quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

BIOGRAFIA DOS Bon Jovi

 

Bon Jovi

Bon Jovi é uma banda americana de rock, formada em 1983, em Sayreville, Nova Jersey. A banda mantém algumas características do estilo hard rock dos anos 1980 até hoje, mas assimilou influências dos variados estilos surgidos no rock e heavy metal desde o seu álbum de estreia, em 1984. Com passar dos anos veio a se tornar uma das bandas mais bem sucedidas da história do rock, quando se trata de turnês pelo mundo, sua marca, músicas em seriados, e aparições em programas de TV, a banda em 2011 foi eleita pela revista Rolling Stone como a segunda banda de rock mais cara do planeta, perdendo o topo posteriormente para a banda irlandesa U2.

Bon Jovi já lançou quinze álbuns de estúdio, cinco coletâneas musicais e três álbuns ao vivo. A banda vendeu mais de 100 milhões de cópias, fazendo deles uma das bandas de rock mais bem sucedidas de todos os tempos, realizando também mais de 2 700 shows em 50 países. Bon Jovi foi introduzido no Hall da Fama da música no Reino Unido em 2006 e no Rock and Roll Hall of Fame dos Estados Unidos em 2018. A banda também recebeu prêmios ao mérito da American Music Awards em 2004 e Jon Bon Jovi e Richie Sambora foram introduzidos no Songwriters Hall of Fame em 2009.

História.

Formação.


Nascido em 2 de março de 1962, o líder e vocalista da banda, Jon Bon Jovi (John Francis Bongiovi Jr.), começou a tocar violão e guitarra aos sete anos, quando aprendeu músicas de Elton John. Em 1969, fundou sua primeira banda, chamada Raze.

Aos treze anos, Jon Bon Jovi teve sua primeira experiência com gravação. A música gravada foi "We Wish You a Merry Christmas", de Meco Monardo e Daniel Oriolo, em um disco de Natal de Star Wars, Christmas in the Stars, produzido pelo produtor musical Tony Bongiovi, seu primo.

Em 1978, conheceu David Bryan (David Bryan Rashbaum) no colégio "Sayreville War Memorial High School". Os dois fundaram uma banda cover de R&B chamada Atlantic City Expressway (ACE). Nessa época, mesmo sendo menores de idade, tocaram em clubes de Nova Jérsei. Ainda na adolescência, Jon Bon Jovi tocou na banda "Jon Bongiovi and the Wild Ones", a qual mantinha formação semelhante à que gravou o primeiro álbum da banda, exceto pelo guitarrista.

Durante o verão de 1980, fora da escola e em empregos temporários — incluindo trabalho em uma loja de sapatos —, Jon Bon Jovi conseguiu finalmente um emprego na PowerStation Studios, uma gravadora de Manhattan, da qual o co - dono era seu primo Tony Bongiovi (que trabalhou com bandas como Aerosmith, Ramones e Talking Heads). Jon fez várias demonstrações de músicas (incluindo uma produzida por Billy Squier) e as enviou para muitas outras gravadoras, sem obter sucesso.

Em 1982 Jon gravou a música "Runaway" com músicos contratados, conhecidos como "The All Star Review", com Tim Pierce na guitarra, Roy Bittan nos teclados, Frankie LaRocka na bateria e Hugh McDonald no baixo. A canção se tornou um sucesso imediato no verão de 1983.

Diante do bem-sucedido single, Jon precisava de uma banda. Os futuros membros do grupo tinham se cruzado no passado, mas a formação original não se juntou até março de 1983, quando Jon ligou para David Bryan, que chamou Alec John Such e Tico Torres. Eles conseguiram um contrato com a gravadora Polygram em 21 de janeiro de 1984, ano em que lançaram o primeiro disco, e Runaway voltou a fazer sucesso. A respeito do nome Bon Jovi, este surgiu de uma brincadeira que os integrantes da banda fizeram com o nome de Jon.

Vários guitarristas passaram pela banda, entre eles Dave "The Snake" Sabo, futuro membro do Skid Row (Tocando apenas um verão, o de 1984), até que Richie Sambora se juntou definitivamente ao grupo. Antes de entrar na banda, Sambora excursionou com Joe Cocker, tocou com o grupo Mercy e chegou a fazer um teste para ser membro do Kiss. Ele também tocou no álbum Lessons com a banda "Message", que foi lançado em CD pela Long Island Records em 1995. O Message originalmente assinara com a Swan Song (do Led Zeppelin), porém o álbum nunca foi lançado.

Tico Torres também era um músico experiente. Gravou com Miles Davis e tocou ao vivo com "The Marvelettes" e Chuck Berry.

David Bryan era um recruta natural. Quando saiu da banda que fundou ao lado de Jon, passou pela Juilliard School, famosa escola de música e, depois, retornou a parceria com o velho amigo de escola.

Anos 1980.

Bon Jovi agora era uma banda. Durante um show de abertura para a banda Scandal, o grupo chamou a atenção do executivo de gravadora Derek Shulman, que os assinou com a PolyGram.

Com a ajuda do novo empresário, Doc McGhee, o álbum de estreia da banda, Bon Jovi, foi lançado em 21 de janeiro de 1984. O álbum chegou a ouro nos Estados Unidos (mais de 500,000 cópias vendidas) e também foi lançado no Reino Unido. A banda abriu para ZZ Top no Madison Square Garden (antes do álbum ser lançado), e para os Scorpions e os Kiss na Europa, além de shows no Japão.

O ligeiro sucesso do primeiro álbum animou os produtores para um segundo. Em 1985 é lançado 7800° Fahrenheit, mas a recepção foi fraca. A revista britânica Kerrang!, que foi bastante positiva em relação ao álbum de estreia, chamou este de "uma fraca imitação dos Bon Jovi que nós conhecemos e aprendemos a gostar". O próprio Jon Bon Jovi posteriormente disse que o álbum poderia e deveria ser melhor.

Para o álbum seguinte, a banda começou a escrever as canções com o compositor Desmond Child (que foi indicado à banda por Gene Simmons). Slippery When Wet, lançado em 1986, foi produzido por Bruce Fairbarn e gravado em Vancouver, no Canadá. O álbum levou a banda ao "status" de astros mundiais, com sucessos como "You Give Love a Bad Name", "Livin' on a Prayer", "Wanted Dead or Alive" e "Never Say Goodbye".

Na época, Jon Bon Jovi não queria incluir "Livin' on a Prayer" (que se tornaria um dos maiores sucessos da banda; o videoclipe da música é o mais exibido da história da MTV) no álbum, e que o mesmo só recebeu a canção graças ao esforço de Sambora em convencer o vocalista sobre o potencial da canção.

Nos Estados Unidos, o álbum vendeu mais de doze milhões de cópias desde o lançamento e 28 milhões no mundo inteiro. Na turnê que se seguiu, Jon Bon Jovi começou a ter dificuldades vocais. As notas extremamente altas e constantes danificaram sua voz permanentemente. Com a ajuda de um técnico vocal, Bon Jovi continuou a turnê, e Jon começou a cantar em tons ligeiramente mais baixos desde então.

O próximo álbum, New Jersey (chamado originalmente de Sons of Beaches e planejado como um álbum duplo), foi lançado em 1988, novamente produzido por Bruce Fairbarn. O álbum foi gravado logo após o fim da turnê do Slippery When Wet, pois a banda queria provar que não era apenas um sucesso temporário. O trouxe sucessos como "Bad Medicine", "Lay Your Hands on Me", "Born to Be My Baby" e "I'll Be There For You", que permaneceram nos repertórios por muitos anos. No entanto, o álbum levou a banda direto da exaustiva turnê anterior para uma maior ainda.

Anos 1990.

No começo da década de 1990, a banda estava saturada de trabalho. As brigas entre os membros se tornaram constantes e a banda resolveu "dar um tempo". Ainda em 1990, Jon Bon Jovi lança o seu primeiro álbum solo, intitulado Blaze of Glory, cujas canções foram oficialmente inspiradas pelo filme Young Guns II (Jovens Demais Para Morrer). No CD, hits como "Blaze of Glory", "Miracle" e "Santa Fe".

Richie Sambora também lançou um disco solo. Stranger in This Town é de 1991 e foi baseado em suas raízes de blues. O trabalho não chamou tanta atenção da mídia, as vendas foram baixas e a turnê promocional foi bastante curta. O show mais lembrado foi o de San Diego (Estados Unidos), em 1991, capturado no próprio soundboard e gravado em alguns CDs bootlegs ao redor do mundo.

Em 1992, a banda se reúne para gravar Keep the Faith, o quinto álbum de estúdio (cujo nome original era "Revenge"). Neste álbum a banda assume um novo visual, mudando os cabelos, entrando de fato na década de 1990. O disco vendeu milhões de cópias pelo mundo e foi considerado um sucesso.

Em 1994, Bon Jovi lança a coletânea Cross Road, uma das mais vendidas e populares do mundo e que continha duas músicas inéditas: "Always", que originalmente foi feita para a trilha sonora do filme O Sangue de Romeo"; e "Someday I'll Be Saturday Night". Nesse ano, Alec John Such deixa a posição de baixista da banda e Hugh McDonald assume seu lugar.

Em 1995 é lançado o álbum These Days. Emplacou sucessos como o hit - balada "This Ain't a Love Song" e a faixa título. No mesmo ano, gravaram três shows consecutivos no estádio de Wembley, em Londres, com todos os ingressos esgotados. Para promover o disco, o quarteto saiu em turnê por quase todo o mundo, passando por países como África do Sul, Índia e Tailândia. No Brasil, a banda se apresentou em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, tendo todos os ingressos para seus shows vendidos.

Após o final da excursão, em 1996, os Bon Jovi resolveram dar mais uma parada para que seus integrantes pudessem se dedicar aos seus projetos pessoais.

Em 1997, Jon Bon Jovi lança seu segundo álbum solo, Destination Anywhere. Junto com o disco, foi lançado um curta-metragem homônimo. Baseado nas letras do álbum, o filme teve a colaboração de Mark Pellington como diretor e roteirista, e contou com a participação dos atores Kevin Bacon, Demi Moore, Annabela Sciorra e Whoopi Goldberg. Como parte da divulgação do trabalho, Jon foi até o Brasil e se apresentou em programas de grande audiência como Domingão do Faustão, Planeta Xuxa, ambos da Rede Globo; e Programa Livre, do SBT. O hit "Janie, Don't Take Your Love to Town" foi um grande sucesso naquele ano.

No ano seguinte (1998), Richie Sambora fez o mesmo, com o álbum Undiscovered Soul, que contou com a participação de Steven Tyler, vocalista do Aerosmith, na gaita de "If God Was a Woman".

Anos 2000.

Crush é o sétimo álbum da banda, lançado em 13 de junho de 2000 pela Island Records. Foi produzido por Lucas Ebbin, Jon Bon Jovi e Richie Sambora.

Comercialmente, Crush tornou-se um sucesso internacional, chegando ao topo das paradas em vários territórios. O álbum foi disco de platina dupla nos Estados Unidos pela Recording Industry Association of America.

Três singles foram lançados do álbum internacional: "It's My Life", "Say It Isn't So" e "Thank You For Loving Me", bem como uma nova versão, atualizada de "One Wild Night", lançado um ano depois com o álbum ao vivo Wild One Night Live 1985-2001. "It's My Life" se tornou uma das canções mais conhecidas da banda, e um dos seus singles de maior sucesso, alcançando o número um em vários países e tornando-se o terceiro melhor single mais vendido do ano 2000.

Em 2001, a banda lança One Wild Night Live 1985-2001, contendo uma coleção de sucessos em algumas de suas melhores apresentações ao longo dos anos. O álbum inclui covers ao vivo de Neil Young ("Rockin' in the Free World") e The Boomtown Rats ("I Don't Like Mondays"), com a participação especial de seu vocalista Bob Geldof. Embora afirmando que foi gravado a partir de 1985-2001, apenas duas das canções foram gravadas antes de 1995 ("Runaway" e "In and Out of Love", em 1985).

No ano seguinte, em 2002, a banda lança o disco Bounce. Contendo os hits "Everyday" e "Misunderstood".

Em 2003 é lançado This Left Feels Right, uma coleção de regravações de seus grandes sucessos em versões diferentes das originais. A ideia inicial era lançar um álbum de um show ao vivo, feito no Japão, com quase 3 horas de duração. Porém, decidiram de última hora que o disco seria desta maneira.

No final de 2004, chega ao mercado o Box Set: 100,000,000 Bon Jovi Fans Can't Be Wrong, comemorando os vinte anos de existência da banda e a marca de 100 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo.

Em setembro de 2005 foi lançado o álbum Have a Nice Day. A turnê teve início em novembro na cidade de Chicago e o 1º single para promoção foi a faixa-título do álbum. O álbum vendeu 4,5 milhões de unidades em todo o mundo (até outubro de 2006). A faixa "Who Says You Can't Go Home" foi lançada em um dueto com Jeniffer Nettles da banda americana de música country Sugarland, e entrou para a história sendo a primeira música de uma banda de rock a ficar em primeiro lugar nas paradas de rádios de música country.

Em 2007, a banda lança Lost Highway, que atingiu o primeiro lugar na Billboard em vendas, algo que a banda não conseguia desde 1989, com New Jersey. A banda começou a Lost Highway Tour, em outubro de 2007, fazendo dez shows em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Passaram também por diversos países como Japão, Austrália, Nova Zelândia, Portugal, Inglaterra, Espanha, entre outros. A turnê acabou em julho de 2008, quando a banda fez dois shows seguidos no Madison Square Garden, em Nova York. Eles lançaram um DVD/Blu-Ray ao vivo, contendo os dois últimos shows da turnê em 2010.

Em 2009, a banda lançou um documentário: When We Were Beautiful, mostrando registros da turnê de Lost Highway. O documentário também comemora os vinte e cinco anos de carreira do Bon Jovi. Além disso, é mostrada uma nova canção, com o mesmo nome do filme.

Em novembro de 2009, a banda lançou o álbum The Circle e o single "We Weren't Born to Follow". Uma versão com um solo de Richie pode ser ouvida no clipe ou no álbum. The Circle teve ainda outros dois singles: "When We Were Beautiful" e "Superman Tonight".
 
Anos 2010.

A The Circle Tour começou em fevereiro no estado americano do Hawaai, na ilha de Honolulu. Após shows sempre lotados a banda chega ao continente americano. Shows grandiosos em estádios como no Meadowloads em Nova Jérsei. A turnê teve shows com participações, como a apresentação na O2 Arena em Londres, com Bob Leordof e Kid Rock. A turnê passou também pela América Latina, com shows em São Paulo, Rio de Janeiro, México, Costa Rica, Chile, Peru e Argentina. A banda encerrou a sua digressão mundial com um concerto no Parque da Bela Vista, em Portugal, a 31 de julho de 2011 onde estiveram presentes cerca de 55 mil pessoas. A banda já tinha atuado em Portugal, dessa vez no Rock in Rio 2008.

A banda lançou em outubro de 2010 um álbum com os seus maiores singles, incluindo também os inéditos "What Do You Got?", "No Apologies", "This is Love This is Life" e "The More Things Change".

Em Outubro de 2012, Bon Jovi anunciou a Because We Can Tour, uma nova turnê mundial em 2013, para o suporte do novo álbum What About Now que foi lançado em 12 de março de 2013. A turnê começou em fevereiro de 2013 e visitou a América do Norte, Europa, África, Extremo Oriente, Austrália e América Latina.

O décimo segundo álbum do grupo, What About Now foi lançado em 3 de março de 2013 na Austrália e em 12 de Março nos Estados Unidos. Ele vendeu mais de 101,000 cópias em sua semana de lançamento, debutando assim na primeira posição da Billboard 200.

Bon Jovi se apresentou em 2013 no Brasil como atração principal no quinto dia do Rock in Rio V e no Estádio do Morumbi de fronte a 63,198 fãs em São Paulo. Eles voltaram a se apresentar no Brasil em 2017. 

Integrantes.

Atuais.

Jon Bon Jovi (Vocais, Guitarra Rítmica, Maracas, Gaita, desde 1983)
David Bryan (Teclados, Piano, Backing Vocals, desde 1983)
Tico Torres (Bateria, Percussão, Vocais, desde 1983)
Hugh Mcdonald (Baixo, Backing Vocals, desde 2016, sessões e turnês 1994-2016)
Phil X (Guitarras, Talk Box, Backing Vocals, desde 2016, sessões e turnês 2013-2016)

Ex - Integrantes.

Dave Sabo (Guitarras, Backing Vocals, 1983)
Richie Sambora (Guitarras, Talk Box, Backing, Vocais, 1983-2013)
Alec John Such (Baixo, Backing Vocals, 1983–1994)

Turnês.

Everett Bradley (Percussão, Backing Vocals, 2003-2004, desde 2016)
John Shanks (Guitarras, Backing Vocals, desde 2015)
Bobby Bandiera (Guitarras, Backing Vocals, 2005-2015)
Lorenza Ponce (Violino, Viola, Violoncelo, Backing Vocals, 2005-2009, 2015)
Jeff Kazee (Órgão Hammond, Teclados, Backing Vocals, 2005-2006, 2010)
Kurt Johnston (Guitarra Pedal Steel, Banjo, Bandolim, Backing Vocals, 2006-2008)
Rich Scannella (Bateria, Percussão, 2013)
Matt O'Ree (Guitarras, Backing Vocals, 2015)



                                                       Tokyo Road (Coletânea 2001)
CD 1.

01. One Wild Night 2001
02. Bad Medicine
03. Livin' On A Prayer
04. You Give Love A Bad Name
05. Keep The Faith
06. It's My Life
07. Blood On Blood
08. Something For The Pain
09. Born To Be My Baby
10. Tokyo Road
11. Hey God
12. Just Older
13. I'll Sleep When I'm Dead
14. Runaway
15. Wild In The Streets
16. Next 100 Years

CD 2.

01. Tokyo Road (Live Version)
02. Not Fade Away (Live Version-From Jon Bon Jovi Solo Tour)
03. Next 100 Years (Live Version)
04. Father Time (Live Version-From Richie Sambora Solo Tour)
                             

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

CRONICA - THE BYRDS | Fifth Dimension (1966)


O sucesso dos dois primeiros álbuns dos Byrds sugeriu que os Beach Boys não estavam mais sozinhos em oferecer uma resposta americana à invasão britânica. Porém, o grupo viverá sua primeira crise com a saída do vocalista Gene Clark. O principal motivo é sua fobia de viagens aéreas, o que dificultou a turnê de uma banda que estava construindo uma carreira internacional. Há também o fato de que ele provavelmente é cada vez menos tolerante com o personagem autoritário de Jim 'Roger' McGuinn, que cada vez mais busca ser a estrela. A isso se soma o ciúme dos outros ao vê-lo tocar mais do que eles por causa de seus direitos autorais. Porque naquela época era Gene Clark o principal compositor do grupo (que ainda depende muito de covers, em particular de Bob Dylan), McGuinn e Crosby fizeram apenas contribuições muito breves até agora. Esta partida irá, portanto, forçar os dois guitarristas a tirarem os dedos da bunda e começarem a compor seriamente.

Portanto , Quinta Dimensãovai ser para os Byrds o álbum de todas as transições. Passagem de cinco para quatro, afirmação de McGuinn e Crosby como compositores, distâncias percorridas com as covers (apenas duas verdadeiras no álbum contra meia dúzia das duas anteriores), evolução para o rock psicadélico. É que o grupo, sempre inspirado nos Beatles, é fortemente influenciado pela música indiana. Da mesma forma, McGuinn descobriu uma paixão por John Coltrane. No entanto, “5 D (Fifth Dimension)” que ele escreve para abrir o álbum está na pura tradição do que o grupo vinha gravando até então. Quase se poderia pensar que é novamente um cover de Bob Dylan já que a composição é um pastiche do estilo do famoso bardo (até este solo de harmônio que substitui o de gaita). As harmonias vocais suaves e puras, assim como os arpejos do violão de doze cordas que tanto seduziram com "Mr Tambourine Man" estão de volta no arranjo pessoal da tradicional canção "Wild Mountain Thyme" que o grupo faz sua. Notaremos mesmo assim a adição das cordas como uma novidade.

O cativante "Mr Spaceman" de McGuinn merecia ser um sucesso. É até surpreendente que, nestes tempos em que a América e o mundo eram apaixonados por façanhas espaciais, o título tivesse um desempenho decepcionante. É com "I See You" que finalmente vemos o alvorecer do novo estilo do grupo. Será coincidência que este seja o primeiro título em que Crosby intervém como autor? More pairando apesar de seu ritmo rápido e com seus solos de guitarra de doze cordas que evocam uma cítara. Crosby nos leva ainda mais fundo na psicodelia com “What's Happening?!?! onde sua bela voz responde aos solos alucinatórios de McGuinn. Baseado em um poema do turco Näzim Hikmet, “I Come And Stand At Every Door” é uma balada que cheira a drogas alucinógenas. Mas a obra-prima do álbum é, ironicamente, o último título que Gene Clark comporá e gravará com os Byrds antes de sua partida. "Eight Miles High" é uma verdadeira viagem. Depois de uma introdução onde os solos desconstruídos de McGuinn convivem com o baixo pesado de Chris Hillman e as percussões tribais de Michael Clarke, surge uma melodia Pop cantada em harmonia pelas vozes sublimes dos Byrds. Oscilando entre passagens instrumentais alucinadas e melodia pop habitada, o título permanece sem dúvida o auge dos Byrds e seu último grande sucesso (mesmo que já esteja caindo em relação aos sucessos anteriores). vem uma melodia pop cantada em harmonia pelas vozes sublimes dos Byrds. Oscilando entre passagens instrumentais alucinadas e melodia pop habitada, o título permanece sem dúvida o auge dos Byrds e seu último grande sucesso (mesmo que já esteja caindo em relação aos sucessos anteriores). vem uma melodia pop cantada em harmonia pelas vozes sublimes dos Byrds. Oscilando entre passagens instrumentais alucinadas e melodia pop habitada, o título permanece sem dúvida o auge dos Byrds e seu último grande sucesso (mesmo que já esteja caindo em relação aos sucessos anteriores).

David Crosby finalmente consegue gravar "Hey Joe", uma faixa que ele ajudou a divulgar e se tornou um marco dos shows dos Byrds. Mas a recusa de seus parceiros em gravar o título levou Jimi Hendrix e Love a alcançar o sucesso em seu lugar. Esta gravação chega, portanto, um pouco atrasada (o grupo não ficou satisfeito com esta versão, embora longe de ser vergonhosa), mas pelo menos permite-nos relembrar a história do grupo com este clássico. Depois de "Hey Joe", "Captain Soul" (não confundir com o "Mr Soul" dos amigos-rivais Buffalo Springfield) é um instrumental que mostra os Byrds em uma veia mais cortante do que o normal. Para a ocasião, Gene Clark ainda voltou a tocar gaita (e ele é um cara legal!). "John Riley" é a outra canção tradicional inglesa a ser completamente revisitada pelos Byrds. O resultado é uma música folk psicodélica com excelentes vocais harmonizados e cordas mais apropriadas desta vez. Terminamos com um "2-4-2 Fox Trot (The Lear Jet Song)" que serve mais como um outro do que como uma verdadeira peça e que testemunha, nomeadamente através dos seus efeitos sonoros, uma vez mais o fascínio de McGuinn pela conquista do espaço e aeronaves supersônicas.

 Fifth Dimension poderia ser semelhante para os Byrds ao que Rubber Soul foi para os Beatles. O começo de um som novo e mais maduro. As bases do rock psicodélico em formação. E se o sucesso foi relativo (por pouco não passou do Top 20), sua importância na cena californiana do final dos anos 60 é tão inegável quanto imensa.

Títulos:
1. 5D (Fifth Dimension)
2. Wild Mountain Thyme
3. Mr. Spaceman
4. I See You
5. What’s Happening?!?!
6. I Come and Stand at Every Door
7. Eight Miles High
8. Hey Joe (Where You Gonna Go)
9. Captain Soul
10. John Riley
11. 2-4-2 Fox Trot (The Lear Jet Song)

Músicos:
Jim "Roger" McGuinn: Vocais, guitarra
David Crosby: Vocais, guitarra
Chris Hillman: Baixo, vocais
Michael Clarke: Bateria
Gene Clark: Vocais (7), gaita (9)
+
Van Dyke Parks: Teclados


CRONICA - MUDDY WATERS | Sings « Big Bill » (1960)

Uma figura histórica do blues muitas vezes saqueada pelos grupos de rock que desembarcarão no início dos anos 60, a começar pelo mais conhecido deles os Rolling Stones. 

McKinley Morganfield, iniciou sua discografia em 1941 com o single "Country Blues / I Be's Troubled". Não foi até 1948 que ele se tornou conhecido como Muddy Waters com o "Gypsy Woman / Little Anna Mae" de 45 rpm. Porém, o primeiro álbum do guitarrista/cantor de blues chegou tarde, em 1958 e novamente foi uma compilação intitulada simplesmente Best Ofque inclui alguns sucessos gravados pela Chess Records. Em 1959, Muddy Waters produziu o seu primeiro verdadeiro 33-rpm, concebido como tal, sempre por conta da Chess e editado em Junho de 1960. Este disco produziu com o seu grupo Chicago Blues onde encontramos outras figuras do blues, o pianista Otis Spann, harmonista James Cotton, mas também o guitarrista Pat Hare, o baterista Andrew Stephenson e o baixista Francis Clay.

Intitulado Canta "Big Bill", este vinil é uma vibrante homenagem a outro grande nome do blues, Big Bill Bronzy, falecido em 1958. Composto por 10 canções, nove são do repertório de Big Bill Bronzy ("Tell Me Baby" como o abertura, "Southbound Train", "Just a Dream (On My Mind)", "Mopper's Blues", "Lonesome Road Blues", "When I Get to Thinking", "Hey, Hey" na conclusão, mas especialmente os padrões "I Feel So Good” e “Double Trouble”). Muddy Waters nos oferece "I Done Got Wise" inspirada em "Baby I Done Got Wise" ainda do repertório de Big Bill Bronzy.

Entre o sentimento de Muddy Waters, a sua voz raivosa e rock facilmente reconhecível mas sobretudo o boogie piano de Otis Spann sem esquecer o groove do ritmo, este disco mantém-se fiel ao blues urbano de Chicago. No entanto, as intervenções de James Cotton na gaita cheiram a espaços abertos e convidam-nos a viajar.

Em suma, um disco cativante, fácil de ouvir e que permite matar dois coelhos com uma cajadada só ao descobrir dois monstros sagrados da música negra americana. Numa época em que ser negro nos EUA é uma humilhação diária, como canta Muddy Waters tão bem. Mais de 60 anos depois, infelizmente nada parece ter mudado.

Títulos:
1. Tell Me Baby
2. Southbound Train
3. When I Get To Thinking
4. Just A Dream (On My Mind)
5. Double Trouble
6. I Feel So Good
7. I Done Got Wise
8. Mopper's Blues
9. Lonesome Road Blues
10. Ei, Ei

Músicos:
Muddy Waters: Guitarra, Vocais
James Cotton: Gaita
Otis Spann: Piano
Pat Hare: Guitarra
Andrew Stephenson: Baixo
Francis Clay: Bateria

Produção: Muddy Waters

A OBRA DE ADRIANO CELENTANO



ORFEU - KSAT 614 - edição portuguesa (1977)

Don't Play That Song (You Lied) - A Woman in Love/Rock Around The Clock

Numa sessão de tremoços falava-se de versões de “Hello Mary Lou”. Para além do velhinho Ricky, recordava-se de uma versão de Adriano Celentano mas não conseguiu, até hoje, (re)encontar o disco.

Música puxa música e o Celentano a cantar “Don’t Play Song” veio à baila. Aqui Mr. Ié-Ié mandou os olhos para longe e murmurou que gostava “à brava” dessa canção, mergulhou na espuma da cerveja e adiantou que haveria de fazer um disquinho só com as versões de "Don’t Play That Song”. Falou, prometeu, cumpriu. As usual.

O disquinho, para além da versão de Adriano Celentano, espraia-se com Aretha Franklin, fabulosa Aretha, Johnny Halliday, Ben E King, Tony Campello, Chris Farlowe.

CHI NON LAVORA NON FA L'AMORE


SAYTON - ST-22 - edição espanhola


GRAVETOS & BERLOQUES (APERTADO & PILADO by G&B XI: BILL WITHERS / LOVELY DAYS:THE GREATEST HITS )

segunda-feira, 6 de abril de 202

APERTADO & PILADO by G&B XI: BILL WITHERS / LOVELY DAYS:THE GREATEST HITS 


Hoje vou dar um tempo nas pancadas e disponibilizar uma coletânea made by G&B de um dos vértices de meu quadrado mágico do que denomino como bittersweet soul musicBILL WITHERS - os demais são Stevie Wonder, Marvin Gaye e Al Green. E, destes, é o único que utiliza o violão como instrumento base. Talvez não estejam ligando o nome do marmanjo a seus inúmeros soul hits, então vou dar uma refrescada na memória de vocês: 'Lean On Me', 'Grandma's Hands', 'Who Is He And What Is He To You', 'Harlem', 'Use Me', 'Lovely Day', 'I Want To Spend The Night', 'Kissing My Love', 'Just The Two Of Us', 'Soul Shadows' e o maior de todos: 'Ain't No Sunshine'. É muita coisa para uma carreira tão curta - em torno de 15 anos.
Bill Withers -cantor, compositor e violonista- nasceu em West Virginia, perdeu seu pai ainda muito cedo e aos 17 alistou-se na Marinha norteamericana, onde manteve-se por longos 9 anos quando, seguindo sua veia artística, decidiu mudar-se para Los Angeles. Após conciliar apresentações em casas noturnas com um seguro emprego na Ford, gravou, em '71, seu primeiro single e, como já dito, seu maior sucesso: 'Ain't No Sunshine'. A partir daí, enfileirou hits e tornou-se um dos artistas mais regravados e sampleados da história da música negra americana. A mântrica linha de baixo de 'Use Me', por exemplo, é antológica e utililizada à exaustão por diversos músicos.
Já tentei encontrar na rede os motivos de seu repentino, porém voluntário, afastamento da música a partir de 1985 e não obtive êxito. Talvez, equivocadamente, achou que não tinha mais nada de relevante a oferecer. Duvido muito, mas gênios são assim mesmo: extremamente autocríticos e temperamentais.
Só nos resta aproveitar e curtir seu rico legado.



                MUSICA&SOM                                                                










CRONICA - CHICKEN SHACK | 40 Blue Fingers, Freshly Packed And Ready To Serve(1968)

 

Em meados da década de 1960, a cena do Blues começou a fervilhar em Londres. Um microcosmo de talentos onde músicos, alguns se tornarão estrelas, outros não, se cruzam e trocam ideias de acordo com diferentes projetos. Emergindo primeiro, na esteira dos Rolling Stones, Pretty Things e Yardbirds. Em breve seguirá Fleetwood Mac, Savoy Brown e Chicken Shack. Estes últimos são especialmente conhecidos hoje por terem abrigado os primórdios de Christine Perfect, que conhecerá a glória na década seguinte sob o nome de McVie dentro do Fleetwood Mac. No início, porém, havia o guitarrista vocal Stan Webb, o baixista Andy Silvester e o baterista Alan Morley. Muito rapidamente, o trio convidou a cantora e pianista Christine Perfect (com quem Webb e Silvester já haviam tocado no Sounds Of Blue em Birmingham) para se juntar a eles. Os pauzinhos mudam de mãos várias vezes antes de se estabilizarem nos de Dave Bidwell. O grupo lançou um primeiro single, "It's Okay With Me Baby", escrito por Perfect, depois um segundo, "Worried About My Woman", escrito por Webb, antes de lançar seu primeiro álbum,40 Blue Fingers, recém-embalados e prontos para servir .

No programa, covers de lendas do Blues (BB King, Freddie King e John Lee Hooker), outros representantes caídos no esquecimento (Eureal Montgomery) e composições pessoais dos dois líderes. "A Carta" de BB King permite-nos conhecer o estilo de Stan Webb. Já há a sua guitarra a tocar, entre Eric Clapton e Peter Green, com um timbre muito agudo a evocar precisamente o do guitarrista dos Fleetwood Mac. Há também sua voz clara, quase feminina em seu jeito de voar frequentemente nas alturas, longe dos abismos rochosos dos velhos bluesmen. Com exceção dessa notável diferença do ponto de vista vocal, esse cover respeita muito o estilo ao mesmo tempo em que oferece esse sopro de ar fresco específico do Britsh Blues Boom. Um pouco mais ritmado, "Lonesome Whistle Blues", muito Chicago Blues com suas trompas, ainda oferece belas partes de guitarra enquanto o canto de Webb mistura gêneros muito antes do wokism chegar aos nossos ouvidos. "When The Train Comes Back" é a primeira composição de Christine Perfect. Ainda que na tradição do Blues puro, já testemunha a sensibilidade Pop que faria a fortuna do cantor dez anos depois. Este é certamente um dos destaques deste disco.

A guitarra de Webb, apoiada pelo piano de Perfect, sobe para "San-Ho-Zay", instrumental de Blues de Freddie King. A lenta e ameaçadora "King Of The World" de John Lee Hooker, cuja introdução de bateria lembra a de "Dazed And Confused" de Led Zep, também é um momento forte, ainda que lamentemos que o grupo não pareça ousar completamente soltar os cavalos no nível de decibéis. Nós nos encontramos sonhando com o que uma versão Hard Blues poderia ter sido, mas em 1968 provavelmente ainda era um pouco cedo. Pelo contrário, o piano de McVie até dá um ar jazzístico ao conjunto. Stan Webb está novamente muito confortável em Freddie King com "See See Baby", novamente apoiado pelos metais (incluindo Dick Heckstall-Smith do Colosseum), onde esta lenta "First Time I Met The Blues" de Eureal Montgomery onde sua voz não hesita em entrar no falsete. O álbum termina com três faixas originais. Primeiro a instrumental "Webbed Feet" que soa como se tivesse sido gravada num antigo salão de festas abandonado, depois "You Ain't No Good" de Perfect onde a cantora põe a sua voz muito especial ao serviço desta balada de Blues com um tema clássico (o relacionamento amoroso abusivo). Ela ainda se permite um belo – e raro – solo de piano. Por fim, “What You Did Last Night” de Webb, carregada pelo pesado baixo de Silvester, permite ao líder deslumbrar-nos uma última vez com os seus talentos de guitarrista. Primeiro a instrumental "Webbed Feet" que soa como se tivesse sido gravada num antigo salão de festas abandonado, depois "You Ain't No Good" de Perfect onde a cantora põe a sua voz muito especial ao serviço desta balada de Blues com um tema clássico (o relacionamento amoroso abusivo). Ela ainda se permite um belo – e raro – solo de piano. Por fim, “What You Did Last Night” de Webb, carregada pelo pesado baixo de Silvester, permite ao líder deslumbrar-nos uma última vez com os seus talentos de guitarrista. Primeiro a instrumental "Webbed Feet" que soa como se tivesse sido gravada num antigo salão de festas abandonado, depois "You Ain't No Good" de Perfect onde a cantora põe a sua voz muito especial ao serviço desta balada de Blues com um tema clássico (o relacionamento amoroso abusivo). Ela ainda se permite um belo – e raro – solo de piano. Por fim, “What You Did Last Night” de Webb, carregada pelo pesado baixo de Silvester, permite ao líder deslumbrar-nos uma última vez com os seus talentos de guitarrista.

Embora tomando emprestado o tradicional álbum de Blues, este primeiro álbum de Chicken Shack mostra-se mais original do que seus contemporâneos, graças às personalidades vocais de Stan Webb e Christine Perfect. O álbum também foi um grande sucesso (nº 12, que está longe de ser desprezível para um ano tão carregado de fortes emoções quanto 1968), impulsionando o Chicken Shack como uma das bandas mais promissoras da cena.English Blues.

Títulos:
1. The Letter
2. Lonesome Whistle Blues
3. When The Train Comes Back
4. San-Ho-Zay
5. King Of The World
6. See See Baby
7. First Time I Met The Blues
8. Webbed Feet
9. You Ain’t No Good
10. What You Did Last Night

Músicos:
Stan Webb: Vocais, guitarra
Christine Perfect: Teclados, vocais
Andy Silvester: Baixo
Dave Bidwell: Bateria
+
Dick Heckstall-Smith: Saxofone
Johnny Almond: Saxofone
Alan Ellis: Trompete

Produtor: Mike Vernon


Como a música clássica inspirou o som da guitarra de Randy Rhoads

 

Randy Rhoads foi um dos guitarristas mais eminentes de todos os tempos. Ao longo de sua breve vida, ele impactou a maneira como vemos a guitarra e hoje em dia seria completamente diferente sem sua contribuição.

Frequentemente, paralelos são traçados entre Rhoads e seu contemporâneo Eddie Van Halen e, de várias maneiras, você pode ver o par como lados separados da mesma moeda quando se trata de triturar. Eles popularizaram técnicas que rapidamente se tornariam componentes essenciais da guitarra de metal. Sem eles, não haveria Slash, nem John Petrucci e nem Mick Thomson.

Tapping, dive bombs e o uso de escalas complexas são três áreas de conhecimento de guitarra em que Rhoads se destacou. Em termos de virtuosismo, ele e Van Halen preencheram o vazio deixado por Jimi Hendrix. Eles fizeram da guitarra uma fera mais visceral do que Hendrix jamais poderia ter imaginado, ajudando na proliferação de gêneros abrasivos como black metal e grindcore.

Celebrado na vida e na morte, Rhoads faleceu tragicamente com apenas 25 anos em um acidente de avião em 1982, o que só ajudou a consolidar seu legado. Mesmo que você não seja um metaleiro ou fã de rock, apreciar a habilidade de Rhoads é fácil. Tecnicamente proficiente e com visão de futuro, não é surpresa que ele seja aclamado como um herói por alguns dos melhores do ramo.

Dimebag Darrell, Zakk Wylde, Mike McCready e Tom Morello são apenas alguns dos ícones da guitarra moderna que elogiaram a forma como Rhoads tocou em diferentes momentos nos últimos 30 anos. Na verdade, Morello explicou em uma homenagem de 2012 ao mentor do 'Crazy Train': “De certa forma, Randy Rhoads é o Robert Johnson do metal. É um catálogo tão pequeno de coisas que foram incrivelmente influentes.

Uma coisa a que a influência revolucionária de Rhoads pode ser atribuída é seu amor pela música clássica. Sua compreensão tácita da teoria musical ia muito além da maioria de seus colegas, dando-lhe o conhecimento para ser capaz de fazer o violão gemer de uma forma até então inédita. Infelizmente, as entrevistas que Rhoads deu são escassas, devido à sua morte prematura. No entanto, durante uma conversa com Montreal Rocks em 2020, suas irmãs Kelly e Kathy discutiram o amor de seu falecido irmão pela música clássica.

Elas disseram: “Nós realmente nunca perguntamos a ele ou conversamos sobre isso,… que possamos nos lembrar, mas ele tinha álbuns do violoncelista Boscarelli… Tenho certeza que ele gostava de Bach e também gostava de Segovia. Uma coisa a mencionar é que quando ele voltava de uma turnê, ele sempre ouvia música clássica. Ele realmente não ouviu muito rock no final de sua vida.

Ao que tudo indica, o guitar hero planejava fazer uma pausa na música, pois já havia iniciado o processo de matrícula na universidade para obter o mestrado em música clássica: “Também é verdade que ele disse a Ozzy que depois da turnê, ele queria fazer uma pausa nas turnês e gravações para poder ir para a escola e obter seu mestrado em música clássica, onde nossa mãe fez o dela.

Ozzy realmente disse a ele: ‘você está louco? Você poderia comprar sua própria universidade’. Ele com certeza ia fazer uma pausa e fazer o mestrado em clássica, e minha mãe já havia iniciado o processo para ele pela UCLA”, revelaram.

Sobre o amor de seu irmão pela música clássica, as irmãs explicaram: “Muitas pessoas pensam que ele sempre tocou música clássica, mas isso não é verdade. Por exemplo, quando ele se juntou a Ozzy, ele pode ter gostado de ouvir música clássica. Mas sua vontade de brincar e estudar só veio mais tarde. Na verdade, quando ele estava em turnê, ele folheava as páginas amarelas, procurava universidades, encontrava professores de violão clássico e fazia aulas.

Uma das maiores tragédias da história da música, as questões sobre o que teria acontecido na vida de Rhoads se ele tivesse vivido são múltiplas. Uma coisa é certa, porém, o que quer que tenha acontecido em sua carreira, ele teria permanecido um guitarrista icônico, pois os discos que ele deixou são atemporais.

Destaque

We All Together - We All Together 2 (1974)

  Continuamos com o rock peruano e todas as suas joias escondidas, agora em um estilo à la Beatles, algo que você já pode perceber pela capa...