segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Review: Funeral Sex – The Gods Put the Demons on Earth (2022)

 


Natural de Rio Claro, o Funeral Sex é um trio formado por Vladimir Matheus (vocal e guitarra), Thaís Pancheri (baixo) e Baxos Rokiaa (bateria). Na ativa desde 2013, possui na discografia o álbum Sex, Demons and Rock ‘N Roll (2015) e o EP Adoradores de Sangue (2016), ambos disponibilizados apenas no formato digital. Após um hiato e mudanças de formação, a banda lançou em fevereiro o seu segundo disco, The Gods Put the Demons on Earth, o primeiro a sair no formato físico. O CD traz nove faixas, foi lançado pela Heavy Metal Rock em formato acrílico e vem com encarte de doze páginas com as letras.

O som é um stoner com as sempre presentes influências de Black Sabbath, mas aqui acompanhadas por algumas pitadas de rock alternativo e até mesmo grunge na escola Soundgarden e Alice in Chains. É um álbum que traz bastante peso, porém sem a tradicional abordagem monolítica do estilo, abrindo espaço para o som “respirar” e de braços abertos para a inserção de outros instrumentos na mistura, como o trio de cordas com violino, cello e contra-baixo presente na música título.

Vladimir conduz a banda com vocais limpos enquanto sua guitarra alterna riffs pesados e solos que variam entre bálsamos de melodia e momentos mais lisérgicos. Thaís é uma baixista sólida, e seu instrumento sustenta o trio e faz o Funeral Sex pulsar. Rokiaa alterna uma mão pesada com variações onde usa todos os componentes de sua bateria, indo muito além do convencional e cativando com a criatividade.

Com boas composições, a banda mostra a que veio em faixas como a abertura, apropriadamente intitulada “Genesis”, onde as variações que marcam o som do Funeral Sex são colocadas na mesa de imediato. Com título quilométrico, “The Most Demonic and Diabolical Creature of the Face of Earth” une a Birmingham dos anos 1970 com a Seattle da década de 1990. A canção que batiza o disco é Black Sabbath puro, com andamento deliciosamente arrastado. O mesmo vale para “Like Tears in Rain”, espécie de sinfonia para a guitarra conduzida com excelência por Matheus. As boas ideias seguem sendo mostradas em “In Memory”, com ingredientes do Sabbath mais melodioso do clássico Sabbath Bloody Sabbath (1973) entrelaçados com ícones do stoner contemporâneo como o Electric Wizard. “Hell” é outra paulada certeira, e conduz ao fechamento com “The Apocalypse”.

The Gods Put the Demons on Earth é um álbum bem legal, feito sob medida pra quem gosta do bom e velho rock pesado puro e simples, que não precisa ser encaixado nesse ou naquele estilo. O único rótulo adequado para definir o som do Funeral Sex é esse: música boa pra ser ouvida no volume máximo!


Review: Uhrutau – Memory (2022)

 


O Uhrutau é um power trio formado em 2017 e que lançou esse ano o seu álbum de estreia, intitulado Memory. O disco saiu em CD de forma independente, no formado cardboard. A banda conta com Maurício Bortoloto (vocal e guitarra), Pedro Ghoneim (baixo) e Dhieego Andrade (bateria), e o álbum traz as participações especiais de Fábio Caldeira (vocal do Maestrick), Gustavo Carmo (guitarrista do VersOver) e Nelson Pinto (pianista).

De imediato, duas coisas saltam aos ouvidos em Memory: a boa produção, que ressalta as qualidades técnicas da banda, e um aspecto não muito positivo. A voz limpa de Bortoloto soa deslocada do que a banda está fazendo, e fica claro que o vocalista precisa passar ainda por uma longa evolução nesse aspecto. Quando canta no gutural, não há problemas. Porém, seu timbre limpo incomoda e compromete o resultado final.

O álbum vem com oito faixas que apresentam um metal com apuramento técnico e que, ainda que não possa ser caracterizado como progressivo, é esse estilo do qual mais se aproxima. Entre as canções, destaque para “Carnival” (de longe a melhor música do CD) e “She” ” (com participação de Caldeira).

Passando pela evolução necessária, notadamente nos vocais, o Uhrutau pode se destacar nos próximos anos.


DISCOGRAFIA - ABSTRAKT Progressive Metal • Poland

 

ABSTRAKT

Progressive Metal • Poland

Biografia da Abstrakt
A ABSTRAKT foi formada em agosto de 2010 em Poznan (Polônia) pelos alunos Lukasz SIMINSKI (bateria), Michal FIALKA (guitarra) e Jakub PUSZYNSKI (baixo). O trio principal colaborou com Radek DOMINIAK (teclado), Dominik KLICHE (vocal) e Maciej DADOS (teclado).

Poucos meses de colaboração resultaram em mais de 40 minutos de música. A banda lançou sua primeira demo ''Virtual Extended Play'' em julho de 2011. Foi também a época de suas primeiras apresentações ao vivo e de um trabalho ainda mais intensificado no segundo mini-álbum ''Virtual Extended Play II'', que foi lançado em 2012.

Outro capítulo importante na vida da banda começou em janeiro de 2013, quando Krzysztof PODSIADLO - novo vocalista - se juntou ao ABSTRAKT e a equipe principal se tornou um quarteto. Apesar das raízes instrumentais da banda e atitude em relação à música, com esta decisão eles acertaram em cheio. O estilo de canto distinto e único de Krzysztof destacou as composições incomuns da ABSTRAKT e armou a música com o conteúdo e o enredo.

No início de 2015 a banda lançou o álbum conceitual de estreia ''Limbosis''. O álbum teve uma resposta muito positiva, ganhou notas altas e boas críticas de portais, comunidades e revistas musicais polonesas e estrangeiras. A banda também apareceu em várias transmissões de rádio pela Europa e Canadá. ''Limbosis'' obteve o status de álbum da semana pela rádio Afera, apareceu no Top 12 da parada Posen Dozen e foi reconhecido como ''o melhor álbum de estreia dos últimos anos'' (G. Bryk, ''Guitarist Magazine '', nota 10/10).

Além disso, em 2015 Maciej DADOS - excelente tecladista, que apareceu em ''Limbosis'' como convidado - voltou a se juntar à banda e se tornou o quinto membro.

ABSTRAKT discografia



ABSTRAKT top albums (CD, LP, )

3.52 | 14 ratings
Limbosis
2015
0.00 | 0 ratings
Post Sapiens 101
2019

ABSTRAKT Live Albums (CD, LP, )

ABSTRAKT Videos (DVD, Blu-ray, VHS etc)

ABSTRAKT Boxset & Compilations (CD, LP, MC, SACD)

ABSTRAKT Official Singles, EPs, Fan Club & Promo (CD, EP/LP, )

0.00 | 0 ratings
Virtual Extended Play 1
2011
0.00 | 0 ratings
Virtual Extended Play 2
2012

DISCOGRAFIA - ABSTRACTION LAYER Symphonic Prog • Brazil

 

ABSTRACTION LAYER

Symphonic Prog • Brazil

Abstraction Layer biografia
Fundada em São Paulo, Brasil em 2009,

ABSTRATION LAYER é uma banda de Symphonic Prog de São Paulo, Brasil que consiste em três membros de outras bandas; Diego Sgrillo da CINEMA SHOW , Jorge Sanchez da WEJAH e Fernando Pacheco da RECORDANDO O VALE DAS MAÇÃS e GALF . Sanchez é um vocalista talentoso, Pacheco toca todos os violões e guitarras, e Diego toca teclado, baixo e bateria. A banda se tornou bastante conhecida no Brasil tocando a música que definiu seu estilo inimitável, um som dominado pelo teclado sinfônico com passagens orquestradas de guitarra.

Algumas de suas canções mais conhecidas são Thin Ice, Nightwalker, Winter Gates e The Glass Flower, todas provenientes do álbum de 2010 "The Glass Flower". Uma característica do álbum são os timbres escolhidos por Sgrillo para seus teclados, ondas de Hammonds e Moogs, incluindo alguns sons digitais estranhos junto com outros vintage mais familiares, um excelente trabalho. A faixa-título é um prog bem leve, com influências suaves de GENESIS ou EMERSON LAKE & PALMER, consistindo em forte ênfase em Hammond, Moog e um som de guitarra conciso. Os vocais de Sanchez são cantados em inglês, suave e agudo em falsete como Jon Anderson. Fernando Pacheco é um mestre no violão, tanto acústico quanto elétrico, e se tornou muito conhecido como um dos melhores do Brasil, um virtuoso em solos principais e ritmos.

ABSTRACTION LAYER discografia



ABSTRACTION LAYER top albums (CD, LP, )

3.59 | 17 ratings
The Glass Flower
2010

DISCOS DE ÊXITOS


  O Melhor de 2 - Marina Lima - Erasmo Carlos


Marina Lima:

01 - Uma Noite E Meia
02 - Fullgás
03 - Deixa Estar
04 - Noite E Dia
05 - Virgem
06 - Eu Te Amo E Você
07 - Pierrot
08 - Dificil
09 - Algo Me Pegou
10 - Preciso Dizer Que Te Amo
11 - Pseudo Blues
12 - Ainda É Cedo
13 - Garota De Ipanema
14 - Á Francesa

Erasmo Carlos:

01 - No Fundo Do Meu Coração ( Partic.Adriana Calcanhoto)
02 - Mulher ( Sexo Frágel )
03 - Minha Supestar
04 - Sentado A Beira Do Caminho ( Partic.Roberto Carlos)
05 - Cachaça Mecânica
06 - Além Do Horizonte ( Com Tim Maia )
07 - Se Você Pensa ( Com As Frenéticas)
08 - É Proibido Fumar
09 - Panorama Ecológico
10 - É Preciso Saber Viver
11 - Mesmo Que Seja Eu
12 - Filho Único
13 - Café Da Manhã ( Com Nara Leão )
14 - Minha Fama De Mau ( Com Rita Lee )



  Marcio Greyck - Brilhantes - Edição Especial - 1998






Faixas:

01. O Mais Importante É O Verdadeiro Amor (Tanta Voglia Di Lei)
02. Preludio Pra Ninar Gente Grande
03. Aparências
04. O Apartamento
05. Impossível Acreditar Que Perdi Você
06. Não Sei Onde Te Encontrar (Nunca Supe Mas De Ti)
07. Como É Triste Dizer Boa Noite
08. Infinito (L'Infinito)
09. Se Você Me Entendesse
10. O Travesseiro
11. Eu Só Quero Amor
12. Nada Realmente Existe Do Que Eu Fiz
13. Eu Preciso De Você
14. Vivendo Por Viver
15. Honestamente
16. Onde Anda Teu Sorriso?

 Festivais - Novo Millennium - 2005





Faixas:

01. Domingo No Parque - Gilberto Gil
02. Ponteio - Edú Lobo, Marília Medalha, Momento Quadro E Quarteto Novo
03. Disparada - Jair Rodrigues
04. Alegria, Alegria - Caetano Veloso
05. A Massa - Raimundo Sodré
06. Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Ao Vivo) - Geraldo Vandré
07. Let Me Sing, Let Me Sing - Raul Seixas
08. Caminhante Noturno - Os Mutantes
09. BR-3 - Tony Tornado
10. Fato Consumado - Djavan
11. A Estrada E O  Violeiro - Nara Leão E Sidney Miller
12. Gabriela - MPB-4
13. O Amor É O Meu País - Ivan Lins
14. Flor Lilás - Luli & Lucinha
Luli & Lucinha - Tetê Espíndola
16. Margarida - Gutemberg Guarabyra
17. Divino Maravilhoso - Gal Costa
18. Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua - Sérgio Sampaio
19. Arrastão - Elis Regina
20. A Banda - Festivais Novo Millennium


FADOS do FADO...letras de fado...



Porque me visto de fado

Alexandrina Pereira / Popular *fado menor*
Repertório de Deolinda de Jesus

Ao respirar madrugadas
Atiro ao chão meus cansaços
E as minhas mãos agitadas
Sentem a fome de abraços


Sinto na alma o vazio / Como barco naufragado
Sinto o gelo, sinto o frio / Por não me vestir de fado

Na ausência vi nascer / Uns estranhos sentimentos
Mas não me deixei perder / No eco dos meus lamentos

Mas a tormenta passou / E o sol voltou a raiar
O vendaval amainou / E eu voltei a cantar



Quase morte

António Calém / Popular *fado corrido*
Repertório de João Braga


Horas e horas que passam
Que passam sem te passar
Horas e horas que matam
O sonho de te sonhar

Como se fora um punhal / O luar fere o jardim
É noite morta lá fora / Quase morte dentro em mim

Passo assim horas inteiras / A sonhar os teus abraços
Vão-se as horas ficam penas / Entre ilusões e cansaços

Primavera… Primavera / E há só frio no meu ser
Quem me dera ser quem era / Antes de te conhecer


Nada me fala de ti

António Calém / Pedro Rodrigues *fado primavera*
Repertório de Fernando Marques de Oliveira


Nada me fala de ti
Nem este fado que ouvi
Trouxe a tua mocidade
Nem o eco que eras dantes
Seres tu em mim por instantes
Ser eu em ti em saudade

Que doce era o anoitecer / E o sol ao longe a morrer
Quando teus olhos se abriam
E que doce era fechá-los / Mais doce ainda beijá-los
Quando de mim se esqueciam

Como era azul do luar / O teu corpo junto ao mar
Que em certa noite eu vi
Como o relembro hora a hora / Se não sei de ti agora
Se ninguém fala de ti

Resenha Tangram Álbum de Tangerine Dream 1980

 

Resenha

Tangram

Álbum de Tangerine Dream

1980

CD/LP

Tangerine Dream tem cinco décadas de trabalho ininterrupto e mais de 100 discos lançados. No entanto, é uma "banda para músicos", no sentido de que muitos membros da cena musical do rock progressivo e do eletrônico os conhecem, sua influência tem alcance gigantesco, mas o público de massas jamais os seguiu de perto. Mas quando se é fã do TD, a admiração vai a extremos. 

Como fazer para introduzir ao ouvinte uma banda tão cult? Talvez através do mais cult dos seus discos, aquele que resume toda a proposta artística da banda. 

Críticos dizem que o LP mais importante da carreira deles é Phaedra, mas esse apenas inaugurou o estilo mais básico do grupo, não reunindo todos os ingredientes característicos do seu som. Minha aposta é de que o disco mais "típico" do TD é Tangram, lançado em maio de 1980. 

Com Tangram e o LP ao vivo Quichotte/Pergamon, registrado simultaneamente, começou a "era Schmoelling", período considerado pela maioria dos antigos fãs como o melhor da biografia da banda. Duas coisas importantes aconteceram aqui: a estreia do citado músico, que influenciou muito o processo criativo do grupo, e a expansão do arranjo básico de sequenciador, Moog, Mellotron e guitarra com máquinas de ritmo, efeitos sonoros, outros teclados e samplers.

A estrutura do álbum é uma sequência de partes feita de forma fluida, sem pausas. Em regravações posteriores essas seções foram separadas e receberam nomes próprios, mas a versão original é superior por formar uma progressão narrativa. 

As duas suítes são movimentadas demais para serem chamadas de ambiente ou de música de fundo. Várias passagens soam exatamente como as trilhas sonoras de filmes de ação que o grupo produziu na década de 1980 e instigou um exército de imitadores (Jan Hammer vem à mente). 

A primeira parte é muito menos integrada, incluindo um solo de piano e uma viagem de trem figurada a bordo do sequenciador, com momentos de indecisão ou mistério, e fecha com uma bizarra melodia barroca, sem nunca pegar embalo de verdade nem apresentar um clímax claro. 

A segunda parte é muito mais satisfatória, pois é inteiramente criada em torno de uma frase grudenta no sequenciador, uma melodia simples em baixo ostinato, acompanhada de um estranho tique-taque no ritmo e de uma sequência impressionante de solos de teclado, cada um mais expressivo que o anterior. Essa faixa cresce em intensidade até desaguar em nada menos que três clímaxes, sendo o último deles quase aterrorizante, evocando o clima de um filme sério como 2001 ou Solaris.

Em resumo, o que torna o som do Tangerine Dream especial e único é bem demonstrado no LP Tangram, em particular na sua segunda parte. O LP ao vivo Quichotte/Pergamon contém um desenvolvimento diferente da mesma música, por isso forma uma dupla com o álbum de estúdio. (Quichotte contém o concerto completo e Pergamon é um relançamento que troca duas das três faixas por uma inédita do mesmo período, só que feita em estúdio.)

Resenha Legacy Álbum de Hypnos 69 2010

 

Resenha

Legacy

Álbum de Hypnos 69

2010

CD/LP

Hypnos 69 sem dúvida foi um dos grupos mais interessantes e representativos da cena experimental belga do século XXI, onde na primeira década do período lançou alguns bons discos antes de finalizar a sua história em 2012. Legacy, lançado em 2010, não foi apenas o seu último lançamento, mas o seu magnum opus. Uma combinação envolvente de composições psico-progressivas com uma sonoridade vintage dos anos 70 que é natural, dinâmica e que respeita muito bem o som de cada um dos instrumentos, que inclusive, possui uma lista enorme e impressionante, bateria e percussão, baixo, guitarra, efeitos, órgãos, mellotron, saxofone, Hammond entre outros que são muito bem espalhados em seus mais de 72 minutos de duração. 

Legacy de modo geral é um disco bastante divertido, com todos os seus músicos usando de técnicas modernas e instrumentos clássicos. É possível perceber a influência de tantas bandas aqui, nomes como Focus, Nektar, Barclay James Harvest, a primeira fase do King Crimson, Van der Graaf Generator, Pink Floyd, Eloy e até algumas pinceladas de Yes, além de acenos a Frank Zappa. Todas essas influências são misturadas em um bom equilíbrio de faixas mais curtas e épicos.  

Ainda que os épicos que iniciam e finalizam o disco sejam onde se encontram os maiores trunfos de Legacy, cada uma de suas faixas são surpreendentes. Há excelentes passagens instrumentais, riffs cativantes, linhas maravilhosas de guitarras, solos tocantes, belíssimos arpejos, ondas de teclados old school, musicalidade intrincada e complexa que estão sempre se encaixando e fluindo muito bem, seção rítmica rica, dinâmica e criativa, além de uma produção muito boa, crua e fresca. Vale destacar também os humores sombrios e melancólicos que são muito bem trabalhados com as passagens mais cristalinas e silenciosas. Os vocais não ficam pra trás, pois embora não possuam um brilhantismo, estão sempre em perfeito equilíbrio e harmonia em cada uma das 7 faixas do disco.  

Este é um claro exemplo de demonstração em que uma banda não precisa se destacar em originalidade e inovação para que a sua música seja considerada digna de uma grande nota, basta saber forjar com competência as suas influências 70’s para que haja uma viagem no tempo extremamente agradável. Uma pena a banda ter encerrado suas atividades depois do seu maior feito, gostaria muito de ver como a banda lidaria com ela mesma após colocarem mais alto do que nunca o sarrafo que mede a qualidade dos seus discos.  

Radiohead planeia voltar em 2023


O Radiohead fará um retorno este ano, com o baterista Phil Selway revelando a notícia durante uma entrevista recente. A banda fez sua última turnê em 2018 e lançou material pela última vez em 2021 com os relançamentos de "Kid A" e "Amnesiac", bem como uma coleção de lados B daquela época com "Kid Amnesiac".

No entanto, parece agora que a banda de rock alternativo de Oxford logo voltará a se reunir para discutir onde progredir a partir daí. “Estamos muito focados em toda a coisa de ‘Kid A’/’Amnesiac‘, e acho que está chegando à sua conclusão natural, voltando à reedição e [criando] o cenário do jogo em torno disso”, disse Selway.

Ele acrescentou: “Vamos nos reunir no início de [2023] e tenho certeza de que começaremos a procurar outras ideias para o que vem a seguir”. No entanto, Selway não deu nenhuma indicação clara de qual direção o Radiohead poderia estar tomando. Seu último álbum de estúdio completo, "A Moon Shaped Pool", foi lançado em 2016.

Selway indicou que talvez o novo projeto diga respeito a "Hail To The Thief", de 2003. “Faz muito tempo desde aquele disco, não é?” ele disse. O guitarrista Ed O'Brien sugeriu recentemente que o futuro da banda não estava claro, dizendo: "Pode acontecer, mas a outra coisa é... pode não acontecer. E isso importa?"

O'Brien então acrescentou: “Não há Radiohead no momento. Há uma verdade no que fazemos, então não seremos uma daquelas bandas que se reúnem para o grande dia de pagamento. A coisa com o Radiohead, poderíamos fazer algo em alguns anos. Talvez não. Mas acho que tem que ser cinco pessoas dizendo: 'Eu realmente quero fazer isso de novo com você.' E acho que no momento, porque fazemos isso há tanto tempo, estamos todos sair e ter experiências diferentes. E isso deve ser permitido, e isso deve ser encorajado.

 

Van Halen: o contexto do álbum "1984" e a colaboração de Michael McDonald (The Doobie Brothers)

A década de 1980 foi uma época difícil para ser uma banda AOR da velha escola dos anos 1970. À medida que a MTV ganhava destaque e os sintetizadores se tornavam a ferramenta predominante para a música, bandas como Kansas e Foghat, que dominavam a cena do rock clássico, logo se viram sem público. A música rock estava avançando tanto em uma direção mais elegante quanto mais pesada, liderada por nomes como Van Halen e Motley Crue. Em contraste, uma banda como The Doobie Brothers parecia dinossauros.

Apenas alguns anos antes, os Doobies eram indiscutivelmente uma das maiores bandas da América: eles recentemente recrutaram um novo vocalista, Michael McDonald e lançaram o primeiro álbum "Minute By Minute" em 1978. Mas apenas quatro anos depois, os Doobies foram oficialmente terminado, com exaustão, tensões criativas e uma cena musical em rápida mudança afetando os membros. McDonald optou por seguir carreira solo, levando o produtor de Doobies, Ted Templeman, com ele. Templeman viu as mudanças nas marés e jurou lealdade ao Van Halen, produzindo todos os seus álbuns desde a estreia em 1978 até 1984.

O Van Halen conseguiu fazer o impossível: redefinir o som do rock para uma geração inteiramente nova. Isso foi em grande parte graças ao guitarrista Eddie Van Halen, que criou seu próprio estilo de tocar que soava completamente diferente de qualquer um que veio antes dele. Ele tinha toda a criatividade de Jimi Hendrix, o bom gosto de Eric Clapton, o poder de Tony Iommi e o carisma de Pete Townshend. Ele era o pacote completo, mas não chegou lá sozinho.

Ao seu lado estava seu irmão, Alex, que pegou o espírito estrondoso de John Bonham e os combinou com a expressividade maníaca de Keith Moon. O baixista Michael Anthony se tornou a arma secreta da banda: seu baixo preenchia as lacunas enquanto Eddie explorava um novo território sonoro, enquanto seus backing vocals davam ao Van Halen um senso distinto de melodia e ganchos. Depois, havia o vocalista David Lee Roth, que estava em uma cruzada de um homem só para criar o máximo de diversão e entretenimento humanamente possível.

Mesmo que o Van Halen tivesse a matéria-prima para a dominação global, eles ainda não haviam aprimorado seu som característico. Durante a maior parte da década de 1970, o Van Halen viajou para cima e para baixo na Califórnia tocando em quintais, porões e churrascos para tentar fazer seu nome como a principal banda de festa da América. Embora tivessem a base para o que viria a ser um som multi-platina, suas demos iniciais careciam do impacto e emoção de suas apresentações ao vivo.

Foi aí que Templeman entrou. Embora ele pudesse parecer uma escolha estranha para uma banda tão pesada quanto o Van Halen, considerando seu trabalho como cantor e compositor com Van Morrison e Carly Simon, Templeman recentemente se ramificou para o hard rock produzindo o álbum de estreia álbum da banda californiana Montrose. Esse grupo tinha um vocalista chamado Sammy Hagar, um homem que mais tarde entraria na história do Van Halen como substituto de Roth. Mas em 1977, Templeman era mais conhecido como o produtor dos Doobies.

Foi durante a produção de "1984" que Templeman viu a banda travar em uma música particularmente pesada em sintetizadores. 'I'll Wait' estava em seus estágios iniciais de composição, com apenas a linha de teclado de Eddie Van Halen sendo solidificada. David Lee Roth precisava de ajuda para concluir as linhas vocais da música, então Templeman decidiu trazer McDonald.

Ted Templeman me ligou e disse: 'Ei, esses caras têm uma faixa e precisam de algumas letras, então mencionei que você poderia fazer isso e eles disseram que tudo bem, então por que você não desce?'” McDonald disse ao Ultimate Classic Rock. “Ele me enviou a faixa e eu tive algumas ideias para ter algo quando chegasse ao estúdio.

Embora McDonald estivesse ciente do Van Halen e de sua reputação obscena, conhecer a banda acabou sendo estritamente comercial. “Conheci David Lee Roth no escritório de Ted. Essa foi, uh, uma experiência interessante”, explicou McDonald comicamente. “Ele meio que gostou do que eu estava fazendo, então sentamos lá no escritório com a demo tocando em um gravador, cantando versos e melodias.

Acho que eles pensaram que eu era o Papai Noel, porque tive que persegui-los um pouco”, disse McDonald rindo. “É provavelmente uma das coisas mais tocadas que já escrevi, só porque é Van Halen. Aquele álbum vendeu três ou quatro milhões de cópias imediatamente, o que foi realmente um grande negócio na época.

'I'll Wait' deu tão certo que a banda optou por lançá-la como segundo single de 1984. A música subiu até a 13ª posição na Billboard Hot 100, apesar de não ter um vídeo no auge da MTV. 'I'll Wait' foi a única colaboração de McDonald com o Van Halen, mas ele continuou a ajudar a melhorar as músicas ao longo de sua carreira solo, incluindo um dueto de sucesso número um com Patti LaBelle na música 'On My Own'.


Destaque

CMU - Space Cabaret (1973)

  Ano: 1973 (CD lançado em 20 de dezembro de 2006) Gravadora: Strange Days Records (Japão), POCE-1086 Estilo: Rock Progressivo País: Cambrid...