quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Tears For Fears – The Tipping Point

 

Após longo período sem lançar material inédito, o Tears For Fears está de volta com The Tipping Point, sétimo álbum de estúdio da carreira do duo britânico de pop rock

Sem lançar material novo há aproximadamente dezoito anos, o duo Tears For Fears, formado por Roland Orzabal (guitara, teclados e vocais) e Curtis Smith (baixo, teclados e vocais), está de volta com The Tipping Point, álbum de inéditas lançado no dia 25 de fevereiro deste ano.

Smith e Orzabal produziram o trabalho com o auxílio de Charlton Pettus, Florian Reutter e Sacha Skarbek, trio que também participou ativamente das composições. A sonoridade é marcada pela produção esmerada e pelos sofisticados arranjos carregados de teclados, orquestrações, camadas de guitarras e harmonias vocais delicadas.  

O álbum reúne um conjunto de dez canções que refletem sobre a efemeridade da vida, a passagem do tempo, as escolhas que fazemos e os relacionamentos com as pessoas que amamos. A propósito, em algumas canções Orzabal fala de questões muito pessoais, como o relacionamento com sua esposa Caroline, falecida em 2017 em virtude de problemas de saúde agravados pelo alcoolismo.

Curtis Smith e Roland Orzabal

The Tipping Point inicia com a bela canção folk “No Small Thing”, uma faixa acústica e lúgubre que lembra bastante o material produzido pelo cantor Johnny Cash na série de discos American Recordings. Na faixa-título (“The Tipping Point”), Orzabal fala sobre a mortalidade usando como pano de fundo musical uma sonoridade nostálgica que remete ao material produzido no período do clássico “Songs from the Big Chair, disco lançado pela banda em 1985.

“Long, Long, Long” muda a chave para um pop atmosférico conduzido por sintetizadores e pela voz adocicada da cantora Carina Round. De outro lado, apesar do clima dançante, “Break the Man” aborda com seriedade as tessituras dos relacionamentos pessoais. Em “My Demons”, o desabafo ganha contornos de rock industrial.

“Rivers of Mercy”, por sua vez, clama por redenção nesses períodos de turbulência em que vivemos e agrega serenidade ao álbum. A sequência fica por conta da suplicante “Please Be Happy, que, embora seja cantada por Smith, é uma clara mensagem à finada esposa de Orzabal.

“Master Plan” é uma balada progressiva impregnada de influências de bandas como Beatles e The Moody Blues, ao fundo é possível ouvir um belo arranjo de mellotron. “End of the Night” utiliza essas mesmas referências, porém os ritmos eletrônicos presentes na canção inserem um acento oitentista. O álbum fecha com “Stay”, faixa climática que aborda o sentimento de indecisão e as contradições proporcionadas pela vida.    

The Tipping Point é um álbum elegante, sofisticado e lida com inteligência sobre temas complexos que permeiam a psique humana. Apesar dos tons acinzentados presentes na maioria das canções, o Tears For Fears também oferece ao ouvinte palavras de esperança e superação. (Por Álvaro Silva)

FICHA TÉCNICA

Artista: Tears For Fears

Álbum: The Tipping Point

Data de lançamento: 25 de fevereiro de 2022.

Produção: Tears For Fears, Charlton Pettus, Florian Reutter e Sacha Skarbek

Gravadora: Concord Records

Duração: 42m18s

Faixas:

01. No Small Thing (Orzabal/Smith)
02. The Tipping Point (Orzabal/Pettus)
03. Long, Long, Long Time (Smith/Orzabal/Pettus)
04. Break The Man (Smith/Pettus)
05. My Demons (Orzabal/Skarbek/Reutter)
06. Rivers Of Mercy (Orzabal/Pettus/Petty)
07. Please Be Happy (Orzabal/Skarbek)
08. Master Plan (Orzabal)
09. End Of Night (Orzabal)
10. Stay (Smith/Pettus)

Clique aqui para ouvir The Tipping Point.

Os anos de politicagem do Country Joe & The Fish

 

Berkeley é uma cidade a uns 20 km de São Francisco e pertence à chamada Bay Area.

Lá está localizado o mais antigo dos 10 campus da Universidade da Califórnia, fundado em 1868.

Quase um século depois, em 1964, a coisa fervia por lá, pois o ativismo político estudantil americano teve em Berkeley um de seus palcos principais. Por essa época, alguns meses após o assassinato do presidente John F. Kennedy e a imediata promoção do vice Lyndon Baines Johnson ao cargo mais importante da nação, o campus já era terreno fértil para jovens idealistas abraçarem a causa dos direitos civis e se posicionarem contrários à Guerra do Vietnã, que ganhara uma nova dimensão com a ascensão do novo presidente.

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Aquilo que depois ficou conhecido como “Free Speech Movement” (Movimento pela Liberdade de Expressão) foi a primeira bandeira levantada por esses jovens, e surgiu em oposição a uma diretriz da Universidade que proibia atividades políticas dentro do campus.

Para deixar clara essa oposição, os estudantes primeiro organizaram um “sit-in” (um tipo manjado de protesto onde os manifestantes se recusam a abandonar o local até que suas exigências sejam satisfeitas) dentro do campus que durou 10 horas. Alguns dias mais tarde outra manifestação, desta vez muito mais contundente, aconteceu quando um estudante já graduado foi preso pela polícia do campus enquanto fazia panfletagem política dentro dos limites da universidade. Outro estudante chamado Mario Sávio revoltou-se com a prisão e pulou no teto do carro dos policiais, gritando palavras de ordem em favor da liberdade de expressão e liderando milhares de colegas que passaram a cercar o veículo, impedindo sua locomoção por 32 horas.

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Como a administração da Universidade se recusava a relaxar sua decisão, novas manifestações foram organizadas pelos estudantes e o “Free Speech Movement” acabou expandindo seu alvo para além do campus, focando agora também as instituições governamentais e militares.

No dia 2 de dezembro de 1964, milhares de estudantes participaram de um novo “sit-in” no Berkeley Sproull Hall, com a participação da cantora folk Joan Baez. O saldo desta vez foi a prisão de Mario Sávio e de mais 782 universitários.

Se você, caro leitor, teve paciência para acompanhar este texto até aqui, deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com a história de uma banda de rock. Bom, no caso específico do Country Joe & The Fish tem tudo a ver, pois foi nesse cenário explosivo que o grupo iniciou sua decolagem para o sucesso.

1964

Joe McDonald tinha 22 anos e era veterano da marinha (serviu por 3 anos) quando trocou o sul da Califórnia por Berkeley em 1964 para dar seqüência aos seus estudos. Logo, porém, viu-se mais atraído pelo ativismo estudantil do que pela dedicação aos livros. Junto ao amigo Ed Denson, que mais tarde se tornaria empresário do CJ&F, começou a publicar uma revista local chamada Rag Baby Magazine, onde expunha suas idéias políticas.

foto 4Como compositor era chegado à sátira e começou a circular pela cena folk que estava em pleno renascimento, Um belo dia teve a brilhante idéia de gravar um EP com 4 faixas e fazê-lo circular como o primeiro número falado (talking issue) da tal Rag Baby Magazine. No EP, duas faixas eram do jovem cantor folk Peter Krug e duas eram músicas suas para a recém formada dupla Country Joe & The Fish. Suas músicas eram Superbird, onde tirava um sarro do presidente Lindon Johnson, e a primeira versão de I-feel-like-I’m-fixin’-to-die Rag, um estrondoso libelo contra a Guerra do Vietnã. Esta primeira encarnação do CJ&F contava, além da dupla “Country Joe” McDonald e o guitarrista Barry “The Fish” Melton, com o acompanhamento de uma jug band que tinha Mike Beardslee nos vocais, Carl Schrager no washboard e Bob Steele no baixo.

O nome Country Joe & The Fish foi sugerido por Ed Denson. Country Joe era o apelido de Joseph Stalin na Segunda Guerra Mundial e “The Fish” referia-se a Mao Tse-Tung, que exigia que o exército revolucionário chinês nadasse “como um peixe” no mar do povo.

Quanto ao EP, um raríssimo objeto do desejo de qualquer colecionador, ele é hoje considerado o primeiro disco promocional de uma banda de rock e circulou em Berkeley no inverno de 1965 durante uma enorme manifestação estudantil de repúdio a Guerra do Vietnã. Uma rádio da cidade dedicada à música folk cansou de tocar o EP e McDonald e Melton acabaram sendo contratados pela SDS – Students for a Democratic Society, que estava organizando protestos por todos os campus do país. Viajando de busão, a dupla se apresentou na maioria das universidades da Costa Oeste.

De volta à Berkeley eles passaram a se apresentar numa cafeteria chamada Jabberwock e o som aos poucos foi sofrendo sua metamorfose psicodélica com a entrada de Paul Armstrong, Bruce Barthol, David Cohen e John Francis Gunning. Com esse som mais rock’n’roll eles eram considerados a banda mais quente da cidade e costumavam juntar até 100 pessoas por noite para ouvi-los na cafeteria, faturando 3 dólares por cabeça mais toda a comida que podiam assaltar da geladeira.

foto 5Em junho de 66 gravaram um segundo EP pela Rag Baby, desta vez com 3 faixas: (Thing Called) Love, Bass Strings e Section 43. Novamente atraíram as rádios locais e mereceram até mesmo uma menção na revista Billboard, chamando a atenção do lendário Bill Graham que contratou a banda para apresentações no Fillmore de São Francisco. Em 23 de outubro eles abriram para os Yardbirds e em 22 de dezembro para ninguém menos do que Otis Redding. Na noite de ano novo eles foram a atração principal no Avalon Ballroom, administrado pela Family Dog Productions.

Neste meio tempo, com as saídas de Armstrong e Gunning, o CJ&F encontra sua formação definitiva em McDonald e Melton, Bruce Barthol, David Cohen e Chicken Hirsh. É assim que o grupo assina com o selo Vanguard e assume a missão de, através do rock’n’roll, propagar suas aspirações políticas e sociais e mobilizar a maior oposição possível à guerra no Vietnã, que ganhava intensidade cada vez maior.

1967

O primeiro LP do grupo para o novo selo saiu em abril de 1967. “Electric Music For The Mind And Body” coloca uma definitiva roupagem psicodélica no antigo repertório do grupo e traz novas e fantásticas canções. É tido por muitos como o melhor disco a emergir da costa oeste americana na época, verdadeira obra prima.

foto 6Apesar de estrearem gravando por um grande selo e estarem virando figurinhas carimbadas no Fillmore e no Avalon Ballroom, dois templos da contracultura de São Francisco, o que catapultou o sucesso do Country Joe and The Fish foi sem dúvida sua participação no Festival de Monterey em junho de 1967, o primeiro grande festival da história do rock. No filme documentário sobre o festival eles são responsáveis por um de seus momentos mais lisérgicos.

Fechando o ano, a banda lança em novembro seu segundo disco, “I Feel Like I’m Fixin’ To Die”, resgatando a música título das sessões do primeiro LP e que não entrou no disco de estréia porque os chefões da Vanguard estavam temerosos das implicações políticas que a música continha. “Janis“, a faixa escolhida para ser trabalhada como single, é uma homenagem a Janis Joplin com quem Joe McDonald teve um curto e tórrido romance. Com este segundo disco, o CJ&F consolidava sua posição de porta voz de uma geração de jovens contrários aos horrores da guerra e da linha dura da política militar americana.

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Estamos agora em 1968, ano em que a banda acabou envolvida nos planos de uma maciça demonstração de protesto em Chicago comandada pela Youth International Party, cujos cabeças eram Abbie Hoffman e Jerry Rubin e cujos membros eram chamados de Yippies. Juntos com outras organizações ativistas, eles planejavam esse protesto para os dias 25 a 30 de agosto para coincidir com a Convenção Nacional do Partido Democrata que aconteceria no Chicago Hilton Hotel. Hoffman e Rubin queriam atrair milhares de manifestantes, reunindo-os no Park Grant de Chicago, numa celebração de paz e demonstrações contra a discriminação racial e a Guerra do Vietnã. Bandas ao vivo transformariam tudo num grande happening e o CJ&F foi convidado como atração principal.

A princípio tudo bem para a banda que inclusive tinha shows marcados na cidade poucos dias antes do protesto. O problema é que com o passar dos meses, a expectativa em torno desse acontecimento só foi aumentando seu potencial de violência. Joe começou a sentir que a coisa poderia sair do controle e se tornar muito perigosa e que eles estariam incentivando as pessoas a se machucarem. Temia até pela segurança da aparelhagem da banda caso as coisas desandassem. Depois de refletir muito a respeito, resolveu que a banda deveria cair fora.

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As previsões de Joe se mostraram corretas uma vez que o prefeito de Chicago, reagindo a boatos de que os Yippies estariam planejando muitos atentados, entre eles derramar LSD nos sistemas de água da cidade, apelou para o governo federal, conseguindo deslocar mais de 25 mil policiais e soldados para proteger a cidade e, se necessário, agir contra os manifestantes.

Na data da convenção dos democratas, enquanto Aretha Franklin cantava o hino americano, 10 mil jovens transformavam o Park Grant numa bomba prestes a explodir. E o pavio foi aceso por um manifestante que resolveu subir num mastro e rasgar a bandeira americana. A polícia então agiu sem dó, investindo com bombas de gás lacrimogêneo e descendo porrada na multidão. Nem a imprensa que cobria a manifestação ao vivo escapou de apanhar. Aos olhos do mundo, o protesto dos Yippies mostrou que havia algo de muito podre na tão decantada democracia americana.

Nem o CJ&F, que não participou da manifestação, escapou ileso: Bruce Barthol, o baixista do grupo e talvez o membro mais comprometido com os ideais políticos da banda, descontente com a atitude dos demais de abortar o protesto, pediu as contas e mudou-se para a Inglaterra. O grupo havia acabado de lançar seu terceiro LP, “Together”, naquele mesmo mês de agosto e, não fosse pelas fotos da capa e do miolo do álbum, mostrando o casamento de Joe com Robin Mencken, o título seria extremamente irônico, uma vez que a banda estava cada vez mais desunida. Para Barthol, o CJ&F havia perdido o foco e se tornado mais um grupinho de rock atrás de fama e dinheiro.

foto 9Mesmo sendo um álbum menor se comparado aos dois primeiros, “Together” abria com a ótima Rock and Soul Music, o jeitinho mcdonaldiano de fundir Elvis Presley com James Brown, e que se tornaria uma das músicas favoritas da banda em suas performances ao vivo. “Waltzing In The Moonlight” era outro ponto alto do disco.

Inicialmente Bruce Barthol foi substituído por Mark Ryan que mais tarde integraria o Quicksilver Messenger Service. Jack Casady, o baixista do Jefferson Airplane, também andou emprestando suas quatro cordas ao grupo por essa época. Mas na cabeça de Joe, depois do fim do contrato com a Vanguard no final de 68 , as coisas andavam estranhas e ele não sabia como proceder, se renovava o contrato e continuava a banda ou se acabava de vez com ela. Até mesmo uma espécie de concerto de adeus teve lugar no Fillmore West em janeiro de 1969 (que saiu em CD em 1997). Foram 4 noites de apresentações memoráveis, apesar de ofuscadas pelo grupo de novatos que abria os shows, um tal de Led Zeppelin.

1969

Talvez coincidindo com o fato do 6 e do 9 serem símbolos numéricos inversos, 69 foi um ano de altos e baixos. Em julho saiu o quarto álbum da banda, “Here We Are Again”, mostrando que McDonald e Melton renovaram com a Vanguard e ainda apostavam numa sobrevida para a banda. No entanto, trata-se mais uma vez de um álbum irregular para os padrões iniciais do CJ&F, mesmo brindando os fãs com músicas do calibre de “Crystal Blues” e “Donovan’s Reef“. Para piorar, durante as gravações o restante do grupo foi debandando e sendo substituído por tapa buracos ilustres como Jack Casady e Peter Albin (Big Brother & The Holding Company) . O tecladista Mark Kapner, que toca em duas faixas do álbum, seria seu mais novo membro fixo.

O ápice da banda naquele ano (e em toda a sua carreira) foi a participação no Festival de Woodstock, em agosto. Joe e Barry foram convidados de última hora, como um dos substitutos dos vários grupos que desistiram do evento. A formação do CJ&F para o festival foi completada por Greg Dewey na bateria, Doug Metzner no baixo e Mark Kapner nos teclados e eles foram escalados para tocar no domingo, último dia do festival.

foto 10No primeiro dia, em meio a estradas congestionadas, mau tempo e meio milhão de almas superlotando o local, poucos artistas conseguiram chegar ao palco para sua apresentação. Uma mãozinha do destino, porém, fez com que Joe estivesse no backstage no final da apresentação de Richie Havens. Imediatamente um violão foi colocado em suas mãos e ele se viu frente ao microfone encarando toda aquela multidão. Depois de improvisar um set de quatro músicas, resolveu tocar “I Feel Like I’m Fixing To Die Rag“, que estava prevista para ser apresentada junto com o grupo.

Quando ele começou a provocar o público com o “gimmie an F… gimmie an U…gimmie an C… gimmie an K… what’s that spell?” o que se ouviu foi a estrondosa resposta de 500 mil vozes gritando “FUCK” a plenos pulmões. Foi a mais poderosa mensagem que a juventude americana poderia ter dado à política bélica americana, repercutindo no mundo todo graças ao disco e ao filme que documentaram o festival.

1970

O filme Woodstock foi para as telas na primavera de 1970. Alguns meses antes saia o quinto e último LP do Country Joe & The Fish, chamado “C.J. Fish”. Mas nem toda a valorização da imagem da banda graças ao festival serviu para mantê-la viva. O disco, mesmo com algumas boas músicas, tinha todo o jeitão de ser o último suspiro de uma banda tão representativa da contracultura dos anos 60 que acabou junto com ela na virada dos 70.

foto 11A partir daí Barry Melton deu um tempo da música para estudar biologia marítima e advocacia, voltando à cena musical só em 1974. Country Joe McDonald reassumiu suas raízes folk e gravou mais de uma dúzia de álbuns solos. Esporadicamente a banda ensaiava um retorno e acabou por gravar o álbum “Reunion” em 1978, mas o peixe já estava definitivamente morto.

Para finalizar vale o registro de dois álbuns lançados no começo dos anos 70. Um é a trilha sonora do filme Zachariah onde a última formação da banda interpretou uma gang de foras da lei chamada “The Crackers” e o outro é o disco duplo “The Life and Times of Country Joe & The Fish”, recheado de apresentações ao vivo do período 68/69. Nos créditos de algumas músicas aparece um certo Peregrine Pickle tocando baixo, ninguém menos do que Jack Casady.

foto 12Como o FISH virou FUCK

“I Feel Like I’m Fixin’ To Die Rag” é sem dúvida um dos maiores hinos da contracultura dos anos 60. A bem humorada introdução nos moldes do grito das cheerleaders para animar as torcidas nos jogos de futebol americano é sua marca registrada. No começo do CJ&F, os gritos de “gimmie an F… gimmie an I… gimmie an S… gimmie an H… what’s that spell?… FISH…” era apenas suficientemente inocente para conquistar a platéia e apresentar a banda.

No verão de 1968, porém,  em um festival no Central Park de Nova Iorque, diante de um público de mais de 10 mil pessoas, o baterista Chicken Hirsh teve a idéia de mudar a introdução para formar a palavra FUCK ao invés do tradicional FISH. Imediatamente a imprensa mais conservadora caiu de pau, considerando o ato pernicioso para os bons costumes da juventude e um ultraje ao sistema americano. A verdade é que os jovens nunca quiseram saber as razões de tal mudança, eles simplesmente aderiram e a partir daí o FUCK na introdução da música passou a ser um grito de protesto e um recado aos governantes, principalmente em relação ao Vietnã.

O engraçado é que alguns executivos do Ed Sullivan Show estavam presentes nesse festival e ficaram estarrecidos. Poucos dias antes eles haviam assinado um contrato com o CJ&F para uma participação da banda nesse programa de elevada audiência na TV americana. Uma semana depois do show no Central Park, a banda recebeu um cheque do programa com todo o cachê combinado em contrato e a seguinte frase: “Fiquem com o dinheiro, mas, por favor, não compareçam ao programa”.

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Astor Piazzolla & Gerry Mulligan – Summit/Reunión de Cumbre [1974]: Tango-jazz Para Virar a Cabeça

Conheci o LP Summit/Reunión de Cumbre nos anos de 1980, em casa de amigos. Nunca fui grande ouvinte de Piazzolla e de jazz, até então, salvo das derivações roqueiras deste último. Este disco é um daqueles que virou minha cabeça musical. Uma daquelas viradas produzidas, neste caso, em especial, pela canção “Years of Solitude”, a terceira faixa do álbum. Vamos a ele, então.

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Versão brasileira

O termo jazz fusion tem sido muitas vezes usado de maneira reducionista, para indicar músicos, bandas ou discos que ficam na fronteira entre as sonoridades do jazz e do rock. Mas o termo deve ser usado de maneira mais abrangente, para englobar a cornucópia de fusões sonoras que, aí sim, o espírito rock, que quebrou ortodoxias e fronteiras, permitiu realizar a partir dos anos 60: Jovem Guarda, Tropicália, Nueva Canción Cubana, Nuevo Tango, só para ficarmos na América Latina, tudo incorporou à tradição local guitarras elétricas e tonalidades eletro-eletrônicas em geral.

É já nesse cenário que se encontra a contundente obra de renovação do tango que Astor Piazzolla introduziu na música portenha a partir dos anos de 1950. Antes mesmo de um contato direto com músicos de jazz ou com a turma da “jovem guarda” argentina, Piazzolla já havia introduzido sonoridades alienígenas em sua renovação da ancestral (e com a mãe Àfrica em sua gênese) tradição do tango. Diga-se, para sermos mais precisos que o tango em si já vinha de uma existência internacional, uma vez que desde os tempos de Gardel o ritmo de origem platina já tinha invadido as cenas europeia e, em menor escala, norte-americana.

Piazzolla na França, cercado por inúmeros e jovens talentos

Piazzolla na França, cercado por inúmeros e jovens talentos

De sua parte, o jazz, em geral, e o personagem dessa nossa resenha, Gerry Mulligan, desde os anos de 1940 que flertavam com ritmos bárbaros, vindos do que o americano médio imaginava serem as selvas cubanas e brasileiras.

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Versão alemã

Nos anos de 1960 o mundo, então, plácido e indulgente do jazz foi estremecido pela sofisticação inesperada da bossa nova, uma música que os gringos adoraram mas que nem a pau conseguiam reproduzir, como mostra o famoso Getz-Gilberto, álbum em que o saxofonista americano confunde elegância com muzak e que é salvo pelo violão de João Gilberto e pela voz de Astrud Gilberto. Mas os jazzistas nunca deixaram de tentar entender o espírito da coisa. E entre os que mais tentaram está justamente nosso querido Mulligan.

Curiosamente, o jazz só respondeu à altura ao assédio estrangeiro com sua aproximação com o rock inaugurada por monstros sagrados do quilate de Miles Davis, Gil Evans e alguns outros. Ou seja, a colaboração entre Piazzolla e Mulligan, se não era inevitável, era pelo menos muito provável. A percepção de que o futuro da música estava justo na quebra das fronteiras, num internacionalismo multiétnico, era já comum a estes músicos de vanguarda, mas que, embora sofisticados, não eram estranhos aos ouvidos do consumidor médio. Ambos gozavam não só de prestígio, mas também de popularidade já na década de 1960. Até no Brasil Moacyr Franco invadiu as rádios com uma versão de Piazzolla, e Eduardo Ferrer, “Balada para um Louco (Balada Para un Loco)”.

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Versão americana

Summit, também conhecido em edições latino-americanas como Reunión de Cumbre, foi gravado em estúdios italianos (Milão) em sete dias, de 24 a 26 de setembro e entre um 1 e 4 de outubro de 1974, num ritmo, bem próprio das gravações de jazz, em que se tomaram poucos takes. Nesta mesma tradição, foram gastos antes várias semanas de ensaios e confecção dos arranjos. Alguém observou que a Itália era a casa de Piazzolla neste período e ele fez muitos registros no país.

Com sete das oito faixas de autoria de Astor Piazzolla (contra uma composta por Mulligan, “Aire de Buenos Aires”), que também se encarregou da direção musical e dos arranjos, o disco saiu mais com a cara do bandoneonista argentino, o que não quer dizer que a intervenção de Garry Mulligan não tenha sido decisiva para a sonoridade final da obra. Na verdade, Piazzolla escreveu os arranjos pensando no sax virtuoso do jazzista ianque.

Versão holandesa

Versão holandesa

Os músicos arregimentados foram todos egressos da cena jazz e jazz fusion italiana, alguns com colaboração com astros internacionais destes dois estilos. A instrumentação também revela uma opção pelas paisagens elétricas e eletrônicas como moldura para as composições.

Há uma banda para os arranjos de base, totalmente eletrificada (piano Fender Rhodes, órgão Hammond, duas guitarras elétricas, bateria e percussão), acrescida de um trio de madeiras (violino, viola e cello acústicos), além é claro dos dois solistas. É sobre esta base que Piazzolla vai propor suas melodias prenhes de estranhamento mas também de tradição tangueira e as duas estrelas do disco desenrolarão interpretações inesquecíveis.

Edição brasileira (vergonhosa) do final dos anos 80 em LP

Edição brasileira (vergonhosa) do final dos anos 80 em LP

Acompanhando a dupla, estão Angel ‘Pocho’ Gatti (piano, piano Fender Rhodes 73, orgão), Tullio De Piscopo (bateria e percussões), Giuseppe Prestipino (contra-baixo elétrico), Alberto Baldan e Gianni Ziloli (marimba), Filippo Daccò e Bruno De Filippi (guitarras elétricas), além de um trio de cordas, com Umberto Benedetti Michelangelo (violino), Renato Riccio (viola) e Enio Miori (cello).

O disco abre com um extraordinário tema chamado “Twenty Years Ago”. Soturno, lento e nostálgico. Mulligan sola sobre uma base mínima, seguido pela entrada altamente emotiva do bandaneon de Piazzolla, para em seguida, os dois instrumentos se alternarem na melodia principal, até a inesperada entrada de um piano acústico num desdobramento lindíssimo do tema central, tudo se encaminhando para uma combinação de solos em tom maior que traduz musicalmente o desespero da solidão urbana. Uma abertura chocante.

Piazzolla e Mulligan nos estúdios italianos

Piazzolla e Mulligan nos estúdios italianos

A seguir, “Close Your Eyes and Listen” é um tema tão suave quanto misterioso conduzido ao piano elétrico. O solo principal mais uma vez se alterna entre Piazzolla e Mulligan. Uma balada na tradição melódica do Antônio Carlos Jobim de discos como Matita Perê e Urubu.

Os dois temas iniciais, contudo, não nos preparam para o momento mais contundente do álbum, a melodia inalcançável de Years of Solitude! Provavelmente a faixa mais impactante do disco, uma melodia imortal, uma performance altamente emocional da banda no seu conjunto, e dos solistas em particular. Uma introdução mínima e percussiva prepara para a segunda parte, a melodia solada pelo sax de Mulligan com uma das harmonias ao órgão mais belas que já ouvi. Depois temos uma terceira parte, que acaba sendo a dominante na faixa, em que sax e bandeneon se alternam entre solo e harmonia, com um piano elétrico, vindo não sei de onde, mas que nos atinge direto no coração.

“Twenty Years After” tem uma ligação conceitual com a faixa de abertura e por isso é a entrada do lado B do LP original. Um tema mais duro, menos melódico, mas em compensação mais contundente. Uma marcação quase marcial com uso de timbales para marcar a “marcha”, sobre o que voa o sax de Mulligan.

Capa interna de Summit

Capa interna de Summit

Em “Aire of Buenos Aires”, Mulligan arma um desenho rítmico complexo, provê a base harmônica, e Piazzolla voa em solo de notas rápidas e sinistras, como se se aproximasse o clímax de uma trama policial. Ofegante!

Reminiscense é um tema jazzístico, de sabor fusion anos 70. Um tema melódico mas um tanto violento, de frases que parecem interrompidas. Urgência em forma de solos alternados de sax e bandaneon. A faixa confirma a ideia de que que o lado B do LP estava mais reservado a peças de maior teor jazzeiro, mesmo que a segunda parte introduza um melodia nostálgica e bela.

“Summit”, a faixa título de encerramento parece coletar num único tema as várias paisagens sonoras percorridas ao longo do disco. Sua introdução conserva o tom urgente das faixas do lado B, mas aqui o background rítmico e harmônico ríspido serve para emoldurar um lindo voo “saxofônico” que costura a faixa até o clímax da entrada do bandaneon de Piazzolla, ao qual se acrescenta alguns efeitos, digamos, psicodélicos. O fechamento dramático, como é próprio da alma do tango, faz jus ao passeio que os dois músicos vindos de mundos diferentes fazem pelas alamedas da música de meados do século XX: uma melodia arrebatadora!

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A dupla na Itália (Pizzola na esquerda, Mulligan na direita)

Summit/Reunión de Cumbre teve muitas edições em diferentes países, como comprovam as imagens que disponibilizei nesse texto, em vários formatos e com um enorme número de capas diferentes. O LP original saiu na Itália pelo selo Erre T.V., com o título Summit e as faixas com seus nomes em inglês.

Edição venezuelana

Edição venezuelana

O álbum também foi lançado em LP pelo selo holandês BASF, já com o encarte trazendo as faixas com seus títulos em espanhol. Curiosamente, a edição alemã, publicada pelo selo Atlantic, traz a lista de faixas em inglês, como na edição italiana, mas modifica o nome do álbum para Tango Nuevo. O selo Yare lançou o disco na Venezuela, também em formato LP com o título original traduzido para o espanhol, Reunión de Cumbre, enquanto o título Summit foi mantido na edição brasileira, saída pelo selo Pick Jazz. Todos os lançamentos em LP, com exceção da edição italiana original (1974) foram feitos em 1975.

Em CD, o disco foi reeditado, em diferentes países, inclusive no Brasil, em 1990 e, depois, em 2003 e 2004.

Track list

  1. 20 Years Ago
  2. Close Your Eyes and Listen
  3. Years of Solitude
  4. Deus Xango
  5. 20 Years After
  6. Aire de Buenos Aires
  7. Reminiscence
  8. Summit

Status Quo – Quo’ing in: The Best of the Noughties [Limited Edition 3CD] (2022)

 

StatusQuo-BestOfTheNoughtiesCom Quo'ing In – O Melhor dos Anos Noughties, Status Quo está entregando uma compilação que abrange seus maiores sucessos da produção da banda até agora no novo milênio, que inclui 5 álbuns de estúdio Top Ten e muitos favoritos dos fãs. Além de todas as principais faixas desta importante era da carreira da banda, a coleção inclui versões de estúdio inéditas e nunca antes disponíveis em 2022 dos clássicos 'Rockin' All Over The World', 'Paper Plane' e 'Caroline' mais novíssimo estúdio de 2022 'Out Out Quoin' Remixes' dos favoritos ao vivo 'Backbone' e 'Cut Me Some Slack'. Um best-of diferente de qualquer outro, 'Quo'ing In' é o som de uma banda redescobrindo seu mojo, permeado por um senso de diversão e aquela irresistível mentalidade de gangue Quo.

MUSICA&SOM

Este Digipak Deluxe de 3 CDs de edição limitada apresenta um disco bônus com 10 clássicos ao vivo anteriormente indisponíveis, recém-mixados em 2022.

1-1 Backbone (Out Out Quo’in Mix 2022)
1-2 Looking Out For Caroline
1-3 Two Way Traffic
1-4 In The Army Now (Studio Version 2010)
1-5 Beginning Of The End
1-6 Round And Round
1-7 Rock ‘N’ Roll ‘N’ You
1-8 Raining In My Heart
1-9 Liberty Lane
1-10 Jam Side Down
1-11 Running Inside My Head
1-12 Electric Arena
1-13 Twenty Wild Horses
1-14 Blues And Rhythm
1-15 Gotta Get Up And Go
1-16 The Way It Goes
1-17 Bula Bula Quo – Kua Ni Lega

Quo’ing Out
2-1 Caroline (2022 Studio Version)
2-2 Paper Plane (2022 Studio Version)
2-3 Rockin’ All Over The World (2022 Studio Version)
2-4 Face The Music (7” single A-Side)
2-5 Cut Me Some Slack (Out Out Quoin’ Mix 2022)
2-6 The Party Ain’t Over Yet (Single Mix)
2-7 Fun Fun Fun
2-8 Pictures Of Matchtick Men (Aquostic Studio Version)
2-9 That’s A Fact
2-10 I’m Not Ready
2-11 Tilting At The Mill
2-12 I’m Watching Over You
2-13 Mortified
2-14 Temporary Friend
2-15 I’ll Nevet Get Over You
2-16 Live Medley
2-17 Down Down (Aquostic Studio Version)
2-18 It’s Christmas Time

Quo’ing Live
3-1 The Wanderer
3-2 Rain
3-3 Don’t Waste My Time
3-4 Don’t Drive My Car
3-5 Hold You Back
3-6 Creeping Up On You
3-7 Paper Plane
3-8 Living On An Island
3-9 Roll Over Lay Down
3-10 Rock And Roll Music / Bye Bye Johnny


Donna Summer – Donna Summer [40th Anniversary Edition] (2022)

 

Donna-Summer… Donna Summer: 40th Anniversary contém o álbum original mais sete faixas bônus: o lado B “Sometimes Like Butterflies”, três edições de single, dois remixes Le Flex de “Mystery of Love” e um remix de “Love Is in Control ( Dedo no Gatilho).” Embora Driven by the Music tenha lançado este álbum antes em vários formatos com diferentes cortes de bônus, este conjunto é uma boa introdução para aqueles que ainda não o possuem. Produzido por Quincy Jones, Donna Summer marcou um renascimento artístico para Summer, sozinha após uma longa colaboração com Giorgio Moroder. Foi lançado em 1982 após um período de gravação de seis meses em que Jones trouxe uma série de sua equipe A de músicos, incluindo David Foster, Michael Sembello, Greg Phillinganes, Ernie Watts, Jerry Hey e Rod Temperton. Este último foi o autor de "Off the Wall" e "Rock with You" para Michael Jackson, e ofereceu a Donna o top 10 do single "Love Is in Control (Finger on the Trigger)". James Ingram foi escalado para adicionar vocais a “Mystery of Love” (ele forneceu fundos em outras partes do álbum,…

MUSICA&SOM

…também), mas as vagas para convidados não pararam por aí. Bruce Springsteen escreveu e tocou guitarra em “Protection”, e um refrão repleto de estrelas se juntou a Donna em “State of Independence”. Christopher Cross, Dionne Warwick, Lionel Richie, Stevie Wonder, Michael Jackson, Michael McDonald, Brenda Russell e Kenny Loggins apoiaram Summer com sua participação. Um cover da música artística de Billy Strayhorn, “Lush Life”, remetia às raízes do jazz de Jones. Donna foi recompensada com um disco de ouro por  Donna SummerA edição do 40º aniversário tem um novo prefácio do viúvo do artista, Bruce Sudano, bem como notas abrangentes de Christian John Wikane com base em citações de participantes, incluindo o letrista John Bettis (“The Woman in Me”), David Foster, Steve Lukather, Le Flex, Richard Page (co-escritor e vocalista de fundo em “Mystery of Love”), Brenda Russell, Greg Phillinganes e outros.

  1. Love Is Control (Finger on the Trigger)
  2. Mystery of Love
  3. The Woman in Me
  4. State of Independence
  5. Livin’ in America
  6. Protection
  7. (If It) Hurts Just a Little
  8. Love Is Just a Breath Away
  9. Lush Life
  10. Mystery of Love (Le Flex “Summer Mystery” Remix) (previously unreleased)
  11. Love Is In Control (Finger on the Trigger) (7″ Version) (Geffen single 29982-A, 1982)
  12. State of Independence (7″ Version) (Geffen single 29895-A, 1982)
  13. The Woman in Me (7″ Version) (Geffen single 29805-A, 1983)
  14. Sometimes Like Butterflies (Geffen single 29982-B, 1982)
  15. Mystery of Love (Le Flextended “Summer Mystery” Remix) (previously unreleased)
  16. Love Is In Control (Finger on the Trigger) (Dance Remix) (Geffen 12-inch single 29938-A, 1982)

Creedence Clearwater Revival – Travelin’ Band: Creedence Clearwater Revival at The Royal Albert Hall (2022)

 

Renascimento de Creedence Clearwater…inclui um CD bônus com músicas do filme, incluindo gravações formativas das primeiras encarnações da banda.
A lendária performance do Creedence Clearwater Revival no Royal Albert Hall de Londres em 1970 é finalmente lançada oficialmente.
O áudio deste lançamento foi restaurado e mixado por Giles Martin e o engenheiro Sam Okell. O álbum é lançado junto com o documentário concerto Travelin' Band: Creedence Clearwater Revival no Royal Albert Hall , narrado por Jeff Bridges e dirigido por Bob Smeaton. O filme leva os espectadores desde os primeiros anos da banda juntos em El Cerrito, CA, até sua ascensão meteórica à fama. Apresentando uma riqueza de filmagens inéditas, Travelin' Band culmina com a…

MUSICA&SOM

… show no Royal Albert Hall - marcando a única filmagem de show da formação original do CCR a ser lançada em sua totalidade.

Os shows do Royal Albert Hall foram em 14 e 15 de abril de 1970 - poucos dias depois que os Beatles anunciaram sua separação - e fizeram parte da primeira turnê européia do quarteto - uma série de oito shows que incluiu paradas na Holanda, Alemanha, França e Dinamarca. O grupo estava no auge de seus poderes, tendo desfrutado de cinco singles no top 10 da América no ano anterior, juntamente com um trio de álbuns no top 10 ( Bayou Country , Green River , Willy and the Poor Boys ). Eles tocaram para mais de um milhão de pessoas nos Estados Unidos, incluindo no Festival de Woodstock e um show triunfante na cidade natal no Oakland Coliseum no início de 1970.

Confusamente, uma década depois, em 1980, a Fantasy Records lançou um álbum ao vivo da banda, intitulado The Royal Albert Hall Concert . No entanto, foi rapidamente descoberto que o áudio era, na verdade, do já mencionado show do Oakland Coliseum. A gravadora correu para etiquetar o álbum para corrigir o erro - e renomeou apropriadamente a apresentação de janeiro de 1970 como The Concert para produções posteriores - mas foi um episódio confuso. Imagens reais e áudio do show do Royal Albert Hall nunca foram divulgados, até agora.


Destaque

Ceará da Bocada – Forró do mela mela 1990

  Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ Sanfonas de Maestro Chiquinho do Acordeon e Pereira do Acordeon. Gravado em 16 canais, no Rio...