terça-feira, 31 de maio de 2022

Biografia e história do fadista António Severino

 

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Dos maiores artistas da sua geração.

Qualquer setubalense conhece o nome de António Severino. Alguns porque assistiram aos seus concertos e outros, mais novos, porque ouviram falar no fadista lá em casa. O setubalense, agora com 78 anos, foi um dos maiores fenómenos da sua geração.

Durante vários anos, foi um dos nomes mais pedidos para passar nas rádios locais. Gravou mais de 300 temas, entre eles “Abraço a Setúbal”, “Senhor Natal”, “ Montanha Azul”, e atuou nas melhores salas do País. O seu sucesso entre a comunidade portuguesa era tão grande que foi convidado para tocar em vários países, como França, Holanda ou Estado Unidos.

A New in Setúbal falou com os músicos Vítor Pereira (guitarra clássica), Custódio Magalhães (guitarra portuguesa) e Vítor Pereira Júnior (viola baixo), que acompanharam o percurso do fadista ao longo dos anos e que têm várias histórias para contar. 

Severino nasceu em Setúbal e morou no bairro Afonso Costa.  A sua família não tinha ligações ao fado, mas tanto a mãe como o seu irmão Lenito Abreu chegaram a cantar juntos e até foram a um programa de televisão. O fadista começou a cantar desde cedo e fez parte de alguns conjuntos da cidade, como o Vera Cruz Setubalense, onde era vocalista. “Recordo-me dele ir aos bailes cantar supostamente para as pessoas dançarem ao som da sua música. Mas o que acabava por acontecer é que elas paravam de dançar só para ouvi-lo”, conta Vítor Pereira, de 71 anos.

Já Custódio Magalhães, 69 anos, refere que “António Severino não era um indivíduo qualquer em termos de instrução. Chegou mesmo a tirar um curso comercial e ficou com um grau muito superior à sua classe naquela época”. O fadista dividiu sempre os palcos com a sua profissão de distribuidor de gás na empresa Gazcidla, daí a sua famosa alcunha de “miúdo do gás”.

A juntar ao fado, a outra grande paixão era o atletismo. “O Severino participou em vários campeonatos e ficava sempre bem classificado. Um traço característico que me lembro é que quando ia correr, usava um lenço na cabeça atado com quatro nós. E nos próprios concursos da empresa do gás, que consistiam em transportar duas bilhas em cada mão na maior distância possível, ele também ganhava quase sempre”, lembra Vítor Pereira.

A maioria dos temas do seu repertório eram dedicados às comunidades piscatórias, como é o caso de “Abraço a Setúbal”, daí que os seus trabalhos se tenham transformado em grandes sucessos no litoral do País, com destaque para Peniche. Em algumas entrevistas a jornais locais, António Severino referiu que gostava de ver os barcos chegar ao cais da lota, e que naquele momento sentia que lhe crescia uma “alma nova”. 

Segundo os músicos, a canção “Senhor Natal” foi o tema que deu mais visibilidade a António Severino, que teve sempre o apoio do autor e produtor José Crispim, entre outros compositores e letristas.

Num dos concertos no Coliseu dos Recreios, segundo o guitarrista Vítor Pereira: “O Severino começou a cantar perto das oito da manhã e mal começou a atuação levantou o pavilhão inteiro. Quando o apresentador José La Feria, irmão do Filipe La Feria, ia dar por terminado o espetáculo, houve pessoal a atirar garrafas de água para o palco e a gritar para o Severino voltar a cantar um último fado”.

Antes dos concertos, António Severino gostava de fazer um pré-ensaio mais informal. “Ele costumava dizer que estava rouco antes do espetáculo, mas bastava entrar e receber um elogio do público, que ganhava logo aquela injeção de energia que precisava para continuar”, afirma Custódio Magalhães.

Vítor Pereira Júnior, 41 anos, começou a tocar mais tarde com António Severino, mas diz que foi “um grande cantor e dos mais famosos entre as comunidades piscatórias”, tendo recebido uma medalha de honra da cidade de Peniche, Setúbal e Porto.

O último concerto que António Severino deu foi há cerca de três anos, em Peniche. Desde essa altura que se afastou definitivamente dos palcos por motivos de saúde. Tem dois filhos e atualmente está a morar perto de Palmela. 





Música Africana


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 África é um continente com vários tipos de diversidade étnica, cultural e linguística. Uma descrição da música africana é quantidade de variedade de expressões. Existem semelhanças regionais entre grupos desiguais, assim como as tendências que são constantes ao longo do tempo do continente africano.

A música da África é tão ampla e variada como as muitas regiões da África.

Quem estudou nações de candomblé na Bahia,  sabe que ele é fruto de descendentes de distintas nações e grupos étnicos africanos, quanto ao seu patrimônio musical específico. Reunindo dados históricos, etnográficos, linguísticos e confrontando-os com respeito à pertinência relativa a sua origem e às interpenetrações de civilizações, revela-se a existência de permanências e divergências, bem como de um número considerável de empréstimos e influências recíprocas tanto no plano etnográfico como no estritamente musical.

Sinteticamente, encontra-se 20 toques no candomblé: 8 são originários da nação Ketu; 7 originários da nação Jêje; 4 da nação Angola e um total de 15 empréstimos recíprocos. Análise similar tem sido feita nos grandes grupos etno-linguísticos africanos, bem como na música popular da África, correlacionando esta com a denominada música negra ao redor do mundo. É uma questão cultural, logo, os gêneros musicais que mais aprecio têm uma raiz africana: jazz, blues, rhythm and blues, rock, soul, reggae,  dub, samba, bossa-nova, etc.

A África é um grande continente e as suas regiões e nações possuem distintas tradições musicais. A música do norte da África tem uma história diferente da musica da África Sub-saariana.

Norte de África é a sede da cultura mediterrânica que construiu o Egito e Cartago, antes de ser governado sucessivamente por gregos, romanos e godos e, de tornar-se, em seguida, o ocidente (Magrebe) do mundo árabe. Como os gêneros musicais do Vale do Nilo e do Nordeste africano, a sua música tem laços estreitos com música do Oriente Médio. Sugiro pesquisar no Spotify por palavra-chave minha playlist denominada “Música do Oriente Médio“.

África Oriental, Madagascar e ilhas do Oceano Índico são áreas ligeiramente influenciadas pela música árabe e também pela música da Índia, da Indonésia e da Polinésia. No entanto, nas populações indígenas as tradições musicais são principalmente em sua maioria típica da África subsaariana de línguas nigero-congolesas.

África do Sul, Central e Ocidental são regiões onde caracterizam-se também na ampla tradição musical subsaariana, mas também possuem influências vindas da Europa Ocidental e América do Norte. A música e as formas de dança da diáspora africana, incluindo a música afro-americana e muitos gêneros afro-caribenhos como soca, calipso, zouk (musica antilhana) e gêneros musicais latino-americanos como a salsa, rumba, e outros derivados do clave-ritmo (cubano), originaram-se com diversos graus de variação na música dos escravos africanos. Por sua vez, esses gêneros também influenciaram a música popular africana contemporânea.

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Glossário dos Estilos Musicais Africanos:

Afrobeat é uma combinação de jazz americano, funk e batida [beat] nigeriano. Ele foi criado pelo artista o mais militante da África, o falecido Fela Ransome Anikulapo, da Nigéria, no início dos anos 70. Era justamente a época em que o rock britânico e soul music americana estavam dominando a maior parte da cena musical da África. Fela Kuti introduziu sua marca, com estilo próprio, para deter a invasão musical britânica.

Afropop é como certas pessoas chamam alguns dos novos gêneros da música popular da África que é temperada com elementos de ritmos africanos e ocidentais. Uma razão para os músicos dos países ocidentais terem sido capazes de reconhecer um pouco a influência de música africana é que, nos anos 70 e 80, muitos artistas e músicos africanos migraram para a Europa e a América a fim de seguir uma carreira profissional internacional. Ao fazê-lo, eles reintroduziram na World Music elementos da música africana, na sua forma contemporânea, com muitas variações e estilos. Utilizando toda uma nova tecnologia de gravação disponível para eles, foram capazes de criar novos sons.

Bikutsi: a adição tardia à música de dança popular em Camarões do estilo criado por cinco músicos desse país africano, na costa do Atlântico, ao reagirem ao estilo zouk de música de dança da Martinica. Esta tinha monopolizado as ondas dos rádios de Camarões, inteiramente, no início dos anos noventa.

Benga Beat é estabelecido pelas guitarras elétricas no som de Quênia, na costa do Índico, identificáveis ​​pela cadência do tambor pesado e da harmonia vocal.

Chimurenga é a música da guerra de libertação do Zimbabwe. É uma mistura da música tradicional mbira com o uso da guitarra elétrica como um instrumento da luta de libertação pelo internacionalmente conhecido artista deste país: Thomas Mapfumo. Recomendo pesquisar esse nome no Spotify.

Fuji Garbage vem da Nigéria. É uma música Yoruba, baseada em tambores, com guitarras, acordeões e tambores falantes.

Jit Jive e True Jit são outros estilos de Zimbábue, popularizada por um grupo de jovens músicos, logo após a independência deste país, no início dos anos oitenta. Os Bhundu Boys foram os primeiros embaixadores desse estilo. Foi criado após a guerra de libertação, quando muitos jovens, que migraram das aldeias para a capital Harare, encontravam-se sem dispor de quaisquer habilidades empregáveis. Então, eles formaram muitas bandas, em toda a cidade, para fins recreativos.

Highlife é a música de salão de baile de Gana e da Nigéria na África Ocidental. Este estilo de música de dança que introduziu pela primeira vez a música popular africana para a Europa e América. Entre os pioneiros estão King Bruce and his Black Beat, E.T. Mensah and his Ramblers Dance Band, Roy Chicago.

Makossa é outro gênero de música camaronês de dança popular “para dançar até cair”. O grande saxofonista Manu Dibango colocou o estilo no mapa com seu som jazzy lendário de “soul [alma] Makossa”, que tornou-se o tema principal da música africana na Europa e na América na década de 70. Há um grande número de artistas camaroneses que executam o novo estilo em suas verdadeiras cores e ritmos africanos, entre eles, o Prince Eyango, Guy Lobe, Charlote Mbango, Eppe & Koum, Moni Bile.

Mbalax que a música contemporânea do Senegal, o som percussivo altamente dominado pelo Sabar (tambor de pele de cabra). Melhor exemplo dessa música é Youssou Ndour, Baaba Mal, Ismael Lo e, ultimamente, muitos recém-chegados à cena da música senegalesa.

Mapouka é a mais recente mania da dança e estilo musical emitido da Cote d’Ivoire, na África ocidental. Originalmente dançado pelas mulheres da alta sociedade, na região sudoeste do país, Mapouka foi colocado em cena de clube popular, no final dos anos 90, por uma nova geração de mulheres jovens que transformaram-no em um estilo de dança erótica. Apesar de ser proibida pelo governo, a Mapouka continua a ser extremamente popular fora do seu país de origem. Um estilo não-tão erótico está sendo dançado por ambos gêneros, isto é, muitos grupos masculinos e femininos, em Cote d’Ivoire.

Mbaquanga é o nome dado à música negra sul-africana para dançar em Soweto. O estilo foi nomeado após uma pesquisa popular entre as pessoas do bairro negro. Serviu como a música da luta de libertação. Alguns artistas para apreciar são os Soul Brothers, Malatini and The Mahottela Queens, Juluka, Soul Ryders. Veja no Netflix o documentário “Música do Mandela”.

Soukous do Congo é a música e o estilo de dança hoje tidos como a mania mais popular em toda a África subsaariana. A música rumba lenta dos anos 50 e 60 desenvolveu-se em um ritmo eletrizante, elevado à oitava, tocada por alguns dos melhores guitarristas da África. O nome vem da palavra francesa “secouer“, que significa “tremer”. Ele foi traduzido para “soukous” nas ruas de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo. O som nítido da  rápidas guitarras e a harmonia vocal da música soukous são irresistíveis. Você pode ficar familiarizado com o som de Papa Wemba, Koffi Olomide, Wenga Music, Soukous Stars, Diblo Dibala, Kanda Bongo Man. Em meados dos anos 90, a música Soukous evoluiu para um novo estilo chamado Ndombolo, que se tornou o principal menu musical em muitas partes da África.

Taarab é a música da ilha temperada de Zanzibar na extrema costa leste da África. O nome taarab deriva da palavra árabe Tariba que significa “inquietação ou agitação”. O estilo reflete inegavelmente a combinação de ambas as raízes árabes e africanas.

Zoblazo é o estilo de dança lento da Costa do Marfim [Côte d’Ivoire] na maior parte da região costeira do país. O principal expoente e criador desse estilo é o extraordinário showman e grande intérprete Meiway.

Fontehttp://www.kubatana.net. Sob Licença Creative Commons.

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Obs.: aprecio, especialmente, Ali Ibrahim “Farka” Touré (KanauMali31 de outubro de 1939 – Bamako7 de março de 2006). Ele foi um cantor e guitarrista malinês e um dos músicos mais internacionalmente reconhecidos do continente africano. Sua música é amplamente considerada como representando um ponto de intersecção da tradicional música de Mali e o blues. Este último é, historicamente, derivado da primeira como reflete-se nas frequentes citações de Martin Scorsese, caracterizando a tradição de Touré como constituindo “o DNA do blues”.

Como uma excelente introdução à melodiosa sonoridade africana, ouça o ótimo album gravado por Ali “Farka” Touré e o músico norte-americano Ry Cooder, autor da extraordinária trilha sonora de “Paris-Texas“, dirigido pelo diretor alemão Win Wenders. Este é um músico eclético cujas composições musicais vão dos blues ao rock and roll, passando pelo reggaetex-mexjazzcountryfolkmúsica instrumentalrhythm and blues e gospel. O característico som da sua guitarra, tem origem na técnica utilizada, designada por slide guitar. Participou do filme A Encruzilhada (1986), onde a maior parte das dedilhadas de Ralph Macchio foram gravadas por ele.


Biografia Alexandre Pires

Alexandre Pires

 Alexandre Pires do Nascimento (Uberlândia, 8 de janeiro de 1976) mais conhecido profissionalmente apenas como Alexandre Pires, é um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro.[1] Em 1989, fundou o grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar, o qual foi o vocalista principal até a sua saída no início dos anos 2000. Seu álbum de estreia como cantor solo intitulado Alexandre Pires / É Por Amor, foi lançado em 2001 e comercializado em ambas as línguas espanhol e português.

Biografia e carreira

1976–1998: Primeiros anos e Só Pra Contrariar

Nascido e criado em uma família humilde do interior mineiro, é filho dos músicos Maria Abadia e João Pires. Alexandre começou sua carreira musical em 1989, quando decidiu, ao lado de seu irmão Fernando, e do seu primo Juliano, montar o Só Pra Contrariar (SPC), nome dado em homenagem à canção do grupo Fundo de Quintal, que havia atingido grande popularidade em pouco tempo. Quando aprendeu a tocar cavaquinho, o samba "Só Pra Contrariar" do grupo Fundo de Quintal, Pires não imaginou o quanto essa canção seria importante para sua carreira.

O artista também reuniu alguns amigos próximos, em sua cidade natal, e começaram os ensaios, cada ensaio na casa de um amigo. A década de 1990 foi de extrema importância para o grupo, que viu suas vendas crescerem ao longo da década. Com o tempo, as apresentações informais em bares e boates de Uberlândia levaram o grupo a chamar atenção da indústria fonográfica, e assim gravaram o primeiro álbum em 1993, intitulado Que Se Chama Amor. Com as músicas "Que Se Chama Amor", "A Barata" e "Domingo" que estouraram nas paradas das rádios brasileiras, o grupo de pagode ganhou fama nacional, gravou mais seis álbuns de sucesso e alcançou a impressionante marca de três milhões de discos vendidos com um único trabalho e 10 milhões ao todo. O êxito comercial das músicas "Depois do Prazer" e "Mineirinho", lançadas em 1997, levou o SPC a gravar um álbum em espanhol, que vendeu 700 mil cópias nos países hispânicos.

1999–2012: Carreira solo e reconhecimento internacional

O sucesso do material em espanhol do SPC, fez com que, em 1999, Pires fosse convidado pela cantora Gloria Estefan para gravar um dueto para a música "Santo Santo", que o consagrou como um dos grandes intérpretes da América Latina. Após lançar sete álbuns de estúdio com o SPC, Pires parte para carreira solo com o disco É Por Amor de 2001, dedicado ao mercado internacional. Mesmo cantado em espanhol, o álbum ganhou uma versão em português. Produzido por Emílio Estefan e dirigido ao público internacional, Pires mudou o estilo e trouxe várias baladas românticas. A música "Usted Se Me Llevó La Vida" entrou na trilha sonora da novela Porto dos Milagres e o consagrou como o mais novo intérprete nacional de sucesso. Sem conseguir acompanhar todos os compromissos, o cantor deixou o SPC em 2002, depois de uma apresentação para mais de 14 mil pessoas em Nova Iorque, Estados Unidos.

A boa produção do primeiro álbum rendeu, em 2002, um prêmio Grammy na categoria "Engenharia de Som" e o reconhecimento da revista Billboard, com o prêmio no Latin Music Awards, de "Melhor Artista do Ano" em 2001. No mesmo ano, lançou "Minha Vida Minha Música", um projeto da BMG, que trouxe participações especiais e alguns depoimentos de artistas. No álbum de Pires, a atriz Susana Vieira narrou a faixa de abertura.

Em 2003, Alexandre lançou o terceiro disco solo, Estrella Guia, com versão em espanhol para os países latino-americanos e Europa. O álbum contou com as participações de Alejandro Sanz em "Solo Que Me Falta" e de Rosário Flores na música "Inseguridad". Além disso, cantou para o presidente dos Estados UnidosGeorge W. Bush, a música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em português, na comemoração do mês da Independência Hispânica nos Estados Unidos.

Para aumentar a sua participação no mercado musical americano, foi lançada uma tiragem especial de Estrela Guia, acompanhada de um DVD com os videoclipes já gravados por Alexandre Pires. No ano seguinte, o cantor voltou ao Brasil e realizou diversas apresentações por todo o país, enquanto preparava seu novo trabalho inédito.

Em Alto-Falante, lançado em 2004, Alexandre Pires expôs seu pensamento e mostrou um repertório quase que totalmente autoral. A exceção é uma música inédita de Jorge Vercillo, "O Que Você Fez", em rhythm and blues americano. Gravado no estúdio do artista, em Uberlândia, o álbum contou com as participações de Fat FamilySampa CrewNetinho de Paula e a dupla Caju & Castanha.

Em 2005, Alexandre Pires lançou o disco Meu Samba. O álbum, que contou com a produção de Cláudio Rosa, marca o retorno do cantor às raízes do samba. Ainda em 2005, no Dia Nacional da Consciência Negra, Alexandre recebeu o Troféu Raça Negra, na categoria "Melhor Cantor".[2]

Em 2007, lançou mais um álbum, visando o mercado exterior e também foi um dos seus grandes sonhos, que era gravar um álbum só com canções de Julio Iglesias, intitulado A un idolo. Mas foi em 2008 que seu maior sonho foi realizado, no dia 8 de janeiro de 2008, data em que Alexandre comemora seu aniversário, foi gravado em sua cidade natal o seu mais recente álbum, o CD e DVD Em Casa. Com uma equipe de 150 pessoas, Alexandre afirma ter acompanhado tudo de perto. Destaque para as canções "Pode Chorar", e "Delírios de Amor" com o Grupo Revelação, além de canções conhecidas da carreira do cantor. O DVD conta com a participação também de Ivete SangaloDanielAlcionePerlla e dos cantores angolanos Yolá Araújo e Anselmo Ralph.[3]

Em 2010, Alexandre volta com um cd de inéditas, intitulado Mais Além.[4]. O álbum extraiu os sucessos "Eu Sou o Samba" que conta com a participação de Seu Jorge e as baladas "Quem é Você" e "Erro Meu". O álbum rendeu no ano seguinte um CD/DVD ao vivo: Mais Além - Ao Vivo.

Em 2012, Alexandre grava seu terceiro DVD da carreira solo em São Paulo no dia 11 de abril de 2012, intitulado Eletrosamba, com a participação de Cláudia LeitteXuxa, Abadia Pires, Só Pra Contrariar e Mumuzinho.[5]

2013–presente: Retorno temporário ao SPC e outros trabalhos solo

Em março de 2013 Alexandre retorna ao grupo Só Pra Contrariar para turnê em comemoração dos 25 anos de carreira do grupo. Foi prometido uma turnê de pelo menos 3 anos, e ainda, novo CD e DVD. O cantor já estava 11 anos em projetos solo. [6]

Em 2017, Alexandre lança o novo trabalho, em CD e DVD, intitulado DNA Musical\ que exploram as influências essencialmente do cancioneiro da MPB que o cantor teve da família. O trabalho conta com as participações de Caetano VelosoMilton NascimentoJorge Ben JorMartinho da VilaGilberto Gil e Djavan.

Em 2018 e 2019, Alexandre lança a turnê Baile do Nêgo Véio, com 3 horas de show, cantando clássicos dos anos 90, com músicas de pagode, axé e outros estilos da época e claro, com as músicas do Só Pra Contrariar, grupo que o consagrou. Foi lançado um CD gravado no Rio de Janeiro e 2 DVDs da turnê de um show em Jurerê internacional, Santa Catarina.

Vida pessoal

Em setembro de 2007 começou a namorar com Sara Campos, mineira de Uberlândia como ele. Eles se conheceram na inauguração de um bar na cidade, onde ela era recepcionista. Após dois meses de namoro, ela engravidou e em janeiro de 2008 o casal foi morar junto.[7] Em 23 de agosto de 2008 nasceu o filho do casal, Arthur Campos Pires do Nascimento. [8]

Alexandre e Sara oficializaram a união no civil e no religioso em 16 de dezembro de 2008, em Uberlândia. O casamento contou como padrinhos a cantora Ivete Sangalo e seu assessor pessoal Dito, amigos de Alexandre Pires desde o início de sua carreira. A festa contou com show da banda Roupa Nova[9]

No dia 8 de julho de 2010 nasceu a filha do casal, Júlia Campos Pires do Nascimento. Seus dois filhos nasceram de parto cesariana, em Uberlândia[10] Alexandre Pires ainda é pai de Ana Carolina, nascida em 1993, fruto de um relacionamento casual que o cantor teve em sua adolescência. A jovem segue os passos do pai na carreira artística, e sob o nome artístico Carol Pires já cantou em diversos programas de televisão e também é compositora. Ela nasceu e cresceu em Uberlândia, e ainda mora na cidade com sua mãe. [11]

De 1997 a 1999 foi namorado da cantora Simony. Após o término do namoro, ele descobriu que Simony havia engravidado dele, e sofrido um aborto espontâneo. Em entrevistas Simony revelou que foi traída por Alexandre Pires com Carla Perez, e por isso o namoro havia terminado. [12] De 1999 a 2000 manteve um relacionamento amoroso com a dançarina Carla Perez, e de 2002 a 2007 o cantor foi namorado da dançarina Sheila Mello[13]

Acidente

No dia 6 de fevereiro de 2000, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Alexandre Pires atropelou e matou com seu Jeep Grand Cherokee o vendedor José Alves Sobrinho, que estava em uma motocicleta. Segundo se apurou, ao atingir a motocicleta, o carro trafegava além do limite de velocidade.[14] Sobrinho entrou em estado de coma após ser atropelado e morreu três dias depois. Alexandre, que antes do acidente havia saído de uma boate na cidade, negou que estivesse alcoolizado. Nenhum exame de dosagem alcoólica foi feito no cantor, que se evadiu do local sem prestar socorro à vítima. Pires alegou que ficou em estado de choque e deixou o local do acidente para procurar atendimento médico. Seu irmão, que também estava no carro, permaneceu no local.[15]

No final de fevereiro de 2000, foi divulgado o resultado do laudo, que confirmou a responsabilidade do cantor pelo acidente. Em agosto do mesmo ano, Pires fez um acordo com a família do motociclista, para pagar uma indenização de R$ 250 mil. Com o acordo, o processo cível foi encerrado, mas Pires ainda continuou respondendo ao processo criminal por homicídio doloso, movido pelo Ministério Público de Uberlândia.[15]

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Alexandre Pires

Álbuns de estúdio

Português
Espanhol

Versões

Filmografia




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