sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Pedro Bergamo abre caminho de um novo ano com MPB psicodélica no single e clipe “Escute o som que vem daqui”

 

Brasileiro radicado na Finlândia prepara álbum.

Cantor, compositor e multi instrumentista brasileiro radicado na Finlândia, Pedro Bergamo une a sua paixão pela MPB setentista com o rock progressivo nórdico em uma viagem psicodélica e solar no single “Escute o som que vem daqui”. A faixa, que sugere início de ciclos e renascimentos, mostra o recomeço de um trabalho artístico para Bergamo ao mesmo tempo que pode dialogar com o ouvinte que busca no ano novo uma página em branco.

Assista ao clipe “Escute o som que vem daqui”: 

Nascido em uma família de músicos, Pedro busca desde cedo unir suas influências musicais ecléticas do flamenco, folk, forró e rock com seu interesse em assuntos místicos, históricos e filosóficos. Influenciado por seu avô que era benzedor, tarólogo e contador de causos, o artista iniciou sua discografia com o single “Lago Brasil” em 2019, contando uma trágica história indígeno-Brasileira fazendo uma ponte entre o dialeto caipira de trovadores paulistas como Tião Carreiro e Pardinho, e o folk rural do nordeste setentista de Zé Ramalho, seu maior ídolo. Um ano após, em meio a uma perda pessoal forte e inspirado pela obra de Ariano Suassuna, Pedro produz “Abrahadabra!”.

Trabalhando em seu disco de estreia, ele dá a primeira amostra de sonoridade com “Escute o som que vem daqui”. Produzido pelo guitarrista Lauri Loikkanen, da banda finlandesa The Halophones e masterizado por Jaakko Virtalähde (Death Hawks, Mikko Joensuu), a faixa chega com um clipe dirigido pelo diretor sueco-finlandês Anders Ragnar. A faixa está disponível em todas as plataformas de música digital e o clipe, no canal do YouTube do artista.

Ficha Técnica:

Letra & Música: Pedro Bergamo

Vozes & Violões: Pedro Bergamo

Contrabaixo: Nuutti Autio

Bateria: Eetu Peltoluhta

Guitarra, Orgão, Piano & Mellotron: Lauri Loikkanen

Produção & Mixagem: Lauri Loikkanen

Masterizaçäo: Jaakko Virtalähde

Arte de capa: Pedro Bergamo

Video: Anders Ragnar

CRONICA - PRINCE | Planet Earth (2007)

Planet Earth é o 32º álbum de Her Purple Majesty. Este fez o burburinho de uma maneira incrível. De fato , o Planet Earth foi distribuído no jornal The Mail On Sunday no Reino Unido antes de ser distribuído de maneira convencional em todo o mundo.

Musicalmente, Prince convocou alguns dos músicos que o acompanharam ao longo de sua carreira. Encontraremos aqui a essencial Sheila E, ex-membros da New Power Generation com Marva King, Shelby J, Sonny T. e Michael Bland, mas também Wendy Melvoin e Lisa Coleman, pontas de lança do The Revolution. Este número impressionante de músicos explica porque este Planeta Terraé um álbum bastante variado em seu assunto, sem nenhum fio condutor real. Assim Prince vai oferecer um caldeirão muito bom do que sabe fazer, começando obviamente pelo Funk, Pop, Rn'B e claro Rock.
Sem dúvida, o príncipe Roger Nelson queria agradar o maior número possível de pessoas com seu novo álbum.

É a calma "Planet Earth" que abre o álbum. Encontraremos aqui atmosferas bastante planas inspiradas nas obras do Radiohead e peças do mesmo género de David Bowie. No entanto, Prince consegue colocar seu know-how em particular em linhas vocais bem encontradas e belas partes de teclado que tornam a audição deste título bastante agradável. "Guitar" é uma das raras peças de rock de Sua Majestade Púrpura, que proclama seu amor imoderado por seu instrumento musical favorito. Os riffs bastante hendrixianos às vezes flertam com o Hard Rock. O refrão vai fazer você pensar em "Back In The USSR" dos besouros. Por fim os solos embora concisos são muito bem montados. A peça entra rapidamente pesada pela excelente peça jazzística "Somewhere Here On Earth" muito sensual e sensível.

Mais dinâmica "The One U Wanna See" é uma faixa de Pop Rock dinâmica muito boa que imediatamente te deixa de bom humor. Às vezes, pensaremos nele ouvindo a mítica "Baby Come Back" de Equals, especialmente na seção rítmica do baixo e alguns riffs de guitarra. Sem qualquer conexão, Prince então oferece uma balada RNB "Future Baby Mama" que finalmente soa bem no início dos anos 90, especialmente nas amostras de percussão. O malandro "Mr Goodnight" continua na linha RNB iniciada pela faixa anterior. As partes batidas são bastante bem-sucedidas. Alguém também pensará nos títulos semelhantes de Sua Majestade Púrpura oferecidos nos anos 90 em seu álbum ComePrince retorna ao pop rock com a poética e leve "All The Midnights In The World". As linhas vocais super suaves vão balançar seu canal auditivo com uma nota suave.

O final do álbum também é muito alto. Vamos primeiro lembrar do terrível funk diabólico "Chelsea Rodgers" com sua grande linha de baixo recheada de groove que faria qualquer idiota que se preze se levantar da cadeira. Os arranjos com cebolas pequenas e esta seção de metais carregam a música gospel de Shelby J que acompanha Prince para um resultado surpreendente. Sem dúvida uma peça a redescobrir com urgência.
O próprio rock alternativo "Lion Of Judah" oferece aqui outra faceta do músico. Mais uma vez os riffs do mestre são perfeitamente dominados e levados por coros femininos particularmente bem posicionados. A mais calma "Resolution" é uma bela peça encravada entre o Rock/Pop e o Funk Rock que conclui este sólido Planeta Terra com uma boa nota.

Este álbum, um pouco incompreendido por não ter acabado por ser alvo de intensa promoção e distribuição original, continua, no entanto, a ser um muito bom resumo do know-how de Prince. Mais um álbum muito bom!



Lista de faixas :
1.Planet Earth 5:51
2.Guitar 3:45
3.Somewhere Here on Earth 5:46
4.The One U Wanna C 4:29
5.Future Baby Mama 4:47
6.Mr. Goodnight 4:26
7.All the Midnights in the World 2:21
8.Chelsea Rodgers 5:41
9.Lion of Judah 4:10
10.Resolution 3:40

:

Prince – guitarra, canto, baixo, percussão
Wendy Melvoin – guitarra acústica, bandolim
Lisa Coleman – cravo
Sheila E. – percussão
Christian Scott – trompete
Sonny T. – baixo
Michael Bland – bateria
Shelby J – canto
Marva King – canto
Bria Valente – canto

Produtor: Prince

Label: NPG Records, Columbia

“THE GREAT WHITE SEA EAGLE” JUNTA JAMES YORKSON A NINA PERSSON E À THE SECOND HAND ORCHESTRA

 

Souls At Zero Álbum de Neurosis 1992

Resenha

Souls At Zero

Álbum de Neurosis

1992

CD/LP

Conheci Neurosis ainda na segunda metade dos anos 90 por meio de um amigo de sala de aula, ele falava com um afinco tão grande em relação a banda, que mesmo com o próprio nome dela – ou o simplesmente o gosto musical dele que eu já conhecia - já me fazendo imaginar um tipo de som que na época não era a minha praia, a curiosidade em conhecê-la acabou sendo maior. Ele me emprestou Souls At Zero, disco da banda que hoje pode ser visto como um dos seus pelo menos 3 maiores feitos.  

Souls At Zero é o terceiro disco da banda e sem dúvida um salto musical incrível em relação aos dois primeiros que são basicamente um thrash-hardcore completamente sem brio ou interessante o suficiente para serem escutados mais de uma vez. São pouco mais de uma hora de duração dividida em dez faixas, onde posso dizer que há uma necessidade de um certo investimento para que o ouvinte entenda com clareza do que se trata todo o barulho produzido pela banda.  

É possível perceber uma sensação de angústia e ansiedade pairando no centro de cada uma de suas músicas, com o disco entregando peças extremamente intensas uma após a outra. Um álbum que certamente na época levou o metal a territórios novos e emocionantes, adicionando instrumentos não metálicos como violinos e samples e fundindo diversos estilos como hardcore, thrash, pós-punk, música industrial e pós-rock. 

Você já ouviu algum disco em que além de sombrio, a sua sonoridade pode ser descrita até mesmo como claustrofóbica? Se não, este é um exemplo clássico. Músicas que nunca perdem a sua impetuosidade, com isso, mesmo nos seus momentos em que tudo fica mais calmo e limpo, algo permanece tocante. Mesmo que em alguns momentos as músicas sejam esticadas e repetitivas, parece que elas não funcionariam de outra forma.  

Digo que a maior força do álbum, além da forte musicalidade, produção poderosa e sonoridade incrível, é o quão bem a banda conseguiu combinar a sua agressividade com riffs e ritmos lentos de doom, ideias experimentais/progressivas e momentos atmosféricos sombrios, sendo que tudo isso acontece de uma maneira sempre autêntica e natural, passando longe de qualquer artificialidade.  

Por fim, Souls At Zero é um lançamento relativamente único na discografia da banda, porém, eu não digo isso apenas porque é o primeiro dentro de uma nova direção musical que a Neurosis embarcaria, uma trilha mais pesada, além de experimental/progressiva, mas também porque ainda se nota um som imaturo e cru em muitos aspectos, como se de certa forma tudo ainda estivesse estilisticamente “inacabado”, algo que, inclusive, no fim torna o disco extremamente charmoso.  


Elton John Álbum de Elton John 1970

 

Resenha

Elton John

Álbum de Elton John

1970

CD/LP

Em "Elton John", segundo álbum da carreira de Reginald Kenneth Dwight, temos, simplesmente, Elton John. O primeiro trabalho produzido por Gus Dudgeon ainda soa como um embrião de tudo o que Sir. Elton se tornaria mais adiante, com demos que se tornaram canções. Tem um excelente material acompanhado de sua banda (a The Elton John Band ainda estava em formação), mas o grande destaque aqui se faz dos momentos mais introspectivos e solitários de Elton. Deixe-me nomeá-los:

"Your Song": balada belíssima e primeiro grande momento de Elton John no quesito hit ("Skyline Pigeon" chegou perto). Uma canção linda de amor, doce, agradável e que é lembrada e executada até hoje. "I Need You to Turn To" e sua doce atmosfera folk quase medieval. A sequência orquestral maravilhosa que conta com "First Episode at Hienton", "Sixty Years On", "Border Song" e "The Greatest Discovery". Só essas quatro faixas valem o disco.

Do restante do tracklist, gosto muito de "Take Me to the Pilot", bem naquele estilo dançante de Elton John ao som do piano. "No Shoe Strings on Louise" é um blues/country delicioso para qualquer fã dos Stones do período sessentista. "The Cage" é um rock mais denso e interessante, mas que não se destaca tanto, e "The King Must Die" funciona bem como faixa de encerramento, trazendo uma balada mais dramática. Um pacote de canções não tão fortes individualmente, sendo talvez "No Shoe Strings on Louise" a melhor delas, mas que já tem estampado o talento e potencial de seu criador.

Todas as faixas foram compostas por Elton John e Bernie Taupin.

Por representar apenas o começo da carreira de Elton John, temos aqui um disco excelente e muito acima da média. Imperdível para os fãs que querem ir além dos hits e ouvir material de qualidade.

Faixas:

Your Song	4:00
I Need You To Turn To	2:32
Take Me To The Pilot	3:45
No Shoe Strings On Louise	3:30
First Episode At Hienton	4:47
Sixty Years On	4:52
Border Song	3:18
The Greatest Discovery	4:08
The Cage	3:28
The King Must Die	5:04

Tumbleweed Connection Álbum de Elton John 1970

 

Resenha

Tumbleweed Connection

Álbum de Elton John

1970

CD/LP

Estamos no terceiro disco de estúdio de Sir. Elton John. Temos aqui, em "Tumbleweed Connection",  um artista ainda encontrando a melhor forma de encaixar sua voz, suas melodias e suas composições, mas com um talento musical de impressionar.

Se "Tumbleweed Connection" não possui singles, conseguiu ainda sim vender bem nos Estados Unidos, alcançando status de disco de ouro. As canções são novamente de autoria de John e Taupin, com exceção de "Love Song", do qual as letras ficaram por conta de Lesley Duncan. A produção ficou mais uma vez a cargo de Gus Dudgeon. São dez faixas, mas hoje é possível encontrar uma versão com duas faixas bônus ("Madman Across The Water" e "Into the Old Man's Shoes") e também uma ainda mais completa, em álbum duplo com várias versões demo, além das faixas bônus já mencionadas.
O disco traz material equilibrado e de extremo bom gosto. Se "Ballad of a Well-Known Gun" abre com o pé direito em um clima dançante mas também suave, a doçura de "Come Down in Time" é de arrepiar. O lado country sempre presente está estampado com estilo na deliciosa "Country Comfort". "Son of Your Father" traz o blues rock com pegada meio soul/gospel, o que é também mantido na densa balada "My Father's Gun". "Where To Now St. Peter" é um rock gostoso e suave, com sonoridade bem setentista e "Love Song" tem algo folk de Simon & Garfunkel que é de arrepiar. O rock conduzido pelo piano volta bem em "Amoreena". Para encerrar, "Talking Old Soldiers" é uma balada ao som do piano que é um pouco arrastada e não se destaca tanto quanto as demais, embora seja uma excelente composição e que tem como destaque contar com apenas Elton e seu ouvinte; e "Burning Down the Mission" é o que a sua antecessora poderia ter sido, resultando acertadamente em mais uma das grandes baladas de Elton John, fechando o disco com classe. A passagem instrumental no meio dela é simplesmente magnífica.

"Tumbleweed Connection" não é um disco para quem quer ouvir os hits mais famosos de Elton John. Mas, para quem gosta de música de qualidade, não há qualquer contraindicação.

Faixas:

Ballad Of A Well Known Gun	4:59
Come Down In Time	3:25
Country Comfort	5:08
Son Of Your Father	3:46
My Father's Gun	6:19
Where To Now St. Peter	4:12
Love Song	3:40
Amoreena	4:57
Talking Old Soldiers	4:06
Burn Down The Mission	6:21

Rzeki Goryczy Álbum de Piolun 2022

 

Resenha

Rzeki Goryczy

Álbum de Piolun

2022

CD/LP

Mais um bom nome estreando na cena musical do leste europeu, um dos lugares mais prolíferos do metal extremo atual.

Estou falando do PIOLUN (pronuncia-se "pyo-woon"), duo de black metal formado em 2019 na cidade polonesa de Lublin e que estreou com “Rzeki Goryczy” (2022).

Com os pés fincados na cena black metal escandinava e local dos anos 90, o som do PIOLUN é intenso, ainda que conte com passagens melódicas durante as músicas e até um toque de doom metal em alguns trechos, como em “Antychryst / Antichrist”.

Mixado e masterizado por Marcin Rybicki no Left Hand Sounds Studio, as faixas soam bem densas e pesadas (a sinistra faixa seis é instrumental). As músicas soam claras, com a guitarra e vocais assumindo a linha de frente, enquanto a bateria mantém o insano ritmo ao fundo. Não é necessariamente um som limpo, houve um trabalho bem feito, na medida certa, para deixá-lo um pouco abafado e com os instrumentos se interceptando durante as faixas.

Na cozinha, o batera Vitor entrega um bom trabalho com viradas e uso de técnicas que deixaram o som do grupo mais dinâmico, como na faixa “W Stronę Światła / Into The Light”. Os vocais de Sorth são rasgados e com poucas variações, o que pode até desagradar alguns. 

“Rzeki Goryczy” (2022) não surgiu na pretensão de inovar o black metal, mas sim, repetir (num sentido positivo, que fique claro), aquela pegada do estilo nos anos 90 e nisso o duo polonês mostrou que tem capacidade para se tornar referência a quem aprecia esse tipo de som.
Lançado pela pequena gravadora polonesa Malignant Voices, o disco segue sem previsão de lançamento por aqui.
Confira “Rzeki Goryczy” (2022) na íntegra:

Formação:
Sorh: guitarras, vocais
Vitor: bateria

Faixas:
01 Trwoga I / Fear I
02 W Stronę Światła / Into The Light
03 Blady Świt / Pale Dawn
04 Trwoga II / Fear II
05 I Wszystko Marność / All Is Vanity
06 Imię Gwiazdy / The Name Of The Star (instrumental)
07 Antychryst / Antichrist

Sebhasttião Alves: Um dos principais representantes do Sertanejo Gospel

 

Sebhasttião Alves: Um dos principais representantes do Sertanejo Gospel

Sebhasttião Alves é um cantor e compositor brasileiro, natural de Ouricuri; cidade localizada no estado de Pernambuco, o cantor nasceu com um desvio na coluna, por várias vezes compartilhou com seus seguidores a falta de empatia que sofria na escola.

Em 2016, se lançou na música lançando um EP homônimo de música sertaneja, sem excito o projeto não ganhou nenhuma faixa de divulgação.

Em 2017, Alves lançou o EP "Meu Mestre" com regravações de outros artistas, entre 2017 a 2019 foram lançados vários projetos paralelos como "Histórico" e "Como Nunca Antes" em 2018, "Sebhasttião Alves" e "De Volta às Origens" em 2019.

Em 2020, Alves lançou o seu primeiro projeto autoral e audiovisual, o EP e DVD "Pai" com seis gravações inéditas, incluindo "Só Quero Te Ver" como Bônus, o projeto gerou três singles "Amor É o Que Eu Sinto " ,"Pai" e a canção citada como Bônus.

Em 2022, Sebhasttião entrou para a lista dos 10 Artistas do seguimento Sertanejo Gospel Mais procurados no YouTube.
Com o lançamento de sua nova música"Manda Chuva Senhor", Sebhasttião alcançou notoriedade e reconhecimento regional e estadual, seus maiores sucessos são sas próprias histórias contadas em suas canções

Vacation In The Underworld Álbum de Ellefson/Soto 2022

 

Resenha

Vacation In The Underworld

Álbum de Ellefson/Soto

2022

CD/LP

Vacation In The Underworld" é o álbum de estreia de um novo projeto formado pelo vocalista Jeff Scott Soto e o baixista David Ellefson. Lembro-me que Jeff anunciou a novidade em suas redes sociais com certo receio de receber críticas pelo fato se ser membro de tantas bandas. A internet é de fato cruel, mas, o que temos aqui é música boa e isso nunca é demais.

O que temos aqui é heavy metal moderno, eletrizante, pesado e muito bem executado. Não é o som da carreira solo de Jeff e muito menos do Megadeth, e essa proposta que trouxeram de fazer algo diferente é ainda mais atrativa. E o disco é bom demais, cumprindo o que promete.

A escolha de Jeff Scott Soto foi acertadíssima. Impressionante como a voz desse cara funciona em qualquer estilo musical. David Ellefson também encontrou uma brecha aqui e ali para mostrar sua qualidade musical, além de também ter sido responsável pela composição das músicas ao lado do guitarrista Andy Marongelli. Paulo Caridi completa o line-up, na bateria.

A produção matadora ficou por conta de Chris Collier e o disco chegou com quatorze faixas, sendo três bônus que também são interessantes, principalmente pela linda performance de Soto nas baladas "Out Of The Blue" e "Writing On The Wall". Há também algumas participações de convidados, como a ótima Giada Jade Etro (Frozen Crown) na excelente "The Day Before Tomorrow" e a dupla do Flotsam and Jetsam, Conley e Ken Mary, na pesadíssima "Vacation In The Underworld". Vale também conferir de primeira "The Revolution", a melhor do disco, "Like A Bullet" e "Live To Die Another Day". Depois, é só apreciar o disco completo e sair certamente satisfeito.

Espero de verdade que "Vacation In The Underworld" seja um projeto duradouro, pois o que entregaram aqui é bom demais.

Tracklist:

1 - Vacation In The Underworld  4:23
2 - Like A Bullet  4:38
3 - Sharpen The Sword  4:15
4 - The Reason  4:29
5 - S.T.N.  3:11
6 - The Revolution  4:24
7 - Celebrity Thrash  3:39
8 - Live To Die Another Day  3:18
9 - The Day Before Tomorrow  3:45
10 - Hercules  1:28
11 - Rise To Win  4:10
 - Bonus Tracks  
12 - Out Of The Blue  4:18
13 - Lone Star  3:50
14 - Writing On The Wall  3:13

Alfabeto do Rock: Letra A

 

Alfabeto do Rock: Letra A

Relacionado com: AerosmithAlien


A proposta desta série de artigos é trazer sempre uma banda conhecida e outra obscura seguindo as letras do alfabeto. Confira e divirta-se.

Aerosmith

Se você perguntar a quem não curte rock o motivo pelo qual não gosta, provavelmente irão dizer que é muito barulho, entre outras coisas. Pois o Aerosmith, com o lema "Se faz barulho, use", moldou seu som calcado no Blues do delta do Mississipi e nos primórdios do Hard Rock, como Led Zeppelin e Rolling Stones. Com discos espetaculares nos anos 70, um declínio criativo devido aos inúmeros abusos de drogas no começo dos anos 80 e seu posterior renascimento no fim dos anos 80 e início dos 90, o Aerosmith é definitivamente a representação do rock n' roll na sua essência. Abaixo farei uma breve análise de cada disco para que aqueles que ainda não tiveram a chance de ouvir a obra dos caras.
1973 - Aerosmith Esse álbum já mostrava que o grupo não estava pra brincadeiras. músicas como Make It, Write Me A Letter e One Way Street são belos cartões de visitas, ao passo que Dream On foi a música que mostrou ao mundo a capacidade vocal de Steven Tyler.
1974 - Get Your Wings Apesar de não emplacar nenhum single nas paradas, esse disco foi certificado com platina tripla. Destaque para Train Kept a Rollin' e a sensual Same Old Song And Dance, ambas presentes até hoje no show dos caras. Seasons Of Wither, uma queridinha dos fãs apesar de pouco tocada ao vivo segue como uma das mais belas baladas do Aerosmith até hoje.
1975 - Toys In The Attic Depois de 2 álbuns o Aerosmith ganhou o respeito da crítica e a tranquilidade necessária para lançar essa obra-prima. Impulsionados pela sexy Sweet Emotion e pela sacolejante Walk This Way, a banda explodiu de vez no cenário e se firmou como um dos maiores nomes do rock na época. O disco ainda traz as pérolas No More No More e Adam's Apple que também são bastante admiradas por fãs da banda.
1976 - Rocks Tido como disco preferido por celebridades como Slash, esse disco elevou o patamar da banda após o magnífico disco anterior. Com um repertório impecável como a enigmática Back In The Saddle e a dificílima Last Chils, esse disco representa o auge criativo da banda nos anos 70, ao passo que os integrantes se afundavam cada vez mais nas drogas. A música transparecia raiva, angústia e alegria por tocar rock n' roll, o tronando um dos discos indispensáveis dos anos 70.
1977 - Draw The Line Apesar de ser um disco espetacular, as drogas já tomavam conta das decisões da banda, minando a criatividade e o relacionamento entre os integrantes, o que não impediu a banda de lançar outro disco sensacional. Kings And Queens e a faixa título seguem como grandes trunfos do álbum, que envelheceu bem e até hoje é um clássico do grupo.
1979 - Night In The Ruts O disco lançado no olho do furacão, com Steven Tyler não conseguindo completar letras e melodias, esse disco é o que mais representa o som de uma banda se desintegrando. O Aerosmith elevaria ao máximo o clichê sexo drogas e rock n' roll, tornando-se refém daquilo que pregava e vendo os abusos e excessos cobrarem seu preço. Um disco pouco inspirado, que prenunciava a nuvem negra que se instauraria na banda nos anos seguintes.
1982 - Rock in a Hard Place O fundo do poço chegou e o Aerosmith fez o impensável: Um disco sem Joe Perry. O resultado foi um disco sem inspiração e de quebra sem Brad Whitford, a espinha dorsal racional que segurava a onda apesar de ser outro doidão. Os fãs até tentam, mas o fato é que esse disco não faz nenhuma falta na discografia dos caras e eles fazem muito bem em ignorá-lo até hoje.
1985 - Done With Mirrors Nem mesmo o retorno de Joe e Brad salvaram esse disco de ser uma completa bomba. Sem inspiração, com timbres xoxos e musicalidade apagada, a única coisa boa que se pode dizer aqui é que esse disco foi importante para que a banda recuperasse o norte e recolocasse sua carreira nos trilhos. Passe longe disso aqui se quiser ouvir boa música.
1987 - Permanent Vacation O renascimento do grupo não seria possível sem esse espetacular álbum. Impulsionado pelos hits Rag Doll, Angel e Dude (Looks Like A Lady), a banda se aproveitou do boom da MTV para emplacar clipes e chamar atenção do público mais jovem. Além disso, ao chamar Desmond Child e Jim Vallance para compor alguns temas, a banda tinha garantia de hits radiofônicos perfeitos para a juventude da época, que acabava de descobrir Guns n' Roses e Mötley Crüe. Álbum necessário e imprescindível para amantes dos anos 80.
1989 - Pump Seguindo a onda do disco anterior e investindo pesado no acento pop, Pump marca uma crescente do Aerosmith e o firma como uma força musical do momento. Certificado com platina, o disco teve hits indiscutíveis, como Monkey On My Back, Love in An Elevator e a maravilhosa balada What It Takes, presente até hoje nos shows da banda, com maravilhosa performance de Steven Tyler. Aqui o Aerosmith se tornava novamente uma das maiores bandas do mundo.
1993 - Get A Grip Após o renascimento iniciado com Permanent Vacation e firmado com Pump o grupo lançou seu maior sucesso comercial chamado Get A Grip. Com uma capa polêmica, mostrando um piercing na teta de uma vaca e gerando algumas polêmicas com os ativistas (não seria a primeira), o Aerosmith lançou o disco que representou o auge de seu renascimento comercial. Com Cryin', Crazy, Amazing, Livin' On The Edge, Shut Up And Dance, a banda desfilava hits atrás de hits, mostrando shows cada vez mais interessantes e repletos de rock n' roll.
1997 - Nine Lives No ano maldito para o hard rock, o Aerosmith até que sobreviveu bem. Nine Lives está longe de ser um disco ruim, no máximo é diferente dos demais. Com uma boa produção, trouxe uma sonoridade até então inexplorada pela banda como em Taste Of India, e baladas mais açucaradas como Hole In My Soul. Destaque também para músicas como Full Circle e a deliciosamente estranha Pink. Vale a audição.
2001 - Just Push Play Esse disco, apesar de bons momentos, mostrou que o poder criativo dos caras já estava dando sinais de esgotamento apesar de algumas boas canções como a bela balada Fly Away From Here. Mesmo assim, esse disco obteve certo sucesso comercial, especialmente por causa da música Jaded, o maior hit do álbum.
2004 - Honkin' On Bobo Vários covers de blues antigos para suprir os fãs da banda e nada mais. Assim pode ser definido esse disco que não acrescentam nada na carreira da banda.
2012 - Music From Another Dimension Após 11 anos do último disco de inéditas o Aerosmith aparece novamente com um disco sem inspiração, apenas pra cumprir tabela, já que ao vivo ninguém saber de nenhuma canção daqui. Talvez Could Have Been Love ficasse bacana ao vivo, mas tenho lá minhas dúvidas, pois está claro que a inspiração já se foi.

Alien

Capitaneado pelo guitarrista Tony Borg e o tecladista e vocalista Jim Jidhed (principal compositor do grupo), o Alien obteve certo sucesso gravando um cover dos Marbles e posteriormente uma música para o filme The Blob, no Brasil chamado de A Bolha Assassina. Mas vamos aos discos. O primeiro disco da banda, oriunda da Suécia traz 2 canções indispensáveis para os amantes do aor: Brave New Love e Tears Don't Put Out The Fire, radiofônicas ao extremo e musicalmente muito bem construídas. A primeira estourou ao ao aparecer nos créditos finais do filme The Blob, o que fez muita gente se apaixonar pelo estilo e imediatamente o associar aos filmes da época, como uma espécie de característica da época. A partir daí o poder criativo do grupo seria diluído em poucas canções de destaque recebendo pouca ou nenhuma atenção da mídia especializada.

Destaque

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