segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Julio Malc lança seu último single: “Última Canção”

 

Julio Malc lança seu último single: “Última Canção”

Exatamente um ano após o lançamento digital de “Lugar ao Sol”, o músico encerra os trabalhos de divulgação do álbum com o lançamento do single “Última Canção”.

Júlio disse: “- Meus amigos, eu não poderia perder a oportunidade desta data: 16 de dezembro, início da última lua minguante do ano, para finalizar esse projeto de 21 anos com imensa felicidade, gratidão e sensação de missão cumprida”.
Desde o lançamento digital em 16 de dezembro de 2021, foram lançados um single a cada 28 dias e com média de quase 100 mil streamings por faixa, o trabalho atingiu pouco mais de 1 milhão de streamings no Spotify.  Um número relativamente baixo para um álbum nos dias de hoje, mas significativo para um roqueiro independente na contramão do mercado, que conta somente com o apoio de inúmeras webs rádios espalhadas pelo país. Esta faixa faz parte da campanha de 20 anos de lançamento do "Lugar ao Sol", agora lançada oficialmente nas plataformas de streaming.
A faixa “Última Canção” foi produzida por Toninho Ruiz e Hércules Pioli JR e gravada por Otto Dutweiller nos estúdios Midas do Rick Bonadio.
A música, em dó sustenido menor, é um blues que gira em torno de um intervalo musical conhecido pelos músicos como trítono e a letra é uma chantagem emocional suicida.

Lado Treze Lança Single: Não Querer

 

Lado Treze Lança Single: Não Querer

Não Querer é o terceiro single do álbum de estreia da Lado Treze intitulado "Ideologia em tempos loucos" e traz uma visão sobre a polarização política que estamos vivendo hoje no nosso país, e todos os tipos de julgamentos que cercam uma sociedade que analisa de forma rasa se é lado A ou lado B para ter uma opinião formada do que é bom ou ruim, sem analisar os fatos e o conteúdo de uma forma mais abrangente. Estamos felizes com o resultado, conseguimos conectar as ideias e dar nossa cara.

The National – Alligator (2005)


 

Alligator é o último limar de arestas ao som dos National antes da merecida consagração que a ele se seguiu.

Será que é desta que nos ligam alguma coisa? Dois álbuns e um EP depois e nada. Algumas críticas bonitas mas continuamos a tocar para salas vazias enquanto os Interpol, que ensaiam ao nosso lado, já fazem capas de revistas. Dizem que à terceira é de vez não é? E o pior é que o álbum está bom! Não é que os outros não fossem bons mas este está melhor, mais limpo, mais certeiro, parece que finalmente percebemos para onde queremos ir com isto. O Bryce e o Aaron soam cada vez melhor e a bateria do Bryan está incansável. Quase que me arriscaria a dizer que encontrámos a nossa identidade, quem temos de ser, uma matriz estável sobre a qual trabalhar mas… Se calhar devia era ter-me deixado ficar pelos anúncios, o trabalho corporativo não era assim tão mau, ao menos era certo. Merda, quem é que aos 30 anos larga tudo para ir ser uma estrela de Rock? Só porque ver os Strokes ao vivo te deixou com saudades da banda da faculdade, deve ser uma espécie de crise de meia idade adiantada.

Ou é isso que tu queres? Essa cena rock de seres um poeta atormentado e incompreendido que faz referências literárias que mais ninguém percebe ao Gata em Telhado de Zinco Quente do Tennessee Williams e que acha que é melhor que toda a gente? Afinal, ninguém ir aos concertos é só mais uma coisinha para te lamuriares como fazes com tudo o resto nesses poemas tão sorumbáticos e profundos que deixam toda a gente desconfortável. E os vocalistas não costumam ser carismáticos? Menos tímidos? No mínimo conseguir encarar a audiência (por pouca que seja) sem ter de se encharcar em vinho para conseguir cantar a merda de canções que escreveram?

(E se for? Se os outros podem porque é que eu não posso?)

A questão é que as canções seriam escritas de qualquer forma, é a única maneira de fazer algum sentido do turbilhão de ansiedade e de autocomiseração que é a cave do meu cérebro. E escrever sempre sai mais barato que psicoterapia. Falar dos amigos, da família, de Nova Iorque, da juventude, da sua inocência e esperança e do facto de as sentir cada vez mais distantes, da bebida, da Karen! A Karen… A culpa é do raio das melodias que eles escrevem que me lixam o humor. Só queria desaparecer no meio de uma sala cheia, deixem-me sozinho, não me ouçam, peço desculpa por tudo.

A merda é que ao mesmo tempo tenho esta necessidade doentia de me mostrar, qual parada, de gritar aos sete ventos a minha vulnerabilidade. É que cantar tudo isto é uma catarse do outro mundo. Exorcizar demónios no meio de um crescente de barulho elétrico é melhor que qualquer combinação de álcool e/ou drogas que alguma vez experimentei. E se assim é, se tenho de fazer isto para me manter são, então só queria, só queríamos, ter alguém a ouvir. Porque há esperança e todas estas merdas deprimentes são precisamente aquelas que hão de nos salvar: a família, os amigos, Nova Iorque, a música, as guitarras brilhantes, os ritmos fortes, os violinos que às vezes se imiscuem nas canções, os refrões explosivos de alegria e tristeza juntas, a Karen!

Acho que é isso que estamos a criar com a banda, uma bela celebração coletiva da nossa humanidade para dançar, chorar, saltar ou gritar. E se não for desta paciência, há de ser um dia. Não posso aceitar que estamos sozinhos. Ao menos temos as criticas bonitas. Entretanto tem de haver esperança, afinal “We’re the heirs to the glimmering world”.


DISCOS QUE DEVE OUVIR





Artista: Hug
Local: Inglaterra
Álbum: Neon Dream
Ano de lançamento: 1975
Gênero: Funk-Rock
Duração: 44:46
Formato: MP3 CBR 320 (Vinyl Rip)
Tamanho do arquivo: 104 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
Songs written by Mike Hugg.
01. Look At Yourself - 9:52
02. Breakdown - 6:02
03. For As Long As I Live - 6:57
04. Neon Dream - 7:24
05. Keep Pushing On - 4:20
06. Star Traveller - 10:11

Personnel:
- Mike Hugg (Michael John Hug) - lead vocals, keyboards, producer
- John Knightsbridge - guitar, vocals
- Marcus James - bass, vocals
- Ron Telemak - drums, vocals



Hug - Neon Dream 1975 (UK, Funk-Rock)




Artista: Glory Bell's Band
Local: Suécia
Álbum: Dressed In Black
Ano de lançamento: 1982
Gênero: Heavy Metal, Hard Rock
Duração: 33:49
Formato: MP3 CBR 320
Tamanho do arquivo: 79,6 MB (com 3% de recuperação)


Tracks:
01. Dressed In Black (Mats Anderson, Miguel Santana, Glory North) - 3:09
02. Guest Working Man (Glory North) - 3:30
03. I'm The Captain (Glory North) - 2:58
04. Sir Lionheart (Glory North) - 3:22
05. Firestone (Glory Bell's Band) - 3:02
06. Flying Dutchman (Glory North) - 3:24
07. City In My Soul (Mats Anderson, Glory North) - 2:14
08. This Is Freedom (Miguel Santana, Glory North) - 3:54
09. Old Viking Man (Glory North) - 4:47
10. Military Toys (Franco Santnuione, Mats Anderson, Glory North) - 3:29

Personnel:
- Glory North (Göran Ove Nordh) - lead vocals
- Mats Anderson - guitars, keyboards, backing vocals
- Miguel Santana - guitars
- Franco Santunione - guitars
- Bo Anderson - bass
- Peter Udd - drums, percussion
+
- Bosse Waldersten - producer



Glory Bell's Band - Dressed In Black 1982 (Suécia, Heavy Metal, Hard Rock)





Andre Matos: 5 discos para conhecer a obra do lendário vocalista


 Artista teve passagens por Viper, Angra e Shaman, além de carreira solo, projetos como o Virgo e participações com Avantasia

Falecido em 8 de junho de 2019, aos 47 anos, vítima de um infarto fulminante, o vocalista Andre Matos deixou um legado imenso para o heavy metal do Brasil e, por que não, do mundo. O cantor, pianista, regente, produtor e compositor graduado deixou obras relevantes com o Viper, Angra, Shaman e em carreira solo, além de projetos como o Virgo e participações com Avantasia, entre outros.

Para muitos, a porta de entrada para o trabalho de Andre Matos foi com o Angra, banda que integrou durante a década de 1990. Com o grupo, foram gravados três álbuns de estúdio: ‘Angels Cry’ (1993), ‘Holy Land’ (1996) e ‘Fireworks’ (1998).

Porém, a parceria acabou por ficar estremecida logo após o lançamento de ‘Holy Land’. Andre Matos quase saiu da banda naquele período – ou seja, antes mesmo de ‘Fireworks’. Ele acabou sendo convencido a permanecer, mas gravou o álbum em questão e saiu, dando lugar a Edu Falaschi. O baixista Luis Mariutti e o baterista Ricardo Confessori também deixaram a formação.

A partir daí, Andre deu início, com Luis, Ricardo e Hugo Mariutti, a outra banda que ficou bastante conhecida e serviu para apresentar o trabalho dele a novos fãs: o Shaman. Novamente, não durou muito, já que apenas dois álbuns de estúdio, ‘Ritual’ (2002) e ‘Reason’ (2005), foram gravados.

Ainda que Angra e Shaman sejam os projetos mais famosos de Andre Matos, a carreira do Maestro não se resume a essas duas bandas. Antes de tudo, ele integrou o Viper, com quem gravou ‘Soldiers of Sunrise’ (1987) e ‘Theatre of Fate’ (1989). Entre o Angra e o Shaman, fez um trabalho em parceria com o guitarrista e produtor Sascha Paeth chamado ‘Virgo’ (2001).

Há, ainda, a própria carreira solo de Andre Matos, que teve três álbuns lançados: ‘Time to Be Free’ (2007), ‘Mentalize’ (2009) e ‘The Turn of the Lights’ (2012). Neste período, também integrou o supergrupo Symfonia, com membros do Stratovarius, Helloween e Sonata Arctica.

Por último, mas não menos importante, devem ser destacadas as participações em outros projetos. As mais célebres foram feitas com o Avantasia, a “metal opera” de Tobias Sammet (Edguy), mas ele também gravou com Aina, Dr. Sin (ao vivo), Soulspell, Luca Turilli, Korzus e HDK, só para citar alguns.

A lista a seguir reúne cinco álbuns que podem servir para mostrar um pouco da obra de Andre Matos. Não busquei apontar os “melhores”, até por esse critério ser subjetivo demais: são os discos que, na minha visão, apresentam a evolução cronológica e as facetas de um artista que fez história.

1) Viper – ‘Theatre of Fate’ (1989)

Na década de 1980, o heavy metal era algo bastante segmentado e visto como “exótico” no Brasil. Os trabalhos iniciais do Viper refletem isso muito bem: apesar das boas músicas, tudo era feito na marra, superando uma série de obstáculos técnicos e orçamentários.

Além disso, o metal brasileiro na década de 1980 era feito por moleques. Andre Matos tinha 14 anos quando se juntou ao Viper e seus colegas de banda não eram tão mais velhos do que isso.

Nenhum desses fatores impediu que o Viper fizesse história, já que, conforme citado, existiam boas músicas. Depois de produzir duas demos, a banda lançou, em 1987, o álbum de estreia ‘Soldiers of Sunrise’, que passeia entre o power e o speed metal e escancara a produção visceral, para dizer o mínimo, que caracterizava os trabalhos do gênero no Brasil.

Felizmente, o sucessor, ‘Theatre of Fate’, dá um passo além. As questões técnicas ainda eram um empecilho, mas a banda havia amadurecido tão rapidamente que conseguiu desenvolver uma pegada própria. Com as influências de Andre mais evidentes, a veia power ganhou força nesse trabalho, o que se percebe em músicas como ‘Living for the Night’ e ‘A Cry from the Edge’.

Andre Matos saiu da banda pouco tempo após o álbum ter sido lançado e se juntou ao Angra. O Viper caminhou com as próprias pernas, tendo o baixista Pit Passarell também nos vocais, mas seguindo uma sonoridade mais punk rock.

2) Angra – ‘Holy Land’ (1996)

Ao longo de toda a década de 1990, Andre Matos integrou o Angra. Logo de cara, a banda lançou ‘Angels Cry’, um dos álbuns definitivos do heavy metal brasileiro. Refleti várias vezes sobre ter esse disco como um dos cinco dessa lista, porém, apesar de ser recheado de clássicos (e o meu favorito do grupo), ainda não mostra o potencial completo de Andre como artista.

O registro seguinte, ‘Holy Land’, é o responsável por mostrar, de fato, quem é Andre Matos. Ao capitanear o processo criativo, conduzido em um sítio isolado, o cantor conseguiu apresentar melhor suas credenciais nas partes de composição e instrumentação.

Em sintonia com os demais músicos do Angra, foram incluídas uma série de referências artísticas à música brasileira, seja nas letras, melodias ou ritmos. O repertório engrossou, ficando mais elaborado. E, como cantor, Andre vivia um grande momento.

Da pesada ‘Nothing To Say’ à melódica ‘Make Believe’, passando pela balada ‘Deep Blue’, a complexa ‘Carolina IV’ e a bem arranjada ‘The Shaman’, não há como destacar nenhum momento específico em ‘Holy Land’. Trata-se de um álbum que funciona por completo.

3) Virgo – ‘Virgo’ (2001)

Antes mesmo de anunciar sua saída do Angra, Andre Matos estava acertado com o guitarrista e produtor Sascha Paeth para um trabalho em parceria. Não era uma nova banda, já que a intenção era só gravar um álbum, que também foi intitulado ‘Virgo’.

A ideia do Virgo era fugir do heavy/power metal onde os dois estavam imersos há anos. Sascha Paeth, vale destacar, era guitarrista do Heavens Gate, baixista de Luca Turilli e produtor de uma série de bandas do segmento. Em estúdio, inclusive, foi um dos produtores dos dois primeiros discos do Angra. Ao longo do século 21, Paeth também trabalhou com Avantasia, Kamelot, Rhapsody of Fire, After Forever, Epica e Edguy, só para citar alguns.

Diante disso, Andre e Sascha passaram a explorar outras influências. Os dois, por exemplo, eram apaixonados por Queen, cuja obra encontra ressonância em várias músicas de ‘Virgo’. Há, ainda, alguns flertes com o pop/rock da década de 1980 e referências do R&B e soul music. A sutileza e o bom gosto dessas inserções deixam as canções ainda mais gostosas de serem ouvidas.

Com tudo isso, não é de se espantar que o Virgo foi o projeto mais versátil e curioso da carreira de Andre Matos. Apesar de sentir que há alguns “fillers”, o material reúne uma série de canções memoráveis.

4) Shaman – ‘Ritual’ (2002)

Há quem concorde que ‘Ritual’, do Shaman, é o melhor trabalho da carreira de Andre Matos. Não tem como negar que os motivos para reforçar essa tese são muito bons.

Obviamente, a atuação de uma década com o Angra fez com que Andre, Luis Mariutti e Ricardo Confessori aprendessem bastante. Em termos artísticos, os três primeiros álbuns da banda flertaram com muitas influências. Deu para ver o que dava certo e extrair o melhor daquilo ali.

Diante de todos os experimentos com o Angra, cabia ao novo projeto, que também contava com Hugo Mariutti, irmão de Luis, na guitarra, reunir as características que definiam aquele som. E isso foi feito com enorme classe logo no primeiro álbum, ‘Ritual’.

Como principal compositor, Andre Matos foi o responsável por condensar tudo isso, além de catalisar novos elementos. ‘Ritual’ traz o capricho criativo de ‘Angels Cry’, a complexidade dos arranjos de ‘Holy Land’ e a pegada heavy metal “internacionalizada” de ‘Fireworks’, bem como retoma as referências à música brasileira e acrescenta influências da world music.

Como resultado, o Shaman apresentou um disco sem músicas fracas. Do início ao fim, o patamar é mantido lá no alto. Pesado, melódico e experimental nas medidas certas.

O Shaman ainda lançou o álbum ‘Reason’, que muitos citam como o trabalho que deixou Andre Matos mais satisfeito até hoje. Também refleti sobre sua inclusão na lista, já que o material é bastante sofisticado e surpreende sua melancolia intrínseca. Todavia, ‘Reason’ é, talvez, o registro que mostra Andre em seu auge como cantor e compositor.

5) Andre Matos – ‘Time To Be Free’ (2007)

Mais uma vez, Andre Matos contrariou o óbvio e deixou uma banda que escalava para se tornar ainda mais gigante. Agora, ele saía do Shaman e, novamente, junto de Luis Mariutti, além de Hugo Mariutti. O Shaman seguiu com outra formação que nunca se consolidou, enquanto Andre rumou para uma carreira solo, com Luis e Hugo no grupo de apoio.

O sintomático título do primeiro álbum solo, ‘Time To Be Free’ (‘hora de ser livre’, em tradução livre), aponta o sentimento do cantor em poder tomar, sozinho, as decisões de sua carreira. Tudo indicava que essa falta de concordância com outros colegas de banda teriam motivado as saídas do Angra e Shaman.

Em ‘Time To Be Free’, Andre mergulha de cabeça no power metal com o qual sempre flertou, mas nunca de peito tão aberto. Há quem lamente a falta das típicas influências de música brasileira ou flertes com vertentes mais inusitadas, mas não dá para negar que, mesmo transitando em “lugares comuns”, trata-se de um álbum bem arranjado e com momentos de destaque.

A presença desse disco na lista serve para mostrar como era Andre Matos em uma ausência geral de filtros. Ao assumir 100% as rédes do processo criativo, o cantor surpreendeu com um trabalho do nível dos antecessores.

Sinto que nem ele mesmo conseguiu atingir esse patamar com os sucessores, ‘Mentalize’ (2009) e ‘The Turn of the Lights’ (2012), o que pode ter motivado a falta de outros álbuns solo, bem como a reaproximação para as voltas com o Viper e Shaman. Comenta-se, ainda, que Andre negociava uma reunião com o Angra, cujo formato não havia sido especificado e poderia culminar apenas em alguns shows, sem a saída de Fabio Lione. Nunca saberemos o que aconteceria.

O conto da fita da máquina de escrever de Janis Joplin e Jorma Kaukonen


 Antes do Big Brother e da Holding Company, antes do Jefferson Airplane, havia Janis Joplin e Jorma Kaukonen , dois amantes do blues. E havia uma máquina de escrever.

A cena do rock de São Francisco dos anos 60 não começou em São Francisco. Muitos dos músicos que logo estariam formando bandas de rock psicodélico e lotando locais como o Fillmore Auditorium e o Avalon Ballroom tiveram suas raízes na cena folk acústica e blues da Península, a área ao sul de San Francisco abrangendo cidades como Palo Alto, Santa Clara e San Mateo.

Jerry Garcia era um popular cantor de bluegrass e tocador de banjo na área antes de conhecer Bob Weir e os outros e formar uma banda de rock. Paul Kantner, que logo seria co-fundador do Airplane, e David Freiberg, que seria o co-piloto do Quicksilver Messenger Service, também eram populares localmente, e David Crosby passaria um tempo considerável lá antes de ir para o sul para LA e conhecer Jim (mais tarde Roger) McGuinn e os outros que se autodenominavam Byrds.

Janis Joplin trocou sua casa em Port Arthur, Texas, pela Califórnia no início de 1963, determinada a juntar tudo o que pudesse cantando blues. Aqueles que a ouviram, mesmo naquele estágio inicial de sua carreira, reconheceram imediatamente que essa mulher tinha um dom especial, que havia absorvido e personalizado o blues obsceno das grandes cantoras de blues como Big Mama Thornton e Bessie Smith.

Ela cantou publicamente pela primeira vez na Universidade do Texas em Austin em 1962 e gravou uma faixa chamada “What Good Can Drinkin' Do” no final daquele ano, mas o Texas não era o lugar para alguém tão rebelde e simplesmente diferente como ela. . Na Bay Area, ela encontrou um público receptivo e outros músicos que compartilhavam seu amor pela música real, uma música que contava a vida de uma forma que as canções pop de sucesso da época não contavam.

Um de seus colegas acólitos era Jorma Kaukonen, um cantor e violonista nascido em Washington, DC, alguns anos mais velho que ela. Kaukonen, nascido em 23 de dezembro de 1940, viveu em várias partes do mundo enquanto crescia - seu pai trabalhava para o Departamento de Estado - e já havia frequentado o Antioch College em Ohio, onde se apaixonou por guitarras estilo dedilhado. , uma técnica que ele continuou a desenvolver quando se mudou para o oeste para ir para a Universidade de Santa Clara. Lá ele rapidamente fez seu nome como um fornecedor de blues autêntico, tocando solo nos cafés, contando entre seus fãs o texano transplantado que compartilhava sua afeição pela forma de música afro-americana crua.

Em 25 de junho de 1964, com ambos agendados para se apresentarem em um show beneficente na Coffee Gallery de São Francisco, Janis chegou para um ensaio no apartamento que Jorma alugou na Fremont Street em Santa Clara com sua esposa sueca Margareta. Kaukonen tinha um gravador e o ligou para gravar seus duetos, seis (conhecidas) canções ao todo: “Trouble in Mind”, “Kansas City Blues”, “Hesitation Blues”, “Nobody Knows You When You’re Down and Out ”, “Daddy, Daddy, Daddy” (um original de Joplin) e “Long Black Train Blues”. (Kaukonen especulou que havia mais oito músicas gravadas, mas essas nunca apareceram.)

Janis Joplin no início dos anos 1960

Mesmo pré-fama, os dois artistas eram bastante talentosos. “Janis estava no seu melhor”, Kaukonen disse mais tarde ao escritor David McGee. “Quanto a mim, sem ser egoísta demais, quando ouço as fitas daquela época, digo: 'Eu era muito bom, para um jovem guitarrista de Washington, DC'”

As seis faixas começaram a circular entre colecionadores em gravações piratas nos anos 70 sob o nome de “The Typewriter Tape”.

Por que máquina de escrever? Simples: Durante a gravação da guitarra e da voz, esse é o único outro som que se ouve. Em outro canto da sala, Margareta datilografava uma carta para seus pais em casa. Embora sua bicada fosse estranhamente percussiva em alguns pontos, e alguns fãs especularam que a esposa de Jorma estava tentando se juntar à composição musical, Kaukonen disse a McGee: “Acho que a ideia de que a máquina de escrever era um instrumento de percussão é algo ridículo, considerando o falta de ritmo observável”.

"Trouble In Mind" e "Hesitation Blues" apareceram em uma caixa de Janis Joplin, Janis , em 1998.

Jorma Kaukonen no início dos anos 60

Um ano após a gravação acústica ter sido feita, Jorma Kaukonen encontraria Paul Kantner em San Francisco. Junto com o cantor Marty Balin, eles formariam uma banda de rock, algo que Jorma - embora tivesse tocado rock na adolescência - não tinha interesse real em fazer até que realmente o fizesse. Ele agora é indicado ao Hall da Fama do Rock and Roll com Jefferson Airplane e co-liderou o Hot Tuna com o ex-baixista do Airplane, Jack Casady, por quase 50 anos.

Quanto a Janis, a vida rapidamente se tornou difícil em meados dos anos 60, quando as drogas e o álcool começaram a afetá-la. Em maio de 1965, ela voltou para Port Arthur onde, por um tempo, tentou a vida heterossexual, embora continuasse com a música, gravando um punhado de faixas em um estúdio e tocando para quem quisesse ouvir. Ainda assim, ela sabia, como antes, que o Texas não era o lugar para ela, e ela voltou para a Bay Area, onde foi apresentada aos caras que se autodenominavam Big Brother and the Holding Company. Não demorou muito para que o mundo soubesse o nome dela.

Ouça um trecho de “Typewriter Tapes” com Janis Joplin e Jorma Kaukonen

Em setembro de 2022, a Omnivore Records anunciou o primeiro lançamento oficial dessas gravações. Anunciado como The Legendary Typewriter Tape: 6/25/64, Jorma's House e creditado a Janis Joplin & Jorma Kaukonen, a música foi agendada para um lançamento apenas em vinil em 25 de novembro de 2022, como parte do Record Store Day Black Friday. A lista de faixas oficial é a seguinte:

1. “Are We Taping Now?” 2. Trouble In Mind
3. Long Black Train
4. Kansas City Blues
5. Hesitation Blues
6. Nobody Knows You When You’re Down And Out
7. “How ‘Bout This?”
8. Daddy, Daddy, Daddy

Single nº 1 com Glitter Rock de Nick Gilder



Existem alguns artistas que ganham o manto de "maravilha de um hit" fazendo sucesso com uma única música memorável e nunca mais são ouvidos. Depois, há outros artistas que continuam a gravar e lançar novas músicas, mas nunca mais pegam aquele “relâmpago em uma garrafa” que atinge as paradas e resulta em outro grande sucesso. Nick Gilder, que conquistou o primeiro lugar nos Estados Unidos em 1978 com o magnético e brilhante "Hot Child In the City", com infusão de rock, na verdade resistiu um pouco a essa tendência. Ele teve sucesso no mundo do rock and roll no palco e nos bastidores, antes e depois da ascensão nas paradas de seu único grande sucesso nos Estados Unidos.– um dos apenas 16 singles a atingir o topo em 1978.

Gilder nasceu em 21 de dezembro de 1951, em Londres, Inglaterra, embora sua família tenha se mudado para o Canadá. Enquanto morava em Vancouver, ele começou a se apresentar como vocalista principal em bandas como Rasputin e o grupo de glam rock Sweeney Todd, que apresentava Gilder nos vocais, Jim McCulloch na guitarra, Dan Gaudin nos teclados, John Booth na bateria e Budd Marr no baixo. . Sweeney Todd alcançou alguma popularidade na cena musical canadense e conquistou um sucesso significativo com a música "Roxy Roller", que liderou as paradas canadenses em junho de 1976. Gilder e McCulloch deixaram a banda logo depois, e uma subsequente encarnação do grupo contou com uma jovem roqueiro chamado Bryan Adams nos vocais. "Roxy Roller" foi regravada por Suzie Quatro, e a ex-Runaway Cherie Currie posteriormente gravou uma nova versão da música para seu álbumBlvds of Splendor, lançado em 2020, que contou com Gilder e Quatro nos vocais.

Depois de assinar um contrato com a Chrysalis Records, Gilder e McCulloch se mudaram para Los Angeles. A estreia de Gilder como artista solo, You Know Who You Are , foi lançada em 1977. O álbum, com Gilder nos vocais principais e McCulloch na guitarra, incluía dez canções co-escritas pela dupla, como "Tantalize", e um remake de "Roxy Roller". Embora You Know Who You Are não tenha gerado nenhum single de sucesso, uma faixa do disco, "Rated X", foi posteriormente regravada por Pat Benatar para seu primeiro álbum, In The Heat Of The Night , de 1979 .

City Nights , o segundo lançamento de Gilder, produzido pelo maestro do glam rock Mike Chapman e Peter Coleman, incluiu a cheia de glamour “Hot Child In the City”. A mistura da música de ritmos pesados ​​de guitarra e ganchos no estilo New Wave a ajudou a subir nas paradas, onde alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos e no Canadá em 1978. Gilder se tornou um rosto familiar nos programas musicais da TV na época. , apresentando a música no American Bandstand e The Midnight Special .

Assista Gilder tocar a música no  The Midnight Special

Outro single do City Nights , "Here Comes the Night", conseguiu alcançar o número 44, mas nenhum dos lançamentos subsequentes de Gilder alcançou o topo das paradas de "Hot Child In the City".

O single teve uma lenta subida nas paradas. Finalmente atingiu o topo em sua 18ª semana, em 21 de outubro de 1978

Esta foto de Gilder recebendo um prêmio Platinum single apareceu na edição de 27 de janeiro de 1979 da Record World


PEROLAS DO ROCK N´ROLL

 

NEO PROG - ECHO US - II:XII A Priori Memoriae - 2014



 Atendendo ao contato do próprio Ethan Matthews. Seu grupo, Echo Us, surgiu em Portland, nos EUA, no começo dos anos 2000 e lança em Setembro de 2014 seu quarto CD,  II:XII A Priori Memoriae, pela Dust on the Tracks. Contém 11 faixas, classificado como Neo Prog, apresentando diversas influências, desde o rock progressivo tradicional até música clássica, passando por momentos viajantes de prog eletrônico, música ambiente, experimental e folk. Influências de grandes nomes como Tangerine Dream, Mike Oldfield, Jean Michel Jarre e Vangelis são percebíveis.
Sintetizadores "atmosféricos", flautas, violão e piano proporcionam belas e excelentes melodias, contando com alguns outros instrumentos como harpa, carrilhão e oboé, que apesar de aparecerem pouco, dão toque especial ao disco. Os vocais de Ethan e participação feminina de Henta em alguns momentos também merece destaque. No geral, um ótimo trabalho e recomendado para fãs de neo-prog e música ambiente.


Ethan Matthews (guitarra elétrica, violão, sintetizadores, piano, baixo, percussão, harmônio, carrilhão, vocal)

Raelyn Olson (harpa de pedal)
Henta (vocal)
Ethan Matthews
Chris Smith (flauta, flautim)
Christina Fitzgerald (oboé)

01 Vestige 3.28
'A' DATA
02 i. Exordium (Apologue) 11:06
03 ii. Solum Vobis (Only You) 3:32
04 iii. Inventionem Memoriam (Chrysalis) 2:41
05 iv. Residuum (Remainder) 3:41
06 Nightlight 4:22
07 Memento 1:44
'B' DATA
08 i. Codicillus (From Far Away) 9:52
09 ii. Restituendo (Where We Dream To Go) 4:53
10 iii.Viseretque (We Always Knew) 10:30
11 iv. Denique in Perpetuum (Beyond the Blue Horizon) 6:05


Destaque

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