domingo, 8 de janeiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Mari Ferrari

Mari Ferrari

Os sets de Mari Ferrari personificam sua paixão inabalável pela música eletrônica. Iniciando sua carreira em 2007, a agenda de turnês de Mari a levou a muitos dos principais clubes e festivais do mundo, demonstrando seu alcance global como artista no auge de seus poderes. O objetivo pessoal de Mari sempre foi trazer uma “proeza elegante para a pista de dança através da música”, um mantra que ela vive e respira todos os dias e que levou Mari Ferrari a capturar as mentes e corpos de fãs de música com ideias semelhantes em todo o mundo. Suas apresentações levaram a aparições em eventos como Sensation White, Hed Kandi e o Official Formula One After Party em Dubai. A música de Mari também alcançou desfiles de moda para nomes como Ed Hardy, Christian Audigier e Fashion TV.

Depois de vários anos aplicando seus conhecimentos como DJ para entender a produção musical, Mari deu seus primeiros passos como produtora quando em 2011 lançou seu single de estreia 'Reach Out'. O single foi lançado oficialmente pela Gramma Records. 'Reach Out' recebeu forte apoio da comunidade de DJs e colocou o nome de Mari na lista de reprodução de muitos de seus colegas. Seu próximo lançamento veio pela marca holandesa Bitten Records e viu Mari se unir para um lançamento de deep house que deixou muitas pistas de dança presas ao ritmo! 2012 também viu Mari lançar seu emocionante hino de verão liderado pela guitarra 'We Are Young' com Deepside Deejays. Que ela então seguiu com 'I Wanna Make It' unindo forças com a estrela italiana Dhany (da fama de Benassi Bros). Mari então assinou seu próximo single 'Stiff' em 2014 para a poderosa EDM Global Dance Records. Após um hiato de dois anos do estúdio, devido a uma agenda de turnês exigente, Mari voltou aos seus projetos de produção no início de 2016. Seu próximo single 'Hello Hello' é uma música vocal emotiva que toca as cordas do coração graças a. Cantado para a renomada gravadora holandesa Spinnin' Records, 'Hello Hello' é um single promissor que, equipado com seu ilimitado videoclipe do espaço sideral, tem todo o potencial para colocar a música de Mari em sua própria dimensão estratosférica!

Com mais de 1 milhão de curtidas no Facebook, 15 mil seguidores no Twitter e 128 mil seguidores no Instagram, Mari Ferrari conquistou uma legião de fãs em todo o mundo e se consagrou como uma artista que, por meio de sua música, consegue proporcionar momentos memoráveis ​​tanto no pista de dança e no estúdio. Uma perfeccionista impecável, o mundo de Mari Ferrari é impulsionado pelo trabalho duro, delicadeza e uma paixão ilimitada para mostrar a música que ela ama e pela qual vive. Assim como a famosa montadora italiana de mesmo nome, Mari acredita na criação de um “Mundo de Sonhos e Emoções”. Ela espera que você se junte a ela na pista de dança para tornar essa visão divertida e selvagem uma realidade...


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CRONICA - HAIRY CHAPTER | Can’t Get Through (1971)

Após o lançamento de Eyes , o baterista Rudi Haubold deixou o combo alemão Hairy Chapter. Os membros restantes (o guitarrista Titlbach, o baixista Rudolf Oldenburg e o vocalista Harry Hunte) recrutaram o baterista Werner Faus. Essa nova formação encontrou recursos para produzir uma segunda obra em 1971 pelo selo Bacillius intitulada Can't Get Through .

Composto por cinco faixas, o álbum abre com "There's A Kind Of Nothing" com cerca de seis minutos de duração que soa como o que ouvimos em Eyescom riff revigorante e vocais à frente. Nada de novo, você pode dizer, exceto que a banda deu tudo de si na produção e composição. Porque depois de dois minutos e meio as coisas se acalmam. Após um curto interlúdio ibérico, o baixo parte numa surpreendente melodia. Na verdade, os músicos oferecem um heavy metal sofisticado, pirotécnico e sedutor. Em suma, um 33 rpm feito com coragem e inflado com hélio que os fãs de maconheiros podem apreciar. Prova disso é o título homônimo que ultrapassa os nove minutos. Entre riffs insalubres recheados de querosene, gaita insolente e solos sangrentos, o grupo experimenta breaks e over-breaks, alguns até jazzísticos sob o ácido. É o mesmo para "It Must Be An Officer's Daughter" de quase oito minutos com esse baixo assombroso. Para acalmar os ânimos equilibramos “As We Crossed Over” uma espécie de híbrido country folk. Mas a aparição do trompete estraga um pouco a festa. Talvez o desejo de ser mais eclético. Seja como for, o álbum termina com "You've Got To Follow This Masquerade", um hard rock que cheira a enxofre.

Infelizmente, o Capítulo Peludo será subestimado e, portanto, chegará o momento das separações preparando o terreno para o Amigo de Lúcifer, mas especialmente para os Escorpiões. Eyes e Can't Get Through foram relançados pela Second Battle em 1996 e Citystudio Media Production em 2006 em um único CD.

Títulos:
1. There’s A Kind Of Nothing
2. Can’t Get Through
3. It Must Be An Officer’s Daughter
4. As We Crossed Over
5. You’ve Got To Follow This Masquerade

Músicos:
Rudolf Oldenburg: Baixo
Werner Faus: Batterei
Harry Titlbach: Guitarra
Harry Unte: Vocal, Guitarra Acústica
+
Heinz Greven: Contrabaixo
Rudi Haubold: Bateria
Ulrich Hübinger: Gaita, Percussão
Heinz Schachtner: Trompete

Produtor: D. Dierks

A Injeção Pop Indefectível de Rina Sawayama

 Bata no liquidificador Madonna, Britney Spears, Beyoncé e… Limp Bizkit? A mais grata surpresa desse ano, Rina Sawayama entrega em seu disco de estreia um Pop vibrante e irresistível, sob o nome “SAWAYAMA“!

A artista de origem nipo-britânica (mistura cultural que geralmente traz resultados maravilhosos, vide o trio de Indie Pop Kero Kero Bonito) vem lançando singles esporádicos desde o início da década passada, além de um sensacional EP independente em 2017, mas só fui tomar conhecimento há poucos dias, em minhas andanças pelos lançamentos semanais. A surpresa foi imediata!

O disco é essencialmente pessoal, onde Rina lida com seus conflitantes traços culturais, problemas familiares, e, acima de tudo, identidade. Essa força já é evidente na grandiosa abertura “Dynasty” que clama “A dor em minha veia é hereditária”, sob a produção luxuosa de seu parceiro musical Clarence Clarity.

Grande parte do brilho do disco está na naturalidade em que os contrastes funcionam. O delicioso Pop noventista satirizando os excessos capitalistas de “XS” não é alheio a intensos breaks de guitarra, e a voz doce de Rina não soa nada estranha na base essencialmente New Metal do single “STFU!”, uma das canções mais Rock ‘n’ Roll do ano, onde ela esbraveja contra os insultos racistas que enfrentou durante toda a vida. Esse intercâmbio de estilos nos traz ainda a pérola Arena Rock de “Who’s Gonna Save U Now”, meticulosamente arquitetada para ecoar em grandes estádios.

O álbum também é um festival de refrãos Pop absurdamente pegajosos. “Comme Des Garçons (Like The Boys)” parece projetada para as pistas de dança do início dos anos 2000, e canções como a fortemente étnica “Akasaka Sad”, a doçura adolescente de “Paradisin'” e a melodiosa “Bad Friend” são cheias de camadas, playgrounds para a produção de Clarence, que dá cor e forma a esses contos nostálgicos a autobiográficos. O destaque final vai para a belíssima balada “Chosen Family”, destinada a seus irmãos e irmãs da comunidade LGBTQ, e que evidencia a beleza incrível da voz de Rina.

Sawayama” dá uma injeção de energia e criatividade no Pop, trazendo novos ares a sons que já conhecemos com uma maturidade incrível. Pelo andar da carruagem, temos uma nova estrela!


A Grande Fase dos Testament em Titans Of Creation!

 Nada parece parar o Testament. Mesmo não tão celebrada quanto seus companheiros da Bay Area, a banda tem uma das discografias mais sólidas do Thrash Metal, e nos últimos anos se encontra em grande fase. 4 anos após o espetacular Brotherhood Of The Snake (2016), o disco acaba coincidindo com a pandemia do COVID-19, que infelizmente afligiu o vocalista Chuck Billy e sua família. Quase como uma trilha sonora para esses tempos, Titans Of Creation não decepciona.

A formação atual da banda é algo sensacional. Além dos onipresentes Chuck Billy e Eric Peterson, temos de volta o guitarrista Alex Skolnick, o virtuose do baixo Steve Di Giorgio e o alienígena Gene Hoglan na batera, no que é, tecnicamente, o time mais espetacular da história do Testament. Essa combinação explosiva gera o legítimo Thrash moderno, com o equilíbrio perfeito entre peso e melodia.

“Children Of The Next Level” já abre os trabalhos em grande estilo, com passagens intrincadas e sublimes solos duelados de Skolnick/Peterson. Os pesadíssimos Riffs combinam-se com um forte senso melódico, gerando refrãos extremamente marcantes como “Dream Deceiver” e “City Of Angels”, a música mais trabalhada do disco.

Além da óbvia maestria técnica dos instrumentistas, Chuck Billy mostra muita segurança nos vocais, experimentando até com uma voz rasgada à la Black Metal em “Night Of The Witch”, com uma claríssima influência do Metal Extremo, que é para mim a melhor faixa do álbum. Também merecem destaque a sincopada “Ishtar’s Gate” e “Code Of Hammurabi”, onde Di Giorgio praticamente encarna Cliff Burton nas quatro cordas.

Com Titans Of Creation, o Testament segue dando uma aula de Thrash Metal, num disco que com certeza figura entre os melhores do ano. Os TITÃS seguem em seu esplendor criativo!



Conundrum – O Hard-Prog Retrofuturista do Hällas

 Vindo do fértil solo sueco, o Hällas é uma banda que procura resgatar aquele som Hard/Heavy com toques progressivos de grupos como Uriah Heep e Blue Öyster Cult, mas com uma pegada, digamos, futurista, autodenominando-se “Adventure Rock”. Em 2020, eles estão de volta com seu segundo disco, o sensacional Conundrum!

A trinca inicial parece funcionar como uma só viagem retrofuturista. Desde os teclados imersivos da introdução “Ascension”, que emendam no Hard Rock pulsante e com passagens altamente melódicas de “Beyond Night And Day” e a psicodélica “Strider”, honrando o termo “Adventure Rock” com louvor!

“Tear Of A Traitor”, com o baixo galopante e vocais rasgados de Tommy Alexandersson, é o momento que mais se aproxima do Heavy Metal, enquanto “Carry On” parece ter saído direto dos anos 80, com suas camadas e mais camadas de teclados e um refrão altamente marcante. Mas os verdadeiros épicos ficam para o final, em “Labyrinth of Distant Echoes” e a derradeira “Fading Hero”, cheias de passagens grandiosas que demonstram as influências prog da banda, e com diálogos entre guitarra/teclados que são de arrepiar.

Se você quer um Hard Prog de qualidade e com toques modernos, o Hällas é uma grande pedida, e Conundrum é uma das pérolas perdidas desse ano que vale muito a pena conferir!



A Magnifica Acidez de Fiona Apple em “Fetch The Bolt Cutters”

 Existem aqueles discos que só entram na nossa cabeça após diversas audições, de difícil digestão. Foi o meu caso com o disco da sensacional Fiona Apple, o aclamadíssimo Fetch The Bolt Cutters.

Após um intervalo de 8 anos desde o magnífico The Idler Wheel…, Fiona vem ainda mais venenosa e tem muito a dizer. Ela passou por muita coisa desde seu surgimento no mainstream com Tidal (1996), e a experiência tornou sua música cheia de contornos Jazzísticos mais experimental, e suas letras cada vez menos preocupadas com a síntese. O que temos aqui são sentimentos crus, lidando com relacionamentos falidos, memórias de infância e cicatrizes ainda abertas, de maneira pouco ortodoxa.

Indo para as canções, “I Want You To Love Me” abre os trabalhos com uma performance sensacional de Apple, crescendo da doçura para a rispidez de forma incrível, enquanto “Shameika”, com seu piano jazzístico e hipnótico, é mais uma das mais pegajosas do álbum.

Muito me chama a atenção o teor percussivo de boa parte das canções, desde a etérea faixa-título, o motivo quase tribal de “Relay” (aqui a repetição é uma dádiva!) e “Drumset”, onde a gravação primordialmente caseira dá voz a sons do cotidiano junto aos tambores (contando até com latidos dos cães de Apple). Apesar da densidade sonora ser predominante, ainda há espaço para melodias de uma doçura deliciosa, exemplificada em “Cosmonauts”, com suas belíssimas harmonias vocais.

Concluindo, Fetch The Bolt Cutters não é um disco fácil, mas um mergulho em cada nuance é muito bem recompensado com uma das experiências musicais mais intensas do ano. Fiona Apple sempre vem em bom momento!



Judas Never Dies! Judas Priest de volta às origens.

 O início do novo milênio não foi dos mais favoráveis para o Judas Priest. Mesmo com o retorno de Rob Halford á banda, os dois discos lançados na primeira década dos anos 2000 não foram bem recebidos pela crítica e renderam vários debates entre os fãs se a banda ainda seria capaz de entregar trabalhos de alto nível e condizentes com a importância do Judas para o Heavy Metal, principalmente após a saída do guitarrista e um dos fundadores da banda K.K. Downing em 2008. A resposta começou a ser dada em 2014, quando lançaram o competente Redeemer Of Souls, um disco bem digno e que eu, particularmente, gostei muito.

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No entanto, é da ”segunda linha” da resposta que eu venho falar hoje; NA PRIMEIRA PRATELEIRA  está o lançamento de FIREPOWER, em 2018. A prova de que o Judas ainda tem lenha para queimar; como fã da banda desde pequeno fiquei muito empolgado quando ouvi o disco pela primeira vez e depois passei dias seguidos escutando. Ouso dizer que se fosse lançado nos anos 70 ou 80 seria um grande clássico da banda, tamanho petardo de Rock and Roll que mostra o Judas Priest de volta às origens.

A parte triste fica por conta deste ser o último álbum a contar com o lendário guitarrista Glenn Tipton, que se afastou da banda devido ao mal de parkinson, que já o vinha afetando há tempos, realizando aparições esporádicas na turnê de divulgação do disco. Embora a banda tenha se empenhado em apresentar um som moderno – não à toa convocaram o produtor Andy Sneap, que produzira discos recentes de bandas como Exodus, Megadeth, Testament etc –  os músicos também buscaram referências na própria discografia do Judas Priest,  e isto é facilmente notado em músicas como ”Lighting Strikes”, ”Evil Never Dies” e na própria faixa-título.

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Se vocês estão a fim de levarem uma bela pedrada na orelha de vocês Judas Priest é a banda e Firepower é o disco. É tiro certo; ”Children Of The Sun” e Rising From Ruins” demonstram esse som mais contemporâneo que a banda tentou trazer, e a última faixa, ”Sea Of Red”, parece uma continuação da fantástica ”Beyond The Realms Of Death” do disco Stained Class, de 1978. Discaço! Me fez ter tesão novamente em pegar um disco do Judas para ouvir e passar dias espancando as caixas de som com ele, espero que possa fazer isso com vocês também.  Muito obrigado Rob Halford, Glenn Tipton, Ritchie Faulkner, Ian Hill e Scott Travis por fazer sentir-me uma pequena criança de novo descobrindo o Heavy Metal.

“Infinitos Encontros” – Julie Wein lança um dos discos mais lindos da música brasileira nos últimos anos!

 

Diferente do que muitos pensam, a música brasileira vive um período de muita qualidade e criatividade, extremamente rico e fértil. Nossa maravilhosa e histórica cultura, permite que novos artistas com muito talento surjam e nos tragam grandes e emocionantes obras. Uma dessas lindas obras que o “Entre Acordes” gentilmente me reserva um espaço para destacar, é um lindo disco batizado como “Infinitos Encontros”, da maravilhosa cantora Julie Wein, da qual terei o maior prazer em lhes recomendar hoje por meio das maus traçadas linhas deste texto.

Julie Wein é uma cantora e compositora nascida em Curitiba, vinda de um lar familiar muito envolvida com arte em geral. Isso despertou nela uma paixão ardente pela música, que já bem cedo, começou a cantar e a tocar piano, sendo muito influenciada por música erudita e MPB.

Em 2020, ela surge presenteando nossos ouvidos com seu álbum de estreia, que traz uma musicalidade linda, profunda e sofisticada de uma forma brilhante, da qual há tempos eu não ouvia na música brasileira. Me senti extremamente tocado por “pequenas” pérolas como “Trânsito de Marte”, “Beiral da Porta”, “Mar Demais” e “Beijo da Noite” (esta última com participação do mestre Ed Motta), todas dotadas de uma beleza harmônica/melódica incrível, lindos e ricos arranjos de cordas e piano e a beleza candura da voz linda e aveludada de Julie, que faz com que as músicas ganhem uma profunda e tocante sensibilidade. No total, são oito faixas, todas elas compostas por Julie, sendo quatro em parcerias.

Se você ama música brasileira no estilo de Nara Leão, Nana Caymmi, Leila Pinheiro e Elis Regina, saiba que “Infinitos Encontros” é o álbum perfeito para você. Mesmo se tratando de um lançamento, soa maravilhosamente como um disco clássico e um verdadeiro acalanto para as nossas almas nestes difíceis tempos da qual estamos passando. Que grande presente a música brasileira ganha com o surgimento de Julie Wein, que ela possa continuar nos trazendo obras tão doces e singelas como “Infinitos Encontros”.

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