blackmore passaria a controlar/escolher os músicos pelo resto da vida da banda.
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| Cozy Powell, Jimmy Bain, Ronnie Dio, Tony Carey e Blackmore |

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