sábado, 14 de janeiro de 2023

Resenha: Beggar’s Opera – Act One


Disco: Act One
Ano: 1970
Selo: Vertigo
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Poet And Pesant – 7’10
2. Passacaglia – 7’04
3. Memory – 3’57
4. Raymond’s Road – 11’49
5. Light Cavalry – 11’57

Formação:
Martin Griffiths – voz
Alan Park – órgão
Raymond Wilson – bateria
Ricky Gardiner – guitarra
Marshal Erksine – baixo

Resenha:
1. Poet And Pesant

Teclado percussivo, e muito ‘embalo’, uma espécie de trilha sonora de filme mudo de aventura. Impossível não se render. O vocal de Martin Griffiths é muito bom, ele tem um timbre muito legal, um tanto grave. O som por hora psicodélico, ora virtuoso, ora melódico é bastante incomum e interessante. O órgão de Alan Park é outro achado também, sempre muito bem tocado e totalmente essencial ao som da banda, dando um belo diferencial.



2. Passacaglia
Um tanto clássico de início, meio medieval. Os efeitos de voz junto com a melodia da guitarra ficaram perfeitos, uma das melodias mais legais que ouvi. No meio um pequeno e bem tocado solo de baixo, e na seqüência uma bela passagem instrumental de guitarra, e uma certa ‘pressa’ dos caras, quase uma música ‘atrasada’ (risos). Se na faixa de abertura do disco quem dava as cartas era o órgão por aqui quem manda é a guitarra de Ricky Gardiner. E depois da loucura toda voltamos ao sensacional tema da música. No fim o teclado volta a comandar, igreja total.

3. Memory
Memory (a mais curta do disco), em nem um pouco me lembra o que ‘deveria’ ser a canção comercial do disco, aquela que deveria ser tocada na rádio, pois o que temos aqui é um instrumental apurado, melodias rebuscadas, wha no órgão, passagens de vocal e pausas sensacionais. Eu diria um clássico se fosse descoberto. Uma guitarra quase acústica, e um baixo maravilhosamente bem tocado por Marshal Erksine, e é tolice falar mais uma vez de Alan Park.

4. Raymond’s Road
O lado 2 foi deixado pras duas maiores canções, Raymond’s Road já começa totalmente louca, instrumental ‘trem’ passando sem ver pra onde vai, com urgência de chegar ao destino. Mas que eu tenho certeza que a melodia principal eu já ouvi em algum lugar, só não consigo me lembrar de onde, se alguém ouvir e souber se é algum trecho conhecido de algum outro lugar por favor me avisem. Na verdade eu acho que é um ‘best of’ de muitas melodias sensacionais em cima de uma base ainda mais sensacional. A bateria marcial de Raymond Wilson trabalhando perfeitamente ao lado do baixo, e a guitarra sempre aparecendo sem dúvida do que deve ser feito. Uma bela de coletânea de psicodelia sem limites (a não ser os quase 12 minutos ao qual foi destinada, risos).



5. Light Cavalry
Essa daqui é meio Cavalaria mesmo (como o nome diz). E mais uma vez com uma série de melodias conhecidíssimas de todos. Tem uma série de bateria bem poderosa essa música e uma melodia vocal excelente! Muito empolgante essa faixa, com variações climáticas até o final, aliás como em praticamente todo o disco.

Esse disco do Beggars Opera ainda é um álbum quase-psicodélico-progressivo, o timbre dominante do órgão faz com que isso se torne ainda mais claro, mas não deixa de ser uma boa audição



Resenha: Barock Project – Detachment (2017)


Artist: Barock Project
Disco: Detachment
Data de lançamento: 20 de Março de 2017
Selo: Artalia / Edizioni Musicali 22R
Tempo total: 73:59
Disponível em: CD, Digital

Resenha:

Grupo italiano permanece criando ótimas canções de rock progressivo. Porém, a sonoridade está mais moderna do que nunca.

Conheci o Barock Project em 2015, através do disco ‘Skyline’. Na época, escrevi a resenha sobre o disco surpreso com a qualidade do trabalho como um todo, desde as influências tanto setentistas (Genesis, Emerson Lake and Palmer) quanto contemporâneas (Neal Morse, Flower Kings) que eles traziam do rock progressivo. A surpresa não vinha somente das influências: a inventividade dos instrumentistas do grupo também era um ponto a ser ressaltado, criando fraseados de piano e teclado, riffs e sessões rítmicas na guitarra e bateria muito convincentes para o estilo. O disco agradou tanto que terminou escolhido como dos melhores de 2015 pelo Escuta Essa Review.

Agora, temos o sucessor de ‘Skyline’, chamado ‘Detachment’. O que mudou, de lá pra cá? Na formação da banda, duas alterações: na época da gravação do álbum anterior, a banda estava sem baixista definido. Francesco Caliendo veio a integrar o grupo em Novembro de 2015, tendo já participado da gravação do álbum ao vivo da banda, lançado em 2015. Luca Zabbini, pianista e tecladista, assumiu o protagonismo dos vocais a partir de agora. Além deles, os que já estavam em ‘Skyline’: Eric Ombelli (bateria) e Marco Mazzuocollo (guitarra).

Mas, e musicalmente? Sim, de certa forma o Barock Project também apresentou algumas alterações em sua abordagem musical. Continua o rock progressivo sendo parte importante da sonoridade do grupo, porém este disco está mais contemporâneo do que nunca. Trocando em miúdos, o Barock Project “modernizou” o seu rock progressivo. Tanto é que o grupo conta até com passagens em que há o uso de elementos eletrônicos.

Obviamente que as influências setentistas não são perdidas de vista, mas o diálogo é muito mais com bandas como Dream Theater, Transatlantic, Flower Kings, Spock’s Beard, Steven Wilson, Porcupine Tree e Haken. E assim como o Haken, há a contribuição do grupo com o estilo, propondo sim o diálogo, mas indo além: criando a sua marca, propondo a evolução do estilo. É como se o Barock Project não só tomasse as referências do rock progressivo contemporâneo, mas quisesse (a partir deste disco) ser UMA das referências do estilo. Não mais apenas conhecidos por serem influenciados, mas também influenciarem.

Os pontos altos de ‘Skyline’ continuam sendo muito bem aproveitados, e essa é uma característica importante do Barock Project: Marco Mazzuocollo promovendo bons riffs para além dos muros do rock progressivo, muitas vezes fazendo uso do hard rock para aumentar o poderio e o rimo das canções; Francesco Caliendo, em seu primeiro disco gravado com a banda, traz sua bagagem como instrumentista – soul, pop, jazz, música latina (e brasileira) são alguns dos estilos que ele conhece bem, e procura desenvolver em conjunto com o grupo; Eric Ombelli preenche a cozinha da banda sabendo precisar momentos em que acelera, cadencia e pode dar vazão a uma maior gama de alternâncias.

Em ‘Skyline’, Luca Zabbini já se destacava por sua virtuosidade no teclado/piano, lançando uma série de solos memoráveis. O seu trabalho em ‘Detachment’ continua sendo incontestável, sendo ele um dos responsáveis por modernizar a banda, a partir de diversificados timbres. O seu trabalho como vocalista também é parte desse processo de dar um caráter mais contemporâneo e progressivo ao som da banda: não sei se anteriormente Luca não se sentia à vontade como vocalista, mas desenvolve um excelente trabalho. Peter Jones, convidado para dar voz às faixas “Broken” e “Alone” e participar em outros momentos, canta num estilo mais grave, entre Peter Gabriel e Roine Stolt, diferenciando-se de Luca.

Em suma, ‘Detachment’ serve para consolidar o nome Barock Project como uma das bandas mais interessantes neste cenário do rock progressivo contemporâneo, dialogando com o que há de mais fresco no estilo e propondo novas possibilidades (música flamenca, hard rock, pitadas de jazz, música clássica) a partir das referências de cada instrumentista do grupo. Para entrar (de vez) no radar de quem aprecia o prog/rock e para quem aprecia música em geral, sem preocupar-se com estilos e rótulos, o novo álbum do Barock Project propõe uma excelente viagem sonora.

FICHA TÉCNICA:
Artista: Barock Project
Ano: 2017
Álbum: Detachment
Gênero: Rock Progressivo
País: Itália
Músicos: Luca Pancaldi (voz), Luca Zabbini (teclados), Eric Ombelli (bateria), Marco Mazzuoccolo (guitarra)
MÚSICAS:
1. Promises 5:05
2. Happy to See You 7:37
3. One Day 7:23
4. Secret Therapy 5:37
5. Broken 9:10
6. Old Ghosts 4:07
7. Alone 3:14
8. Rescue Me 4:55
9. Twenty Years 6:06
10. Waiting 5:43
11. A New Tomorrow 7:39
12. Spies 7:23



Resenha: Banda Do Sol – Tempo



Disco: Tempo
Ano: 2010
Selo: Independente
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Som Do Sol – 3’50
2. Voar – 7’35
3. Quem Eu Sou? – 3’59
4. Yer Blues – 4’13
5. Praça Da Paz – 4’04
6. Tempo – 10’02
7. Fabito – 4’24
8. Maya – 6’39
9. Sinal Da Liberdade – 7’41
10. Janavatar – 1’33
11. Prana (Bônus) – 3’30
12. Mahavishnu (Bônus) – 4’14

Formação:
Moacir Jr – voz, violão, flauta e guitarra
Fran Simi – guitarras
Cesinha Rodrigues – baixo
Fabio Fernandes – bateria
Allex Bessa – teclados
Músicos convidados:
Jimmy Junoi – harmonio, cimbalos e tampura (9)
Johnny Murata (Lumina) – cítara (9)
Marcos Trinca – tabla (9)
João Lopes – teclados (1,6,10,11 e 12)
Billy Sherrwood (Yes, Circa, Yoso) – guitarra (7 e 9)

Resenha:
A Banda Do Sol não é nenhuma novata, apesar de Tempo (2010) ser uma espécie de primeiro disco pra banda, eles já estiveram juntos, inclusive com um disco gravado no começo dos ano 80, e todos os seus músicos tem uma longa lista de contribuição pra música brasileira.
Em 2006 o grupo retomou atividades e o resultado foi este Tempo (2010) que resenho abaixo e que foi mixado por Billy Sheerwood (Yes, Circa, Yoso).
1. Som Do Sol
Antes de mais nada uma coisa precisa ser dita, Moacir Jr, o Moa (voz, violão, guitarra e flauta), principal compositor do grupo é um ótimo compositor e um grande vocalista.
A faixa que abre o disco é calma e a melodia é o mais importante, mas sabiamente o arranjo foi elaborado na parte final, dessa maneira temos uma boa variante.

2. Voar
Início arrasador, riff cheio de convenções, guitarra esperta de Fran Simi.
Após a introdução a música acalma e surge o vocal. Allex Bessa faz um bom trabalho com os sintetizadores e teclados, sabendo que timbres usar. Depois do primeiro verso uma parte instrumental pesada e tudo muda pro próximo verso.
Gosto do timbre de baixo de Cesinha Rodrigues, é o meu timbre preferido no Rock Progressivo e é ele que segura sabiamente a base pra viagem final da música.

3. Quem Eu Sou?
A 3ª faixa de Tempo (2010) traz  explicitamente a influência de George Harrison e sua espiritualidade em forma musical no som da Banda Do Sol e de Moa Jr, incluindo a guitarra slide marca do guitarrista.
Mais uma vez Bessa se mostra competente, ao invés de aparecer ele sabiamente sabe escolher os melhores timbres de teclados pra cada parte da música, em cada uma das canções. Ponto pra ele!

4. Yer Blues
As letras existencialistas e positivas de Moacir caem bem com o título da 4ª faixa.
Não chega a ser um Blues autentico, o que é bom, mas a influência está presente, sim! Após a letra Cesinha inicia um ótimo riff, o grupo tem bons riffs por sinal, em vários momentos do disco. Desaba em um solo de guitarra.

5. Praça Da Paz
Emendada em ‘Yes Blues’ o piano de Allex faz a transição entre as duas faixas. Acho que teria sido uma ótima ideia se as duas faixas tivessem sido unidas em uma só, uma pequena duíte.

6. Tempo
A faixa central do disco é também a mais longa (10:03) e a única parceria do álbum, escrita por Moacir Jr e o baterista Fabio Fernandes, também integrante do trio de Jazz/Fusion Lumina. Ótima linha de baixo e aos 2 minutos um riff intrincado que deságua em outro riff, mais pesado que o anterior.
Os temas existencialistas com muitos momentos de reflexivos são uma constante, uma clara influência da espiritualidade indiana por toda parte, nas letras, no encarte do CD e mais na frente, na música também.
Grande solo de guitarra de Fran nessa faixa, atmosférica e inebriante.

7. Fabito
1ª das 3 faixas instrumentais do disco. Têm um balanço quase Soul, uma cadência Funk, mas com várias mudanças melódicas e riffs, sem contar o baixo ‘insistente’ (de forma positiva) de Cesinha, como já disse, gosto do timbre que ele usa.
Allex traz novos ares com um ótimo piano e logo após o próprio Billy Sheerwood participa do disco com um rápido solo de guitarra.

8. Maya
Faixa com ritmo pulsante, eu poderia dizer que é alegre, mas não é bem o caso. Especialmente com a chegada da letra. Acho que um pouco do Yes dos anos 80 pode ser ouvido aqui nessa faixa.
‘Ainda tenho sonhos/Ainda é tempo’, canta Moacir, provavelmente ligado ao sonho musical e depois de tantos anos sendo continuado com o lançamento desse disco.

9. Sinal Da Liberdade
Aqui sim temos a mencionada anteriormente influência indiana na música do grupo que até então era só um ‘namoro’. Incluindo as participações de Johnny Murata (parceiro de Fabio no Lumina) na cítara, Marcos Trinca na tabla e Jimmy Junoi nas percussões. Billy também confirma presença na faixa cheia de participações em alguns solos de guitarra.
Ótima parte instrumental no meio de ‘Sinal Da Liberdade’.

10. Janavatar
A 2ª faixa instrumental do disco é curta ‘Janavatar’, uma bonita peça ao teclado. Seria o fim perfeito para o disco, e um bom fim.

11. Prana (Bônus)
No entanto, a banda decidiu adicionar duas faixas bônus ao disco, ‘Prana’ é a primeira delas. Mesmo sendo uma faixa bônus é uma faixa inédita. E mesmo que não pareçam, as músicas bônus foram gravadas ao vivo.
De qualquer maneira, é uma bela faixa, poderia tranquilamente ter entrado no disco.

12. Mahavishnu (Bônus)
Pra completar os bônus de Tempo (2010) mais uma influência indiana. Fato que norteia o disco como um todo.
Também a última das 3 faixas instrumentais.

Ao meu ver Tempo (2010) é um disco cheio de méritos e um dos melhores lançamentos nacionais do gênero, mas isso é baseado nos arranjos da banda e nas composições de Moacir.
A mixagem final do disco deixou a desejar. Reverb demais foi adicionado em quase tudo e o som da Banda Do Sol foi diminuído e comprimido, deixando o disco com um timbre grave demais que ele não merecia. O disco poderia levar facilmente um 5, não leva por isso.


O impacto silencioso da música como ambiente no nosso dia a dia


O impacto silencioso da música como ambiente no nosso dia a dia

A música como ambiente é bastante utilizada e está presente em diferentes situações e tarefas do nosso dia a dia, mesmo quando é combinada com outra atividade num cenário em que não está destinada a ser o primeiro plano como aconteceria num concerto ou performance musical. Como tal, está cientificamente provado que afeta e origina diferenças no comportamento psicológico demonstrado em tais cenários.

“Música ambiente”, por sua vez, é um estilo de música próprio destinado a ser usado para esse exato fim.

Abaixo, vamos indicar algumas das situações e atividades em que é comum a utilização de música como ambiente, e ver que consequências é que esta tem, direta ou indiretamente, no nosso psicológico, em cada uma dessas situações.

 

Estudo, Trabalho e Produtividade

Vários estudos sobre os efeitos fisiológicos de ouvir música enquanto se estuda ou se faz qualquer outro tipo de atividade que exige foco e atenção, indicam que certos tipos de música ambiente aumentam a concentração e a produtividade entre vários outros benefícios.

Segundo alguns estudos, os batimentos e ritmos mínimos de músicas relaxantes, são tão eficazes que são capazes de colocar os sentidos do ouvinte em repouso, resultando numa pressão sanguínea e ritmo cardíaco mais baixos. Ou seja, de uma forma geral, reduzem o stress e a ansiedade enquanto melhoram o desempenho, a concentração e a função cerebral.

Novamente, isto só se verifica com determinados tipos de música – a maioria dos compositores escreve música com o objetivo de captar a sua atenção, música essa que o distrai quando se está a tentar concentrar. Por outro lado, a música ambiente, é escrita de maneira diferente, sendo a maioria de tom relaxante. Estas músicas podem até ser aborrecidas de ouvir por si só, mas quando combinadas com outra atividade, como estudar, podem resultar bem sem arruinar a sua concentração.

Não há uma regra específica para a música ambiente, mas o tom geral da música é sempre calmante para os ouvintes. Alguns tipos comuns de música ambiente incluem sons da natureza, música clássica, orquestra, lo-fi e downtempo.

As últimas duas podem ser mais desconhecidas para o leitor comum. Downtempo insere-se na música de transe concebida para promover uma sensação de relaxamento e tranquilidade. Lo-fi é conhecido pelas suas melodias mínimas e repetição, é ideal para estudar porque não há palavras e a música não excita muito o ouvinte.

 

Jogos e Atividades Lúdicas

Quando se fala de jogos e outras atividades com o mesmo propósito de diversão, sejam online ou com presença física, o objetivo da música que acompanha é exatamente o oposto do anterior. É muitas vezes usada para completar a animação ou atrair atenção para a mesma.

No caso do desenvolvimento de jogos, geralmente existem profissionais dedicados à composição de músicas ambiente exclusivas para cada título, destinadas a formar a “soundtrack” do jogo, sem ter de recorrer a músicas externas e sem se preocupar com direitos de autor.

Estas músicas muitas vezes são usadas como “barulho de fundo” nos menus, ou então em cenas cinematográficas, tentando acompanhar e complementar o clima do jogo, por exemplo, num jogo de terror ou numa situação perigosa, teríamos uma música mais acelerada e assustadora.

Porem, como mencionado anteriormente, a música também pode ser usada nos jogos como uma atração. Veja-se o caso das “slot machines”, estas máquinas geralmente tem um tema que tenta atrair o jogador – algumas das mais recentes, que inclusive aceitam pagamentos por mb way, são concebidas com temas centrados na música – cada slot machine procura atrair um grupo de jogadores diferente que se identifique com o tema musical. Pode conferir no casinorei.pt as casas de jogo em Portugal que já adotaram estas máquinas.

No entanto, isto não se verifica apenas com jogos online e digitais, uma vez que as salas de jogos físicos seguem os mesmos exemplos.

 

Meditação e Terapia

   

Várias vezes ouvimos artistas musicais contar a história de como a música os ajudou a lidar com a dor. Com a ajuda de alguma investigação científica, talvez isto possa ter, literalmente, um pouco de verdade.

Por exemplo, estudos recentes ligaram a percussão, a forma mais antiga e universal de fazer música, à redução da ansiedade, alívio da dor, melhoria do humor, e melhoria das capacidades de aprendizagem das crianças com autismo. Também, ouvir e tocar jazz, tem demonstrado em estudos poder promover a criatividade, melhorar as capacidades matemáticas e apoiar o bem-estar mental e emocional.

Por outro lado, aquele tipo de “música ambiente” mais característico e relaxante já é usado comumente em meditações, redução de stress e em vídeos de yoga.

A música tem ainda sido usada como terapia em vários outros problemas médicos específicos como:

Tratamento de insónia – Acredita-se que ouvir música clássica trata eficazmente a insónia. É uma alternativa barata aos medicamentos e sessões terapêuticas;

Hábitos de alimentação – Um estudo descobriu que tocar melodias suaves ao comer pode ajudá-lo a comer lentamente e a ficar cheio mais depressa sem ter de comer em demasia. Ao consumir menos comida em cada refeição, aumenta consideravelmente as probabilidades de perder peso;

Circulação sanguínea – Os médicos descobriram que as emoções que são despertadas nos pacientes devido à música ambiente podem melhorar o funcionamento dos vasos sanguíneos. O aumento do fluxo sanguíneo fez com que os participantes de uma investigação se sentissem mais felizes.

 

Exercício Físico e Desporto

Já se abordou a teoria de que a música ajuda no combate à dor, embora estivéssemos sob o prisma de uma dor psicológica e emocional. Mas, de facto, é um dado provado que a música pode, de forma psicológica, reduzir a intensidade dos sentidos de uma pessoa, no aspeto físico. Esta tática é utilizada para aliviar o desgaste após o exercício físico e aumentar a sua capacidade de recuperação. A música lenta tem um efeito mais elevado de relaxamento, e é também o tipo de música que ajuda no seu processo de recuperação física.

Os atletas estão constantemente à procura de formas de melhorar o seu desempenho. Muitos juram que ouvir música enquanto estão no ginásio ajuda a alcançar este objetivo.

As investigações demonstram que ouvir música durante o exercício pode reduzir a sua taxa de perceção de esforço em 12% e melhorar a sua resistência em 15%.

No entanto, vale a pena considerar o ritmo da música, uma vez que pesquisas recentes descobriram que abrandar o ritmo da música diminui o ritmo cardíaco do participante e a distância percorrida numa bicicleta, enquanto que acelerar o ritmo aumentava o ritmo cardíaco e a quilometragem.

Além disso, ouvir música distrai os atletas dos pensamentos negativos que podem consumir a mente e dificultar o desempenho. Pesquisas recentes provaram isto, mostrando que os jogadores de basquetebol que tinham tendência a atuar mal sob pressão converteram mais lançamentos livres quando tinham ouvido músicas otimistas de antemão, uma vez que isto os distraía da pressão de jogar em frente de uma multidão.

Ouvir música pode então encorajar os atletas a operar em piloto automático. Situações de alta pressão levam frequentemente a pensar demais, mas quando um atleta opera em piloto automático isso não ocorre e os movimentos são realizados naturalmente.

Revisão do álbum: Free Nationals – Free Nationals

Alguns de vocês já devem conhecer o multi-instrumentista, rapper e cantor Anderson .Paak por seu trabalho solo ou participações especiais. Sua banda de apoio Free Nationals é essencial para seu som e, embora ele apareça em uma faixa, seu álbum autointitulado prova seu valor.

Sem um vocalista constante, eles contam com um monte de vocalistas convidados, desde o falecido Mac Miller, até a superestrela do reggae moderno Chronixx. É claro que o som deles tem semelhanças com o de .Paak, inclinando-se para o retro funk e influências do soul com um sutil toque moderno; mas neste projeto eles conseguiram criar um som próprio. A banda em si é composta por quatro ingredientes principais, vindos de Jose Rios na guitarra, Callum Connor na bateria, teclas de Ron “T. Nava” Avant e baixo de Kelsey Gonzales. Esses caras são uma unidade há muitos anos, e isso mostra que eles são tão unidos quanto possível, tanto ao vivo quanto no estúdio. Em 2016, eles foram impulsionados para o centro das atenções no álbum Malibu de .Paak, uma combinação feita no céu, resultando em faixas quentes como Come Down. Desde então, eles percorreram o mundo com mais dois álbuns .Paak, aprimorando ainda mais suas habilidades. No entanto, o preço dessa agenda lotada tem sido vários atrasos em seus próprios projetos, mas depois de ouvir este álbum, a espera claramente valeu a pena.

Este é o álbum de estreia da banda.

Os vocais principais em constante mudança tornam a audição interessante, o que significa que a banda pode permanecer em sua zona de conforto; sem eles, seria um assunto muito mais brando. Certamente há muito pouca inovação, optando por exibir com orgulho suas influências de artistas dos anos 70, como Parliament / Funkadelic e Isaac Hayes. No entanto, isso está longe de ser negativo, e o álbum inteiro se encaixa bem no resumo. Outras bandas atuais, como Jungle, usaram uma fórmula semelhante, mas é difícil pensar em uma coleção mais tradicional de instrumentais lançados recentemente. Cada peça é mais lisa do que lisa, mostrando sua musicalidade de classe mundial uma e outra vez; Apartamento é um sulco particularmente delicado. Outros destaques incluem o lindo single Eternal Light, lançado anteriormente com Chronixx, e o aditivo pop Time, apresentando os tons suaves amanteigados de Kali Uchis e um rap estelar de Mac Miller do além-túmulo. Momentos menos impressionantes, como a colaboração de Syd da Internet, Shibuya, e o menos coeso Cut Me a Break interrompem o fluxo do álbum.

Há um estilo intencionalmente ao vivo neste álbum, e na breve introdução a Oslo você pode ouvir a adição de uma multidão ao fundo. Em seguida, emerge em uma costa oeste, inspirada no G-funk, com um talkbox em alguns dos vocais, bem como na guitarra principal. Eles também têm influência da motown e da disco em uma das únicas peças puramente instrumentais do álbum, Lester Diamond (que na verdade acaba sendo uma das faixas mais fortes do projeto). O uso de contraste e camadas é verdadeiramente inspirado, dando a cada jogador a chance de se exibir um pouco; especialmente o baterista Callum Connor. Uma coisa que traz o Free Nationals para o presente é a inclusão do rap, algo que Ghostface Killa de Wu Tang e a banda de jazz ao vivo Badbadnotgood aperfeiçoaram em 2015. O Rivington é possivelmente o mais bem-sucedido desses pares, as fantásticas seções de sopro e cordas ficam em cima de notas de baixo batidas e uma batida descontraída, que são fortes o suficiente por conta própria. Versos de Westside Gunn e Conway são a cereja no topo do bolo, com o refrão de Joyce Wrice sendo a cereja no topo.

É quase impossível escolher uma favorita, mas a segunda faixa do álbum, Beauty & Essex, é uma forte candidata. Possui vocais bastante sexualmente explícitos de Ruban Nielson, da Unknown Mortal Orchestra, e Daniel Caesar, estabelecendo a cena como um álbum sensual. O estilo vintage da banda continua sendo a única constante, já que cada convidado entra e sai com sucesso. As partes mais fracas definitivamente falham em tirar a qualidade geral do álbum, e mal podemos esperar para ouvi-las novamente.

CRONICA - BRAVE BELT | Brave Belt (1971)

O baterista canadense do Bachman-Turner Overdrive, Robbie Bachman, faleceu em 12 de janeiro aos 69 anos.

Para homenageá-lo, não haverá como evocar nenhum Lp da destrutiva banda de hard rock que varreu a América do Norte nos anos 70. Para isso, remeto às excelentes crônicas de The Wicker Man. Mas surge a oportunidade de falar sobre sua primeira banda, Brave Belt, em um momento inocente e menos conhecido.

Brave Belt é um trio criado no final dos anos sessenta em Winnipeg, na província canadense de Manitoba, no centro do país. Inclui Robbie Bachman na bateria, seu irmão mais velho Randy Bachman 10 anos mais velho na guitarra/vocal e ex Guess Who Chad Allan no piano/violão/vocal.

Em 1971, com a ajuda de um certo Charles Frederick Turner nos backing vocals, o combo lançou um álbum homônimo em nome da gravadora Reprise (note que Wally Didduck no violino, Ron Halldorson na guitarra pedal steel também participaram deste disco. e Billy Mac na bateria em duas faixas).

Composto por 12 músicas, este Lp oferece um country rock suave com aromas pop e psique que cheiram ao ar livre. Ele abre com “Crazy Arms, Crazy Eyes”, uma peça de som rústico que foi impressa nos anos 45 e teve pouco sucesso. Randy Bachman e Chad Allan cantam ambos por belas harmonizações, por vezes celestiais como podemos ouvir na balada folclórica rural e sonhadora que se segue, "Lifetime" mas também na magnífica "Rock And Roll Band" que os fãs de CSN&Y podem apreciar sem falar no bluegrass "Eu não trocaria minha guitarra por uma mulher".

Para o resto, a música é compartilhada. Encontramos Randy Bachman em um registro de folk country com desvios dos velhos tempos, muitas vezes acompanhados por violino, "Waitin' There For Me" em andamento rápido e "It's Over" mais lento.

Mas é principalmente Chad Allan quem faz os vocais. Com exceção de "Anyday Means Tomorrow" um pouco exótica, sua voz lembra estranhamente a de David Bowie. Flagrantes nas nostálgicas baladas carregadas de poesia que são "I Am The Man" e "Holy Train" conduzidas por um belo piano por vezes dramático assim como a desesperada "French Kiss" feita de evasivas pedal steel guitar,

O disco termina com os cinco minutos sob ácido de “Scarecrow” cantada por Chad Allan com variações de andamentos que podem mexer com as emoções.

Em suma, na chegada um disco muito bom para ser ouvido sem problemas. Brave Belt teria a oportunidade de lançar um segundo álbum no ano seguinte, antes dos Bachman Brothers fundarem a Bachman-Turner Overdrive em 1973.

Titulos :
1. Crazy Arms, Crazy Eyes
2. Lifetime
3. Waitin’ There For Me
4. I Am The Man
5. French Kiss
6. It’s Over
7. Rock And Roll Band
8. Wandering Fantasy Girl
9. I Wouldn’t Trade My Guitar For A Womam
10. Holy Train
11. Anyday Means Tomorrow
12. Scarecrow  

Músicos:
Robbie Bachman: Bateria
Randy Bachman: Guitarra, Baixo, Vocal
Chad Allan: Piano, Guitarra Acústica, Vocal
+
Charles Frederick Turner: Coro
Wally Didduck: Violino
Ron Halldorson: Pedal Steel Guitar
Billy Mac: Bateria

Produção: Randy Bachman

Bay City Rollers & Rosetta Stone , afinidades



O que é que os Bay City Rollers tem a ver com os Rosetta Stone ? um tal de Ian Mitchell , o som glam-pop , as teenagers , o ar lavadinho dos membros de ambas as bandas, o teor lamechas das letras, o Japão ....
Dos Bay City Rollers, banda escocesa que invadiu os tops por esse mundo fora, com o seu glam-pop inconsciente, fica a foto da capa da revista Pop Clube de Dezembro de 1976.


Dos Rosetta Stone fica a capa, toda criativa , do single português "Sunshine of your love", de realçar que os Rosetta Stone e os Bay City Rollers tem algum culto dentro do movimento Powerpop, tendo inclusive sido editado um CD dos Rosetta Stone pela editora Japonesa Wizzard in Vinyl.

E como o mundo dá muitas voltas, não é que os Bay City Rollers estiveram anunciados para o Punk & Disorderly , acredito que foi um ambiente um pouco engraçado nesse dia, já que muito do típico(a) fã dos Bay City Rollers não costuma ter muita afinidade com o Punk.



Destaque

Acylum - Zigeunerjunge (EP 2015)

  Estilo: EBM/Industrial Origem: Alemanha Lista de faixas: 01. Zigeunerjunge  02. Zigeunerjunge (Amduscia Remix) 03. Follow Me  04. Zigeuner...