Pedro Bispo , conhecido como Bispo (nascido em 12 de abril de 1992 [1] ), é um rapper português. [2] [3] Em 16 de janeiro de 2020, Bispo anunciou que abriu sua própria gravadora, Mentalidade Free, contratando Ivandro como seu primeiro artista. Eles colaboraram na música 'Essa Saia', que já conta com mais de 15 milhões de streams no Spotify.
Jazz Sabbath era um grupo inglês fundado em Birmingham, no ano de 1968 e era considerada uma das melhores bandas do novo movimento de Jazz na Inglaterra. O disco de estreia estava planejado para ser lançado em 13 de fevereiro de 1970, mas um dia antes da data, seu fundador, Milton Keanes, teve um repentino ataque cardíaco e foi hospitalizado, causando um atraso significativo no lançamento do álbum. Ao sair do hospital, Milton notou que uma banda também de Birmingham chamada “Black Sabbath”, estava ganhando imenso sucesso, e percebeu que suas músicas eram apenas versões de Heavy Metal de suas próprias composições. Além disso, todas as gravações, bootlegs e performances ao vivo do Jazz Sabbath queimaram em um incêndio que ocorreu no armazém em que a banda realizava suas gravações, e basicamente, toda a existência do Jazz Sabbath foi apagada.
Incrivelmente 50 anos depois, as fitas contendo o álbum que pensavam ter se perdido no fogo, foram encontradas, provando que a lendária Black Sabbath não passavam de impostores. Uma boa história, certo? Seria ainda melhor se fosse tudo verdade. Bem, na realidade, Milton Keanes é o alter ego de Adam Wakeman, músico consolidado por ser o tecladista do Ozzy Osborne e também do próprio Black Sabbath, além de ser filho de Rick Wakeman, o lendário mestre das teclas de um dos maiores pilares da história do Rock Progressivo, o Yes. Obviamente, para descobrir que isso é uma piada, demorei algum tempo, embora eu imediatamente suspeitasse, mas foi quando vi o ótimo documentário disponibilizado no YouTube sobre essa história, que percebi que tudo isso não passava de uma ótima piada e uma excelente e divertida estratégia de marketing.
O repertório contém alguns dos maiores clássicos do Black Sabbath lançados entre 1970 e 1972, em belíssimas releituras em formatos de Jazz. Não há vocais neste registro, e o melhor é que não se perde nada com isso nas versões do Jazz Sabbath, pois em nenhum momento há a excessiva preocupação em simplesmente copiar as originais, é claro que, os elementos irreconhecíveis e clássicos estão presentes, mas ao mesmo tempo, foi adicionado de forma brilhante e eficaz, toda a liberdade de improvisação que só um gênero tão livre como o Jazz pode proporcionar.
O disco Jazz Sabbath tira o peso dos riffs de guitarra e da cozinha do Heavy Metal, e no lugar, coloca solos de guitarra limpos e belos, o groove, a beleza candura, o toque elegante e a liberdade de improviso do Jazz, fazendo canções icônicas de Rock, soarem como excelentes jams sessions de trios ou quartetos de Jazz. Adam Wakeman é um verdadeiro virtuoso do piano, e ao lado de uma banda fantástica, realiza uma estupenda execução de Jazz, numa performance extremamente convincente e fascinante!
Thundercat é uma das personalidades musicais mais curiosas, e, principalmente, prolíficas dos últimos tempos. Seja esmerilhando seu baixo de 6 cordas com artistas do quilate de Kamasi Washington, Erykah Badu, Kendrick Lamar (além de um improvável início de carreira no Suicidal Tendencies), ou em sua carreira solo, que engloba elementos de Funk, Fusion, Hip Hop, Psicodelia, R&B contemporâneo, sua paixão pela Cultura Pop e tudo mais que despertar sua explosão criativa, o cara segue entregando trabalhos não menos que incríveis.
Seu recém-lançado “It Is What It Is” passa por um fato primordial: a morte de seu grande amigo, o Rapper Mac Miller, no dia 7 de setembro de 2018. O disco é, acima de tudo, uma grande homenagem, onde Thundercat atravessa o luto da maneira mais genuína possivel, exprimindo-o em sua arte.
Os sintetizadores cósmicos e falsetes reverberantes de “Lost in Space / Great Scott / 22-26” já nos localizam na órbita sonora de Thundercat. A sequência inicial segue fortíssima, com o incrível Jazz Fusion de “Innerstellar Love” (com a ilustre participação do saxofonista Kamasi Washington) e o Groove sinistro de “Black Qualls”, parceria de peso com a lenda do Funk Steve Arrington, Childish Gambino e Steve Lacy que é, para mim, o grande destaque do álbum. Entretanto, também fica aparente um dos pontos baixos do disco, que é sua produção (comandada aqui por Flying Lotus). Seu som um tanto quanto embolado acaba tirando parte do brilho de composições muito inspiradas.
É verdade que o disco tem momentos pra “cumprir tabela”, como a esquecível, apesar de divertida, “Miguel’s Happy Dance”, ou a curta e espacial “Overseas”, gerando uma certa inconstância. Mas o que se sobressai são os momentos de pura maestria R&B. “Fair Chance”, uma parceria com Ty Dolla Sign e o Rapper Lil B, é uma das várias amostras de um groove delicioso, que torna uma canção despretensiosa como “Dragonball Durag” irresistível (procurem pelo clipe, é impagável). O canto transcendental da derradeira faixa-título, com a participação do virtuose da guitarra tupiniquim Pedro Martins, é a conclusão perfeita para a obra, e outro grande destaque.
“It Is What It Is” mostra um Thundercat que já conhecemos. Apesar de algumas falhas que o colocam um pouco abaixo de seus trabalhos anteriores, o disco tem grandes momentos, e é mais uma prazerosa viagem pela mente fervilhante de Mr. Stephen Lee Bruner!
Num dia em que se realiza hoje, pela terceira vez consecutiva em Portugal, a edição do Red Bull Air Race, bem no centro da zona ribeirinha do Porto, decidimos também fazer uma viagem à antiga ribeira, onde os costumes e as modas há cerca de 40 anos atrás eram certamente outros. Neste percurso encontrámos a cantora Maria Albina, acompanhada pelo Conjunto Típico de Resende Dias, que através da sua jovial voz presta uma homenagem ao quotidiano da vida à beira rio na cidade Invicta. Naquele tempo, não só as vivências eram outras, como também a própria zona ribeirinha do Porto apresentava uma vida totalmente diferente da actual; se hoje a ribeira é, acima de tudo, um pólo de atracção turística, já o mesmo não se pode dizer em relação à altura da gravação deste disco: sem necessitarmos de recuarmos ao tempo de Douro Praia Fluvial de Manuel de Oliveira, basta-nos escutar este disco para percebermos que nessa altura era a ribeira que fazia girar a vida da cidade do Porto.
Ao longo de todo este disco, encontramos sentidas referências ao bairro da Sé de Porto e suas vielas, aos eternos balões de S. João em cada janela bem como aos saudosos passeios à beira rio. Curiosamente, é num desses passeios que Maria Arminda, certamente se terá inspirado para escrever a letra de “Cuquinho da Ribeira”, que Maria Albina aqui interpreta, espelhando as preocupações das jovens solteiras da época e do seu receio em ficarem solteiras, em contraposição com os tempos de hoje, onde os casamentos acontecem cada vez mais tarde. Da nossa parte, o que nos chamou mais a atenção foi a capa do disco, na qual surge Maria Albina, que gravou este E.P. com apenas 13 anos e que na canção “O Cuquinho da Ribeira”, canta os seguintes versos “Fui um dia passear para os lados da ribeira…/Oh Cuquinho da Ribeira diz-me qual é a maneira de uma marido arranjar/ Sou nova e sou solteira, haverá algum que queira comigo uma dia casar / Oh Cuquinho da Ribeira, quantos anos de solteira tu ainda me ouvirás dar…Fico a triste a meditar... chego até a imaginar que irei ficar solteira”. Ora, atendendo às novas preocupações (e aspirações) da figura feminina no mundo moderno, seria impensável, nos dias de hoje, uma menina com a idade de Maria Albina, pensar sequer em interpretar de forma tão honesta uma canção com os versos que acima reproduzímos, inspirados numa história popular (no cuco da ribeira que dizia, consoante, o número de vezes que cantava, quantos anos uma menina iria ficar solteira).
Maria Albina em 1965
Quanto à menina Maria Albina, chegaram-nos recentemente preciosas informações a respeito da sua curta carreira, o que prontamente passamos para a transmitir aos nossos leitores. Natural de Vizela, foi alí que cantou num espectáculo quando tinha apenas 11 anos de idade. Segundo consta, o êxito foi tal, que em Outubro desse mesmo ano foi eleita no Teatro Circo de Braga, "Rainha das Cantadeiras do Minho". Em 1963, cantou no Palácio dos Desportos no Porto, na festa do Campeão Português, que era um programa em que figuravam os grandes nomes da rádio e da TV. Em 1965, confessava à Crónica Feminina que o seu sonho era cantar na TV. Sobre a sua possível aparição na TV não temos qualquer confirmação. Sabemos apenas, conforme nos referiu "fonte" próxima da artista que gravou apenas 3 discos para a etiqueta Rapsódia, do Porto, sendo o que hoje apresentamos o seu disco de estreia, tendo depois abandonado a vida artística.
Faixas: 01. In Volo – 2’13 02. R.I.P. (Requiescant In Pace) – 6’40 03. Passaggio – 1’19 04. Metamorfosi – 10’52 05. Il Giardino Del Mago – 18’26 a. … Passo Dopo Passo … b. … Chi Ride E Chi Geme … c. … Coi Capelli Sciolti Al Vento … d. Compenetrazione 06. Traccia – 2’10
Integrantes: Francesco DiGiacomo – voz Gianni Nocenzi – teclados/clarinete/piano e vocais Vittorio Nocenzi – órgão/teclados/clarinete e vocais Pier Luigi Calderoni – bateria Renato D’Angelo – baixo e violão Marcello Todaro – guitarra/violões e vocais
Resenha:
01. In Volo Um estranho som baixinho e uma vocalização, o contar das histórias. As mulheres no fundo cantando nessa pequena introdução.
02. R.I.P. (Requiescant In Pace) A coisa já começa pesada e cheia de vontade. O vocal de Francesco DiGiacomo é simplesmente fantástico, sem exageros, com a melodia perfeita. Marcello Todaro e suas guitarras, um puta de um som. Os irmãos Gianni e Vitorio aos teclados/sintetizadores e pianos são um caso a parte, sem explicações plausíveis. Depois de toda a porrada a tradicional melodia italiana toma conta do lugar, é incrível como esses caras tem total controle da melodia, tudo está nas pontas dos dedos literalmente.
03. Passaggio Algo como o músico chegando no seu cravo (o instrumento), tocando uma passagem e indo embora, genial!
04. Metamorfosi Adoro essas partes quebradas com a galera toda tocando ao mesmo tempo. O forte da faixa são os vários teclados como não poderia deixar de ser, mas um grande destaque é o baterista Pier Luigi Calderoni com linhas fortes e seguras. Todas as influências da banda num caldeirão de ritmos e tmeas, até que os vocais botem os pingos nos i’s e j’s.
05. Il Giardino Del Mago a. … Passo Dopo Passo … b. … Chi Ride E Chi Geme … c. … Coi Capelli Sciolti Al Vento … d. Compenetrazione Bom, é um épico de proporção enormes. O início é quebrado, cheio de riffs e convenções. O baixo grave de Renato D’Angelo é acompanhamento pra várias partes vocais, que por sinal são de um senso melódico deslumbrante. Uma banda que tem dois tecladistas e que faz jus a isso. Lá pelos 5:30 a banda acelera num tema enérgico e empolgante, com variadas vocalizações ao fundo que dura atá pouco mais de 8 minutos, quando o piano solo faz a melodia principal. Como era de se esperar são vários os temas, aos 12 minutos é a vez de um outro tema frenético, com muitos teclados e uma boa melodia ao fundo. Violões e muita melancolia aos 14 minutos, que é a espera pra que Francesco volte a cantar uma melodia baseada no quarteto de cordas. A parte final é quase uma melodia típica (só não sei de onde risos). E então eles voltam ao tema agitado, com muitos sintetizadores.
06. Traccia Traccia é um tema italiano/moderno, com cantorias e uma melodia alegre. Um pequeno tema instrumental de encerramento que na minha modesta opinião deveria ter sido incluso antes de Il Giardino Del Mago, mas é só a minha opinião.
Faixas: 1. Automat – 16’44 a. (The) Rise b. (The) Advance c. (The) Genus 2. Droid – 5’23 3. Ultraviolet – 6’19 4. Mecadence – 4’30
Formação: Romano Musmarra – sintetizadores Claudio Gizzi – sintetizadores Mario Maggi – programações
Resenha: 1. Automat (The) Rise (The) Advance (The) Genus Bom pra início de conversa eu sou um amante desse ‘prog-eletrônico’, gosto muito. E desde a primeira vez que levei o LP pra casa e ouvi, já gostei de primeira. Tem aquele começo enigmático e cheio de mistério. Que é relevado alguns minutos para dar lugar a melodia que nesses casos é minimalistas, mas muito mais interessante que muitas notas tocadas por ai. A melodia continua tendo os seus rompantes de enigma, com frases fortes no fim de cada compasso. Uma coisa que deveria incomodar seria a programação de ritmo, o que não acontece, grande parte das novas produções eletrônicas é cansativa em suas batidas, já essa de longínquos (quase) 30 anos não! É o que eu digo, nem sempre a modernidade ajuda ou evolui. Outra coisa interessante é que eu particularmente não gosto de discos instrumentais, mas a esse eu me rendo sem problema nenhum. Pouco depois dos 8 minutos um sintetizador com som de ‘voz’ faz a melodia como se tivesse realmente cantando, acompanhado por uma batida que lembra o som de um baixo. As vezes até me esqueço do ano desse disco, dada a sonoridade interessante e cheia de detalhes. A última parte tem linhas que são típicas de guitarristas rápidos (até imaginei um guitarrista tirando essa parte, risos) mas dura pouco, na verdade o tempo que deve durar. Os timbres que aparecem aos 13 minutos e meio são ‘pirantes’, lembram levemente uma gaita (sanfona pra maioria) mas de uma outra maneira (difícil explicar). Sei que os tons & timbres escolhidos são perfeitos, quase espacial em suas melodias e no fim me lembrou bastante o Kraftwerk. Essencial!
2. Droid Absurdamente misterioso e enigmático em sua introdução, mas o tema é que absurdamente interessante e melodioso. O tema é de um ‘grude’ fantástico, daqueles que entram na cabeça e dificilmente saem, o que é ótimo, Claudio Gizzi construiu um tema magnífico. Muitas bandas dariam o braço direito (e o esquerdo também) por essa faixa.
3. Ultraviolet Eu adoro esse sons de ‘estrelas’ (me desculpem a expressão, mas é o que me lembra esse ‘trinados’ que se estendem pelo começo dessa música, acho que é porque é muito usado em trilhas de desenhos). Um daqueles temas que sempre parece que vai ir em uma direção mas acaba não indo, risos. Do meio pra frente embarca em uma viagem quase que aos sentidos da pessoa, tamanha é introspectividade do tema, ele realmente te pega pelo calcanhar. Quase no fim um estranho sintetizador entra em cena pra deixar a coisa toda ainda mais interessante. Vai caindo…
4. Mecadence Essa é a diferença dos sintetizadores, a sonoridade que pode ser imprimida às canções é assustadora, se não tinha limites naquela época ao ponto de 3 pessoas poderem gravar um disco somente com teclados. É uma pena que nos dias de hoje ele seja pouco usado e lembrado. (Também com os preços atuais). Eu sempre lembro do termo ‘apocalíptico’ quando ouço essas melodias, um ‘baixo’ marca, um sintetizador dá ‘voltas’ e um teclado emprega belas linhas de melodia. Sinos anunciam o fim de tudo, inclusive desse disco que merecia ser lembrado, porque na minha humilde opinião é uma das coisas mais legais já gravadas.